terça-feira, 3 de março de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 16

O Novo Céu e a Nova Terra

Em Isaías 65.17, Deus falou de maneira profética: "Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão". No livro de Apocalipse, lemos: "E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. [...] E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas" (21.1-5). Você e eu estamos destinados a um novo céu e uma nova terra!

A frase "novos céus e nova terra" se refere não a um cosmos totalmente distinto, mas ao cosmos atual. Além disso, o novo cosmos permanecerá em continuidade ao presente cosmos, mas será reformado e renovado por completo.Em Mateus 19.28 fala sobre a "a renovação de todas as coisas". Em Atos 3.21 cita a "restauração de tudo". Nosso planeta será alterado, mudado e renovado, substituindo o antigo para sempre.

A nova terra se adaptará às várias mudanças morais e físicas que são necessárias à condição eterna. Tudo é novo na condição eterna. Tudo está em concordância com a natureza gloriosa de Deus. O novo céu e a nova terra serão guiados em sagrada conformidade com tudo que Deus é — em um estado de alegria constante e absoluta perfeição.

A humanidade glorificada habitará a terra recriada e glorificada, a qual será adaptada às condições eternas.

É inacreditável, mas na próxima vida, o céu e a terra não serão mais reinos separados. Os crentes estarão no céu ao mesmo tempo em que estarão na nova terra.A nova terra será totalmente pura, banhada e inundada na luz e esplendor de Deus, e não será obscurecida por nenhum tipo de mal nem manchada por nenhum malfeitor. O "céu", portanto, será rodeado pelo novo céu e pela nova terra. E a Nova Jerusalém — a cidade santa que mede 2.200km x 2.200km x 2.200 — aparentemente descerá e descansará sobre a nova terra renovada (veja Ap 21.2). Essa cidade, como já foi citado, será o local da moradia eterna dos santos de todos os tempos. Como o novo céu e a nova terra serão gloriosos! Encontramos, mesmo em nossa terra atual, deslumbrantes áreas intocadas e um ocasional e glorioso amanhecer. Quando o tempo está praticamente perfeito e desfrutamos o mundo natural a nossa volta, chegamos até a nos perguntar: como alguém pode aperfeiçoar um dia assim?

E até o mais excelente dia terrestre parecerá nada, diante "as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam" (Co 2.9).

Uma Perspectiva de Cima para Baixo


A incrível glória da vida após a morte deve motivar cada um de nós a viver de maneira fiel durante nosso curto espaço de tempo na terra. Em especial, quando ocorrem momentos difíceis devemos lembrar que somos peregrinos a caminho de outra região — o país escondido, a fronteira final do céu em que o próprio Deus habita.


Corremos tão devagar e trabalhamos tão preguiçosamente que prestamos pouca atenção ao prêmio... Portanto incentive os cristãos, todos os dias, para que corram a carreira da vida posta diante deles, para praticar a meditação espiritual.

Afinal de contas, nossa vida na terra é curta; nossa vida no céu é eterna. Se trabalharmos apenas para as coisas desta terra, que benefício eterno tudo isso terá?


O Deus do universo nos convida a ver a vida e a morte a partir de seu superior ponto de vista eterno. E se assim fizermos, veremos como a realidade pode revolucionar nossa vida: as ansiedades diárias, as dores emocionais, tragédias, nossas respostas e responsabilidades em relação aos outros, posses, saúde e mesmo as dores físicas e a morte. Tudo isso, e muito mais, pode ser informado e influenciado pelas verdades do céu. O testemunho reiterado do Novo Testamento é no sentido de que os crentes deveriam ver todos os problemas, na verdade, toda a existência, a partir do que chamamos de a perspectiva "de cima para baixo": Primeiro, Deus e seu reino, a seguir, os vários aspectos de nossa existência terrena.

O texto de Mateus 6.19-34 é uma passagem-chave da perspectiva "de cima para baixo". Aqui, Jesus nos informa que a ansiedade não mudará nada. Por certo, ela não aumentará a extensão de nossa vida (veja v. 27). Além disso, nosso objetivo deveria ser guardar tesouros no céu. Isso nos ajudará a livrar nossa vida da ansiedade. Observe esse princípio: nosso coração será de acordo com o que consideramos nossos tesouros.

Se ficarmos habitualmente ansiosos em relação aos problemas temporais, nosso coração não está centrado no que, apropriadamente, deveria ser nosso primeiro amor. Se ficarmos sempre ansiosos, estamos mais ocupados com as realidades transitórias do que Jesus queria que ficássemos. Portanto, em relação a isso temos esse teste adequado, que já foi elaborado e por meio do qual podemos acessar o âmago de nossa crença.

Nosso objetivo, portanto, deveria manter a perspectiva "de cima para baixo". Essa é uma perspectiva de amor radical a Deus e que põe o Senhor no primeiro e principal lugar em todos os aspectos de nossa vida. "Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra" (Cl 3.2). E, quando fazemos isso, Deus, como parte do pacote, prometeu satisfazer todas suas necessidades terrenas (Mt 6.33)!

Epílogo

Iniciei a introdução deste livro com as palavras: "A vida, às vezes, pode ser cruel". Penso que essa afirmação é verdadeira. No entanto, posso lhe dizer, baseado em minha experiência dos últimos anos, que a graça de Deus é maior do que qualquer crueldade que esta vida possa me trazer.

Posso não ter todas as respostas. Mas tenho um relacionamento pessoal e íntimo com aquEle que tem todas as respostas. Ele é quem me mantém todos os dias. Ele é quem me dá paz em meio à tempestade. Ele é quem me informa, por meio de sua Palavra, sobre meu glorioso futuro com Ele.

Sou feliz com Jesus meu Senhor.


O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz
Números 6.24-26


Apêndice: Justiça no Fim

Observei que as pessoas freqüentemente caem na armadilha de pensar que pelo fato de Deus ainda não ter acabado com o mal, Ele não está de maneira alguma se preocupando. O fato de Ele não eliminar o mal definitivamente não significa que nunca o fará.

Um dia, Cristo retornará e arrancará todo poder que esteja nas mãos dos iníquos e responsabilizará todos os seres humanos, homens e mulheres, pelo que fizeram durante sua vida na terra (Mt 25.31-46; Ap 20.11-15). Por fim, a justiça prevalecerá. Aqueles que entraram na eternidade sem depositar sua fé em Cristo para a salvação apenas compreenderão quão efetiva foi a maneira como Deus lidou com o problema do mal.

Devo observar, no entanto, que os cristãos também entenderão quão efetiva foi a maneira como Deus lidou com o problema do mal. Refiro-me ao fato de que não apenas os pecadores enfrentarão julgamento. As Escrituras indicam que os cristãos também enfrentarão julgamento — não para determinar se estão ou não salvos, mas para conceder ou negar o prêmio para eles, de acordo com o grau de fidelidade que tiveram para com Cristo durante sua jornada na terra. Neste breve apêndice, resumirei o que as Escrituras dizem sobre o julgamento dos cristãos, dos pecadores e o destino final dos pecadores no inferno.

O Julgamento dos Cristãos

Um dia, todos os crentes comparecerão diante do tribunal de Cristo (Rm 14.8-10). Nesse momento, Deus examinará as obras que cada cristão realizou enquanto estava aqui na terra. Também serão avaliados os motivos pessoais e as intenções do coração.

Cada cristão ficará diante de Cristo, o Juiz, e receberá (ou perderá) o prêmio.

O julgamento de Cristo não será coletivo, como uma grande classe, onde os alunos são aplaudidos ou repreendidos por um professor. Ao contrário, o julgamento será pessoal e individual. "Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo" (Rm 14.10). Cada um de nós será julgado individualmente.

Aqueles que puseram sua fé em Cristo estão salvos, e nada pode ameaçar isso. Os crentes podem ficar para sempre seguros de sua salvação (Rm 8.30; Ef 4.30). Contudo, esse julgamento diz respeito a ganhar ou perder prêmios.

As Escrituras indicam que, no tribunal, alguns cristãos podem ter alguma perda e sofrer algum grau de privação e humilhação. Na verdade, certos prêmios, que poderiam ser recebidos, podem ser confiscados, e isso poderá envolver um sentido de perda. O fato é que os cristãos diferem muito em relação à santidade na conduta e à fidelidade no serviço. Deus, em sua justiça e santidade, leva tudo isso em consideração. Por isso, 2 João 1.8 nos alerta: "Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganhado; antes, recebamos o inteiro galardão". Em 1 João 2.28, fala sobre a possibilidade de um crente ser humilhado com a vinda de Cristo.

Portanto, devemos manter tudo isso em perspectiva. O prospecto de uma vida eterna com Cristo no céu é algo que deve trazer alegria para cada um de nós. E nossa alegria durará por toda a eternidade. Como podemos conciliar essa alegria eterna com a possível perda de prêmio e, talvez, com algum tipo de humilhação que podemos ter de enfrentar diante do tribunal de Cristo?

Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.

Se você construir uma casa feita de feno e palha, com certeza, ela não resistirá por muito tempo. No entanto, uma casa construída com materiais sólidos, como pedras e metais, ficará de pé e durará por muito tempo.

Ouro, prata e pedras preciosas referem-se ao fruto do Espírito em nossa vida; aos motivos que honram a Cristo, à obediência santa e à integridade transparente. A madeira, o feno e a palha são coisas perecíveis — atitudes carnais, motivos pecaminosos, ações cheias de orgulho, ambição egoísta.

Nas Escrituras o fogo geralmente representa a santidade de Deus (Lv 1.8; Hb 12.29). E a Bíblia, usa o fogo para retratar o julgamento de Deus sobre aqueles que sua santidade condenou (Gn 19.24; Mc 9.43-48). Deus examinará nossas obras e as testará diante do fogo de sua santidade. Se tivermos construído com bons materiais — como metais preciosos e pedras —, nossas obras serão duradouras. No entanto, se construirmos com materiais menos valiosos — madeira, feno e palha —, elas serão destruídas.

O Escopo do Julgamento Inclui a Ação

O julgamento dos cristãos focará a administração pessoal dada aos dons, talentos, oportunidades e responsabilidades que lhe foram concedidos nesta vida. O caráter real da vida e do trabalho de cada um dos cristãos ficarão totalmente desnudos diante da visão infalível e onisciente de Cristo, cujos "olhos, [são] como chama de fogo" (Ap 1.14).

O julgamento de Cristo, referente a nossas ações, é infalível. Não haverá confusão da parte dEle. Ele entende todas as circunstâncias em que vivemos e trabalhamos.

O Escopo do Julgamento Inclui os Pensamentos


No tribunal de Cristo, nossos pensamentos, assim como nossas ações, sofrerão minucioso exame. Em Jeremias 17.10, Deus afirmou: "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações". O Senhor "trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações" (1 Co 4.5). O Senhor é aquEle "que sonda as mentes e os corações" (Ap 2.23).


O Escopo do Julgamento Inclui as Palavras

Certa ocasião, Jesus disse que "de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo" (Mt 12.36). Esse é um importante aspecto do julgamento, pois a língua pode trazer grande prejuízo (veja Tg 3.1-12).

Se até mesmo as palavras que pronunciamos com desatenção são cuidadosamente gravadas, como podemos suportar o pensamento de que nossas afirmações feitas com orgulho proposital, com crítica mordaz, as piadas inconvenientes e os comentários indelicados também serão levadas em consideração? Mesmo as palavras murmuradas à distância e ditas em confidencias, ou quando pensamos que estávamos 'a salvo', serão ouvidas de novo.

Prêmios e Coroas

Que tipos de prêmios os crentes receberão no tribunal de Cristo? As Escrituras falam de coroas. Na verdade, os inúmeros tipos de coroas simbolizam as várias realizações e prêmios da vida cristã.

A coroa da vida é dada àqueles que perseveraram quando estavam sob provação e, principalmente, àqueles que sofreram a ponto de morrer (Tg 1.12; Ap 2.10). A coroa da glória é dada àqueles que, com fidelidade e sacrifício, ministraram a Palavra de Deus ao rebanho (1 Pe 5.4). A coroa da incorruptibilidade é dada àqueles que venceram a competição pela temperança e autocontrole (1 Co 9.25). A coroa da justiça é dada àqueles que anelaram pela Segunda Vinda de Cristo (2 Tm 4.8).

Deus adverte-nos que as coroas não são para nossa glória, mas para sua própria glória. As Escrituras nos dizem que os crentes são redimidos a fim de trazer glória para Deus (1 Co 6.20). A ação de pôr nossa coroa diante do trono de Deus, parece ser uma demonstração disso.

Eis aqui algo mais para se pensar a respeito. Quanto maior o prêmio ou coroa que alguém receber, maior é sua capacidade de trazer glória para o Criador. Quanto menor prêmio ou coroa que alguém receber, menor é sua capacidade de trazer glória para o Criador. Os crentes receberão prêmios ou coroas distintas no tribunal de Cristo e, em virtude disso, eles terão capacidades distintas de trazer glória para Deus.

Não obstante, não devemos considerar que isso signifique que certos crentes terão consciência de deficiência ao longo da eternidade. Afinal de contas, cada crente, na vida por vir, glorificará a Deus com toda sua capacidade. Cada um será capaz de anunciar "as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe 2.9).

O Julgamento dos ímpios

Os ímpios, de maneira distinta dos crentes, cujo julgamento lida apenas com o recebimento ou perda de prêmios, enfrentarão um julgamento horrível, onde serão lançados no Lago de Fogo. O julgamento dos ímpios é chamado de julgamento do grande trono branco (Ap 20.11-15). Cristo é o Juiz divino, e aqueles que não o aceitaram serão julgados. O julgamento acontecerá no final do reino milenial, o Reino de Cristo no planeta terra, cuja duração é de mil anos.

Os que enfrentarem Cristo nesse julgamento serão julgados a partir de suas ações (Ap 20.12,13). É difícil entendermos a razão desse julgamento, pois eles já se encontram perdidos. Esse julgamento não separará os santos dos ímpios, pois todos que enfrentarem esse julgamento já escolheram rejeitar, durante sua vida aqui na terra, a salvação em Jesus Cristo. Uma vez diante do Juiz divino, eles serão julgados de acordo com suas obras, não apenas para justificar sua condenação, como também para determinar o grau de punição que cada pessoa sofrerá ao longo da eternidade.

Ressurreição para o Julgamento

Todos aqueles que participarem do julgamento do grande trono branco serão ressuscitados para o julgamento. O próprio Jesus foi quem afirmou que "vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação" (Jó 5.28,29).

Precisamos enfatizar, entretanto, que Jesus não quis dizer que apenas uma ressurreição geral terá lugar no fim dos tempos. Em oposição a essa idéia as Escrituras indicam que há dois tipos de ressurreição mencionadas respectivamente como a "primeira ressurreição" e a "segunda ressurreição" (Ap 20.5,6, 11-15). A primeira ressurreição é a dos cristãos; a segunda, a dos ímpios.

A segunda ressurreição será um acontecimento terrível. Aqueles que não se encontram escritos no livro da vida, de todos as épocas, ressuscitarão no fim do reino milenial de Cristo, e serão julgados no grande trono branco para depois serem lançados vivos no Lago de Fogo (Ap 20.11-15). Os seres estarão sujeitos à dor e ao sofrimento para sempre.

Graus de Punição

As Escrituras indicam que todos aqueles que serão julgados no grande trono branco terão um destino terrível pela frente. Na verdade, seu destino inclui lamentação e ranger de dentes (Mt 13,41,42), condenação (Mt 12.36,37), destruição (Fp 1.28), punição eterna (Mt 25.46), separação da presença de Deus (2 Ts 1.8,9) e transtornos e aflições (Rm 2.9). Além disso, as Escrituras também se referem a graus de punição no inferno. E esses graus de punição serão determinados no julgamento do grande trono branco, quando Cristo examinar cada pessoa com seus olhos penetrantes.

Vale a pena observar que os ímpios diferenciam-se tanto quanto os salvos em sua qualidade de vida. Alguns salvos são espirituais e caridosos (por exemplo), e outras são carnais e desamorosos. Alguns ímpios são terrivelmente maus (como Hitler), ao passo que outros, como os moralistas incrédulos, são menos maus.

Da mesma maneira que os crentes diferem em como respondem à lei de Deus e, portanto, em seu prêmio no céu, também os incrédulos diferem em sua atitude em relação à lei de Deus e, portanto, em sua punição no inferno. Da mesma maneira que há graus de premiação no céu, também os há em relação à punição no inferno (veja Mt 10.15; 16.27; Lc 12.47,48; Ap 20.12,13; 22.12).

Inferno: O Destino dos ímpios

O inferno é tão terrível quanto o céu é maravilhoso. As Escrituras nos asseguram que o inferno é um lugar real. No entanto, o inferno não faz parte da criação original de Deus, a qual Ele chama de "boa" (Gn 1). O inferno foi criado posteriormente para acomodar o banimento de Satanás e seus seguidores, os anjos caídos, que se rebelaram contra Deus (Mt 25.41). Os seres humanos que rejeitaram a Cristo se unirão a Satanás e os anjos caídos em seu lugar infernal de sofrimento.

As Escrituras usam grande variedade de palavras para descrever os horrores do inferno:

Lago de Fogo e de Enxofre. Um dia, os ímpios ressuscitarão para enfrentar o julgamento do grande trono branco e depois serão lançados no lago de fogo e enxofre. Aqueles que lá acabarem serão atormentados dia e noite para sempre (Ap 19.20; 20.14,15).

Fogo Eterno. Jesus disse que o destino eterno dos ímpios seria o "fogo eterno". Depois de sua Segunda Vinda, quando Ele separar as ovelhas (crentes) dos bodes (ímpios), dirá às cabras: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41).


O que é, especificamente, o "fogo" do inferno? Algumas pessoas acreditam que seja algo literal, fogo real. E pode até ser o caso. Outros acreditam que o "fogo" é uma maneira metafórica para indicar a grande indignação de Deus.


Fornalha Fumegante. As Escrituras referem-se ao destino dos ímpios como "fornalha fumegante". Jesus disse que no fim dos tempos os santos anjos reunirão todos os malfeitores e "lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes" (Mt 13.42). A palavra "pranto" traz a idéia de lamento, como uma expressão que designa a manifestação exterior de profundo pesar. Esse pranto poder ser causado pelo ambiente, pela companhia, pelo remorso e culpa e pela humilhação que fazer parte do inferno, como também é um quinhão desse terrível lugar.

Destruição. A passagem de 2 Tessalonicenses 1.8,9 relata que os ímpios "por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder".

Punição Eterna. Jesus afirmou que os ímpios irão "para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna" (Mt 25.46). Observe que a eternidade da punição do ímpio equivale à da vida eterna do justo. Uma é tão longa quanto a outra.

Exclusão da Presença de Deus. A maior dor por parte daqueles que estão no inferno é a de que estão excluídos para sempre da presença de Deus. Já que encontramos uma alegria arrebatadora na presença de Deus(S116.11), então sua ausência eterna significa absoluto assombro e angústia intensa.

A Justiça Final de Deus

Ao contrário do que muitos pensam hoje, justiça retardada não significa justiça negada. Chegará o dia em que o Deus Todo-poderoso acertará contas com cada ser humano, e este será um dia solene. Eles serão responsabilizados por cada maldade que já cometeram. E, a cada dia, estamos mais próximos da justiça final de Deus.

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