segunda-feira, 25 de maio de 2009

Contaminados com a Babilônia - Steve Gallagher

O grande engano

"Muitos perderam a presença graciosa de Deus e nem estão cientes do fato. Fizeram com que Deus se lhes afastasse, mas não percebem tal perda nem a lamentam. Sua alma sofre e enfraquece. Seus dons adormecem. Tudo começa a dar errado com eles, porém, não reconhecem a verdadeira causa. Não cuidam que Deus se lhes afastou, nem se importam em reconciliar-se com Ele e receber o Seu favor".

Matthew Henry

A Igreja de hoje assemelha-se muito ao povo judeu que seguia a Jesus durante o ápice de Sua popularidade. Aonde quer que fosse, multidões apoiavam-se em todas as Suas palavras e observavam cada movimento Seu. Eles ficaram tão fascinados por Jesus que estavam prontos a fazê-Lo rei à força. No entanto, Jesus não se comoveu com a emoção do povo.

A euforia daquelas pessoas continuava o máximo. Elas estavam prontas para enfrentar o invencível poderio de Roma, tudo por causa de Jesus! As primeiras palavras que Jesus lhes disse, naquele dia, estabeleceram o curso do que viria a seguir: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna..." (João 6:26-27).

Essas pessoas não O buscavam por desejar uma vida com Deus, a qual era apontada pelos sinais que realizava. Pelo contrário, queriam que o Senhor usasse Suas habilidades sobrenaturais para melhorar sua vida nesta Terra. Não estavam muito interessadas em servir a Deus; queriam que Deus lhes servisse.

Jesus sabia que era a vida no kosmos que as pessoas desejavam. Jamais Ele supriria seus desejos carnais e pensamentos mundanos. Quando começou a falar a verdade, esta os ofendeu e gerou-lhes ressentimento e raiva.

Totalmente cega, com o coração endurecido, sem discernimento espiritual, aquela multidão, frustrada, tentava compreender as coisas de Deus com a mente natural, racional. As palavras de Jesus foram pesadas e referiam-se a questões celestiais, que excediam o seu entendimento.

Enquanto Jesus desse ao povo o que queriam, eles se alegrariam em ser considerados Seus discípulos. E certamente continuariam seguindo o Mestre, regozijando-se, pelo resto da vida. Jesus não estava interessado nas multidões por causa de números. Ele queria seguidores para toda vida, que se comprometessem a viver para o Reino de Deus, independentemente do preço. Como sempre o fazia, Jesus levou-os a uma encruzilhada, a um dilema. Uma decisão teria de ser tomada. Estariam mesmo dispostos a segui-Lo, a pagarem o preço, ou iriam abandoná-Lo?

Atualmente, muitos estão contentes em se declarar seguidores de Cristo. As coisas vão indo muito bem para os crentes de hoje: nossa barriga está cheia; nossas despensas, lotadas; nossas poses, aumentando. Em outras palavras, tudo está do jeitinho que gostamos. Todavia, sejamos levados a uma encruzilhada ou não, Deus conhece a verdadeira condição de nosso coração.

A encruzilhada

A vida cristã sempre foi uma questão de coração. Deus tem o direito de ver se nosso serviço e motivação no Reino, de fato, procedem de uma profunda consagração interior (Amós 5:18-24), pois o verdadeiro Cristianismo começa e termina dentro do coração. Você entende que o desviar começa no coração? Em algum ponto de nossa vida, a condição interior do coração será testada. Há apenas um caminho para o Céu, e seu percurso inalterável conduz à porta estreita do Calvário.

A cultura sempre dará um jeito para corromper a sua vida. As atividades externas sempre parecerão "cristãs" enquanto a fidelidade interior fundamentar-se no kosmos. Em nossa cultura, "a mensagem da cruz é loucura" (I Coríntios 1:18). Os "muitos" que se afastaram do caminho estreito (Mateus 7:13) pensavam que a Cruz lhes exigia demais. Nunca foram ao Calvário - interiormente -, lugar onde sua antiga vida deveria permanecer crucificada, dando, assim, início a uma nova vida. É aí que começa a verdadeira mudança.

Por outro lado, os poucos que foram ao Calvário (Mateus 7:14), contemplam a vida eterna no final do caminho estreito. Isso muda a forma como enxergam a vida, pois o temporal cede lugar ao eterno. O insignificante é substituído pelo extremamente importante. Essa mudança interior deu aos santos a graça e a força para perseverarem, ao longo dos séculos, durante as dificuldades e oposições, perseguições e mortes. Eles tiveram de viver o testemunho cristão no ambiente do kosmos, mas consideravam-se apenas peregrinos, não seus cidadãos. Nós também devemos odiar nossa vida neste mundo, como Jesus disse que deveríamos fazê-lo.

Um engano destruidor

De uma forma ou outra, a maioria das pessoas crêem que estamos vivendo os últimos tempos. Os sinais apontam para isso. "Sim" dizemos convictos, "estes certamente são os últimos dias!" Contudo, nossa vida continua a mesma; não mudamos. A idéia de um governo mundial, liderado pelas mãos de um homem possuído pelo Diabo, parece uma estória de ficção; não é considerada como algo relevante para a vida cotidiana. Esta é a atitude que prevalece: "Isso até pode acontecer algum dia, mas quanto ao hoje, apenas continuarei tentando sobreviver".

No entanto, Jesus deixa muito claro que esse tempo de será de engano sem precedentes. Quando perguntaram sobre os sinais de Sua volta, a primeira coisa que disse foi: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Eu sou o Cristo!'e enganarão a muitos" (Mateus 24:4-5).

Esse é um alerta claro, dirigido principalmente a nós, que vivemos no últimos dias e enfrentamos um engano mundial, de poder e extensão sem precedentes.

E mesmo depois de ter ouvido às veementes advertências de Jesus, que lhe soam como sirenes ensurdecedoras, você ainda continua achando que VOCÊ nunca poderá ser enganado? Se não há com o que se preocupar, eu lhe pergunto: Por que Jesus nos advertiu com tamanha ênfase e tanta frequência?

Uma noiva em apuros

O Diabo já conseguiu enganar a Igreja em diversos aspectos, preparando o caminho para um engano ainda maior, que está as portas, agora mesmo. Estamos lidando com um engano destruidor que já se encontra em operação, e que tende a crescer tão-somente; tanto em intensidade como em perservidade. A Igreja está em apuros por inúmeras razões: Primeiro, ela perdeu o discernimento quanto à malignidade do pecado. Não mais chora e lamenta por causa do pecado, da carnalidade e do mundanismo. Segundo, ela se viciou no estilo de vida carnal do kosmos, trocando o amor do Pai pelas coisas deste mundo. Terceiro, está adormecida e não se dá conta disso; encontra-se hipnotizada pela suave voz do kosmos. Quarto, ela se rebelou contra a autoridade de Deus.

Quando o Anticristo aparecer no cenário mundial, fará grandes exibições de poderes. Porém, para que as pessoas acreditem nessas exibições, as manifestações demoníacas aparentes deverão ser dissimuladas. Um engano assombroso e de magnitude espantosa - tal como jamais viu o mundo. O engano tornar-se-á totalmente convincente e aceitável!

É muito fácil falarmos, confiadamente, sobre como permaneceremos firmes em Cristo, não importa o que aconteça. É loucura afirmarmos que podemos resistir ao poder do Inimigo com nossas próprias forças. O homem, por si só, não é páreo para o poder de Satanás. É apenas permanecendo em Cristo que teremos autoridade contra ele.

Um motivo para preocupação

Apesar de as águas do engano estarem subindo e a maioria dos crentes encontrarem-se no terreno escorregadio da indiferença, uma tsunami espiritual está vindo em nossa direção e abalará tudo o que pode ser abalado (Hebreus 12:25-29). Essa onda de malignidade sem precedentes não nos seria tão alarmante se a Igreja estivesse preparada para isso, mental e espiritualmente.

É claro que os outros podem ser enganados, mas nós não. O Inimigo conta com essa atitude porque ela ilude as pessoas com um sentimento de falsa segurança. Alguém certa vez disse: "Se você acha que não pode ser enganado, então já está a meio caminho do engano". É exatamente aqui onde o Diabo mantém muitos cristãos hoje: na metade do caminho para o engano.

"Não importa o que aconteça ou quão ruim as coisas fiquem. Eu nunca, jamais, em momento algum, negarei a Cristo". A autoconfiança se derrete no calor da batalha espiritual. Aqueles que costumam negar a Cristo, todos os dias, por amor às coisas do mundo, descobrirão que não possuem força alguma quando o Inimigo vier como uma enchente. Se eles renunciam ao Senhor, interiormente, em sua vida hoje, como terão coragem de permanecer ao seu lado quando forem confrontados pela assustadora presença de Satanás? É pura ilusão! Como disse Jeremias: "Se você correu com homens e eles o cansaram, como poderá competir com cavalos? Se você tropeça em terreno seguro, o que fará nos matagais junto ao Jordão?" (Jeremias 12:5).

A perversa tendência de preferir a mentira à verdade. Muitos cristãos acham que o aspecto mais importante da verdade é ter a doutrina certa. Podemos ter a doutrina certa sem permanecer na verdade. A verdade tem muito mais a ver com a integridade em nosso relacionamento com Jesus do que com o consentimento mental à teologia ortodoxa.

Aquilo que Paulo previu está acontecendo agora mesmo, diante de nossos próprios olhos: "Pois, virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos". (II Timóteo 4:3-4).

Uma das coisas de que o Corpo de Cristo mais carece hoje, é possuir o amor pela verdade. A verdade está pronta para receber aqueles que a querem, mas ela machuca, com certeza. É fácil ignorá-la e ridicularizar os mensageiros que a anunciam. Meus querido amigo, só existem duas opções: ou você é um daqueles que "recebem o amor da verdade afim de ser salvo" ou é um dos que "perecem". Você amará a "mensagem da cruz" ou ela continuará "loucura" para você?

O amor por este mundo está no coração de cada pessoa. A única maneira de extirpá-lo é através de um profundo arrependimento e através do processo de santificação. Esse amor precisa ser exposto e eliminado. Somente a Cruz do Calvário crucificará o amor pelo mundo, enraizado no coração do homem.

A prostituta da Babilônia

O espírito que hoje ataca a Igreja e a tenta, não passa da expressão moderna de algo muito antigo. O termo que denota o espírito do kosmos, no Livro de Apocalipse, é: "A Grande Babilônia". Ela é o espírito sedutor que oferece às pessoas uma vida longe de Deus e de Seu governo.

No entanto, há uma segunda personalidade revelada na grande visão de João. Trata-se da Prostituta da Babilônia. Precisamos nos lembrar disto: para Deus, idolatria e adultério são termos que estão intimamente ligados. Bem, adúltera é a noiva que tem sido infiel ao seu marido. A Prostituta da Babilônia é a parte infiel da Igreja, aquela que tem dormido com o Inimigo. Ela abrange toda a Igreja apóstata; seja romana, grega ou mesmo protestante, uma vez que tenha abandonado seu "primeiro amor" (Apocalipse 2:4) a Cristo, o Noivo celestial, e dedicado seu amor a ídolos mundanos".

O Pulpit Commentary (Comentário do Púlpito) traz a seguinte observação acerca da Prostituta da Babilônia:

Sempre que os cristãos escolhem o favor do mundo, ao invés de abominá-lo; sempre que consideram suas glórias como algo almejável, ao invés de desprezá-las; sempre que preferem "o jeito mais fácil", ao invés de perseverar nas tribulações; sempre que amam os prazeres mais do que a renúncia; sempre que se entregam a cobiça, ao invés de darem generosamente o que possuem - aí encontraremos a manifestação do espírito da Babilônia...

A prostituta é a Babilônia, ou seja, a porção mundana da Igreja. É, na verdade, idêntica ao mundo; totalmente contra Deus. Essa porção infiel da Igreja de Cristo (embora tenha aparência de cristã) é a mãe, ou seja, a causadora da infidelidade a Deus. Sabemos que isso é verdade porque muitos crentes, cuja mente é carnal, levam mais pessoas a desobedecerem e serem infiéis a Deus do que declaradamente se Lhe opõem...

Essa porção infiel da Igreja preferiu render ao mundo, o amor que é devido a Deus. Eles se apegaram às riquezas deste mundo ao invés de acumular tesouros no Céu.

A grande apostasia

Quando esta era chegar ao fim, a maioria dos cristãos correrão o risco de entregar-se ao espírito do anticristo. Quando Paulo alerta-nos sobre a poderosa natureza do engano que acompanhará o Anticristo, ele também afirma que antes de nos encontrarmos "com o Senhor nos ares", "virá a apostasia" (II Tessalonicenses 2:3).

O que é apostasia? O Dicionário Bíblico Strong define a palavra grega apostasia como uma "defecção da verdade... deserção, abandono".

No que diz respeito às crenças religiosas, constituiria o abandono de um relacionamento com Deus, outrora existente. Ele fala sobre pessoas, não organizações. São cristãos que abandonaram o relacionamento que tinham com o Senhor. No homem interior - aquele lugar dentro de nós que só Jesus conhece - essas pessoas renunciaram a Deus. E por ainda manter uma aparência do Cristianismo, serão julgados e terão "lugar com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes". (Mateus 24:51).

Essa palavra grega não somente descreve os que abandonaram suas crenças religiosas, mas os que não se sujeitam à autoridade. O espírito do anticristo é quem alimenta e estimula a rebelião contra a autoridade de Deus. Certamente ele é capaz de atuar no coração e na mente dos cristãos. Somos rebeldes por natureza e o Diabo adora cultivar essa tendência nos cristãos.

O rio de engano está transbordando. Todos estão sendo empurrados na direção da grande cascata, a qual lançará seus habitantes no lago de fogo. Jesus foi extremamente cuidadoso em mostrar-nos a rota de fuga. No Sermão Profético, advertiu Seus discípulos, repetidamente, a estarem PRONTOS, ALERTAS E ATENTOS! A advertência está aí; cabe a nós ouvi-la, ou não.


MEDITAÇÃO NAS ESCRITURAS E ORAÇÃO

Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. (II Tessalonicenses 2:3)

Mas nós viemos de Deus e pertencemos a Deus. Todo aquele que O conhece, compreende-nos e nos dá ouvidos. E é claro que não querem nem saber de Deus, não nos dará ouvido. Este é mais um teste para distinguirmos o Espírito da Verdade do espírito do engano. (I João 4:6)

SENHOR, MANTÉM-ME PERTO DO CALVÁRIO. AJUDA-ME A AMAR A CRUZ, MESMO QUE ISSO SIGNIFIQUE TORNAR MINHA VIDA DESCONFORTÁVEL. NÃO QUERO SER COMO OS QUE RESISTEM À VERDADE, PELO FATO DE ELA DAR UM NOVO RUMO PARA A MINHA VIDA. RECONHEÇO, DE PRONTO, QUE POSSO SER FACILMENTE ENGANADO. TORNA-ME, PORTANTO, SURDO PARA A VOZ DO ENGANADOR. AJUDA-ME A PERMANECER NO CAMINHO ESTREITO! LIBERTA-ME DO DOMÍNIO DO PECADO! EM NOME DE JESUS. AMÉM.

0 comentários: