sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Senhor do impossível - Lloyd John Ogilvie

NADA É IMPOSSÍVEL Abraão

O que você está empreendendo que não possa concluir sem uma mediação do Senhor? Há anos venho fazendo essa pergunta a mim mesmo e aos outros. Muitos de nós passamos a vida dentro dos estreitos limites de nossos talentos e capacidade.

Na realidade, não precisamos de Deus. Nosso temor ao risco nos mantém longe do que não podemos dominar ou realizar com nossa própria habilidade.

Dedicamo-nos somente às coisas inevitáveis. Nossa visão do futuro é quase sempre baseada no que podemos realizar com os nossos próprios recursos e experiências. Quando oramos, pedimos a Deus o seu poder a fim de realizarmos o que achamos melhor. Ele se mostra sensível e misericordioso e o nosso cristianismo entra nos moldes de nossas possibilidades auto-determinadas.


Para eliminar os obstáculos à nossa percepção do possível, João 14:12-14: "Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei."

Quanto mais vivo a aventura da fé e partilho com outros em profundidade o que estão descobrindo acerca de Deus, mais sou possuído desta convicção: o Senhor nos ama e se importa mais com nossos interesses que nós mesmos. Ele é o Senhor das intervenções radicais. Em tempo e a tempo, ele invade os nossos problemas e as nossas perplexidades com poder sobrenatural. Há ocasiões em que ele de fato nos conduz a desafios e oportunidades, a fim de nos maravilhar com o que ele é capaz de fazer com as nossas impossibilidades.


O que essa aventura da fé significa para você? Você já pediu a Deus que o ajude a encarar, sem receio, o risco de aventurar-se em algo por ele revelado? Isso é importante. Deus opera o impossível por meio de uma intervenção radical naquilo que ele orientou. Mantenha isso em mente.

Em um dos seus livros, Oswald Chambers diz que nossas impossibilidades "fornecem uma plataforma na qual o seu [de Deus] grande poder e graça se manifestam. Ele não apenas nos libertará, mas, ao fazê-lo, nos dará uma lição que jamais esqueceremos, e à qual nos volveremos com alegria. Jamais agradeceremos a Deus o bastante por ter feito exatamente o que prometeu."

Abraão constatou esse interessante fato em sua crescente amizade com Deus. Na Bíblia, esse precursor da aventura da fé recebe distinta honra: "Abraão, teu amigo" (2 Crônicas 20:7). Deus mesmo sustenta esta afirmação através do profeta Isaías: "Abraão, meu amigo" (Isaías 41:8). Tiago resumiu o desenvolvimento daquela amizade nestes termos: "Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça"; e: "Foi chamado amigo de Deus" (Tiago 2:23).

Abraão não obteve facilmente sua amizade com Deus, a qual só conquistada através de repetidas provas da intervenção divina. Tudo o que ele intentou fazer contribuiu para levá-lo a afirmar: "O Senhor provera". Através das provas, Abraão tornou-se um herói da fé que sobressai a todos os outros do Antigo Testamento. O segredo de sua vida foi o dom da fé, recebido do Senhor. Ele se destaca pelos riscos que assumiu e pela seqüência de intervenções divinas em sua vida.

A vida heróica de Abraão pode ser dividida em três fases: a chamada à fé, a realização da fé, e a prova definitiva dessa fé. A fase principal é a terceira, mas os eventos das outras ajudam-nos a compreender e a avaliar a ousada afirmação: "O Senhor provera". E a certeza do patriarca na experiência mais angustiante de sua amizade com Deus.

A chamada à fé ocorreu quando Abrão era conhecido como o filho de Terá e vivia no meio do povo semítico que migrou e se estabeleceu em Ur, uma civilização muito avançada do Norte da Mesopotâmia. Uma gama variada de deuses e cultos aos ídolos saturava o politeísmo sumeriano da região e da época: um problema que se evidencia com freqüência nesse período limiar da história do povo de Deus. Por algum tempo esses bons semitas sincretizaram o seu Deus da criação, do dilúvio e de Noé com os deuses locais — o deus da lua em particular.Esta pode ser a razão por que o Senhor o desprendeu, bem como a sua família, dos laços daquela civilização próspera e sofisticada. Deus provocou um sentimento de desconforto em Terá que o induziu a partir de Ur com seu filho Abrão, a esposa deste, Sarai, e Ló, sobrinho de Abrão, impelindo-os em direção à terra de Canaã. Viajaram ao longo do vale do Eufrates até Harã.

Em Harã, o mesmo Deus que orientou Terá a mudar-se de Ur apareceu em revelação direta a Abrão, deixando-o em pânico. O Senhor tinha grandes planos para Abrão, e este talvez vivesse toda uma vida de amizade com Deus antes de perceber que o Senhor proveria para cada passo do caminho. "Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei" (Gênesis 12:1). Os riscos que o Senhor nos desafia a assumir são sempre para o nosso bem, mesmo que pareçam assustadores. O Senhor prossegue: "De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção: abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gênesis 12:2-3).

É uma promessa e tanto, mas agir baseado nela exigia risco. Nela e somente nela, Abrão se apoiava. Assim, apesar da pouca orientação que possuía, ele partiu, e nos anos seguintes conheceu a amizade e a fidelidade de Deus.

Muitos anos foram necessários para que Abrão amadurecesse nessa amizade — confiasse nela, mediante a prova da sua realidade em épocas de dúvida e desespero.

Abrão quase frustrou o plano de Deus de torná-lo o pai de uma grande nação. Por pouco ele e Sarai não escaparam com vida.

A realização da fé, o segundo ato do drama de Abrão que logo seria Abraão, surgiu quando o Senhor o tirou do Egito e o levou para Canaã. O Senhor manifestou-se a ele em seu primeiro acampamento e lembrou-lhe as bênçãos, comprovadas em gado, ouro e prata, e mostrou-lhe a terra prometida a ele e à sua posteridade.

A seguir, o Senhor mandou que Abrão fizesse algo estranho: "Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei" (Gênesis 13:17). Com o propósito de desenvolver em Abrão a ousadia de um aventureiro, o Senhor tinha de ajudá-lo a apossar-se da realidade do aparentemente impossível. Deu-lhe não apenas uma visão, mas também fê-lo guiar-se por ela até que dela se apossasse por completo.

Da mesma forma Deus age comigo e com você. Primeiro, ele nos dá o sonho impossível, depois nos ajuda a ver um quadro desse sonho já em nosso poder, e em seguida, através de nossa imaginação, ele nos ajuda com persistência a formar uma imagem da realidade. Qual é o seu sonho?

Abrão edificou um altar para agradecer ao Senhor e mostrar-lhe a sua fé. Como podemos demonstrar ao mesmo Senhor do impossível que cremos?

A segunda fase encerra-se com a prova da bênção do Senhor sobre Abrão. Não apenas ele derrotou o rei de Sodoma na batalha, mas Melquisedeque, rei de Salém e também sacerdote do Senhor, saiu-lhe ao encontro para celebrar com pão e vinho a sua vitória. Com bastante expressividade, ele abençoa a Abrão: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos" (Gênesis 14:19-20). Talvez fosse confortador para Abrão ouvir da parte de um ser humano a mesma promessa que repetidas vezes ouvira de Deus. O vínculo de amizade entre ele e o Senhor tomava-se cada vez mais forte e estável.

Excelente! Pois na terceira fase dar-se-á o maior teste dessa amizade, conforme veremos. Abrão encontrava-se num dilema. A promessa de Deus anunciava que ele teria inúmeros descendentes, porém Sarai era estéril. Como poderia ser pai de multidões sem um filho? Seria o herdeiro um dos meninos nascidos em sua casa? Não. Em vez disso o Senhor prometeu a Abrão o que parecia impossível. Ele e Sarai teriam um filho. Abrão achou muito difícil acreditar em tal coisa. Sua idade já atingia a casa dos cem anos e a de Sarai a dos noventa! Foi então que o Senhor providenciou-lhe um presente, que é dado com liberalidade a todos os que ousam arriscar-se — o dom da fé. Mostrou-lhe as estrelas do céu e ordenou-lhe que as contasse. "Será assim a tua posteridade".

A seguir vem o versículo 6 do capítulo 15 do Gênesis, um dos mais importantes do Antigo Testamento. "Ele creu no Senhor, e Isso lhe foi imputado para justiça".

Abrão recebeu de Deus a única coisa de que este se agrada e nos une a ele, e que ele anseia se libere de nosso interior. E só pela fé — não por obras ou expressão de nossa bondade própria — que se estabelece e se mantém um correto relacionamento com Deus. Mais tarde essa questão se tornou crucial, tanto para a igreja primitiva quanto para a Reforma. Como nos unimos a Deus? Pela fé somente. E o que Deus deseja de nós ele implanta em nosso íntimo. Fé é um dom.

Sarai insistiu com Abrão a que engravidasse Hagar, sua serva egípcia. Outra vez expõe-se a dificuldade de nosso herói em acreditar na espantosa promessa de Deus. "E Abrão anuiu ao conselho de Sarai" (Gênesis 16:2b). Um erro lamentável que relegou Abrão e Sarai a um estado de desconcerto com a vontade pessoal de Deus por algum tempo.

Ismael nasceu da relação não abençoada de Abrão e Hagar. Como sempre se constata na revelação clara e gradual do Senhor do impossível, alguns de nossos heróis tiveram de se contentar com o segundo lugar porque não souberam esperar pelo primeiro, pelo melhor que Deus tinha para eles. Contudo, o Senhor jamais se esquece de quem escolheu, nem volta atrás em suas promessas.

O Senhor reconduz Abrão ao "ponto zero". Uma vez mais ele faz a sua promessa, e desta vez dá novos nomes a Abrão e Sarai. Abrão será Abraão, pai de multidões, e Sarai será Sara, mãe de nações. Além da nova visão sugerida pelos novos nomes, o Senhor, a fim de encorajar novamente a Abraão, adota um nome definitivo para si mesmo: El Shaddai, Deus Todo-poderoso — aquele que detém todo o poder. Como se tudo isso não bastasse, o poderoso El Shaddai propõe uma aliança e promete abençoar a Abraão e a sua posteridade para sempre. A garantia dessa bênção é um filho que se chamaria Isaque.

E qual foi a reação de Abraão? Ele riu! E mais tarde Sara também riu, ao saber da promessa impossível, isso magoou o Amigo. Era desejo de Deus que eles rissem com ele em puro deleite e alegria pelo que ele estava prestes a fazer, e não dele ou de sua promessa. Não é de surpreender que ele insistisse na mesma tecla. Há humor no coração de Deus que suscita em nós riso de espanto, não de zombaria. Lute com Deus até apropriar-se de suas promessas, mas jamais ria dele! Ele é um Amigo bom demais para isso.

Isaque tomou-se um rapaz vistoso e estimado. Seus pais nutriam um profundo amor por ele, não apenas por terem finalmente um filho, mas porque agora os termos da aliança se cumpririam. Isaque era mais que o orgulho, a alegria e a esperança de Abraão; era a sua vida!

Agora, entre no coração de Abraão e veja o pânico do patriarca quando o Senhor lhe pediu o impossível como prova de sua fé. Podemos sentir as punhaladas de dor em cada palavra da ordem do Senhor: "Toma teu filho, tem único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei" (Gênesis 22:2). O que significava essa ordem? A angústia de Abraão era inexplicável. "Por quê, Deus? Por quê?" ele deve ter clamado, sentindo-se completamente arrasado. "Meu filho, Deus? Como se cumprirá sem Isaque a tua promessa de que eu serei o pai de multidões?" Nenhum pedido pode ser pior. Nada pode parecer mais horrendo.

Restava saber se Isaque era uma dádiva de Deus ou uma posse de Abraão. Como ocorre a muitos de nós, teria Abraão permitido que seu orgulho por Isaque empanasse seu louvor a Deus? Há uma diferença sutil entre "tudo o que eu sou e possuo é dádiva de Deus" e "tudo o que eu sou e possuo é meu — pertence a mim e a Deus — e nesta ordem".

Todos nós incidimos nesse tipo de orgulho auto-gratificante. Da¬mos demasiada importância ao que realizamos para Deus com nossas forças, esquecidos de que não podemos sequer respirar um sopro de ar sem a bênção de Deus a cada momento.

O ponto em questão é: Quem ou o que é o seu Isaque? Quem em sua vida disputa com Deus o primeiro lugar? O que você possui ou realizou que disputa com Deus o significado de sua vida? E freqüente, durante uma crise, percebermos que Deus não recebe de nós a máxima lealdade ou energia na vida diária. Falsos deuses não são apenas ídolos nos campos ou templos de uma antiga época paga; eles invadem nossos lares, identificam-se em diplomas nas paredes de nossos escritórios e estabelecem-se nos alvos e planos de nossa auto-gerada autoridade sobre nosso destino.

Mas devemos aprofundar-nos a fim de perceber o que Deus pretendia ao conduzir Abraão por essa prova cruciante. Fé é risco. É a crença de que Deus provera, a confiança inabalável de que ele nos dará, no momento certo, exatamente aquilo de que precisaremos em tempos difíceis. Foi esse tipo de fé que Deus deu a Abraão. A importância dessa história para nós está em que Deus deu a Abraão mais que um desafio; deu-lhe a certeza de que ele não negaria o seu pacto. Deus foi até ao fundo com Abraão e o levou à sólida segurança da Rocha Eterna.

No momento que ele estava para enfiar a faca no peito de Isaque, o Senhor clama: "Abraão, Abraão!"


Nem um segundo a mais, nem um segundo a menos. As palavras intervieram a tempo e com precisão! E então disse Deus: "Não estendas a mão sobre o rapaz, e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho" (Gênesis 22:12). Abraão havia assumido o risco máximo e Deus? Foi fiel à sua promessa.

Após o momento da extrema intervenção, Abraão olhou por cima dos ombros e notou atrás de si, entre os arbustos, um carneiro preso pelos chifres. De fato, Deus havia provido! Ali estava o sacrifício substitutivo. Depois de sentir a angústia de Abraão, deixe agora a sua imaginação captar a alegria dele. Ele ofereceu o carneiro em vez do filho, e chamou o lugar: "YHWH Jireh", que significa: "O Senhor provera". Estas palavras, transformadas em metáfora da intervenção majestosa de Deus, têm sido repetidas pelas gerações seguintes em épocas de dificuldades, e carregadas à frente de exércitos e procissões.

A história familiar de Gênesis 22 reluz como um diamante, ao expor novos raios de verdade cada vez que a meditamos. Jamais nos cansamos dela, não apenas porque o drama nos prende a atenção, mas também porque exprime a nossa mais profunda necessidade de confiar em Deus em ocasiões de risco e nos reanima com as oportunas intervenções divinas.

Acima de tudo, nossa atenção se volta para outro monte não muito distante do Moriá — o Calvário. Ali Deus fez o que era na realidade impossível. Ele deu o seu próprio Filho como sacrifício pelos pecados de todos os povos, em todas as gerações. O que ele não exigiu de Abraão, exigiu de si mesmo, oferecendo Jesus para que pudéssemos conhecer o seu supremo amor e perdão.

Deus é o mesmo — ontem, hoje e amanhã. Ele é o Senhor do impossível — Moriá e Calvário. Havia uma cruz no coração de Deus quando ele interveio com Abraão e curou a síndrome do pecado através do sacrifício de Jesus Cristo na cruz. E o mesmo coração em forma de cruz está batendo por você e por mim. Ele nos ama com extremo ardor e veio para que pudéssemos saber que somos o seu povo amado e querido.

Aprendemos três coisas importantes com Abraão acerca do Senhor do impossível. As três estão intrinsecamente entrelaçadas numa grande promessa que nos ajuda a viver agora e para sempre.

A primeira é que o Senhor criou a mim e a você para sermos amigos dele.

Quando contemplamos a face de Deus em Cristo, percebemos nela afirmação, aceitação, apoio ilimitado e amor infindo. Enquanto olhamos para ele, maravilhados e gratos, ele nos lembra que a sua amizade não se fia em nossa eficiência e perfeição. "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos" (João 15:1315). Coloque-se no lugar de Abraão e ouça o Senhor dizer: "Abraão, meu amigo".

A segunda coisa que Abraão nos ensinou é que a essência da fé é risco.

Deus é por nós e não contra nós. Ele não deseja um sacrifício religioso de nosso Isaque, mas uma rendição total de nossa vontade obstinada, seja quem for ou o que quer que se tenha tomado o nosso Isaque. Nosso Isaque é aquela pessoa ou coisa que lance uma ponte sobre o espaço vazio entre os nossos sonhos mais acariciados e nosso desejo de vê-los realizados. A aventura da amizade com Deus baseia-se em nossa renúncia ao domínio daquilo que jamais nos coube dominar. Entregamos o que não é nosso a fim de ganhar o que não podemos perder.

Pode acontecer o mesmo com você e comigo. Mas não sem a terceira coisa que aprendemos com Abraão. O legado de visão ampla e liberal que o grande herói da fé nos deixou foi a fiel convicção de que o Senhor provera.

Podemos enfrentar qualquer coisa porque em Jesus Cristo as temos sublimadas em sua intensidade na cruz. O Senhor da intervenção radical assumiu a completa responsabilidade de nosso pecado, fracasso e rebelião. Cristo é o carneiro entre os arbustos, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Deus não apenas permitiu que Jesus levasse o pecado sobre si mesmo, mas também ressuscitou a seu Filho dentre os mortos como nosso Senhor triunfante sobre a morte e o mal. Não é preciso que sacrifiquemos a nós mesmos ou ao nosso Isaque para obter o seu favor. Ele já tomou a ambos de nossas mãos. Agora estamos livres para aguardar com prazer o mesmo poder que intervém em tudo o que lhe confiamos.

E o que podemos fazer em resposta? Dar-lhe completo domínio de nossa vida, nosso Isaque e nosso futuro. E, como expressão da sinceridade da nossa fé, arriscar-nos ao impossível sob a orientação dele. Agite a bandeira "O Senhor provera!" nas trincheiras de seu coração. E ele provera — esteja certo disso.

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