domingo, 19 de julho de 2009

Regeneração por decisão - James E. Adams

REGENERAÇÃO POR DECISÃO E APELOS

O apóstolo Paulo, o grande evangelista, nunca ouviu acerca de apelos, e mesmo hoje alguns consideram essa prática como sendo uma marca necessária para uma igreja verdadeiramente evangélica. De fato, algumas igrejas que não usam essa prática são, muitas vezes, acusadas de não se importar com os perdidos. Nem Paulo nem Pedro jamais concluíram suas pregações forçando seus ouvintes à decisão de vir ou não à frente. Não é apenas a História da Igreja, portanto, mas também a história contida nas Escrituras que, conjuntamente, atestam que o apelo está em conflito.

Alguém poderá perguntar: "De que maneira os pregadores do Evangelho nos primeiros dezoito séculos convidavam os homens para virem a Cristo sem o uso dos apelos?" Eles o fizeram do mesmo modo que os apóstolos e as outras testemunhas da igreja primitiva. Suas mensagens eram cheias de convites para todos os homens, em todo lugar, para vir a Cristo.

Pedro, no dia de Pentecostes, concluiu seu sermão com estas palavras: "Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo". Pedro parou. Então o registro divinamente inspirado nos diz: "Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?" (Atos 2:36-37). Essa reação foi o resultado da obra do Espírito de Deus, não de espertos apelos ou pressões psicológicas. Naquele dia os apóstolos testemunharam a conversão de três mil pessoas.

Os sermões de George Whitefield eram longos chamados a Cristo, não a um altar. O mesmo pode ser dito da pregação de Jonathan Edwards, dos Reformadores e de outros no passado que foram abençoados com uma colheita de muitas almas usando os meios das Escrituras para chamar as pessoas a Cristo.

Hoje os apelos têm-se tornado o clímax e a culminação do culto inteiro. Muitos tipos de apelos são feitos ao pecador para que venha à frente, e é dada a clara impressão de que o destino eterno do pecador é determinado por esse movimento de seus pés.

Para Charlotte Elliott, vir a Cristo não significava caminhar pelo corredor num auditório. Apesar de que muitos dos que se utilizam dos apelos o fazem conscientes de que vir a Cristo não é sinônimo de vir ao altar, eles dão impressão, aos pecadores, de que o primeiro passo para vir a Cristo é caminhar pelo corredor.

Você lembra como as multidões seguiam, fisicamente, a Jesus até que Ele começou a pregar algumas verdades impopulares? Então, as multidões deram meia-volta (João 6:66).

Por quê? Não foram elas a Cristo com seus pés? Sim, mas não é este o modo de vir a Cristo que é necessário para a salvação. Cristo disse: "Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6:37).E novamente Ele disse: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer" (João 6:44). Em nenhuma destas oportunidades Jesus estava falando do movimento físico dos pés.

Os homens, hoje, precisam ser lembrados de que vir a Cristo não é percorrer um corredor de igreja até a frente, mas é a entrega de si mesmo a Cristo, para vida ou morte. Possa Deus motivar a Igreja a retornar às Escrituras, para seus métodos de ganhar homens para Cristo. Possam os pecadores serem desafiados, não a vir à frente numa reunião, mas a vir ao Senhor Jesus Cristo.

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