O Mal Está todo em nossa Mente?
Quando estive no sul da Califórnia, tive oportunidade de visitar The Boddhi Tree, a megalivraria da Nova Era, localizada em Hollywood, a cidade das estrelas do cinema. Pedi ao gerente da loja para que me mostrasse seus livros mais vendidos. Um deles era Empowerment: The Art of Creating Your Life As You Wantlt, escrito por David Gershon e Gail Straub. Ele disse que, mal conseguia ter em estoque cópias suficientes deste livro. Eles "sumiam das prateleiras".
O livro pergunta: "Você gostaria de ter poder para alcançar tudo que sempre desejou em sua vida? Como você poderia realizar seus próprios milagres?"
O livro garante que você pode alcançar isso ao seguir os princípios apresentados no livro. Gershon e Straub dizem que a "capacitação" é a chave por meio da qual, com o poder da mente, você poderia realizar sua própria realidade. O que se "manifestará" em sua vida é o resultado direto dos pensamentos que você aceita e confirma — seja no consciente ou no inconsciente.
Gershon e Straub observam que "não podemos nos furtar a criar nossa realidade; e cada vez que temos um pensamento, estamos fazendo isso. Cada verdade que abraçamos molda o que experimentamos em nossa vida". Em vista disso, "se aceitamos a premissa básica de que nossos pensamentos criam nossa realidade, isso significa que precisamos assumir a responsabilidade de criar toda nossa realidade — as partes que gostamos e as que não gostamos". Por fim, isso significa que as coisas ruins acontecem para nós apenas por que nossa mente criou uma realidade ruim.
Afirmações e Visualizações
Gershon e Straub oferecem-nos um plano de atuação para alcançar a capacitação que alimenta o efetivo uso de afirmações (conversação positiva consigo mesmo) e visualizações (imagem mental do que se crer criar). Esse é o caminho para alcançar a mudança miraculosa em nossa vida. Gershon e Straub, por meio do uso dessas afirmações e visualizações, asseguram que atrairemos os "nutrientes" mundanos necessários para que nossa "semente mental" cresça em "realização".
Essa equipe da Nova Era também fornece uma lista de "crenças limitativas" associada às "reviravoltas". Dizem que ao afirmar as reviravoltas podemos nos desembaraçar das crenças prejudiciais que nos limitam. Eis aqui alguns exemplos:
Crença limitante: Deus é uma figura masculina com muito poder que me pune se eu não fizer a coisa certa.
Reviravolta: Crio Deus como um amigo amoroso, amável, divertido, sábio e poderoso. Atuamos junto na co-criação deste universo.
Crença limitante: Meios espirituais que passam o controle de minha vida para algum poder superior que está fora de mim.
Reviravolta: O desejo de Deus, neste momento, corresponde a minha mais alta percepção.
Crença limitante: Para ser espiritual devo seguir um código de conduta prescrito por uma religião/guru/escritor em um livro espiritual.
Reviravolta: Minha espiritualidade brota do meu conhecimento a acerca de mim mesmo. Creio nisso e fundamento minhas ações nessa verdade.
Crença limitante: O mundo está cheio de pessoas corruptas, más que o guiam para o caminho da destruição.
Reviravolta: Tenho a responsabilidade de tornar o mundo um lugar bonito e sagrado, cheio de seres comprometidos com a evolução pessoal e a do planeta.
Ao usar afirmações positivas como essas — combinadas com a visualização — nossos pensamentos, supostamente, começam a mudar a realidade a nossa volta. Ao usar nossa mente, temos o "verdadeiro poder".
Ao usar nossa mente, podemos realizar as "mudanças miraculosas" em nossa vida.
Seminários da Nova Era
Esses seminários, de forma bem característica, ensinam os participantes que: (1) você é seu deus; (2) você pode criar sua realidade; e (3) você tem potencial ilimitado. Esses seminários são muito influenciados pelo misticismo oriental e prometem dar esclarecimentos em relação ao verdadeiro potencial de cada um.
Acho que esses seminários, de maneira característica, tentam fragmentar a visão de mundo que a pessoa tinha anteriormente e substituí-la por uma visão de mundo oriental, mística. Esses seminários, algumas vezes, tentam induzir os participantes a uma alteração no estado de consciência — não o estado de consciência normal, mas um estado que varie de em um sentido moderado de transcendência até o transe profundo, que são induzidos por meio de exercícios espirituais, como a meditação ou o controle imaginário. Essa experiência mística leva o participante a questionar sua antiga compreensão da realidade. Com freqüência, essa experiência leva o participante a procurar uma nova compreensão da realidade — tal como a visão de mundo da Nova Era — que possa explicar a experiência.
A Suposta Onipotência do Homem
Shirley MacLaine, celebridade da Nova Era, certa vez, afirmou: "Você é Ilimitado. Só que você não percebe isso".O inglês George Trevelyan, da Nova Era, disse que cada ser humano é "uma gotícula eterna do oceano divino e que isso, potencialmente, pode significar que a criatura possa ser co-criador com Deus".
O livro escrito por Levi Dowling O Evangelho Aquariano de Jesus, o Cristo, afirma que o próprio Jesus ensinava que o ser humano tinha potencial ilimitado e podia realizar seus próprios milagres. Na verdade, o Jesus desse evangelho nos diz: "Por que eu tenho o poder para fazer essas coisas, nada é estranho. Todos os homens podem conquistar esse poder de fazer essas coisas... Portanto, o homem é Deus na terra, e todo aquele que honra a Deus, deve honrar o homem".Dowling também cita que esse Jesus falou: "Eu vim para mostrar as possibilidades do homem; o que eu fiz todos os homens podem fazer, e o que eu sou todos os homens podem ser".E de novo: "O que eu faço todos os homens podem fazer. Deus anuncia o evangelho da onipotência do homem".Enfim, isso significa que o homem tem o poder de criar a vida perfeita que deseja.
O Poder da Mente sobre a Doença
Hoje, muitos adeptos da Nova Era acreditam que a chave para superar a doença e manter a saúde é o uso apropriado da mente.
Consideraremos, brevemente, os ensinamentos de Deepak Chopra. Chopra também acredita que nosso corpo é uma projeção de nossa consciência. Em vista disso, uma consciência "não-saudável" e "ignorante" necessariamente causa doença no corpo. Além disso, no sistema de pensamento de Chopra, a consciência, que supostamente regula esse processo invisível, é o verdadeiro curandeiro.Ele vê a meditação como a mais importante ferramenta nesse processo.
De acordo com Chopra, o corpo humano "é um produto da consciência"."O mundo em que você vive, incluindo as experiências de seu corpo, é totalmente determinado pela maneira como você aprendeu a entendê-lo. Se você mudar sua percepção, muda o conhecimento de seu corpo e de todo o mundo".Ele afirma: "A cada segundo, impulsos de inteligência criam seu corpo de uma nova forma. Você é a somatória desses impulsos, e ao mudar seus padrões, você mudará".Em suma, ao aprender a usar sua mente de maneira correta, mediante a meditação, você pode alcançar a perfeita saúde para seu corpo.
E a Respeito do Problema do Mal?
É provável que você perceba onde quero chegar com tudo isso. Hoje, em nosso mundo, há muitas pessoas que acham que o mal é exclusivamente culpa dos seres humanos que criaram suas próprias realidades. Os ensinamentos da Nova Era torna o ser humano responsável por tudo que se "manifesta" em sua vida — tanto as coisas boas quanto as más. Todo o mal que existe no mundo, de uma maneira ou de outra, está enraizado no processo de pensamento errôneo do ser humano.
Acabando com a Mentira da Nova Era
A idéia de que criamos nossa respectiva realidade pelo poder de nossa mente apresenta problemas importantes. Farei uma breve crítica a essa idéia, ao mostrar sua fragilidade tanto como visão de mundo quanto como explicação para o problema do mal.
Responsabilidade Final Antiética
Um problema crítico em relação à visão de criar sua própria realidade é que, conforme argumenta a Nova Era, se o homem (como um deus) cria sua realidade, a conseqüência lógica disso é que ninguém pode culpar o indivíduo que infligi mal aos outros. Por exemplo, concluímos que os milhões de judeus que foram executados pelos assassinos nazistas de Hitler criaram essa realidade para si mesmos. As ações de Hitler não foram, sob o aspecto ético, erradas, pois ele apenas fazia parte na realidade que os próprios judeus criaram. Ninguém, da mesma forma, pode condenar os terroristas que explodiram os passageiros dos aviões a jato, pois as pessoas que morreram e sofreram com esse incidente criaram essa realidade para si mesmas. Ninguém pode condenar os terroristas que jogaram os aviões nas Torres Gêmeas, na cidade de Nova York, pois as pessoas que estavam naqueles prédios simplesmente criaram sua própria realidade.
Sob esse ponto de vista, portanto, não devemos, na realidade, preocupar-nos quando virmos coisas ruins acontecer para pessoas boas, pois elas mesmas criaram essa realidade. Além disso, quando vemos pessoas ruins fazerem coisas ruins para as pessoas, não devemos nos sentir moralmente ultrajados por essas pessoas más, pois elas apenas são parte da realidade criada pelas, assim denominadas, suas vítimas.
Acho que você concordará que essa visão de mundo não oferece uma explicação satisfatória para o problema do mal no mundo. Quando li sobre um menino que, por acidente, foi atropelado por seu pai que saía da garagem com seu carro, tenho muita dificuldade em acreditar que essa realidade foi criada pela mente deles.
O Homem não É um Deus Onipotente
Os seres humanos não são deuses onipotentes que podem criar a própria realidade. Essa é uma afirmação ridícula, além de cômica. Se os seres humanos fossem deuses onipotentes, seria de esperar que exibissem qualidades similares às de Deus. No entanto, quando comparamos os atributos da humanidade com os de Deus, encontramos um amplo testemunho da verdade afirmada por Paulo em Romanos 3.23, a saber, de que os seres humanos "destituídos estão da glória de Deus". Não se esqueça que Deus é:
• Onisciente (Is 40.13,14), mas o homem é limitado em seu conhecimento (Jó 38.4).
• Todo-poderoso (Ap 19.6), mas o homem é fraco (Hb 4.15).
• Onipresente (S1139.7-12), mas o homem está confinado a um único espaço a cada momento (Jó 1.50).
• Santo (1 Jó 1.5), mas mesmo as justiças do homem não passam de trapos de imundícia para Deus (Is 64.6).
• Eterno (Sl 90.2), mas o homem foi criado em um momento do tempo (Gn 1.1,26, 27).
• Verdadeiro (Jó 14.6), mas o coração do homem é, acima de tudo, enganoso (Jr 17.9).
Justo (At 17.31), mas o homem é iníquo (1 Jó 3.4, veja também Rm 3.23).
• Amoroso (Ef 2.4,5), mas o homem está contaminado por
numerosos vícios, como os ciúmes e a rivalidade (1 Co 3.3).
Se o homem é deus, ninguém fundamentado em seus atributos poderia dizer isso!
A ignorância do homem a respeito de sua suposta divindade também prova que ele não é Deus. Se os ser humano, em essência, é Deus, e se Deus é um ser infinito e imutável, então como é possível para o homem (se ele for uma manifestação divina) passar por um processo em que há mudança em seu entendimento e pelo qual descobre sua divindade? "O fato de que o homem 'venha a perceber' que é Deus prova que ele não o é. Se ele fosse Deus, certamente nunca precisaria passar de um estado de desconhecimento para o estado de conhecimento para saber quem ele é".Deixe-me expor isso de outra maneira: "Deus não pode germinar. Não pode florescer. Deus sempre esteve em completa florescência. Quer dizer, Deus é e sempre foi Deus".
A Incoerência da Visão de Mundo da Nova Era
Se na realidade, conforme argumenta a Nova Era, somos parte da divindade, por que compramos livros da Nova Era a fim de descobrir isso? Se fôssemos Deus, conforme observado acima, será que já não saberíamos isso? E se, conforme argumentam os defensores dessa visão, tudo no universo é verdadeiramente "um", em primeiro lugar, como a doença e a saúde poderiam coexistir? Como o bem e o mal poderiam coexistir? Se tudo é verdadeiramente um, não deveria ser tudo bom (como também tudo deveria ser Deus)? Além disso, se somos parte da divindade, por que ficamos doentes? Alguma parte de Deus pode ficar doente? A visão de mundo que a Nova Era quer nos vender parece conter inúmeras inconsistências lógicas. Apenas esses fatos já nos deixam com muitas suspeitas sobre a explicação da Nova Era em relação à presença do mal no mundo.
A Conexão com o Oculto
Aqueles que pensam que podem acabar com as circunstâncias más por meio do poder da mente devem reconsiderar sua posição, uma vez que a participação em tais exercícios mentais pode conduzi-los diretamente para o mundo do ocultismo e, dessa maneira, expô-los a uma carga ainda maior de maldade (espíritos demoníacos). Existe uma inegável e forte conexão entre o ocultismo e a idéia da Nova Era, a saber, de que a mente pode controlar a energia universal a fim de trazer saúde para o corpo.
Isso é puro ocultismo! Ainda mais, quando expresso nessa linguagem, aparentemente inócua e benéfica.
Andrew Weil também fala de maneira bastante positiva sobre as práticas do ocultismo. Weil, durante sua viagem à América do Sul, Ásia e índia, admitiu abertamente que trabalhou com feiticeiros e curandeiros espirituais.31 Em seu livro, Natural Health, Natural Medicine, ele refere-se, com franqueza, à meditação zen e ao uso de mantras para a meditação profunda.Essas são práticas claramente não-cristãs que podem levá-lo direto ao ocultismo.
A quantidade de pessoas bem-intencionadas que embarcaram no programa de visualização a fim de alcançar a saúde física, entendimento psicológico ou progresso espiritual e acabaram por se envolver com o ocultismo é muito grande. Muitos livros sobre visualização trazem muitas anedotas sobre como, até mesmo, pessoas bem-intencionadas e aparentemente não-adeptas do ocultismo, que usaram a visualização, foram impulsionadas para o movimento Nova Era, cujo foco é o desenvolvimento psíquico e/ou contato espiritual.
A Escritura adverte-nos sobre a persuasiva influência de Satanás neste sistema mundano atual. Na verdade, "todo o mundo está no maligno" (1 Jó 5.19). Não deve nos surpreender o fato de que milhões de americanos participam das práticas ocultistas da Nova Era. Os cristãos devem estar atentos!
Curando nosso Coração
Encerraremos este capítulo substituindo a meditação oriental pela bíblica, pois a meditação bíblica é a verdadeira chave para curar nosso coração. As formas de meditação oriental, em geral, envolvem "focar" ou "centrar" em vários objetos tirados do hinduísmo ou do budismo. Esse último exige que a pessoa abandone sua personalidade e individualidade ao se fundir com o "Um". A meditação bíblica, ao contrário, envolve meditar sobre a Palavra de Deus e sua fidelidade (Js 1.8; S1119.148). Esvaziar a mente de alguém para meditar sobre nada é algo bem distinto que enchê-la com a Palavra de Deus para meditar sobre o Deus vivo (veja Sl 48.9; 77.12; 143.5).
Você e eu devemos nos engajar nesse tipo de meditação bíblica. Posso dizer, por experiência própria, que essa pode ser uma grande fonte de força e bênção. Como as Escrituras declaram: "Bem-aventurado o varão que [...] tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (S11.1,2). Observe a referência ao "de dia e de noite". A verdadeira bênção é recebida quando, em base contínua, meditamos perpetuamente sobre a Palavra de Deus.
Recomendo que você inicie por meditar sobre os Salmos. Em Salmos, vemos os seres humanos que batalham honestamente com a vida e se comunicam de forma sincera com Deus, sem deixar nada para trás. Devido ao fato de batalharmos com o mesmo tipo de problemas e emoções que os homens de Deus da antigüidade, o livro de Salmos é um dos mais relevantes e queridos do cristianismo moderno em toda a Bíblia. Portanto, mergulhe em Salmos e prepare-se para as bênçãos!
A Reencarnação e o Problema do Mal
A palavra reencarnação, em seu sentido literal, significa "voltar de novo em carne". Ela representa a crença de que a alma, depois da morte, passa para outro corpo.Você nasce de novo, e de novo, e de novo, vida após vida após vida.
Muitos cristãos, que afirmam acreditar na Bíblia, estranhamente, também dizem acreditar na reencarnação.
Por que hoje tantas pessoas optam por acreditar na reencarnação? Uma das razões para isso é o grande crescimento de um segmento da população que está preocupado com a perspectiva da morte.
Esse prospecto de morte fez com que muitas pessoas se sentissem atraídas pela crença da reencarnação.
Da mesma maneira, muitas pessoas acham a reencarnação muito mais simpática do que a crença cristã de que os incrédulos sofrerão para sempre no inferno.
Muitos americanos concluíram que o Oriente "tem a resposta para nossa ânsia por propósito e significado".
Os ensinamentos sobre a reencarnação e o carma certamente afetam os nervos dos americanos. Entre em uma livraria atual, como a Barnes e a Noble ou Borders, e encontrará muitos livros sobre esses assuntos. Por quê? Porque hoje o mercado para esse tipo de livros é enorme!
Nascer de Novo, e de Novo, e de Novo...
O processo da reencarnação (renascimento contínuo), supostamente, continua até que a alma alcance um estado de perfeição e desaparece de novo com esta fonte (Deus ou a Alma Universal). O carma se refere à "dívida" que a alma acumula devido às boas ou más ações que cometeu durante a vida da pessoa (ou vidas passadas).
Se uma pessoa acumula um bom carma, supõe-se que ela reencarnará em uma situação mais desejável na próxima vida. Se a pessoa acumula um mau carma, supõe-se que reencarnará em uma situação pior na próxima vida. Por fim, após muitas reencarnações, conforme se supõe, o carma pode livrar a pessoa de todos os desejos egoístas.
No pro- cesso da reencarnação, é preciso muito tempo para que o ouro se separe do refugo!
A idéia é que os pensamentos, as palavras e as ações têm conseqüências definitivas e determinantes no destino da pessoa para a próxima vida. A posição na presente vida depende totalmente do carma acumulado na vida anterior.
Entretanto, de acordo com os hindus, a salvação finalmente virá. Cada pessoa é um elo de vida, e a salvação envolve soltar esse elo de vida por meio da encarnação. O objetivo é quebrar o ciclo de carma e samsara e ficar livre do peso da vida. Essa salvação vem quando a pessoa consegue que sua alma individual (o atmã) seja idêntica à Alma Universal (o Brama ou Brâman). Por meio desse aparente ciclo sem-fim de mortes e renascimentos, a pessoa consegue finalmente que seu atmã seja como o Brama.
A Reencarnação e o Problema do Mal
Os seguidores da reencarnação particularmente acreditam que sua visão é plausível, pois pensam que ela lida com o problema do mal efetivamente. Aparentemente, a reencarnação apresenta uma resposta mais racional e satisfatória para o problema do mal do que a visão cristã, em que todos nós temos apenas uma vida, seguida pelo céu ou pelo inferno. Contam-nos que a lei do carma garante que, no fim — após o tempo necessário (que pode levar bilhões de anos) —, todas as injustiças serão retificadas e todos obterão o que está reservado a eles. Para os seguidores da reencarnação, "a lei do carma absolve por completo Deus da responsabilidade pelo sofrimento humano, e o homem assume total responsabilidade por sua vida".
Portanto, por exemplo, uma criança que sofre e depois morre de leucemia, aparentemente está sofrendo as conseqüências do mau carma que acumulou em uma vida anterior e, portanto, o sofrimento da criança é justo, merecido e contribuirá em um futuro distante (daqui muitas vidas) para o bem dessa criança.Portanto, o que parece ser um sofrimento horrível, na verdade, é um benefício para a pessoa, pois traz cura de muitas maneiras para essa alma sofredora.
A Reencarnação é Descrita na Bíblia?
De maneira típica, o hinduísmo e a Nova Era argumentam que a igreja cristã primitiva — e mesmo a Bíblia cristã — ensinam a reencarnação e a lei do carma. Por exemplo, em João 3.3, Jesus disse: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (a Nova Era interpreta que "nascer de novo" quer dizer "nascer em outro corpo"). Em Mateus 11.14, afirma-se que João Batista é "o Elias que havia de vir" (isto é, João deve ser a reencarnação de Elias). E Jeremias 1.5 parece ensinar que a alma pré-existe ao nascimento e, portanto, advoga a reencarnação. Os seguidores da reencarnação acreditam que a solução que encontraram para o problema do mal é bíblica.
O Problema com a Reencarnação
A Reencarnação não É Justa
A pessoa pode perguntar: por que alguém é punido, via carma, por alguma coisa que não se lembra de ter feito em uma vida anterior? E como uma pessoa, ao ser punida por um pecado do qual não lembra, pode se tornar melhor? Para ser mais preciso, se uma criancinha desenvolve um câncer e morre, que cura possível pode advir para a alma dela? A criança não tem lembrança dos pecados cometidos na vida anterior e, mesmo que tivesse algum tipo de lembrança, ela não teria o discernimento para ter consciência do sofrimento antes de morrer. Onde está a justiça divina nisso?
A Reencarnação não Funciona
Se o propósito do carma é libertar a humanidade dos desejos egoístas, por que, mesmo assim, não vemos uma notável melhoria na natureza humana depois de todos esses milênios de reencarnação? Além disso, conforme a concepção dos hindus, se a reencarnação e a lei do carma são tão benéficas no aspecto prático, de que forma então eles explicam a intensificação e eterna piora dos problemas sociais e econômicos — inclusive a propagação da pobreza, inanição, doença e horríveis sofrimentos — na índia, onde a reencarnação tem sido sistematicamente ensinada ao longo da história?
Na verdade, acredito que a reencarnação serve como uma poderosa motivação para que as pessoas não sejam um "bom vizinho" nem forneçam auxílio umas às outras. Afinal de contas, a pessoa sofre exatamente por que ainda não pagou a penalidade cármica prescrita para os pecados cometidos em uma vida passada. Se alguém ajudar essa pessoa em meio a seu sofrimento, isso apenas garantirá que a pessoa nascerá em pior situação na próxima vida, a fim de pagar a penalidade cármica que deveria ter pago na vida presente. Antes, o "bom vizinho" também poderia acumular mais dívida de carma ruim por interferir com a lei do carma na vida do sofredor. Esse é um cenário que certamente acabará em desapontamento e derrota.
A Reencarnação É moralmente Repulsiva
Quando os soldados do Ceilão atiraram em uma mãe em fase de amamentação, e depois atiraram nos dedos de seu bebê para praticar tiro ao alvo, será que Zukav poderia nos convencer que isso, de alguma maneira, traria "cura" para a alma dessa mulher ou de seu bebê? Ou quando, na União Soviética, os xiitas bêbados abriram o útero de uma armênia grávida e arrancaram os membros do feto (evento real, relatado no jornal), será que Zukav, realmente, espera que ponhamos nossa fé na "justiça sem juízo", em vez de nos sentir moralmente ultrajados? Onde está o divino e o sagrado nessas ocorrências?
A Reencarnação É Fatalista
A lei do carma garante que o quer que semeemos na vida presente, colheremos, invariavelmente, na próxima vida. Se plantarmos boas sementes na vida presente, teremos a melhor colheita (uma situação melhor) na próxima vida — isso é garantido! No entanto, se plantarmos sementes ruins na presente vida, teremos a pior colheita (uma situação pior) na próxima vida — isso é garantido! Nada podemos fazer para alterar a cadeia de eventos. Isso acontece infalível e inexoravelmente. Ninguém pode evitar o destino traçado pelas ações da vida presente. Isso também significa que Independentemente do sofrimento que se enfrenta na vida presente, o que realmente importa é o que se fez na vida passada. Tal filosofia fatalista pode levar ao desespero.
A Reencarnação É Inconsistente com a Visão de Mundo ' do Hinduísmo/Nova Era
Afinal de contas, se tudo no universo é "um", então como podem haver almas individuais que passam pelo processo de reencarnação em que cada alma distinta entra em um diferente corpo? Os ensinamentos da unidade e de "almas individuais" não podem ser ambos verdadeiros ao mesmo tempo. É um ou outro. Falta coerência na visão de mundo do hinduísmo e da Nova Era.
A Reencarnação Tem muito pouco a Oferecer
Não é possível deixar de observar que ser absorvido pelo Brama (a Alma Universal) e perder sua identidade pessoal tem pouca atração em comparação com a possibilidade da vida eterna ao lado do Deus vivo e pessoal do universo (Ap 22.1-5). Em vez da absorção pela Alma Universal, as Escrituras afirmam que o cristão receberá um corpo ressurreto que nunca ficará doente nem velho, nunca sofrerá nem morrerá (1 Co 15.35-38). Não é uma perspectiva infinitamente melhor e mais atrativa?
O Cristianismo nunca Aderiu à Reencarnação
O cristianismo, ao contrário da afirmação do hinduísmo e da Nova Era (e de Oprah Winfrey), nunca aderiu à crença da reencarnação. Nem mesmo os versículos bíblicos específicos, que eles alegam dar suporte à reencarnação, apoiam essa concepção.
O texto de João 3.3, não se refere à reencarnação. Nesse versículo, Jesus disse a Nicodemos: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus". Ao mesmo tempo em que a Nova Era tenta argumentar que Jesus estava se referindo ao "renascimento cíclico" (reencarnação) nesse versículo, o contexto mostra claramente que Jesus se referia ao renascimento espiritual ou à regeneração. Na verdade, a frase "nascer de novo" traz a idéia de "nascer do alto" e, até mesmo, pode ser traduzida dessa maneira. Nicodemos não poderia entender a afirmação de Jesus de outra maneira. Além disso, Jesus deixou claro o que pretendia dizer ao afirmar que "o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (v. 6).
Tampouco Mateus 11.14, fala a respeito da reencarnação. Nesse versículo, Jesus afirma: "E, se quereis dar crédito, é este [João Batista] o Elias que havia de vir" (grifo do autor). Enquanto alguns afirmam que João Batista era a reencarnação de Elias, em Lucas 1.17, esclarece qualquer possível confusão que tenha havido na adequada interpretação desse versículo ao destacar que o ministério de João Batista é efetuado "no espírito e virtude de Elias". Em lugar algum a Bíblia diz que João Batista é a reencarnação de Elias. O hinduísmo e a Nova Era, convenientemente esquecem que João Batista, quando perguntado se era Elias, responde claramente que não (Jó 1.21). Além disso, Elias não se ajusta à reencarnação, pois ele não morreu. Ele arrebatado ao céu, como Enoque que não conheceu a morte (2 Rs 2.11; veja também Hb 11.5). De acordo com a reencarnação tradicional, a pessoa deve morrer antes de poder reencarnar em outro corpo.
Mais ainda, Jeremias 1.5 não ensina sobre a reencarnação. Nesse versículo, Deus diz para Jeremias: "Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta". Esse versículo apenas fala de Deus chamando e separando Jeremias para o ministério muito antes de ele ter nascido. A expressão "eu te conheci", não se refere à pré-existência da alma, mas à pessoa antes de seu nascimento. Deus já conhecia Jeremias enquanto ele ainda estava no útero (Jr 1.5; compare com Sl 51.6; 139.13-16). Isso é fundamentado por palavras como santifiquei (separado) e ordenado as quais revelam que Deus tinha uma indicação especial para Jeremias, mesmo antes de ele nascer. A palavra conhecer, nesse contexto, Indica que Deus age para tornar Jeremias o objeto especial de sua escolha soberana.
A Reencarnação definitivamente não É Bíblica
As Escrituras indicam que cada ser humano vive uma vez sobre a terra, como ser mortal, e depois enfrenta o julgamento (veja Hb 9.27). Ele não tem uma segunda chance por meio da reencarnação em outro corpo. As Escrituras indicam que, com a morte, os crentes no Senhor Jesus vão para o céu (2 Co 5.8), e os incrédulos vão para um lugar de punição (Lc 16.19-31). Além disso, Jesus ensinou que a pessoa decide seu destino eterno em uma única vida (Mt 25.46). É precisamente por isso que o apóstolo Paulo enfatizava que "eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).
Além disso, os seguidores da reencarnação subestimam a seriedade do problema do pecado. Jesus ensinou que o ser humano tem um grave problema, o pecado, cuja solução está totalmente além de seus meios. Ele ensinou que os seres humanos são, por natureza, maus (Mt 12.34; Lc 11.13) e que o homem é capaz de grande perversidade (Mc 7.20-23; Lc 11.42-52). Além disso, Jesus disse que o homem está totalmente perdido (Lc 19.10), que é um pecador (Lc 15.10) e que precisa se arrepender diante do Deus santo (Mc 1.15; Lc 15.10).
Jesus freqüentemente falava sobre o pecado do homem por meio de metáforas que ilustram a devastação que o mesmo pode causar à vida de uma pessoa. Ele descreveu o pecado humano como uma cegueira (Mt 15.14; 23.16-26), uma doença (Mt 9.12), uma escravidão (Jó 8.34) e uma vida na escuridão (Jó 3.19-21; 8.12; 12.35-46). Além disso, Jesus ensinou que essa é uma condição universal e que as pessoas são culpadas diante de Deus(Lc 7.37-48). Jesus também ensinou que não apenas os atos externos tornam uma pessoa culpada de pecado, mas também os pensamentos íntimos (Mt 5.28). Ele ensinou que, no âmago, do coração humano, emanam os pensamentos maus, a imoralidade sexual, os roubos, os assassinatos, o adultério, a cobiça, a malícia, as fraudes, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Jesus disse: "Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem" (Mc 7.21-23). Além disso, Jesus afirmou que Deus está plenamente ciente do pecado de cada pessoa — atos externos e pensamentos íntimos; sua atenção não deixa escapar nada (Mt 10.26; 22.18; Lc 6.8; Jó 4.17-19).
A crença dos seguidores da reencarnação — a saber, de que o homem pode resolver seu problema do pecado com uma pequena ajuda do carma (ao longo de muitas vidas) — é, em si mesma, uma manifestação da cegueira, que faz parte e representa uma parcela do pecado humano. Nosso problema é tão grave que precisamos de ajuda externa — a ajuda de um Salvador divino. Não precisamos de uma mera retificação cármica; precisamos de um mecanismo novinho em folha (a nova vida por meio de Jesus — Jó 3.1-5).
A explicação cristã para o mal faz muito mais sentido. O plano de Deus para a humanidade, quando Ele concedeu aos seres humanos a livre escolha, tinha um potencial para o mal. No entanto, a atual origem do mal decorre do fato de o homem pôr seu desejo distante Deus para seguir seus desejos egoístas."Considerando que Deus criou o fato da liberdade, os seres humanos executam os atos de liberdade. Deus tornou o mal possível; as criaturas o tornam real'.Desde que Adão e Eva, no jardim do Éden, tornaram o mal real naquela primeira ocasião, a natureza pecaminosa passou para todos os seres humanos (Rm 5.12; 1 Co 15.22); e é devido a essa natureza pecaminosa que hoje continuamos a usar nosso livre arbítrio para tornar o mal real (Mc 7.20-23).
Curando nosso Coração
A alternativa cristã para a reencarnação, de modo claro e simples, é a ressurreição. O dia futuro de nossa ressurreição é um dia pelo qual podemos aguardar ansiosamente! Meditar habitualmente a respeito da verdade de nossa futura ressurreição é só o que precisamos quando somos confrontados por doenças severas ou pela perspectiva da morte.
As Escrituras indicam que em nossa mortalidade — isto é, em nossos corpos humanos terrestres — simplesmente não podemos viver na presença desvelada de Deus, que está no céu. O Senhor vive em luz inacessível (1 Tm 6.16), e nosso corpo atual não pode existir em sua presença. O apóstolo Paulo nos afirma: "E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção" (1 Co 15.50).
No entanto, tudo isso mudará um dia. Quando recebermos nosso glorioso corpo ressurreto, estaremos prontos para habitar na presença desvelada de Deus. Exatamente como a lagarta precisa de se transformar em uma linda borboleta a fim de herdar o ar, também nós temos de mudar para herdar o céu.
Uma vez que estejamos mudados, estaremos aptos a confraternizar, face a face, com Deus. Que dia glorioso será esse!
Penso que você concordará comigo, quando afirmo que a semente da doença e da morte está sempre sobre nosso corpo atual. Repelir infecções perigosas é uma batalha constante. Ficamos, com freqüência, doentes. E, por fim, todos nós morremos — é só uma questão de tempo. Nosso novo corpo ressurreto, entretanto, se levantará imortal (1 Co 15.42,43). Todas as desvantagens da doença e da morte se irão para sempre. Nunca mais nos preocuparemos a respeito das infecções ou da morte.
Nosso corpo atual é caracterizado pela fragilidade. Desde o momento em que nascemos, "o nosso homem exterior" está se corrompendo (2 Co 4.16). A vitalidade descresse, a doença vem, e depois a idade avançada, com suas rugas e decrepitude, chega. Por fim, já velhos, nos tornamos totalmente incapacitados, incapazes de andar em qualquer direção e de fazer a mais simples tarefa.
Em contraste, nosso corpo ressurreto terá grande poder. Nunca mais nos sentiremos cansados, fracos ou incapacitados. As palavras são inadequadas para descrever a incrível diferença entre nosso corpo atual e nosso futuro corpo ressurreto. No entanto, o apóstolo Paulo, pelo menos, nos dá uma dica dessa diferença ao comparar nosso atual corpo terreno e nosso futuro corpo ressurreto com "uma casa não feita por mãos" (2 Co 5.1-9).
Encerro com uma exortação. Comprometa-se a memorizar 1 Co 15.50-54 — todos os cinco versículos. Precisamos ter as preciosas verdades dessa passagem sempre diante de nossa mente. Em tempos de crise, essas palavras serão uma poderosa fonte de força — isso sim é garantido!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 14
Postado por
DAVI E AMY
às
07:17
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