sexta-feira, 22 de maio de 2009

Contaminados com a Babilônia - Steve Gallagher

Vivendo como Reis (No Reino de Satanás)

"Não é a pobreza, mas a insatisfação que torna um homem infeliz".

Matthew Henry

"A felicidade não se encontra no possuir ou no ganhar; apenas no dar. Metade do mundo está no caminho errado em sua busca pela felicidade".

Henry Drummond

Os Estados Unidos desfrutam de uma prosperidade nunca antes experimentada na história da humanidade. Que monarca do passado teve banheiro com água encanada, microondas, televisão ( com notícias instantâneas de todo o mundo), automóveis e geladeira? Mas isso não aconteceu da noite para o dia. Como, então, chegamos a esse ponto?

O nascimento do consumismo

O Renascimento e a Reforma não foram os únicos fatores que contribuíram para tirar o mundo da sombria Idade das Trevas. Um dos grandes movimentos desse novo período histórico começou quando os puritanos romperam com a Igreja da Inglaterra e embarcaram rumo ao litoral dos EUA. A ética puritana do trabalho - que via o trabalho não apenas como algo nobre, mas um verdadeiro ato de devoção a Deus - tornou-se fundamento para o progresso desta nação. O trabalho árduo e seu sucesso consequente era o sinal de que Deus estava com eles.

A Revolução Industrial, que começou na metade do século XIX, trouxe grandes mudanças para a nossa cultura. Fábricas surgiram nas cidades principais, produzindo artefatos mais baratos e bem mais rápido que um ser humano seria capaz de fazer.

As fábricas começaram a produzir mais bens do que o país era capaz de consumir. Em vez de reduzir a produção e diminuir os lucros, os donos tomaram uma nova direção, chamada vendas e publicidade. A prática de comprar a crédito iludiu as pessoas e as fez abandonar seu estilo de vida reservado; a tentação do "eu quero isto agora" era irresistível! Antes, as pessoas poupavam, alguns centavos para comprar coisas que queriam; demorasse o tempo que for, eles esperavam. Agora, todos tinham crédito para comprar o que desejassem, imediatamente, pagando em prestações.

Pela primeira vez na história, as pessoas estavam comprando produtos de que não precisavam e que, na verdade, nem tinham a intenção de comprar. Os anunciantes tinham despertado uma poderosa paixão humana: a cobiça.

Durante a primeira metade do século 20, os fabricantes elaboraram um plano progressivo - embora lento - para transformar os consumidores, orientados pelas necesidades, em consumistas, orientados por desejos. Essa estratégia só começou a alastrar-se após a II Guerra Mundial, levando milhões de americanos a um delírio por compras. Os Estados Unidos logo se tornaram uma nação fundamentada no crédito. A consequência? Bilhões de dólares em dívidas eram acumulados nas décadas seguintes.

Não satisfeitos em induzir as pessoas a comprar o que queriam, negociantes ambiciosos deram um passo a mais. Propositalmente, começaram a criar bens que ou se estragavam ou saíam da moda rapidamente.

As dívidas colossais dos americanos são apenas um sintoma daquilo que se tornou uma doença nacional. Porém, um dia, temos que pagar a conta!

Todos os anos, multidões entram em cada vez mais dívidas com aquele que "vem matar, roubar e destruir" (João 10:10). Foram escravizados pelos grilhões da cobiça, tal como os operários pelas lojas. O agente escravizador em sua vida não é a dívida em si, mas o amor pelas coisas deste mundo e o crédito fácil que as torna acessíveis.

Somos constantemente bombardeados pela sedução de algum comercial, impelidos pelos nossos próprios desejos, cobiçando o que queremos.

Alguém poderia pensar que essas propagandas não afetam os crentes. Entretanto, nesse aspecto, eles quase não se diferem dos incrédulos. Estamos, igualmente, cheios de dívidas. Da mesma forma, compramos aparatos sem nenhuma relevância e somos levados a crer na mentira de que isso é um sinal de bênção divina. Concluindo, se formos realmente sinceros, teremos de admitir que somos, em tudo, dirigidos por nossos desejos. Precisamos confessar que, quanto a isso, em nada diferimos dos que não conhecem a Jesus. Tal cobiça é uma grande afronta à Cruz.

O poder da cobiça

A pecaminosidade da cobiça é bastante enfatizada ao longo da Bíblia. É condenada nos Dez Mandamentos (Êxodo 20:17). Jesus descreve-a como uma das paixões malignas do coração humano (Marcos 7:22). Paulo cita-a como uma das características de que está a caminho do Inferno (Efesios 5:5). O pecado da cobiça é o ato de fixar seus desejos sobre determinado objeto e alimentar esse desejo até possuí-lo. Uma coisa é querer algo. Outra, bem diferente, é cobiçar.

O desejo da cobiça é a fonte da iniquidade mais subestimada em nossa vida; é o pecado mais omitido no vocabulário da Igreja. Os pregadores relutam em tocar no assunto.

"Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raíz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos" (I Timóteo 6:9-10).

O desejo de passar na frente dos outros é uma das paixões mais fortes do coração do homem. O problema não é tanto o amor pelo dinheiro em si, mas pelas coisas que pode adquirir. Esse apetite impulsiona as pessoas sem que elas pensem duas vezes. Portanto, faz-se necessário e será demonstrada verdadeira sabedoria, se todo filho de Deus examinasse seu próprio coração. A devoção ao dinheiro é extremamente perigosa, porque leva as pessoas a desviarem-se da fé. Quantos cristãos têm-se desviado da fervorosa fé em Cristo e continuam sem perceber sua condição espiritual? "Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra; mas, quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera" (Marcos 4:18-19). Esses "espinhos" trabalham de mãos dadas e representam os três passos que alguém cheio de cobiça dá, quando se desvia das verdades da Palavra de Deus.

Jesus está desenhando o cenário de alguém que acaba de converter-se. A maioria dos que nasceram de novo experimentaram a bênção do primeiro amor, quando sua mente era repleta de pensamentos por Jesus. Ele significava tudo para a pessoa e seu coração transbordava de alegria. Sua perspectiva de vida fora renovada. A grama tornara-se mais verde e tudo lhe corria bem. Não obstante, Jesus diz que, ao longo do caminho, "os anseios por outras coisas sufocam a palavra". O coração, outrora inteiramente satisfeito com Cristo, agora, permite que algo maligno entre sorrateiramente. É a cobiça, procurando algo para satisfazê-la. A medida que a pessoa alimenta essa fera, seu apetite cresce. Os espinhos de outras atrações começam a perfurar seu coração. Em pouco tempo, já tomaram conta de todo espaço, oprimindo e sufocando a Palavra, que fora tão viva uma vez. Apesar de a pessoa frequentar a igreja regularmente, ela já se afastou da fé em seu coração.

As preocupações da vida

Essas são questões que todos devemos considerar. É muito mais fácil subestimar a poderosa força de atração que o mundo exerce sobre nós.

Uma vez que a pessoa comece a afastar-se do Senhor, ela se torna dominada pelas "preocupações da vida", isto é, as responsabilidades da vida: comida, moradia, roupa, transporte, escola para as crianças, seguro, contas, etc. O crente responsável traz provisão à sua casa, é claro, pois as Escrituras ordenam isso (I Timóteo 5:8). Todavia, Jesus advertiu-nos a não nos preocuparmos com essas coisas. E essa é uma questão tão importante, que Ele dedicou grande parte do Sermão da Montanha ao assunto. O Senhor disse: "Não se preocupem com sua própria vida" (Mateus 6:25).


Em vez de "darmos de graça", como Jesus ensinava; em vez de "buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus", será que não estamos esforçando-nos demais para proteger aquilo que adquirimos neste mundo? A dúvida só começa a surgir quando nos deparamos com o que tememos. E quando isso acontece, entramos em pânico imediatamente e tentamos com todas as forças, comprar mais coisas para o nosso "eu".

Jesus confrontou diretamente essa mentalidade, quando disse mais tarde: "Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará" (Lucas 9:24). É pecado tentar salvar a vida que devemos perder.


Enganados

Se uma pessoa continua entregando-se à cobiça, um engano sorrateiro começa a permear seu coração. "O engano das riquezas" aplica-se não apenas aos ricos, mas a todos que adotam a mentalidade do kosmos. Quanto mais a pessoa tem, mais ela quer. Satanás sabe atrair as pessoas com os charmes deste mundo. Seu objetivo é que continuem sempre buscando mais. É tudo um grande engano.

A prosperidade cega as pessoas. Ela deseja que ninguém perceba sua verdadeira condição espiritual.

O maior engano da prosperidade é fazer com que as pessoas acreditem que estão caminhando com o Senhor, quando, na verdade, afastam-se d´Ele paulatinamente.

O desejo por outras coisas

Como todos os vícios, a cobiça pelos bens materiais tem tornado-se um hábito a ser mantido, custe o que custar. Temos sido enganados pelo tremendo poder que se oculta no amplo âmbito do desejo. Muitos cristãos, se não a maioria, têm-se vendido ao sistema do Anticristo, que, um dia, exigir-lhes-á fidelidade sob o pretexto de manterem seu estilo de vida: "Para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o numero do seu nome" (Apocalipse 13:17). Os "frequentadores de igreja", que pensam ser possível viver durante anos como escravos do kosmos, e então, num piscar de olhos, declarar sua liberdade, estão cativos em um grande engano. Estão na iminência de receber a marca da besta! E, de certa forma, já a receberam em seu coração.

O diabo anseia, desesperadamente, receber o louvor que pertence somente a Deus. Se você está pensando: "Claro que Jesus recusou! Por que adoraria a Satanás?", tome muito cuidado. Para nós, parece tão simples rejeitar tal tentação. Mas será que você não percebe que o Diabo está propondo-lhe a mesma oferta? E muitos a aceitam sem nem pensar duas vezes. Aceitam um pouquinho aqui, outro pouquinho ali; e acham que "não tem nada demais". A sutileza da oferta faz-nos cegos quanto àquilo que realmente está acontecendo. O Inimigo mora nos detalhes, literalmente. Em última instância, só está atrás de uma coisa: nossa fidelidade ao seu sistema. Ele não está preocupado se as pessoas "confessam o nome de Cristo", contando que continuem escravizadas ao seu sitema. A hipocrisia é o deleite do Diabo.

A única saída

Talvez você seja um dos poucos que escaparam de tamanho engodo, causado pelo poder sedutor do materialismo que afeta a tantos. Aqueles que ficaram sobrecarregados pelas "coisas do mundo" podem se "livrar de tudo o que [os] atrapalha" (Hebreus 12:1). A pessoa que se "conformou com os padrões deste mundo" pode "ser transformada pela renovação da sua mente" (Romanos 12:2). Isso exigirá compromisso, disciplina e uma nova perspectiva da vida em Cristo Jesus. Entretanto, é um esforço que vale muito a pena. Saia da correnteza violenta e impetuosa do kosmos!

Se você está convencido de sua cobiça, se sabe que Jesus abomina os hábitos detestáveis do consumismo; se você realmente quer mudar, mas não sabe como fazê-lo; então, ofereço-lhes as seguintes sugestões:

Em primeiro lugar, simplesmente se arrependa. Uma verdadeira mudança de coração sempre começa com arrependimento. Examine seu coração inteiramente. Fique sozinho com Deus, estudo o que a Bíblia diz sobre avareza, cobiça e dinheiro; estude, da mesma forma, o que ela diz sobre o dar. Permita que o Senhor exponha e arranque todos os sintomas de cobiça que encontrar em você. Arrependa-se de cada um deles. Depois de fazê-lo, você estará espiritualmente limpo. Agora, precisamos adquirir um novo estilo de vida.

Em segundo lugar, mude sua perspectiva sobre Deus. É importante que você comece a vê-Lo como seu Provedor e Abençoador. Em vez de tentar fazer tudo sozinho, permita que o Senhor o faça. Se você tão somente Lhe der oportunidade, Ele o fará! "Espere pacientemente por Ele". Você não precisa de tudo o que quer, nem de tudo para agora.

Em terceiro lugar, se tiver dúvidas, elabora um plano para quitá-las. Comece com a menor e utilize cada centavo que economizar para pagar essas contas. Sacrifique algumas coisas de que você gosta. A "dor" não pode ser comparada " à sensação de liberdade que você sentirá quando tudo estiver pago.

Enfim, simplifique seu estilo de vida. Reconheça que tem vivido com extravagância. Você ficará impressionado quando perceber que precisamos de tão pouco!

Nós temos opções. Não precisamos viver como reis no reino de Satanás. Não temos de vender-lhe nossa alma. Podemos escolher simplicar nossa vida. Podemos viver em um nível mais gerenciável.

"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam" (Mateus 6:19-20).

L.Moody escreveu: "Não acumulem para vocês tesouros na terra". O cristão que assim o faz, sofre. Nada ganha com isso. É feito com um custo terrível: o desejo do coração em troca da sua alma. Quando os homens sobem nos balões, levam sacos de areia para o lastro. Quando querem subir mais alto, jogam um pouco de areia fora. Ora, existem alguns cristãos que, antes de subirem mais alto, precisam aliviar o lastro. Pode ser o seu dinheiro ou qualquer outra compensação mundana; se quiserem subir, precisam livrar-se disso. Se você ficou sobrecarregado, dispense algum dinheiro e subirá com asas como águia. Qualquer ministro lhe dirá o que fazer com ele. Nunca vi nenhum departamento da obra de Deus que esteja dispensando algum dinheiro.

Jesus ordena-nos que acumulemos tesouro no Céu. Podemos desperdiçar nossa vida inteira tentando, de forma egoísta, viver como reis e construir riquezas no reino de Satanás. Contudo, acredito que seja melhor tornar-se herdeiro d´Aquele que tem Satanás dexaixo de Seus pés! Estamos chegando aos momentos finais fa história da humanidade. É tempo de nos preparar para o que há de vir!

MEDITAÇÃO DAS ESCRITURAS E ORAÇÃO

A prosperidade é tão passageira quanto a flor do campo. Por isso, jamais confie nela!

(Tiago 1:10).

A cobiça pelo dinheiro só traz problemas; nada além de problemas. Seguindo este caminho, muitos acabam abandonando a fé, apenas para viver se lamentando por isso, amargamente, para todo o sempre.

(I Timóteo 6:10)


SENHOR, É VERDADE. TENHO VIVIDO UMA VIDA DE EXTRAVAGÂNCIA E, COMO UM REI NO REINO DO DIABO, TENHO DESPREZADO AS RIQUEZAS MAIS VALIOSAS DE TEU REINO. TENHO ME ENTREGUE A TODOS OS MEUS DESEJOS. SINTO-ME TERRIVELMENTE CULPADO POR EXIGIR TUDO E PARA JÁ! ARREPENDO-ME DA MINHA COBIÇA PELAS COISAS! POR FAVOR, AJUDA-ME E DISCIPLINA-ME A QUITAR MEUS CARTÕES DE CRÉDITO. ENSINA-ME A VIVER DE FORMA MENOS EGOÍSTA. QUERO QUE MEU TESOURO ESTEJA NO CÉU, NÃO NA TERRA! EM NOME DE JESUS. AMÉM.

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