Parte do Problema: Crenças Mal-Orientadas
Estudo de Caso 1: Darwinismo
A evolução é uma teoria naturalista que propõe que as formas de vida simples evoluíram em formas de vida complexas por meio da variação aleatória e acidental onde as espécies deram origem a novas espécies ao longo de bilhões de anos.
No final das contas, isso significa que todas as coisas vivas — inclusive o ser humano e os símios — estão relacionados entre si por meio de um ancestral comum.
Na teoria evolucionista, a seleção natural, as mutações e os longos períodos de tempo têm papel significante.
Deixe-me simplificar isso para você. Os evolucionistas acreditam que cada espécie produz uma descendência muito maior do que é possível que tenha condição de sobreviver. Essa descendência, devido à limitação de recursos, deve competir entre si pela sobrevivência. Nessa competição, haverá vencedores e perdedores. Os vencedores são aqueles que estão melhores preparados para sobreviver em seu meio ambiente; os perdedores são os menos preparados. Os sobreviventes transmitem seus traços superiores de sobrevivência a sua descendência, portanto, ela também pode sobreviver. Enquanto esse processo continua por muitas gerações, os perdedores são continuamente eliminados, e os traços superiores dos vencedores são transmitidos para sua descendência por meio de mutações positivas, e, assim, a evolução ocorre.
O que tudo isso tem que ver com o mal e o sofrimento? A resposta pode surpreendê-lo. Você sabia que há uma conexão entre a teoria evolucionista e a filosofia de Adolf Hitler? O próprio Hitler era um adepto do evolucionismo darwinista, e ele pretendia implantar filosofia da "sobrevivência do mais forte" na Alemanha.É irônico que tenha sido aparentemente provado que, na batalha pela sobrevivência dos mais fortes, Hitler e seus assassinos nazistas fossem os mais fracos.
Os evolucionistas são rápidos em contestar que não podemos criticar a teoria de Darwin sobre a seleção natural apenas por que algumas pessoas a desvirtuaram. Isso pode ser verdade, mas permanece o fato de que a teoria da evolução propicia fundamento filosófico para tais abusos.
A teoria evolucionista também favoreceu o racismo nos Estados Unidos. Certa vez, o Congresso dos Estados Unidos passou um projeto de lei que autorizava o Departamento de Censo a contar cada escravo como três quintos de uma pessoa. Esse documento do Congresso resultou no que, na década de 1890, um escritor afro-americano chamou "de Teoria da Raça Inferior', a colocação do negro em algum lugar entre o curral de animais e os seres humanos".
Essa afronta racista aconteceu apenas duas décadas depois de Darwin publicar A Origem das Espécies.
Mesmo Charles Darwin, em algum momento, acreditou que em um futuro não muito distante as raças mais inferiores de homens seriam eliminadas pela raça civilizada superior.
A visão evolucionista de Darwin também é sexista. Ele argumenta que os homens têm um poder mental substancialmente superior ao das mulheres; os homens, portanto, atingem grande superioridade em qualquer empreendimento em que se aventurem.
É óbvio, que o nazismo, o racismo e o sexismo causaram incalculáveis sofrimentos entre milhões de pessoas no mundo. O darwinismo não é o único responsável pelo surgimento dessas atitudes deformadas, mas inquestionavelmente teve um papel eminente nisso. Além disso, podemos dizer legitimamente que o próprio darwinismo foi uma fonte de sofrimento para as pessoas.
Estudo de Caso 2: A Seita de Georgetown
Quem pode esquecer as centenas de pessoas que morreram na tragédia de Georgetown? Essa seita, liderada por Jim Jones, que obrigou todos seus adeptos a concordar com as crenças que ele abraçou. Um casal de pais, que tentou tirar seu filho de cinco anos, John Victor, de Georgetown, pode nos contar, em primeira mão, o quanto essas crenças errôneas — como o são aquelas associadas a seitas destrutivas — pode ser danosas. Em uma carta para a revista Newsweek, o pai lamenta:
Quando tentei tirá-lo de Georgetown, Jones recusou. Grace e eu gastamos meses recorrendo à justiça e viajando para as Guianas para libertar nosso menino. Em novembro de 1978, acompanhamos o Rep. Leo Ryan, em sua missão na Guiana, para investigar possíveis abusos aos direitos humanos. Quando Jones soube que estávamos com Ryan, ele impediu especificamente nosso acesso ao complexo. Por isso, estou vivo hoje. Enquanto esperávamos em nosso hotel, ouvimos que Ryan e seus quatro acompanhantes foram mortos no campo de pouso de Georgetown. Imediatamente, percebemos que poderia se tratar de um suicídio coletivo. Sabíamos que nosso filho, junto com as outras 918 pessoas no complexo, morreria. Não podíamos fazer nada. Aquela foi a noite mais horrível de minha vida.
Esses indivíduos que estavam em Georgetown pagaram o preço mais alto (suas vidas).Devo salientar, no entanto, que várias outras pessoas filiadas a diversos outros grupos de seitas sofrem prejuízo espiritual, emocional e psicológico.
As crenças falsas podem causar grande sofrimento.
Estudo de Caso 3: O Arrebatamento Coreano
Em 1990, um anúncio de página inteira do USA Today proclamava que o Arrebatamento aconteceria logo, aquele evento em que todo verdadeiro cristão seria arrebatado da terra por Jesus Cristo.Esse anúncio foi veiculado pelo movimento Hyoo-go ("Arrebatamento") ou Jong Mal Ron ("teoria da hora final") — uma "conexão indefinida das seitas coreanas misturada com fanatismo, misticismo e fervor apocalíptico".
Um relatório especial sobre esse movimento, publicado no Christian Research Journal, observou que "conforme o vaticinado dia do juízo universal se aproximava, os seguidores do Hyoo-go provocaram sublevações sociais na Coréia". O relatório documenta que,pelo menos, quatro suicídios e muitos abortos estão relacionados com o movimento — estes últimos ocorreram, pois as mulheres tinham medo de estar 'pesadas demais' e, portanto, não pudessem ser alçadas ao céu. Numerosos estudantes da escola fundamental e de ensino médio abandonaram as aulas. Os pais e as famílias dos seguidores do movimento temiam que se não houvesse o Arrebatamento como predito, poderia haver suicídio coletivo.
Por fim, chegou o dia esperado. Os crentes leais se reuniram na igreja, em Seul, Coréia, para esperar pelo Arrebatamento. Mais de mil policiais foram colocados dentro e fora da igreja para o caso de os adeptos da seita se tornassem violentos ou tentassem cometer suicídio. Quando passou a hora estabelecida, sem que nada acontecesse, muitos seguidores da seita simplesmente choraram. Um seguidor, devastado, comentou: "Deus mentiu para nós".
Depois de ler esse relato, será que alguém pode duvidar do fato de que as falsas crenças trazem grande sofrimento? Nesse caso, o fervor apocalíptico — separado da apropriada compreensão das Sagradas Escrituras — causou incalculável sofrimento.
Estudo de Caso 4: As Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová sofreram de várias maneiras o resultado das falsas crenças doutrinárias adotadas pela seita. Por exemplo, em 15 de novembro de 1967, a edição de A Sentinela, revista das Testemunhas de Jeová, disse que o transplante de órgãos equivalia a canibalismo e não era apropriado para os cristãos.
O transplante de órgãos, por treze anos, foi proibido pela Sociedade da Torre de Vigia — durante esse período de tempo, muitas Testemunhas de Jeová morreram ou sofreram muito em conseqüência dessa proibição. É óbvio que, nesse caso, as falsas crenças causam não apenas sofrimento, como também a morte.
É surpreendente o fato de que a Sociedade da Torre de Vigia mudou sua posição quando foram comprovados os benefícios médicos decorrentes do transplante de órgãos.
A edição de 15 de março de 1980, da revista A Sentinela, publicou que o transplante de órgãos não era necessariamente um tipo de canibalismo e, a partir daí, começaram a permiti-lo.
O mesmo aconteceu em relação à vacinação. Uma publicação da seita Testemunhas de Jeová, disse que "a vacinação é uma violação direta da aliança perpétua que Deus fez com Noé após o dilúvio".Por vinte anos a vacinação foi proibida pela Sociedade da Torre de Vigia. No entanto, a Sociedade da Torre de Vigia, na década de 1950, derrubou essa proibição e desde essa época as crianças da seita têm sido vacinadas.
Pode-se imaginar como os pais das crianças que morreram em conseqüência dessas proibições devem ter se sentido, quando a Sociedade da Torre de Vigia, de repente, reverteu sua posição.
A Sociedade da Torre de Vigia continua a ensinar que as Testemunhas de Jeová devem recusar a transfusão de sangue em qualquer circunstância — até mesmo quando os médicos dizem que a morte é inevitável se a transfusão não for feita.
A Sociedade da Torre de Vigia também exige que os pais não permitam que seus filhos recebam transfusão de sangue. A seita Testemunhas de Jeová, erroneamente, acredita que a referência bíblica à prática paga de comer sangue é uma proibição à transfusão de sangue (Lv 7.26,27; 17.11,12).Por essa razão, muitas Testemunhas de Jeová levam consigo um cartão com a indicação de que, caso haja algum evento em que estejam inconscientes, eles não devem receber transfusão de sangue.
Muitas Testemunhas de Jeová, e, também, seus filhos, morreram em conseqüência de depositar sua convicção nessa horrorosa e errônea interpretação que a Sociedade da Torre de Vigia faz da passagem sobre "sangue" na Bíblia.
A proibição da Sociedade da Torre de Vigia à transfusão de sangue para o bebê, a história mencionada acima, lembra-nos a inclinação cruel e insensível dos fariseus que condenaram e se enfureceram com Jesus, pois Ele curou alguém no sábado (Lc 6.6-11).
Infelizmente, a Sociedade ainda não havia aprendido nada com os erros de suas profecias passadas e, depois, lançou uma especulação profética sobre o ano de 1975. A Sociedade disse a seus seguidores que os 6 mil anos de história da humanidade (a partir do tempo de Adão e Eva) acabaria no fim do ano de 1975.33 O Armagedom ocorreria naquele ano, e Cristo estabeleceria o paraíso terrestre. Essa profecia levou muitas Testemunhas de Jeová a vender suas casas e a abandonar seus empregos a fim de devotar toda sua energia para testemunhar para outras pessoas. Muitas Testemunhas de Jeová, como já acontecera com as outras falsas profecias anteriores da Sociedade da Torre de Vigia, decepcionaram-se quando o ano de 1975 veio e se foi, sem que nada acontecesse. De 1976 a 1978, cerca 390 mil Testemunhas de Jeová abandonaram a Sociedade da Torre de Vigia.Essas 390 mil pessoas podem afirmar como estas falsas crenças causam sofrimento.
Estudo de Caso 5: O Evangelho da Saúde e da Prosperidade
A frase "Determine e afirme isso" tornou-se familiar em muitas casas através dos Estados Unidos. Os pregadores do Movimento da Fé ensinam essa doutrina em rede nacional de televisão. Quase todas as noites, pode-se sintonizar e aprender como ganhar saúde e riqueza ao seguir as fórmulas de prosperidade dos pregadores do Movimento da Fé. Essas fórmulas, entretanto, são não-bíblicas e sempre têm conexão com seitas metafísicas.
Na realidade, os ensinamentos da Palavra de Fé anunciam um evangelho de ganância e avareza. O "milagre" principal desse evangelho é o da carteira recheada. Esse não é o evangelho da Bíblia (veja 1 Co 15.1-4). O evangelho deles é comumente conhecido como o "evangelho da prosperidade", o qual ensina que o desejo de Deus é que todos os cristãos sejam prósperos. Estes são alguns dos elementos-chave dessa teologia desviada:
Deus deseja que seus filhos sejam prósperos. Dizem que não apenas Deus quer livrar os crentes da pobreza, como também quer que seus filhos tenham os melhores alimentos, as melhores vestimentas, dirijam os melhores carros e tenham o melhor de tudo.
Ser pobre é pecado. Os pregadores do Movimento da Fé geralmente ensinam que ser pobre é pecado.Tenho curiosidade em saber se eles leram recentemente a Bíblia! Jesus não disse: "Bem-aventurados vós, os pobres" (Lc 6.20)?
Jesus é nosso exemplo, e Ele não é pobre. O tema favorito entre os pregadores do Movimento da Fé é a suposta prosperidade de Jesus. Eles dizem que Jesus usava vestimentas desenhadas e tinha uma casa bastante grande. É óbvio que as Escrituras não ensinam nada disso.
Deus anuncia leis de prosperidade na Bíblia. Os pregadores do Movimento da Fé dizem que há certas leis na Palavra de Deus que determinam a prosperidade. A fé motiva o funcionamento dessas leis. As fórmulas de sucesso que se encontram na Palavra de Deus, quando usadas conforme indicado, produzem, supostamente, resultados financeiros milagrosos.
A confissão positiva é a chave para alcançar a prosperidade. Se quisermos prosperidade, tudo que temos de fazer é determinar verbalmente para que as coisas aconteçam. Essa é a chave para o milagre financeiro. Eles dizem que a confissão traz a posse.
Dar dinheiro para a obra de Deus pode centuplicar seu rendimento. Fundamentados em uma completa distorção de Marcos 10.30, eles dizem que receberemos um milagroso retorno centuplicado quando dermos dinheiro para os ministérios.Asseguram que se investirmos pesado em Deus, o retorno financeiro será inacreditável.
O restabelecimento está garantido na salvação. Os pregadores do Movimento da Fé anunciam que o restabelecimento físico foi-nos garantido na salvação e que se você permanecer doente é por que não tem fé suficiente para ser curado, ou, talvez, haja algum pecado em sua vida, ou, talvez, você tenha feito uma "confissão negativa".
Infelizmente, milhões de cristãos têm sido atraídos por esse falso evangelho da saúde e prosperidade. É impossível, agora mesmo, calcular quantas vidas foram destruídas como resultado dessa teologia cruel e desviada que promete o "milagre financeiro".
Deus nunca prometeu tal milagre financeiro. Em Marcos 10.30, que fala do retorno centuplicado, não diz respeito ao dinheiro ou às riquezas materiais. Essa passagem fala, de maneira específica, daqueles que renunciam a sua casa e família por causa de Jesus e do evangelho. Esses indivíduos recebem um retorno centuplicado no sentido de que se tornam parte de uma comunidade maior, a dos crentes. Nessa nova comunidade, eles têm uma multiplicação de seus relacionamentos através do qual são espiritualmente mais íntimos e mais significativos do que os relacionamentos de parentesco (Mc 3.31 -35; At 2.41-47; 1 Tm 5.1,2).
Essa idéia dos ensinamentos do Movimento da Fé, a saber, de que a saúde está garantida na salvação, é lamentável e desvirtuada.
Alguns anos atrás Larry Parker escreveu um livro intitulado We Let Our Son Die. Nesse livro Parker documenta como ele e sua esposa foram influenciados por uma fé curadora e decidiram não dar insulina para Wesley, seu filho diabético de onze anos. Nos três dias seguintes a saúde de Wesley deteriorou-se muito rapidamente. Ele entrou em coma diabética e ninguém chamou um médico. Conforme determinado pela fé curadora, eles continuaram a fazer confissões positivas. Chamar um médico equivaleria a fazer uma confissão negativa. Wesley morreu. Após sua morte, as confissões positivas continuaram - essas confissões objetivavam ressuscitar Wesley dos mortos. Os Parkers foram levados a juízo e condenados por homicídio culposo. Eles aprenderam de uma maneira trágica que as falsas crenças podem levar a um grande sofrimento.
A verdade sobre a questão é que Deus nunca garantiu que haveria saúde na salvação. Embora a cura física final seja garantida na salvação (uma saúde que usufruiremos em nosso ressurreto futuro corpo), a saúde de nosso corpo mortal (antes de nossa morte e ressurreição) não está garantida na salvação.
É importante que entendamos que a palavra hebraica para "cura, restabelecimento" (napha) pode se referir não apenas a cura física, como também à cura espiritual. O contexto em Isaías 53 indica que se refere à cura espiritual. No versículo 5 afirma-se de maneira explícita: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; [...] pelas suas pisaduras, fomos sarados" (grifo do autor). As palavras "transgressões" e "iniqüidades" determinam o contexto que se refere à cura espiritual da miséria do pecado do homem.
Além disso, inúmeros versículos das Escrituras evidenciam que a cura física na vida mortal não é garantida pela salvação e que não é sempre que Deus efetuará curas.
Por fim, numerosos versículos da Bíblia revelam que nosso corpo físico está em contínua deterioração e sofre várias indisposições. É uma tragédia que a interpretação distorcida das Escrituras, feita pelos pregadores do Movimento da Fé, tenha causado tanto sofrimento para tantas pessoas.
Enquanto isso, os pregadores do Movimento da Fé deliciam-se com o dinheiro enviado para seus ministérios.
Curando nosso Coração
Se pudermos tirar uma aplicação positiva deste capítulo, é que todos devemos nos empenhar em conhecer tanto a Bíblia quanto à teologia. A doutrina bíblica nos possibilita desenvolver uma visão de mundo realista, sem a qual estamos destinados a uma vida inútil (veja, por exemplo, Mt 22.23-33; Rm 12.3; 2 Tm 4.3,4). Além disso, a doutrina bíblica pode nos proteger contra falsas doutrinas que podem conduzir a comportamentos destrutivos (veja, por exemplo, 1 Tm 4.1-6; 2 Tm 2.18; Tt 1.11). Aprenda com sua Bíblia e poupe-se de algumas aflições!
Qual o melhor caminho para aprender a verdade da Bíblia? Não tenho certeza se existe um caminho melhor, mas um ótimo meio para isso é usar uma Bíblia de estudo indutivo. Essa Bíblia não tem notas explicativas no fim de cada página. Além disso, essa Bíblia o ensina como interpretá-la corretamente por você mesmo, fornecendo-lhe as palavras-chave e os conceitos-chave aos quais você deve dedicar especial atenção enquanto você estuda cada livro bíblico. Esse ensinamento bíblico o ensina como assinalar sua Bíblia com marcadores coloridos e oferece margens maiores para que você possa fazer muitas anotações. Se você não estiver familiarizado com o estudo bíblico indutivo, a introdução dessa Bíblia explica tudo que você precisa saber. Por que não tentar? Essa Bíblia o ajudará a ser letrado na Bíblia.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 13
Postado por
DAVI E AMY
às
09:09
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário