MOLHANDO OS NOSSOS PÉS
Josué Atravessa o Jordão!
Percebeu você como suas respostas positivas ampliaram sua visão do Senhor do impossível? De repente, percebemos que o Senhor nos mostra o caminho, nos oferece o seu poder, promete nos ajudar e em seguida convoca-nos a darmos o primeiro passo. E quase como se ele esperasse para ter certeza de que realmente desejamos receber as respostas às orações que fazemos. É tão grande o seu amor que ele deseja que cooperemos com ele na realização da sua vontade para nós.
O povo, depois de peregrinar no deserto por trinta e oito anos, adiando o desafio de entrar e possuir a terra que o Senhor lhes havia preparado, havia chegado à fronteira da terra prometida. E para pôr fim ao período de evasivas e dar início ao movimento para a frente, o Senhor convocou um homem chamado Josué. Quando Deus deseja realizar o seu propósito em nós, ele cria em nós o desejo de avançar e a seguir revela os passos específicos.
Josué se tornou um homem de Deus experimentado, um general brilhante e um crente fiel na realização do impossível mediante o poder do Senhor. Ele partilhou do amargo desapontamento de Moisés quando o povo não deu atenção a Calebe e a sua admoestação de possuir a terra prometida. Agora, após trinta e oito longos e cruciantes anos de vida nômade, Josué estava decidido a seguir a estratégia de Deus para atravessar o Jordão. Ele nos diz como fazer do futuro um amigo.
Depois de passar um longo tempo com Deus, Josué anunciou ao povo: "Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós" (Josué 3:5). Podemos imaginar o efeito eletrizante dessa chamada sobre o povo abatido e desencorajado. Trinta e oito anos de peregrinação haviam cobrado o seu preço sobre a expec¬tativa. Como pessoas esgotadas, o amanhã não passava de mais um dia.
Como você se sente acerca de seu amanhã, do futuro? Você está na expectativa? Um sinal certo de que você está em comunhão com o Deus vivo é acreditar no futuro mais que no passado.
Devido ao excesso de uso, a palavra maravilhoso se tornou muito comum. Mas precisamos redefinir e reivindicar o seu verdadeiro significado. Ela significa "repleto de maravilha". É uma combinação de surpresa, temor e deleite. É a nossa reação às intervenções felizes de Deus. Um amanhã maravilhoso é aquele no qual Deus nos surpreende com o desprendimento de seu poder em face dos desafios, à primeira vista impossíveis.
Há uma terra prometida a alcançar num amanhã cheio de esplendor. Para os israelitas era Canaã, — uma terra em que viveriam sob sua providência, seu poder e sua provisão. Canaã os identificava como o povo escolhido, chamado e querido por Iavé. Nossa terra prometida é essa e muito mais ainda. É uma combinação de todas as bênçãos de Deus, da vida abundante em Cristo e da plenitude de seu Espírito em nós. É a alegria de viver com Cristo uma nova vida, a solução de impossibilidades há tanto tempo suportadas, e a realização de nosso potencial. Sob essa luz, um amanhã maravilhoso é aquele em que reclamamos mais de nossa terra prometida.
As maravilhas de Deus para um amanhã diferente requerem a consagração do povo.
O povo de Israel devia lapidar-se a si mesmo do passado e de qualquer coisa que impedisse a sua absoluta devoção. Deviam "alegrar-se" ao perceber outra vez que pertenciam a Deus e que este os levaria à terra prometida. Para nós, significa nos desligarmos do passado, que retém a nossa capacidade de imaginar o que Deus pode fazer. Hoje pode haver alegria antecipada pela futura realização de Deus, tal como descrita em nossa imaginação. Muitos esperam tão pouco e ficam desapontados quando o recebem!
Era necessária a consagração do povo, porque o que o Senhor estava prestes a fazer por eles exigia sua cooperação, confiança e coragem. Josué partilhou com o povo a estratégia que o Senhor lhe deu. Ele selecionou um sacerdote de cada tribo para levar a Arca da Aliança adiante do povo. A promessa era que, quando as solas dos pés dos sacerdotes tocassem o Jordão, teria início a maravilha da separação das águas. O leito do rio se secaria e todo o Israel atravessaria de pé enxuto. As águas do Jordão eram particularmente altas na época da colheita, quando o fluxo regular do rio (cerca de quinze metros de largura) transbordava, alagando até a área mais ampla ao longo das margens. Que o ímpeto de toda aquela água seria refreado, era uma promessa e tanto!
Foi um desafio, especialmente para os sacerdotes que levavam a Arca. Imagine a coragem que deles se exigia. O Senhor do impossível decidira fazer com que o milagre dependesse dos sacerdotes molharem os seus pés.
Sem dúvida, aqueles sacerdotes reivindicaram tanto o pacto dos mandamentos como a misericórdia do Senhor, quando consideraram o espantoso passo de fé.
Não havia como voltar atrás. Deus e o povo dependiam deles. E assim os doze, com a Arca aos ombros entraram na água. Tinham feito a sua parte.
Nada aconteceu! Pelo menos de imediato nada aconteceu que pudessem notar. Os sacerdotes tiveram de permanecer em pé dentro da água — esperar, confiar, orar — enquanto pouco a pouco o refluxo das águas, a trinta quilômetros de distância, secasse o leito do rio. Suponho que eles tenham entrado nas águas até a altura dos pescoços, na expectativa de um milagre instantâneo, como na divisão do mar Vermelho, quando Moisés tocou a água com sua vara. Nada disso. Deus é original em cada uma de suas intervenções.
O Senhor havia sido fiel à sua promessa. "Afinal de contas, você estava certo, Josué!"
Muitas das maravilhas que Deus deseja realizar em nossos amanhãs exigirão essa crise de espera para o seu cumprimento. O que teria acontecido se aqueles sacerdotes tivessem saído da água, dizendo: "Olha só Josué, não funcionou!" É preciso que Deus nos dê tanto a coragem para arriscar como a paciência para esperar pelo seu tempo oportuno. Precisamos de pés jubilantes enquanto esperamos, sabendo que Deus é fiel.
Mas esse não foi o fim da prova de resistência daqueles sacerdotes. Eles teriam de permanecer no meio do leito até que todos os milhares de israelitas tivessem atravessado. Quando o rio começaria a fluir de novo? Só Deus sabia, e ele era digno da confiança deles.
Quando a pessoa é alvo de um milagre, não fica a analisá-lo. Josué estava tão envolvido no milagre de Deus que só poderia louvá-lo e ajudar Israel a lembrar-se do que Deus estava a realizar.
Isso nos leva ao término de um grande dia. Precisamos saber como concluir um maravilhoso amanhã.
Ação de graças no final de um dia de maravilhas, torna-o o primeiro numa sucessão de amanhãs maravilhosos.
E quanto a mim e a você — nosso amanhã, nossa terra prometida? Há algum Jordão no caminho? O primeiro passo é o mais difícil. Devemos molhar os pés. Por que estão eles tantas vezes secos e sujos com a poeira da relutância? Entre no seu Jordão! Neste momento, vamos esperar pela parada das águas? Deus é fiel. Ele decidiu fazer com que seu milagre dependesse dos sacerdotes, mas certamente eles não poderiam realizá-lo sozinhos. Quem está dependendo de que eu ou você fiquemos parados no Jordão, a fim de passar à terra prometida?
terça-feira, 9 de junho de 2009
O Senhor do impossível - Lloyd John Ogilvie
Postado por
DAVI E AMY
às
05:44
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