A Escola do Sofrimento
Deus faz do sofrimento como ferramenta de ensino.Quando Deus parece silenciar em meio aos nossos momentos de sofrimento, devemos lembrar que Ele sabe o que está fazendo e pode estar planejando um futuro promissor no qual seremos surpreendidos no final — e isto certamente glorificará seu nome. Precisamos ter em mente que nosso tempo não é necessariamente o mesmo tempo de Deus, e que o tempo de Deus é sempre o melhor.
Deus sabe muito bem tudo o que nos acontecerá. Algumas vezes podemos achar que Deus não sabe o que acontecerá.Tenha certeza, Ele sabe tudo que acontece em nossa vida. Ele é onisciente, mas pode tardar ao responder nossas orações por livramento, porque tem um propósito maior em mente. Lembre-se, somos apenas um fio na tapeçaria da vida e, ao mesmo tempo, não podemos ver toda a tapeçaria. Deus vê a tapeçaria inteira. Portanto, Ele pode exigir que confiemos nEle em meio a nossas tribulações, mesmo quando estamos incertos em relação ao porquê de certas coisas acontecerem em nossa vida.
Devemos também lembrar que Deus tem profunda preocupação em relação às mágoas com que nos deparamos.É importante que você saiba o que o magnífico amor de Deus suporta, mesmo quando Ele permite que seus filhos sofram ou retarda a libertação deles. O tempo de Deus está sempre fundamentado na sabedoria divina.
Em meio à provação, as pessoas não sabem qual será o resultado. Por isso, é de extrema importância que confiemos em Deus quando as coisas estão dando errado. Deus pode estar planejando um glorioso final do qual você não tem conhecimento.
É claro, que nossa muito desejada libertação pode não acontecer deste lado da eternidade. Mesmo assim, devemos manter nossa fé em Deus, sabendo, com toda segurança, que Ele está ao nosso lado como nosso fiel companheiro sustentador em meio a todas as provações. Nunca passaremos sozinhos por isso. Ele é nosso divino Confortador. Ele nunca falha ao nos dar a graça que precisamos em todas nossas provações (2 Co 12.9).
A Felicidade não É a Meta de Deus
Devemos afastar o mito de que o objetivo primordial de Deus para a humanidade é a felicidade.Deus planejou juntar todas as coisas para o bem, não para nossa comodidade, mas para que tenhamos características em conformidade com as de Cristo. Portanto, Ele planejou admitir a disciplina (para nosso benefício), para que aqueles que são treinados nela possam desfrutar "um fruto pacífico de justiça" (Hb 12.10,11).
Deus preocupa-se muito mais com a nossa integridade de caráter do que os meros confortos da vida. Afinal de contas, nosso caráter tem ramificação eterna. Mas nosso conforto pessoal, não!
Nosso problema é que tendemos a interpretar os acontecimentos de nossa vida de uma perspectiva estritamente mundana. O mal às vezes é devastador, pois parece que a nossa mente estabeleceu que o propósito de Deus para nós é a felicidade. Se esse fosse o propósito de Deus, poderíamos perguntar: então, por que essa coisa horrível acontece comigo?
Devemos entender que Deus age a partir da perspectiva da eternidade. Ele se preocupa mais com santidade do que com felicidade.Portanto, Deus pode permitir que passemos por um tempo de provação que não tem benefícios terrenos aparentes, mas que traz imenso benefício para a eternidade.Deus é infinitamente sábio ao permitir eventos em nossa vida que nos moldam a fim de otimizar nossa vida futura no céu. Deus tem um programa de trabalho e age em nossa vida para cumprir esse programa.
Certa vez, uma pequena peça de madeira queixou-se com amargor, pois seu dono a esculpia, cortando-a e enchendo-a de buracos. Contudo, aquele que a estava cortando sem remorso algum, não prestava atenção a sua lamúria. Ele estava transformando aquela peça de ébano em uma flauta e era muito inteligente para desistir disso, ainda que a madeira se queixasse de maneira amarga. Ele parecia dizer: "Pequeno pedaço de madeira, sem esses buracos e sem esse trabalho de cortar, você sempre será um graveto preto — apenas um imprestável pedaço de ébano. O que estou fazendo agora pode parecer que vai destruí-lo, mas se, em vez disso, eu o transformar em uma flauta, sua doce música encantará a alma dos homens e confortará muitos corações aflitos. Esse corte que estou fazendo é para moldá-lo, pois só assim poderá ser uma bênção para o mundo.
Devemos sempre lembrar de que quando Deus nos corta, permitindo que passemos por tempos de sofrimento, Ele está nos mudando e moldando para o nosso próprio bem. Embora, no momento, possamos sofrer, o consolo é que nos tornamos mais semelhantes a Cristo.
Curando nosso Coração: Tome sua Cruz e Siga Jesus
Jim Elliot foi um missionário que trabalhou entre os índios Auca e, por cujas mãos, é provável que tenha sido morto. Depois de sua morte, Elisabeth, sua esposa, continuou o trabalho e fez um contato bem-sucedido com a tribo. Jim aceitou o que Jesus disse em sua Palavra, quando afirmou: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a "sua cruz, e siga-me" (Mc 8.34; Mt 16.24; Lc 14.27). Em obediência a essas palavras, Jim entregou sua vida física, mas ele considerou isso um sacrifício pequeno em vista da vida eterna que tinha diante de si. Uma vez, ele meditou: "Definitivamente, não é tolo aquele que entrega o que não pode guardar para ganhar o que não pode perder nunca".
Corrie Ten Boom falava no culto da igreja, em Munique, quando viu um ex-policial nazista — um de seus antigos carcereiros — na congregação. Após o culto, ele veio até Corrie e disse: "Estou agradecido por sua mensagem, senhorita. E pensar que Ele, conforme você disse, lavou meus pecados!" Ele estendeu a mão para apertar as mãos dela. Ela manteve as mãos ao lado de seu corpo. Como ela poderia perdoá-lo? Contudo, ela lembrou-se que Jesus tinha morrido também por esse homem — enquanto refletia que o chamado de Cristo incluía negar a si mesma e perdoar esse homem — e, desse modo, orou silenciosamente para que o Senhor a capacitasse para perdoá-lo. Após uma imensa batalha interna, ela decidiu responder de acordo com a maneira de Deus e, depois disso, sentiu o amor de Cristo inundar todo seu ser. Ela estendeu o braço para um antigo inimigo. Ela aprendeu a lição de que tomar sua cruz, com freqüência, é algo muito difícil de fazer.
O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer, que foi executado por ordem direta do nazista Heinrich Himmler, em abril de 1945, certa vez afirmou: "Quando Cristo chama um homem, Ele lhe ordena, venha e morra". Ele disse que o sofrimento é o símbolo do verdadeiro discipulado. O discípulo não está acima de seu mestre [...] É por isso que Lutero considerou que o sofrimento está entre as marcas da verdadeira igreja [...] Discipulado significa sujeição ao sofrimento de Cristo e, portanto, não é de surpreender que os cristãos sejam obrigados a sofrer".
Jesus faz afirmações revolucionárias. E muitas vezes, suas palavras servem para revolucionar a vida daqueles que escolhem segui-lo. Com certeza, suas palavras sobre alguém tomar sua cruz e segui-lo (Mc 8.34) fez mais sentido para seus ouvintes dos primeiros séculos do que para os modernos, pois a cruz era uma ferramenta de execução bastante comum naqueles dias. Quando um homem era condenado à morte, e o momento da execução chegava, os carrascos romanos faziam com que o homem carregasse sua cruz até o lugar da execução. O mesmo aconteceu com Jesus quando chegou o momento de sua execução: "E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota" (Jó 19.17).
O que significa tomar nossa cruz e seguir Jesus? O ponto de vista de Jesus, o originário, parecia se relacionar com o viver uma vida de autonegação e submissão a Jesus Cristo em todas as coisas. A idéia é essa: se você realmente quer me seguir, não o faça apenas por meio de palavras, mas ponha sua vida na linha e siga-me na vereda da cruz — um caminho que envolve sacrifício, autonegação e é provável que também envolva sofrimento e morte por minha causa.
A pessoa deve negar a si mesma — inclusive o anseio pela aprovação dos outros e o desejo da auto-exaltação diante dos outros — e seguir para sempre Jesus.
A Bíblia é clara ao afirmar que somos salvos quando pomos nossa fé pessoal em Jesus Cristo. O Novo Testamento diz cerca de duzentas vezes, que a salvação é alcançada apenas pela fé — sem nenhuma obra visível (Jó 5.24; 11.25; 12.46). Antes, não devemos esquecer o fato de que as palavras de Jesus sobre alguém tomar sua cruz e segui-lo são direcionadas a seus discípulos (já salvos, conforme Mt 16.24 deixa claro). Estaríamos errados, portanto, em concluir que Jesus disse que a condição para a salvação final é a pessoa ter uma vida de abnegação e cruz. Além disso, não devemos esquecer que a pessoa está em um processo contínuo — uma progressão —, mas a permissão para entrar na família de Deus é um evento singular que se inicia no renascimento e o qual depende da fé em Cristo. Portanto, embora a salvação seja gratuita, o discipulado é custoso. Cristo, na salvação, pagou o preço (na cruz); no discipulado o crente paga o preço (ao tomar sua cruz e seguir Jesus). A salvação envolve o renascimento; o discipulado envolve uma existência de crescimento que segue esse renascimento.
Jesus chama seus seguidores para uma vida de sacrifício e comprometimento. O discípulo deve negar a si mesmo. Dessa maneira, o cristão não anseia viver sua vida com o egoísmo no trono de seu coração; Cristo deve ser o rei supremo.
Assim, Jesus exige a denúncia radical de toda auto-idolatria e de toda tentativa de estabelecer a vida em concordância com os ditames do egoísmo (Rm 14.7-9; 15.2,3).
Devemos ter cuidado em não confundir autonegação com asceticismo, por meio do qual a pessoa publicamente nega coisas a si mesma, como também a alegria da vida que Deus planejou. Jesus não fala sobre a negação de objetos, mas certamente, sobre a autoridade sobre a vida de alguém. Jesus chama seus seguidores para abandonar a idolatria autocentrada.
Observe os três verbos-chave em Marcos 8.34 — negar, tomar e seguir. Os dois primeiros verbos são aoristos imperativos que indicam uma ação decisiva. Devemos negar a nós mesmos e levar a nossa cruz! O verbo segue, no entanto, é um imperativo presente. O presente do indicativo indica uma ação contínua. Devemos perpétua e incessantemente seguir Jesus, dia após dia. (Não é coisa para se fazer apenas aos domingos.) Seguir Jesus é um processo, não um simples evento. O imperativo indica um comando. Isso não é meramente opcional. Aqueles que procuram ser discípulos de Jesus devem tomar sua cruz e diariamente seguir Jesus. Aqueles que assim o fazem, podem contar com a presença de Cristo em sua vida, mesmo em meio às piores tempestades da vida. E essa presença faz toda a diferença.
De maneira irônica, e até paradoxal, a Escritura indica que o gozo da boa vida — a verdadeira vida abundante — exige que tomemos nossa cruz e, de maneira abnegada, sigamos Jesus, dia após dia. A vida que é dada por intermédio de Jesus é a verdadeira vida jubilosa, indiferente às circunstâncias externas que alguém encontra em sua vida. Você busca a paz interior em meio às tempestades da vida? Meu amigo, entregue-se inteiramente a Jesus e isso será seu.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 11
Postado por
DAVI E AMY
às
07:16
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