UM QUARTO HOMEM NO FOGO
Sodraque, Mesaque e Abede-Nego
A verdadeira liberdade é mais que simples respostas às orações pelo que desejamos ou pensamos ser melhor para nós. Não haverá permanente livramento de nossa ansiedade, enquanto não formos capazes de afirmar: Mesmo se não der certo, como planejamos ou esperamos, alcançaremos vitória maior. Estamos vivos para sempre. Nada nesta vida nos pode derrotar.
Grande parte de nossa fé depende de conseguirmos que Deus realize certas coisas, das quais nos consideramos necessitados. Medimos a nossa fé pelas respostas às nossas petições. Permanecemos fiéis quando há um fluxo constante de milagres a nosso favor, mas quando enfrentamos reveses ou longos períodos de espera pelas respostas à oração, achamos que alguma coisa está errada. Às vezes, questionamos até mesmo a fidelidade de Deus.
A história de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego apresenta-nos o quarto Homem na fornalha ardente mediante quatro expressões de fé. Durante o exílio babilônico, os três amigos de Daniel super visores administrativos do povo de Deus, foram fiéis a Iavé e jamais adoraram os deuses babilônicos. Quando Nabucodonosor erigiu uma imagem de ouro de quase trinta metros de altura e quase três de largura, na província de Babilônia, eles não a adoraram. A notícia dessa desobediência deixou o rei tão furioso que ele ordenou que trouxessem os três hebreus à sua presença. "É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a imagem de ouro que levantei? Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da citara, da harpa, do saltério, da gaita de foles, prostrai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes sereis no mesmo instante lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?" (Daniel 3:14-15).
A resposta dos corajosos hebreus foi cheia de confiança e ousadia: "O Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e das tuas mãos, ó rei" (Daniel 3:16-17). A declaração deles, mais adiante, expressa o segredo da sua ousadia: "Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste" (v. 18).
A fé que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego possuíam não dependia do livramento, mas baseava-se no conhecimento de que Deus cuidaria deles, não obstante a fornalha. Só teremos vida abundante quando pudermos proferir essas palavras.
Eles não confiavam em Deus para abrir-lhes o caminho, mas para um caminho através de qualquer provação.
Jamais entregaremos realmente um problema a Deus enquanto não pudermos fazê-lo com a confiança de um "se não". Perturbador? Sim! Mas sublimemente libertador. Todos temos lutas que exigem o poder e a ajuda de Deus. Muitos vivem no nível da fé que faz um pedido e espera uma resposta. Quando nos deparamos com uma oração aparentemente não respondida, sentimo-nos esquecidos e desanimados. No entanto, é então que temos uma abençoada oportunidade de crescer. Quando olhamos além da resposta interesseira e vemos que Deus tem planos ainda melhores, descobrimos uma paz que "ultrapassa o entendimento".
Podemos permanecer de pé com uma ousadia iluminada. Através de Jesus Cristo possuímos "uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos
céus. . ." (1 Pedro 1:4). Todas as nossas orações devem descansar na perspectiva da vitória de Cristo sobre o mal e a morte. A luz dessa fé podemos abrir mão de nossas necessidades, certos de que Deus sabe o que é fundamentalmente melhor para nós. Mesmo que ele não responda como gostaríamos, esse fato pode ser apenas uma vírgula no triunfante relato de nossa aventura cristã, cuja vitória final é certa.
Assim, a primeira coisa que aprendemos de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego é enfrentar a fornalha.É na fornalha que nossa obediência enfrenta as chamas do mal no mundo. Alguns arranjam problemas por razões erradas como orgulho, obstinação e arrogância. Também à nossa volta se levantam deuses falsos, e alguns de nós enfrentam uma fornalha de dificuldades por não se curvarem diante deles. Quando recusamos a nos curvar diante delas, podemos sofrer a rejeição e as críticas. Para outros, a fornalha pode ser sofrimento físico ou problemas emocionais. Quando a vida nos desaponta, somos tentados a adorar uma imagem de frustração e futilidade.
A fornalha mais ardente, contudo, é a sensação de que Deus nos abandonou. Ela arde como resultado da nossa adoração de um deus que nós mesmos esculpimos — um deus que obedeça a nossas ordens e atenda a nossos pedidos. Ele é terreno, não celestial; um rapaz de recados, não o Soberano eterno de toda a criação. Mas Deus não quer estar em nossa agenda; ele nos quer na dele!
Enfrentar a nossa fornalha significa nos atracarmos com a reali¬dade. Sejam quais forem os problemas — perplexidades, doenças, desapontamentos nas relações humanas — podemos enfrentá-los de frente, seguros de que, mesmo que Deus não nos livre deles de acordo com os nossos desejos, ele nos ajudará através deles. Enfrentamos a fornalha quando a entregamos à sábia providência de Deus e confiamos nele para que nos fortaleça e nos coloque além dela.
O problema não é tudo na vida. Regularmente, visito pessoas hospitalizadas, que podem não melhorar. Em cada caso, ajudo-as a prosseguirem com a investigação do que lhes acontecerá se as orações pela sua recuperação não forem atendidas. Onde estarão elas depois? Quando a segurança da infalível graça de Deus é mais importante que a resposta secundária da cura imediata, nada mais importa. Elas recebem a liberdade para afirmar com Paulo: "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos quer morramos, somos do Senhor" (Romanos 14:8). É estimulante que o momento da renúncia seja freqüentemente o princípio da cura ou da solução de um problema difícil.
Perguntaram a Lutero onde ele estaria ao enfrentar os furiosos bispos, os cardeais e o Papa na Dieta de Worms. Sua resposta vale para todas as fornalhas da vida que tivermos de enfrentar: "Naquele momento, como agora, estarei nas mãos do Deus Todo-poderoso!"
A segunda coisa que aprendemos de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego é entrar em nossa fornalha e deixar os resultados com o Senhor. Eles confiavam em Deus, quer por livramento, quer por vigor a fim de suportar a dor das chamas. Façamos essa declaração e deixemos os resultados com Deus. Não somos responsáveis pelos resultados; somos responsáveis pela obediência. A sarcástica pergunta dirigida a Jó: "Jó ama a Deus por nada?" podemos responder com firmeza: "Amamos a Deus por Deus!" Não afirmamos mais: "Deus, se tu fizeres isto por mim, farei isto por ti", ou: "Deixarei de fazer isto ou aquilo, se prometeres fazer isto por mim!" Que possamos afirmar: "Senhor, deixo os resultados em tuas mãos."
Quando enfrentamos a nossa fornalha e deixamos os resultados com Deus, podemos estar certos de sua presença conosco no fogo.O Senhor estava com eles no fogo. Ele é o quarto Homem no fogo!
O Senhor sempre atende à oração. Quando a resposta não é a que desejamos ou a que pedimos, ele nos dá um presente bem melhor — ele próprio. Deus viveu entre nós em Jesus Cristo e passou pelas chamas de nossa humanidade por nós, a fim de que pudéssemos ter a certeza de que ele jamais se ausenta quando precisamos dele. Ele está conosco agora. Com ele ao nosso lado, podemos suportar nossa fornalha ardente. Note que ele não extinguiu o fogo nem tirou os três homens da fornalha.
Quando estamos dispostos a confiar na sua providência, o Senhor intervém a tempo e no seu tempo. Quando entramos na fornalha, os resultados ficam a critério do seu plano e horário, e sua intervenção convencerá os outros do poder que ele tem.
Foi preciso um acontecimento extraordinário na vida do rei para mudar-lhe a atitude com relação ao povo de Deus, cruelmente deportado para Babilônia. Era preciso fazer algo para reassegurar ao povo que o poder de Iavé não se limitava a Jerusalém e à terra prometida. O que aconteceu na fornalha ardente transformou, não apenas o rei, mas também o povo hebreu. Deus realmente estava no comando! A intervenção divina abalou toda a terra, desviando a atenção de todos dos deuses pagãos para o verdadeiro Deus, e infundindo coragem e esperança no povo cativo.
O povo de Deus, exilado por causa da sua apostasia, evangeliza os seus captores. De fato, Deus tem a última palavra!
A confiança deles não dependia do livramento, de acordo com os critérios humanos.Por último, aprendemos de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego que não há limite para o que Deus fará se dermos a ele a glória. Nosso futuro poder da oração depende de darmos ao Senhor a glória por tudo o que aconteceu no passado.
Nosso testemunho deve ser que somente Deus poderia ter feito o que fez, e que mesmo que tivesse feito de modo diferente, ainda confiaríamos nele.
De nossos estudos dos heróis e heroínas do Antigo Testamento, um tema constante se nos afigura. O Senhor do impossível chamou a todos para se arriscarem, e nenhum deles sabia como a provação ou o desafio terminaria. Eles não buscaram heroísmo; tão-somente obedeceram a Deus e confiaram nele para que o Senhor realizasse os seus propósitos através deles.
Estamos dispostos a abrir mão dos temores do que nos possa acontecer? Se pudermos proclamar nossa independência de outros deuses, então poderemos levar nossas necessidades ao único Deus verdadeiro. Quando proferimos e enfatizamos as duas palavras no fogo — "Se não" —, o quarto Homem fará muito mais do que esperamos — e de um modo incomparavelmente melhor.
QUANDO TUDO 0 MAIS FALHA
Ezequiel
Você já conheceu alguma época em sua vida quando nada parecia dar certo? Alguma área de sua vida? Um relacionamento ou uma responsabilidade? Algum problema que resiste à solução ou ao desafio, com o qual você parece não poder lidar? Já ficou abatido ao ponto de se desiludir da vida como um todo? O que faz você quando nada dá certo, quando os melhores esforços e os maiores dispêndios de energia somente parecem piorar a situação?
Todos nós já o sentimos em tarefas que pesam muito em nossos corações. O que você pode fazer quando nada dá certo?
Foi numa época em que nada dava certo que Deus nomeou Ezequiel profeta para o seu povo. Ele viu o templo perder a sua glória, ao ser despojado de ornamentos e acessórios, num último esforço para afastar a derrota, pagando tributo. O profeta testemunhou a ascensão e a queda de quatro reis. Finalmente, por volta de 597, Ezequiel foi levado para a Babilônia juntamente com o rei Jeoaquim e outros cidadãos distintos, como príncipes e artesãos.
No primeiro ano de exílio, Ezequiel observou o povo de Deus e condoeu-se de sua triste condição espiritual. As notícias desanimadoras de Jerusalém intensificavam a angústia deles.Eles se sentiam sozinhos e abandonados na Babilônia. Estar fora da Palestina era estar longe do Senhor. O ridículo e o escárnio de seus captores somente aumentavam a angústia deles.
Foi numa época de abatimento, sem canção, que Deus levantou a Ezequiel com uma nova canção. E a canção de esperança que ele ensinou ao povo de Deus em terra estranha foi a primeira que lhe ensinou o Senhor. O que Deus desejava para o seu povo, ele primeiro produziu em seu profeta.
A chamada de Ezequiel continha três admoestações estimulantes. A primeira, era que ele permanecesse firme, de modo que Deus pudesse falar-lhe. O Senhor desejava de seu profeta completa atenção, pés firmes, prontos para se mover com fidelidade. A segunda admoestação era acompanhada de um dom. O Espírito do Senhor penetrou na alma esvaziada de Ezequiel, quando lhe disse: "Tu lhes dirás as minhas palavras." E para que a ordem se cumprisse, o profeta recebeu um rolo da Palavra de Deus. A terceira ordem, foi: "Tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não te insurjas como a casa rebelde; abre a boca, e come o que eu te dou." O rolo foi dado a Ezequiel com um urgente: "Filho do homem, come o que achares; come este rolo, vai e fala à casa de Israel" (Ezequiel 2:1, 7, 8; 3:1).
Levante-se, mova-se, coma e digira a Palavra de Deus. Quando nada mais dá certo, é isso precisamente o que o Senhor faz por nós. Ele atrai a nossa atenção, dá-nos um desafio para que dependamos somente de seu Espírito para o nosso sustento, e nos alimenta com a sua orientação, enquanto mastigamos e digerimos as suas palavras de estímulo.
Ele pode tomar pessoas mortas, igrejas mortas, casamentos mortos, amizades mortas, projetos mortos, e ressuscitá-los para uma nova vida mediante a efusão de seu Espírito! Foi essa a mensagem esperançosa e liberadora de Ezequiel ao povo de Deus, através dos vinte anos de seu ministério na Babilônia a partir de 592 a.C.
Quando a cidade caiu em 586 a.C, ele teve uma visão do que Deus era capaz de fazer por seu povo, que pensava que nada mais daria certo. Ezequiel se tornou o profeta da glória de Deus. Para o povo de Deus, Ezequiel era um ponto decisivo, a marcar a inversão do fluxo de pensamento e expectativa da morte para a vida. Ele era um profeta do poder ressuscitador de Deus.
Ao profeta, o Senhor assegurou que levaria o seu povo do exílio para Jerusalém, mas eles não seriam o mesmo povo tirados da sua terra natal. Para todos eles o exílio seria como humilhação e morte. E das sepulturas do fracasso e da apostasia, Deus ressus¬citaria um novo povo. Ele lhes daria um novo coração e colocaria o seu Espírito dentro deles — outra garantia de uma dieta de último recurso, quando nada mais dava certo. A promessa do Senhor é a de que todos nós precisamos: "Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus" (Ezequiel 36:26-28).
Então o Senhor deu a Ezequiel uma revelação de como isso aconteceria. Ele se apoderou do profeta e deu-lhe a visão do vale de ossos secos.
Afirma a Bíblia que o profeta foi arrebatado pelo Espírito. Sentiu-se fora de si, viu a condição real de seus irmãos judeus e viu também o que Deus estava prestes a realizar. O que Deus lhe revelou deve ser compreendido no contexto da interpretação após a visão. "Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel" (Ezequiel 37:11). E eles podem ser os nossos também e de nossa igreja!
"Filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos?" Note como o Senhor se aproveita do provérbio de desespero que circulava entre o povo: "Os nossos ossos se secaram". Ele desejava saber se o profeta acreditava que eles pudessem reviver. Ezequiel respondeu com humildade e realismo, de par com temor e espanto: "Senhor Deus, tu o sabes" (37:3). Era uma resposta de rendição e franqueza, como se dissesse: "Ó Senhor, eles não podem viver sem ti. Somente tu podes trazê-los à vida!"
Ezequiel recebeu ordens para profetizar aos ossos secos.Ezequiel seguiu as ordens e fez como o Senhor lhe disse. Enquanto profetizava, houve um ruído estrepitoso, e os ossos começaram a se ajuntar, cada osso à sua junta correspondente. Então os tendões cresceram por cima deles, seguidos de carne e pele. O resultado foi um vale de corpos mortos, faltando apenas a respiração que os trouxessem à vida plena de novo. Para esse fim, o Senhor instruiu a Ezequiel que ordenasse a volta da respiração aos corpos mortos. Tendo ele feito isso, os corpos voltaram à vida e se puseram em pé como um grande e expressivo exército. Uma ressurreição dos mortos acontecera!
O Senhor foi rápido em apresentar à mente de Ezequiel as implicações da visão.Duas coisas importantes essa visão nos revela, quando pensamos que nada mais dá certo. A primeira é: reconheça os ossos! Os ossos eram Israel. O significado para nós é que também podemos estar espiritualmente mortos, enquanto fisicamente vivos.Estamos entre os mortos-vivos sempre que nossa capacidade para a esperança se acaba, sempre que o nosso amor por Deus e pelos outros começa a esfriar-se e se torna superficial, e sempre que a nossa fé se restringe a um hábito e um dever monótono. Nossa finalidade é a de ser vibrantes e radiantes. Reconheçamos os ossos da monotonia, da aparência triste e da falta de alegria. Não há nada mais ineficiente do que a religiosidade que perdeu o entusiasmo e a atração. Se não estamos entusiasmados com a vida, nossas vidas estão entre os ossos secos — fragmentadas e espalhadas. E o Senhor afirma: "Você está morto, seco, vazio, mortalmente triste. Mas eu vou dar-lhe nova vida!"
Quanto mais falo com líderes e membros da igreja atual, mais convencido fico de que a nossa maior necessidade é reconhecer os ossos do nosso institucionalismo morto. Nada deu certo! Devemos admitir, como indivíduos e como um corpo, nossa necessidade da ressurreição diária e do sopro do Espírito Santo para nos encher. Há ciclos de morte e ressurreição nas vidas dos crentes como indivíduos, assim como nas igrejas. Quando apreciamos o nosso passado mais que o nosso futuro, começamos a morrer. A experiência de Deus no passado jamais pode substituir o que ele anseia ser para nós agora e no futuro.
O Senhor quebranta as igrejas bem como as pessoas. Ele permite que elas cheguem ao ponto em que nada mais dá certo! Ele nos faz a pergunta que fez a Ezequiel: "Acaso poderão reviver estes ossos?"
Devemos reconhecer os ossos. "Senhor, estamos mortos. Mortos em comparação com o que desejas da tua igreja. Enfadonhos, comparados com o Cristianismo contagioso que percebemos nas páginas de Atos. Desejamos voltar à vida. Mais vivos que jamais fomos antes. Ansiamos ser um centro de nova vida, pregação dinâmica, conversões, uma comunidade amorosa, aberta para a compreensão, alcance e acolhimento, onde as pessoas são amadas e livres para viver a vida abundante."
Reconhecer os ossos, oração que jamais voltará sem resposta. A ressurreição da igreja pode acontecer e acontecerá. Os ossos vão ganhar vida!
A ressurreição espiritual exige uma combinação da franqueza com o desejo de viver no mais alto nível para o Senhor.
Somente Deus pode dar entusiasmo e vida à pregação de sua Palavra. Ele é o único que pode capacitar as pessoas à reação. Ele é o agente da conversão e a fonte da dádiva da fé.Ele gera uma prontidão e uma responsabilidade em seu povo, que é nada menos que um milagre.
A maioria de nós é tão orgulhosa e auto-justificadora que evita a todo o custo a experiência de reconhecer os ossos. Na verdade, a percepção do que está morto em nós ou em nossas igrejas é um sinal de grande maturidade. A única coisa pior que o próprio fracasso, é o fracasso em admiti-lo e em permitir que Deus conceda o dom da ressurreição. Quando nos recusamos, Deus precisa achar um meio de nos revelar o quanto estamos mortos.
Quando nada mais dá certo, a pergunta mais importante é: "Por que nada deu certo?"
O Senhor assevera: "Admita os ossos — eles são seus!" Aí é quando os ossos obtêm tendões, carne e pele. A ressurreição não está muito longe.
Depois que admitimos os ossos devemos repudiá-los. A dieta espiritual de Deus para Israel e para nós é um novo espírito e um novo coração, que sejam capazes de receber e conter o seu próprio Espírito doador da vida. Os ossos foram ligados. Os esqueletos receberam nervos e carne, mas não houve vida até o Senhor assoprar-lhes o seu Espírito. Minha interpretação é que nosso novo espírito seja uma nova disposição, uma atitude diferente, uma perspectiva liberada.
Deus prepara os nossos corações através da confrontação, confissão e confirmação de seu amor, antes que haja uma prontidão de nossa parte para receber o seu Espírito. Seu Espírito é o autor da preparação e do enchimento interior. Rendição completa é o prelúdio para a ressurreição dos ossos mortos de nossos sonhos desfeitos e alvos não alcançados.
O segredo da vida nova e abundante nos é oferecido por meio da morte e ressurreição de Cristo, e do poder do Espírito Santo. Ele morreu para que pudéssemos ser perdoados, e ressuscitou para que a morte não mais seja nossa inimiga.
Nossa esperança não se baseia apenas na ressurreição dele, mas no fato de que nós mesmos ressuscitamos para uma nova vida que jamais findará. A ressurreição para uma vida cheia do seu Espírito promete a regeneração de nosso caráter e de todo o nosso ser. Não só ele nos arranca das nossas sepulturas de impotência, mas também nos dá o poder para viver com liberdade e alegria, como novas pessoas.
O período entre a ressurreição e o Pentecoste foi como um vale de ossos secos. O que trouxe aqueles discípulos esgotados à vida foi o derramamento do Espírito Santo.
Quando leio essa história, vejo que o renascimento espiritual sempre começa com pessoas que admitem os ossos e depois os repudiam através da experiência do arrependimento e da aceitação do poder do Senhor.
Se você se encontra em uma dessas ocasiões em que nada está dando certo, agradeça-a Deus. Se você sente que está frio o seu coração, creia que Deus o substituirá por um coração de carne — aberto, caloroso e receptivo. Você está pronto para receber o sopro da vida, o Espírito do próprio Senhor.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
O Senhor do impossível - Lloyd John Ogilvie
Postado por
DAVI E AMY
às
06:53
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