O Mal É uma Ilusão?
O Hinduísmo e nosso Mundo Ilusório
Gostaria de observar que o hinduísmo não tem um fundador definido, nem uma data específica que estabeleça seu surgimento.O hinduísmo é uma religião monista ("tudo é um") e panteísta ("tudo é Deus"), os hinduístas, portanto, acreditam, em última análise, que a distinção entre as coisas é irreal. Elas não são nada mais do que uma ilusão mental (maya). Assim, você e eu, ao contrário do que parece ser o caso da vida diária, não somos indivíduos distintos do deus impessoal, chamado de Brama, pelos hinduístas, que está por trás de toda realidade. Em outras palavras, "tudo é Deus".
De forma equivocada, eles ligaram-se aos desejos de seus "eus" (ou egos) individuais. Por essa razão, as pessoas tornaram-se objeto da lei do carma, que é basicamente uma lei cósmica de causa e efeito. Na próxima vida, você colhe (por meio da reencarnação) o que semeou nesta vida. Em outras palavras, se você faz boas coisas nesta vida, nascerá em uma situação melhor na próxima vida (por meio da reencarnação). Da mesma forma, se fizer coisas más nesta vida, nascerá em pior posição na próxima vida.
A libertação desse ciclo contínuo de renascimentos (samsara) é chamada de mocsa. Essa liberação vem por meio do entendimento esclarecedor de que a própria idéia do "eu" individual é maya (uma ilusão) e de que apenas a indistinguível unidade com Brama é real. Quando alcançamos o verdadeiro conhecimento sobre a ilusão da vida, estamos livres do cativeiro da vida (e do ciclo contínuo de renascimento) e conquistamos a completa unidade com Brama.
Os hinduístas escolhem o esclarecimento por meio de três caminhos. São eles: (1) carma marga (o caminho da ação e do ritual — determina as cerimônias, obrigações e ritos religiosos); (2) jnana marga (o caminho do conhecimento e da meditação — dissipa a ignorância e traz o conhecimento experimental de que Brama é a única realidade); e (3) bhatki marga (o caminho da devoção — atos públicos e privados de adoração). Qualquer que seja o caminho pelo qual se alcance o esclarecimento, o objetivo é que 0 "eu", ou ego, perca sua identidade individual para tornar-se um com Brama, ou a Alma Universal.
A principal coisa que quero enfatizar é que aquilo que percebemos por meio de nossos sentidos físicos é considerado uma ilusão ou um sonho. Além disso, devido ao fato de que "tudo é um" e de que "tudo é Deus", não há uma diferenciação real entre o bem e o mal. E se não há distinção entre o bem e o mal, então nem mesmo devemos nos preocupar com a existência do mal.
A Ciência Cristã e a Ilusão do Pecado, da Morte e do Mal
A Igreja da Ciência Cristã foi fundada por Mary Baker Eddy.Depois de adulta, ela desenvolveu poderes clarividentes e envolveu-se com o espíritualismo. Algumas vezes, ela entrava em transe e as pessoas buscavam conselhos com ela enquanto estava em tal estado. Às vezes, ela ouvia batidas misteriosas à noite e afirmava "que tinha visto 'espíritos' de mortos, em pé, ao seu lado e que recebera mensagens escritas dos mortos".Mais tarde, Eddy interessou-se por teologia metafísica. (A metafísica é a ramificação da filosofia que indaga sobre a natureza última da realidade.) Ela tirou a maior parte de sua teologia de Phineas P. Quimby, escritor metafísico cujas visões, finalmente, deram origem ao movimento do Novo Pensamento. Eddy ficou interessada em Quimby devido a sua crescente fama como curandeiro. Quimby acreditava que o pecado e a doença existem apenas na mente. Ele acreditava que ao seguir as técnicas do Novo Pensamento, as pessoas podiam corrigir seu pensamento errôneo e erradicar essas coisas de sua vida. Quimby referia-se a seu sistema de Crença metafísico de várias maneiras, inclusive como Ciência da Saúde e, até mesmo, Ciência Cristã.6 Eddy não era uma pensadora original, mas emprestou os conceitos de Quimby, desenvolveu-os e popularizou-os em um novo movimento que chamou de Ciência Cristã.
Em 1875, cerca de nove anos mais tarde, Quimby morreu, e Eddy publicou seu livro Science and Health With Key to the Scríptures onde apenas menciona Quimby de passagem. Nesse livro, Eddy revela os princípios metafísicos que aprendeu com ele, mas não dá crédito a Quimby. Ela apresenta suas idéias como se fossem uma nova revelação, apesar de elas serem originadas das dele.
Em seu livro, Science and Health With Key to the Scríptures, um dos principais ensinamentos de Eddy é que o pecado, o mal, a doença e a morte são meras ilusões que podem ser subjugadas ao ser negadas. Ela afirma que o mal, a doença e a morte são "circunstâncias de crenças falsas".
A única realidade que existe de verdade é Deus, ou a "Mente Divina". Na verdade, nada não-espiritual existe, a não ser na mente ou nos pensamentos da pessoa. A matéria não existe de verdade, portanto nem a doença, a dor, a morte e o mal podem existir. "A causa de tudo que chamamos de doença é de origem mental, um temor fatal, uma crença errônea ou convicção da necessidade e do poder da relação enfermidade-saúde".Ao seguir as técnicas da Ciência Cristã, Eddy diz que esses erros mentais (e as doenças e a morte) podem ser subjugadas.
Supostamente, esse é o motivo por que Jesus veio ao mundo. Na verdade, ele diz que Jesus veio para resgatar os seres humanos "da ilusão que chamam de pecado real e de que o pecador precisa de um Salvador; da ilusão que chamam de doença real e de que o homem é inválido e precisa de um médico; da ilusão de que a morte é tão real quanto à vida. Cristo Jesus veio para salvar o homem desses pensamentos — das invenções mortais, de todas elas".
Pondo Fim ao Mito da Ilusão
Ao contrário do que o hinduísmo e a Ciência Cristã pregam, o mal é real. Sugerir que o pecado e o mal não são reais, é em si mesmo um mal, pois isso ilude as pessoas.
De onde Vem a Ilusão?
De onde vem a ilusão do pecado, da enfermidade, da morte e do mal? Se tudo é Deus, e a substância não é real, então, quando e de onde emerge essa tão difundida ilusão? Qual é a fonte desse "erro mental"?Se, conforme a Ciência Cristã afirma, tudo é Deus, então é lógico que esse erro deva fazer parte do próprio Deus. Contudo, como pode ser isso? E se isso não é de Deus, então, é claro, que toda realidade não é de Deus. Essas graves inconsistências minam a teoria da ilusão.
A Enfermidade e a Morte São Reais
Apesar de Mary Baker Eddy ter dito que o mal da enfermidade física e a morte são ilusões, em seus últimos anos ela esteve sob cuidados médicos, recebeu injeções de morfina para amenizar suas dores, usava óculos, extraiu dentes e por fim morreu, demonstrando assim que tudo em que ela disse acreditar e que ensinou, eram inverdades.E se Mary Baker Eddy morreu, que esperança há para todos os cientistas cristãos de menor importância? Afinal de Contas, se fosse para alguém ter domínio desse aprendizado, a saber, de que o pecado, a morte e o mal eram ilusões, esse alguém seria ela. No entanto, seu coração parou de bater, seus pulmões pararam de respirar e seu corpo continua morto até hoje. A enfermidade e a morte são reais!
Apesar de a Ciência Cristã ensinar que o pecado, a morte e a doença são causados por erros mentais ou falsas crenças, a realidade é que a própria Ciência Cristã é uma falsa crença que pode causar exatamente esse sofrimento que os cientistas cristãos se empenham em negar.
O Mito da Ilusão É Insuportável
Quando alguém enfrenta a dor genuína na vida — quer física (com o Câncer corroendo o corpo), quer emocional (tal como a dor que se sente quando a esposa morre), quer mental (pensamentos negativos) —, o simples fato de afirmar-se, conforme postula a Ciência Cristã, que tudo está enraizado em erros fatais da mente, não traz nenhum conforto à pessoa. A Ciência Cristã, como filosofia de vida, não possui o anel da verdade.
Antes, quando as pessoas afirmam que o mal é uma ilusão, devemos perguntar se, à noite, trancam a porta da frente de sua casa. (Se sim, por que o fazem?) Eles deixam a chave do carro na ignição quando estacionam no centro ou em uma avenida central? Eles afivelam o cinto de segurança do carro? Eles vão ao dentista? Eles vestem colete salva-vidas em seus filhos quando elas nadam no mar? Eles advertem suas crianças para não chegar muito perto do fogo da churrasqueira? Eles apoiam as leis contra a pedofilia? Se o mal é uma ilusão, então essas coisas são totalmente desnecessárias e não deveriam preocupar ninguém.
O Panteísmo e Monismo não Explicam de Maneira Adequada o Problema do Mal
Tive oportunidade de conversar com o ex-guru hindu, Rabi Maharaj. Ele falou longamente sobre o desagrado ético que, como hindu, sentiu em relação à visão de mundo do monismo ("tudo é um") e do panteísmo ("tudo é Deus"), em especial, no que se refere ao problema do mal:
O crescimento de minha conscientização, a saber, de que Deus, o Criador, é separado e distinto do universo que criou, contradizia o conceito hindu de que Deus era tudo, de que o Criador e a criação eram um e o mesmo. Se havia apenas Uma realidade, então [Deus] era tanto o mal quanto o bem, tanto a morte quanto à vida, tanto o ódio quanto o amor. Isso tornava tudo sem sentido, a vida passava a ser um total absurdo. Não é fácil manter a sanidade e sustentar a visão de que o bem e o mal, o amor e o ódio, a vida e a morte são Uma Mesma Realidade.O Rabi fez a única escolha lógica, tornou-se cristão!
O Mito da Ilusão Contradiz a Experiência Humana
A explicação de que o mal é uma "ilusão" vai pelos ares em face da experiência e da razão do ser humano. O simples negar a existência do mal não anula a realidade. A explicação de que o mal é uma "ilusão", em si mesma, é uma ilusão em sua pior versão. Jesus certamente acreditava na realidade do mal. Na Oração do Pai Nosso, Ele não nos ensina a orar: "Livra-nos da ilusão do mal", mas antes: "Livra-nos do mal" (Mt 6.13).
Para aceitar a visão da Ciência Cristã, a saber, de que o mal é uma ilusão, teríamos de negar nossos sentidos e nossa experiência pessoal. Isso fica ainda pior quando observamos que as Escrituras freqüentemente nos exorta a prestar atenção às evidências empíricas por meio de nossos cinco sentidos. Jesus disse ao incrédulo Tome para pôr o dedo em suas feridas, as da crucificação, como uma maneira de provar a ele que, na verdade, ressuscitara dos mortos (Jó 20.27). Em Lucas 24.39, Jesus, ressurreto, disse a seus seguidores: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho". Lemos em 1 João 1.1: "O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida". O mesmo sentido, que tão convincentemente testifica o Cristo ressurreto, testifica a realidade do mal em nosso mundo — não apenas para algumas pessoas, mas de forma universal e ao longo de todos os tempos.
Deparei-me com a surpreendente história, abaixo, que ilustra como o mito de que "o mal é uma ilusão" contradiz a experiência humana:
Havia, certa vez, um garotinho que era cientista cristão [...] Esse garotinho chegou ao pregador da Ciência Cristã e pediu-lhe que orasse por seu pai que estava muito doente. O pastor replicou: "Menino, você não entende. Seu pai apenas pensa que está doente. Vá e conte isso a ele. Diga-lhe para ter fé". O garotinho obedeceu e, no dia seguinte, encontrou-se com o pastor. Este lhe perguntou: "Como está seu pai, garoto?"; "Ah, ele pensa que está morto".
Curando nosso Coração
Por favor, faça minha vontade por um momento. Apenas como ilustração, digamos que você vá a um médico devido a uma séria dor de cabeça, perda de audição, cegueira parcial e vertigens que você vem sentindo. O médico sorri, dá uma batidinha em suas costas e diz: "Tenho certeza de que é só sua imaginação. Vá para casa. Pense positivo. Preencha sua mente com pensamentos alegres. Você ficará bem". Você conclui que esse cara é um louco, certo?
Apresentei essa cena boba, apenas para marcar a posição de que uma cura acurada exige um acurado diagnóstico. Se você recebe um diagnóstico inexato de seu problema, a cura sugerida estará errada e não será de pouca ajuda. No entanto, se o diagnóstico for preciso, acurado, então você pode rapidamente encontrar a cura correta.
Meu amigo, a única maneira para você experimentar algo semelhante à "cura do coração" é se tiver um diagnóstico correto do sofrimento humano. O diagnóstico correto, apenas pode ser feito nas páginas da Bíblia, escritas pelo próprio Grande Médico (Deus). E é a partir da Bíblia que, neste livro, tenho procurado fornecer um diagnóstico acurado. De acordo com a Bíblia, vimos que o mal surgiu pela primeira vez entre os seres humanos depois que Adão e Eva fizeram mau uso do livre arbítrio. Desde aquele momento, cada um de nós — infectados com uma natureza pecaminosa que nos foi passada por Adão — continua a sofrer por fazer escolhas erradas. Como também sofremos, com freqüência, pelas escolhas erradas feitas pelos outros a nossa volta. (Lembra-se das ondulações?) Sofremos até pelas escolhas que os espíritos maus fazem quando procuram nos enganar de qualquer maneira. Ainda mais, vimos que as falsas crenças podem contribuir para o sofrimento. Todos esses fatores (e mais alguns outros) fazem parte do diagnóstico bíblico em relação às razões pela qual nossa vida sofre danos.
A cura derradeira e final nos aguarda no céu. Lá teremos corpos perfeitos (corpos ressurretos que não estarão sujeitos à dor e à morte), um ambiente perfeito (sem pecado nem Satanás) e confraternização perfeita (isto é, confraternização com o Deus santo e com seus filhos redimidos e plenos de santidade). Nesse meio tempo, com certeza, podemos minimizar os sintomas dolorosos de nossa atual enfermidade ao seguir a sabedoria da Bíblia.
Uma coisa, em especial, me ajudou muito em épocas de sofrimento. Já falei muitas vezes sobre isso neste livro, mas isso merece ser repetido: o que me ajudou foi reconhecer que Jesus Cristo está ao nosso lado em cada provação por que passamos. Nunca estamos sozinhos em nossas provações. Jesus sempre está conosco, exatamente como um bom pastor sempre está junto de suas ovelhas.
O texto de Salmos 23.2,3, uma de minhas passagens favoritas da Bíblia, fala sobre o bom pastor: "Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome".
Exatamente, como o pastor guia suas ovelhas até verdes pastos e águas tranqüilas, aqueles que seguem o Senhor Jesus não sentem falta de nenhum alimento e refrigério espirituais. Por isso, o contentamento é a marca daquele que pôs suas questões nas mãos do Senhor.
Um bom pastor, do Oriente, não medirá esforços para suprir seu rebanho com o pasto mais perfeito e a água mais limpa. Ele faz tudo que está a seu alcance para assegurar a mais alta qualidade de vida possível para elas. Da mesma maneira, nosso Pastor Jesus considera a certeza de que seus seguidores tenham alimento e refrigério espirituais como sua responsabilidade pessoal.
O objetivo de Jesus, nosso Pastor, é que estejamos nutridos espiritualmente e tenhamos uma vida mais abundante. No entanto, existe um porém. Cristo não insiste em se impor a nós, forçando-nos a seguir sua liderança. Ele não anula nossos desejos. Ele não irrompe em nossas experiências diárias, impondo seu estilo em nossa vida. Para nos tornarmos semelhantes a Ele — e ao mesmo tempo sermos agentes autônomos capazes de escolher o que querem — depende, em última instância, de nossa escolha, a saber, seguir ou não sua liderança. Todos nós nos confrontamos com essa decisão.
Se escolhermos seguir a liderança de Cristo, nossa alma se refrescará e será guiada pelas veredas da retidão por causa de seu nome (Sl 23.3). Cristo, nosso Pastor, nunca nos desencaminhará nem nos conduzirá pelas veredas errôneas. Seus caminhos conduzem ao alimento e ao refrigério espiritual.
Se nos encontrarmos em solo espiritualmente estéril, não é por que Ele nos levou para lá, mas sim por que escolhemos abandonar sua liderança. Sem um esforço consciente de permanecer perto de nosso divino Pastor terminaremos dilacerados e sangrando, em algum lugar no deserto da vida — como os infortunados israelitas em sua experiência no deserto.
Talvez você sinta que sua vida espiritual está estagnada e não passe de uma terra seca e estéril. Se assim for, entregue seu coração para que nosso Pastor consiga sua total restauração. Suas mãos estão abertas, esperando para cingi-lo com o amor incondicional. Seu amor é incomensurável como o oceano. Vire-se para Ele sem demora e, como Davi, você poderá exultar: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará" (Sl 23.1).
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 14
Postado por
DAVI E AMY
às
09:01
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