sábado, 28 de fevereiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 15

O Paraíso Restaurado

A Bíblia inicia-se com o paraíso perdido em que, pela primeira vez, o tempo de dor, sofrimento e morte se fez presente para a raça humana. A Bíblia termina com o paraíso recuperado, em que o tempo de dor, sofrimento e morte ficarão no passado.

Assim que estivermos no céu, os sofrimentos que experimentamos durante nossa vida não passarão de um incômodo momentâneo.

Os escritos do apóstolo Paulo são de grande ajuda para nós, pois se houve alguém que tenha vivido com a perspectiva da eternidade, essa pessoa foi ele. Observe suas palavras:

Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (2 Co 4.16-18).


Esse "ganhar pontos para a eternidade" passa rapidamente. No entanto, nosso destino no céu é eterno. Viveremos lá, um ambiente livre de dor e morte, para sempre. Isso é algo que nos faz querer olhar para diante.

Paulo acreditava que nossa compreensão do que nos espera no futuro dá-nos coragem para o presente. Sem dúvida, essa é uma das razões que ele encontrou para comparar nosso frágil corpo mortal terreno com o sólido corpo ressurreto que teremos no céu.

Encaremos isso. Nosso corpo atual está cansado. Ele foi infectado pela doença fatal do pecado. Um dia, ele simplesmente deixará de funcionar. Em contraste, nosso corpo ressurreto celeste jamais se cansará, nunca ficará doente nem morrerá.

Ter essa verdade em mente, realmente pode inflar nosso veleiro quando estivermos abatidos no mar de sofrimentos.

Observe que Paulo, em 2 Coríntios 5.5, diz que Deus nos deu o Espírito Santo como uma garantia do que ainda está por vir.

O Espírito Santo é um "depósito", no sentido de que sua presença em nossa vida serve como garantia de nossa transformação final e total e da glorificação, em semelhança ao corpo glorificado e ressurreto de Cristo (veja Fp 3.21). O Espírito Santo em nós é a garantia do que está por vir.

Quando você contempla as maravilhosas palavras de Paulo em 2 Coríntios, recomendo que imediatamente você volte sua atenção para Apocalipse 21, como uma poderosa referência à cruz. Pondere essas palavras do apóstolo João:

E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. E disse-me mais: Está cumprido; Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte. E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu (Ap 21.1-10).

Antecipando a Vida no Céu

Um dos maiores evangelistas que já honrou este planeta foi Dwight Moody. Ele tinha uma perspectiva da eternidade e não temia o que se apresentaria do outro lado da porta da morte. Ele estava entusiasmado com seu destino celestial. Olhava em direção à vida na cidade eterna, na perfeita presença de Deus.

A entrada de Moody no esplendor do céu é uma ilustração perfeita do fato de que Cristo abrandou a morte para os cristãos (1 Co 15.55). A antecipação da entrada no céu é também doce para aqueles que trazem nosso querido Cristo em seu coração. Portanto, querido santo, não tema a morte, o seu Salvador o tem nas mãos, tanto na vida quanto na morte.

Pondo o Céu em Perspectiva

O universo estrelar não é indescritivelmente assombroso? Se você olhar para o céu à noite, poderá ver cerca de três mil estrelas — uma visão gloriosa. O espantoso é constatar que Cristo — aquEle que construiu este universo luminoso (Cl 1.16; Jó 1.3; Hb 1.2) — é o mesmo que está construindo a cidade celestial em que habitaremos por toda eternidade (Jó 14.1-3).

Temos de fortalecer nossa mente para levar em consideração que o glorioso universo estrelar é sombrio em comparação com a magnificência da morada divina.

A cidade eterna é uma moradia de glória resplandecente. Deus habita lá. E, embora não possamos existir em nosso corpo mortal, nessa moradia divina, na presença de Deus; embora não possamos ver a luminosidade inacessível com olhos terrenos — nosso futuro corpo ressurreto, de forma especial, será ajustado para viver na presença de Deus. E, até o dia da ressurreição, se viermos a morrer antes do arrebatamento, nosso espírito desencarnado irá direto para a presença de Deus e deleitar-se-á em sua companhia, enquanto esperamos o glorioso dia de nossa ressurreição.

Nosso Destino Celestial

Quanto melhor for sua compreensão de como é o céu, mais você olhará em direção a ele. E quanto mais você olhar em direção a ele, mais sua perspectiva eterna se fortalecerá, mesmo quando a vida lhe der duros golpes.

4 Cidade de Esplendor

Em Apocalipse 21 encontramos a descrição da cidade eterna de Deus. É uma cidade de grande esplendor à qual Jesus se refere durante seu ministé- rio terreno, quando disse aos discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também" (Jó 14.2,3). Essa gloriosa moradia foi preparada pessoalmente por Cristo e seus seguidores.

O capítulo 21 de Apocalipse apresenta-nos uma cena de tal resplendor transcendente que"é praticamente impossível para a mente humana assimilá-la. Essa é uma cena de alegria arrebatadora e de confraternização com anjos puros e seres humanos glorificados e redimidos. A voz de Alfa e Ômega, do Início e do Fim, faz uma declaração referente à mudança de ambientação: "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21.5).

Na verdade, como o apóstolo Paulo diz: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Co 2.9).

A passagem de Apocalipse 21.23 assegura-nos que "a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada". Isso se ajusta à profecia de Isaías 60.19: "Nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória".

O País Celestial

O Rol Bíblico da Fama é Hebreus 11. Nesse capítulo essencial, lemos sobre a perspectiva eterna de muitos dos maiores fiéis guerreiros da época bíblica:
Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar (Hb 11.13-15).


Essa passagem nos diz que os grandes guerreiros da fé, na época bíblica, não se satisfaziam com as coisas terrenas. Eles procuravam por "uma pátria melhor". E que gloriosa "pátria" é essa.

A Cidade Santa

Em Apocalipse 21.1,2, o céu é descrito como "a cidade santa". Essa é uma descrição adequada. Na verdade, nessa cidade não haverá pecado ou injustiça de nenhuma espécie. Apenas os puros de coração lá habitarão.

Isso não significa que você e eu devemos, pessoalmente, alcançar a perfeição moral a fim de habitar lá. Aqueles que crêem em Cristo foi dada a real justiça de Cristo. Devido ao que Cristo consumou para nós, por meio da cruz (pondo nossos pecados sobre si mesmo), fomos feitos santos (Hb 10.14). Ele é a razão por que teremos o privilégio de viver por toda a eternidade na cidade santa.

A Morada da Justiça

A passagem de 2 Pedro 3.13 revela-nos que "segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça". Que ambiente perfeito para se viver. Em nossa vida terrena, temos de trancar nossa casa e tememos a possibilidade de ser arrombada por um intruso. A injustiça está em todo lugar. Contudo, o céu será a moradia da justiça. E, por conseguinte, esse será o ambiente perfeito para viver e está reservado àqueles que foram feitos justos por Cristo.

O Reino da Luz

O texto de Colossenses 1.12 refere-se ao céu como o reino da luz. Cristo é a luz do mundo (Jó 8.12). O reino eterno, portanto, tem o caráter do Rei. Cristo, a "Luz do mundo", governa o reino da luz. Além disso, a própria luz divina de Cristo clareia a cidade santa da luz (Ap 21.23). Quão glorioso isso será!

O Paraíso de Deus

O texto de Apocalipse 2.7 faz referência ao céu como o "paraíso de Deus". Em 2 Colossenses 12.4, o apóstolo Paulo menciona que ele "foi arrebatado ao paraíso" e "ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar".

Parece que esse paraíso de Deus é tão gloriosamente resplandecente, tão inefável, tão magnífico, que Paulo foi proibido de dizer qualquer coisa sobre o que vira para aqueles que ainda estão no reino terreno. No entanto, instilou-se no espírito de Paulo uma perspectiva eterna que o tornava capaz de enfrentar as provações que estavam à frente em seu caminho.

A Nova Jerusalém

Talvez, na Bíblia, a descrição apresentada em Apocalipse 21 seja uma das mais elaboradas da cidade celestial, na qual lemos sobre a Nova Jerusalém. A cidade mede, aproximadamente, 2.200km x 2.200km x 2.200, o seu comprimento é igual a sua largura. A cidade eterna é tão grande que chegará a medir, mais ou menos, a distância entre o rio Mississipi e o oceano Atlântico.

A passagem de Apocalipse 21.12 narra-nos que a Nova Jerusalém tem "um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel". Além disso, menciona que "o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro" (v. 14).

Talvez os anjos que estejam em cada um dos doze portões não apenas como guardiões, mas também devido a seu papel de espíritos ministradores da herança da salvação (Hb 1.14). Talvez os nomes das doze tribos de Israel estejam escritos nos portões para nos lembrar que "a salvação vem dos judeus" (Jó 4.22). Ou, talvez, os nomes dos apóstolos apareçam na fundação para nos lembrar que a igreja foi edificada sobre esses homens de Deus (Ef 2.20).

Desde o século I, a frase "rio da água da vida" tem intrigado os intérpretes da Bíblia.Talvez uma das melhores explicações seja que o puro rio da água da vida, embora possa se tratar de um rio real e material, no entanto, é um simbolismo sobre a abundância de vida espiritual que caracteriza aqueles que vivem na cidade eterna.A correnteza parece simbolizar o fluxo contínuo de bênçãos espirituais para todos os redimidos de todos os tempos que agora se deliciam no pleno calor da vida eterna. Que bem-aventurança espiritual usufruiremos nesse estado eterno.

A Bênção do Céu

Ao mesmo tempo em que exploramos o que a Bíblia diz a respeito das bênçãos do céu para os crentes, mantenhamos sempre diante de nós o que essa informação significa. O céu não é apenas uma doutrina, mas quando fizermos dele nosso objetivo, isso nos ajudará a viver como cristãos no presente e colocar o problema do mal, durante nossa curta permanência na terra, no seu devido lugar.

A Ausência da Morte

O Antigo Testamento promete que o Senhor Todo-poderoso acabará para sempre com a morte (Is 25.8). Paulo estabelece essa mesma realidade em relação à futura ressurreição: "E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória" (2 Co 15.54). Em Apocalipse 21.4, Deus nos garante que "limpará de [nossos] olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas" (grifo do autor).

Que impressionante bênção é essa: não haverá mais morte — acidentes fatais, doenças incuráveis, serviços funerários nem despedidas finais. A morte não mais existirá, não mais fará parte de nossa realidade, e nunca mais afligirá aqueles que habitam no céu. A vida na cidade eterna será indolor, sem lágrimas e sem morte.

Confraternização íntima com Deus e Cristo

Pode alguma coisa ser mais sublime e trazer mais completa satisfação para o cristão do que desfrutar o absoluto deleite de uma contínua confraternização com Deus, tendo acesso liberado imediato e completo ao esplendor divino (Jó 14.3, 2 Co 5.6-8; Fp 1.23,1 Ts 4.17)? Poderemos vê-lo "face a face" em todo seu esplendor e glória. Olharemos fixo para o semblante dEle e contemplaremos sua resplandecente beleza para sempre.

Nossa união com o Senhor, após a morte, não será intermitente ou frustrada pelo pecado e pelo malogro. Em vez disso, nós nos deleitaremos em constante confraternização. A morte espiritual não deve nunca mais fazer com que os seres humanos percam a confraternização com Deus, pois os crentes não mais terão problema com o pecado. Quando entrarmos no esplendor do céu não mais teremos conosco essa natureza pecadora. O pecado será banido de nosso ser.

A confraternização com Deus é a essência da vida celestial, a fonte e a origem de todas as bênçãos: "Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há abundância de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente" (Sl 16.11). Podemos ficar confiantes de que a coroação prodigiosa de nossa experiência na cidade eterna será uma perpétua descoberta da indizível beleza, majestade, amorosidade, santidade, poder, alegria e graça do próprio Deus.

O texto de Apocalipse 21.3 assegura-nos: "Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus". Deus, em sua infinita santidade, habitará entre os seres humanos redimidos, pois a maldição de Adão será removida. Satanás e os anjos caídos serão julgados, o pernicioso será punido e separado de Deus, e o universo não terá pecado (exceto no "Lago de Fogo") (Ap 20.15; 21.8; 22.15).

Reunião com os Entes Queridos Cristãos

Um dos aspectos mais gloriosos de nossa vida celeste será nossa reunião com os entes queridos cristãos. Os cristãos tessalonicenses ficavam muito preocupados com seus entes queridos que morreram. Eles expressam sua preocupação ao apóstolo Paulo em 1 Tessalonicenses 4.13-17. Paulo faz uma explanação sobre os "mortos em Cristo" e os assegura haverá uma reunião com estes. E, é verdade, os crentes reconhecerão seus entes queridos em sua condição eterna.

Como reconheceremos os entes queridos? Além do claro ensinamento de 1 Tessalonicenses 4 e também Samuel 12.23, nos diz que Davi sabia que poderia encontrar-se com seu filho. Ele não tinha dúvidas de que o reconheceria. Quando Moisés e Elias (que há muito deixara a vida terrena) apareceram para Jesus, no monte da Transfiguração (Mt 17.1-8), todos os presentes os reconheceram. Além disso, na história que Jesus contou sobre o homem rico e Lázaro, cada um deles reconheceu o outro em seu estado intermediário.

Não apenas isso, mas 1 Coríntios 13.12 afirma que "agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido". O espelho, na antigüidade, era feito de metal polido e eram bem inferiores aos que temos hoje. As imagens eram escuras e indistintas. De modo similar, nosso conhecimento atual é um débil reflexo do conhecimento pleno que teremos na vida por vir. Dessa forma reconheceremos nossos entes queridos cristãos em sua condição eterna.

Satisfação de todas as Necessidades

Ás vezes, em nossa vida presente aqui na terra ficamos famintos e sedentos. Nossas necessidades nem sempre são satisfeitas. No entanto, em nossa condição eterna, Deus, de maneira abundante, satisfará cada uma de nossas necessidades.
Conforme lemos em Apocalipse 7.16,17: "Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles, porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda lágrima".

Plácido Descanso

As Escrituras indicam que o aspecto-chave da vida celeste é o descanso (Ap 14.13). Não mais teremos prazos finais de trabalhos, nem hora extra a fim de acabar com as reuniões. Ninguém mais trabalhará arduamente. Apenas descanso — doce e plácido descanso. E nosso descanso, em especial será doce, pois no final das contas, esse será o verdadeiro descanso na presença de Deus, aquele quem satisfaz todas nossas necessidades.

Compartilhando a Glória de Cristo

Por mais difícil que isto seja de compreender, as Escrituras indicam que os crentes em sua condição eterna compartilharão a glória de Cristo. Em Romanos 8.17 afirma-se: "E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados".
Isso não significa que nos tornaremos deidades. Mas que você e eu, como cristãos, estaremos em nosso estado glorificado, compartilhando a completa glória de Cristo, graças ao que Ele consumou para nós. Teremos nosso glorioso corpo ressurreto e vestiremos as vestes resplandecentes da imortalidade, da integridade e do esplendor.


O Antigo Céu e a Antiga Terra

Quando pensamos de novo na cena do jardim do Éden, onde Adão e Eva pecaram contra Deus (o início do mal entre os seres humanos), lembramos que Deus amaldiçoou a terra (Gn 3.17,18). Antes que o reino eterno pudesse surgir, Deus precisou lidar com esta terra amaldiçoada. Na verdade, a terra — juntamente com o primeiro e o segundo céus (a atmosfera terrestre e o universo estrelar) — deveria ser renovada. O antigo deve dar lugar ao novo.

As Escrituras mencionam a passagem do antigo céu e da antiga terra. Em Salmos 102.25,26, por exemplo, diz o seguinte a respeito da terra e do universo estrelar: "Eles perecerão, mas tu [Ó Deus] permanecerás; todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados" (grifo do autor). Em Isaías 51.6, lemos: "Levantai os olhos para os céus e olhai para a terra de baixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra se envelhecerá como uma veste, [...] mas a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será quebrantada". Isso nos traz à lembrança as palavras de Jesus, em Mateus 24.35: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar".

Talvez, o trecho mais extenso da Bíblia que trata da passagem do antigo céu e da antiga terra seja 2 Pedro 3.7-13:

Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando- vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.

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