GRAÇA RENOVADA Moisés,o Líder
A minha mais difícil descoberta acerca da vida abundante foi esta: viver um dia de cada vez e receber a graça renovada do Senhor para cada dia. Deus, em sua bondade, dispôs a vida em compartimentos diários, de modo que podemos viver o presente com o poder da sua presença. Mas isso não é fácil de ouvir nem de lembrar.
E a verdade mais importante que Deus ensinou a Moisés e a seu povo durante os primeiros poucos meses no deserto, depois que atravessaram o mar Vermelho. Foi uma época em que o Senhor do impossível ensinou a Moisés e ao seu povo a respeito de sua graça ilimitada para satisfazer às necessidades diárias. Em todas as crises o Senhor levantou Moisés como um grande líder, e seu povo como uma grande nação.
O povo estava mal preparado para os rigores do deserto. A areia e a pedra calcária transformaram-se em forno sob o sol escaldante. Logo, a água e a comida chegaram ao fim. Quarenta e cinco dias no deserto e já estavam esfaimados e encarquilhados. A água de suas bolsas de couro, que apanharam no oásis de Elim ao longo do caminho, havia acabado. O gado trazido do Egito havia sido abatido e comido. Os lábios estavam ressequidos e a fome corroía-lhes os estômagos.
Não mais entoavam louvores acompanhados de tamborins e címbalos, haviam feito um mês e meio atrás, ao celebrarem a vitória do Senhor sobre os egípcios. Agora havia impaciência misturada com pânico. A falta de fé tem memória curta. O medo do futuro produz o esquecimento fácil das bênçãos passadas. O povo se tornava inquieto e rebelde. O que Moisés podia fazer? A única coisa que ele sabia fazer era clamar a Deus. "Iavé, o que desejas que eu faça?" O que o Senhor lhe disse dá-nos o segredo de como ele deseja cuidar de nós. Levando-se em consideração as circunstâncias do deserto assolador, sua promessa foi espantosa.
O Senhor prometeu enviar carne à tarde e pão pela manhã. E aconteceu tal como ele disse a Moisés que faria. Comeram com avidez, e mais uma vez cantaram louvores a Deus. Agora podiam dormir.
Despertando o povo pela manhã, ficou assombrado com outra evidência do cuidado amoroso do Senhor. Por toda a terra havia uma substância semelhante a semente de coentro, fina como a geada; de cor amarela e aparência resinosa, semelhante ao bdélio. O povo clamou: "Manhu!", que significa: "Que é isto?" E daí que vem o vocábulo "maná". Quando eles o provaram, sabia a mel ou a óleo fresco. Descobriram que podiam moê-lo, socá-lo, e, depois de cozido, transformá-lo em bolos.
Este lhes seria dado a cada manhã. Eles deviam colher apenas o suficiente para cada dia e para dois dias na véspera do sábado. Sempre que o povo tentava guardar mais de uma provisão diária, exceto por ocasião do sábado, o maná se tornava rançoso e cheio de bichos.
A mensagem era clara: o Senhor proveria diariamente. Eles teriam de aceitar a sua bênção renovada a cada dia. O maná não ficaria velho.
A mesma verdade se aplica a nós. Há graça renovada para cada novo dia. Não podemos viver da inspiração de ontem. À medida que o Senhor nos dá cada novo dia, ele nos mostra o caminho. Antigas experiências de sua graça não são suficientes para hoje. Carecemos, a cada dia, de nova direção e novo poder. Quando oramos e estudamos as Escrituras a cada manhã, o Senhor nos dá exatamente o necessário para aquele dia. Precisamos renunciar a temores, frustrações, problemas e perplexidades, e confiar nele completamente. Ele nos concederá poder, discernimento, sabedoria e plena comunhão com ele.
Moisés e o povo tiveram de aprender isso através da peregrinação no deserto. E Deus foi fiel. Quanto mais penetravam no deserto, tanto mais tinham de confiar nele a cada passo do caminho.
Deus os ensinou que deviam depender uns dos outros e apoiar-se mutuamente para que a sua bênção pudesse fluir.
Moisés aprendeu que ser grande é estar disposto a receber força dos outros, da mesma maneira como a recebia do Senhor.
O Senhor determinou que suas bênçãos serão liberadas quando orarmos. Ele deseja que seus filhos se identifiquem como família, na qualidade de irmãos e irmãs em sua família eterna. Essa é a razão por que muitas vezes ele retém o que tem de melhor, até orarmos por suas intervenções.
A batalha é do Senhor, mas ele prefere vencer através de nossa cooperação. Moisés tinha de descobrir isso repetidas vezes.
O Senhor do impossível deseja que descubramos o que ele ensinou ao povo de Israel. Tudo o que temos é o dia de hoje. Nosso desafio é vivê-lo como se fosse o nosso último dia, e vivê-lo em toda a plenitude. O Senhor nos oferece graça renovada para as nossas necessidades específicas, e amigos fiéis que continuem a nos incentivar. Conte a ele a sua necessidade. Peça aos outros que intercedam por você. Não dependa da inspiração de ontem ou do discernimento da última semana. O novo maná está à sua disposição, e Arão e Hur estão ao seu lado.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O Senhor do impossível - Lloyd John Ogilvie
Postado por
DAVI E AMY
às
06:02
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