sábado, 28 de fevereiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 15

O Paraíso Restaurado

A Bíblia inicia-se com o paraíso perdido em que, pela primeira vez, o tempo de dor, sofrimento e morte se fez presente para a raça humana. A Bíblia termina com o paraíso recuperado, em que o tempo de dor, sofrimento e morte ficarão no passado.

Assim que estivermos no céu, os sofrimentos que experimentamos durante nossa vida não passarão de um incômodo momentâneo.

Os escritos do apóstolo Paulo são de grande ajuda para nós, pois se houve alguém que tenha vivido com a perspectiva da eternidade, essa pessoa foi ele. Observe suas palavras:

Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (2 Co 4.16-18).


Esse "ganhar pontos para a eternidade" passa rapidamente. No entanto, nosso destino no céu é eterno. Viveremos lá, um ambiente livre de dor e morte, para sempre. Isso é algo que nos faz querer olhar para diante.

Paulo acreditava que nossa compreensão do que nos espera no futuro dá-nos coragem para o presente. Sem dúvida, essa é uma das razões que ele encontrou para comparar nosso frágil corpo mortal terreno com o sólido corpo ressurreto que teremos no céu.

Encaremos isso. Nosso corpo atual está cansado. Ele foi infectado pela doença fatal do pecado. Um dia, ele simplesmente deixará de funcionar. Em contraste, nosso corpo ressurreto celeste jamais se cansará, nunca ficará doente nem morrerá.

Ter essa verdade em mente, realmente pode inflar nosso veleiro quando estivermos abatidos no mar de sofrimentos.

Observe que Paulo, em 2 Coríntios 5.5, diz que Deus nos deu o Espírito Santo como uma garantia do que ainda está por vir.

O Espírito Santo é um "depósito", no sentido de que sua presença em nossa vida serve como garantia de nossa transformação final e total e da glorificação, em semelhança ao corpo glorificado e ressurreto de Cristo (veja Fp 3.21). O Espírito Santo em nós é a garantia do que está por vir.

Quando você contempla as maravilhosas palavras de Paulo em 2 Coríntios, recomendo que imediatamente você volte sua atenção para Apocalipse 21, como uma poderosa referência à cruz. Pondere essas palavras do apóstolo João:

E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. E disse-me mais: Está cumprido; Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte. E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu (Ap 21.1-10).

Antecipando a Vida no Céu

Um dos maiores evangelistas que já honrou este planeta foi Dwight Moody. Ele tinha uma perspectiva da eternidade e não temia o que se apresentaria do outro lado da porta da morte. Ele estava entusiasmado com seu destino celestial. Olhava em direção à vida na cidade eterna, na perfeita presença de Deus.

A entrada de Moody no esplendor do céu é uma ilustração perfeita do fato de que Cristo abrandou a morte para os cristãos (1 Co 15.55). A antecipação da entrada no céu é também doce para aqueles que trazem nosso querido Cristo em seu coração. Portanto, querido santo, não tema a morte, o seu Salvador o tem nas mãos, tanto na vida quanto na morte.

Pondo o Céu em Perspectiva

O universo estrelar não é indescritivelmente assombroso? Se você olhar para o céu à noite, poderá ver cerca de três mil estrelas — uma visão gloriosa. O espantoso é constatar que Cristo — aquEle que construiu este universo luminoso (Cl 1.16; Jó 1.3; Hb 1.2) — é o mesmo que está construindo a cidade celestial em que habitaremos por toda eternidade (Jó 14.1-3).

Temos de fortalecer nossa mente para levar em consideração que o glorioso universo estrelar é sombrio em comparação com a magnificência da morada divina.

A cidade eterna é uma moradia de glória resplandecente. Deus habita lá. E, embora não possamos existir em nosso corpo mortal, nessa moradia divina, na presença de Deus; embora não possamos ver a luminosidade inacessível com olhos terrenos — nosso futuro corpo ressurreto, de forma especial, será ajustado para viver na presença de Deus. E, até o dia da ressurreição, se viermos a morrer antes do arrebatamento, nosso espírito desencarnado irá direto para a presença de Deus e deleitar-se-á em sua companhia, enquanto esperamos o glorioso dia de nossa ressurreição.

Nosso Destino Celestial

Quanto melhor for sua compreensão de como é o céu, mais você olhará em direção a ele. E quanto mais você olhar em direção a ele, mais sua perspectiva eterna se fortalecerá, mesmo quando a vida lhe der duros golpes.

4 Cidade de Esplendor

Em Apocalipse 21 encontramos a descrição da cidade eterna de Deus. É uma cidade de grande esplendor à qual Jesus se refere durante seu ministé- rio terreno, quando disse aos discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também" (Jó 14.2,3). Essa gloriosa moradia foi preparada pessoalmente por Cristo e seus seguidores.

O capítulo 21 de Apocalipse apresenta-nos uma cena de tal resplendor transcendente que"é praticamente impossível para a mente humana assimilá-la. Essa é uma cena de alegria arrebatadora e de confraternização com anjos puros e seres humanos glorificados e redimidos. A voz de Alfa e Ômega, do Início e do Fim, faz uma declaração referente à mudança de ambientação: "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21.5).

Na verdade, como o apóstolo Paulo diz: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam" (1 Co 2.9).

A passagem de Apocalipse 21.23 assegura-nos que "a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada". Isso se ajusta à profecia de Isaías 60.19: "Nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória".

O País Celestial

O Rol Bíblico da Fama é Hebreus 11. Nesse capítulo essencial, lemos sobre a perspectiva eterna de muitos dos maiores fiéis guerreiros da época bíblica:
Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar (Hb 11.13-15).


Essa passagem nos diz que os grandes guerreiros da fé, na época bíblica, não se satisfaziam com as coisas terrenas. Eles procuravam por "uma pátria melhor". E que gloriosa "pátria" é essa.

A Cidade Santa

Em Apocalipse 21.1,2, o céu é descrito como "a cidade santa". Essa é uma descrição adequada. Na verdade, nessa cidade não haverá pecado ou injustiça de nenhuma espécie. Apenas os puros de coração lá habitarão.

Isso não significa que você e eu devemos, pessoalmente, alcançar a perfeição moral a fim de habitar lá. Aqueles que crêem em Cristo foi dada a real justiça de Cristo. Devido ao que Cristo consumou para nós, por meio da cruz (pondo nossos pecados sobre si mesmo), fomos feitos santos (Hb 10.14). Ele é a razão por que teremos o privilégio de viver por toda a eternidade na cidade santa.

A Morada da Justiça

A passagem de 2 Pedro 3.13 revela-nos que "segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça". Que ambiente perfeito para se viver. Em nossa vida terrena, temos de trancar nossa casa e tememos a possibilidade de ser arrombada por um intruso. A injustiça está em todo lugar. Contudo, o céu será a moradia da justiça. E, por conseguinte, esse será o ambiente perfeito para viver e está reservado àqueles que foram feitos justos por Cristo.

O Reino da Luz

O texto de Colossenses 1.12 refere-se ao céu como o reino da luz. Cristo é a luz do mundo (Jó 8.12). O reino eterno, portanto, tem o caráter do Rei. Cristo, a "Luz do mundo", governa o reino da luz. Além disso, a própria luz divina de Cristo clareia a cidade santa da luz (Ap 21.23). Quão glorioso isso será!

O Paraíso de Deus

O texto de Apocalipse 2.7 faz referência ao céu como o "paraíso de Deus". Em 2 Colossenses 12.4, o apóstolo Paulo menciona que ele "foi arrebatado ao paraíso" e "ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar".

Parece que esse paraíso de Deus é tão gloriosamente resplandecente, tão inefável, tão magnífico, que Paulo foi proibido de dizer qualquer coisa sobre o que vira para aqueles que ainda estão no reino terreno. No entanto, instilou-se no espírito de Paulo uma perspectiva eterna que o tornava capaz de enfrentar as provações que estavam à frente em seu caminho.

A Nova Jerusalém

Talvez, na Bíblia, a descrição apresentada em Apocalipse 21 seja uma das mais elaboradas da cidade celestial, na qual lemos sobre a Nova Jerusalém. A cidade mede, aproximadamente, 2.200km x 2.200km x 2.200, o seu comprimento é igual a sua largura. A cidade eterna é tão grande que chegará a medir, mais ou menos, a distância entre o rio Mississipi e o oceano Atlântico.

A passagem de Apocalipse 21.12 narra-nos que a Nova Jerusalém tem "um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel". Além disso, menciona que "o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro" (v. 14).

Talvez os anjos que estejam em cada um dos doze portões não apenas como guardiões, mas também devido a seu papel de espíritos ministradores da herança da salvação (Hb 1.14). Talvez os nomes das doze tribos de Israel estejam escritos nos portões para nos lembrar que "a salvação vem dos judeus" (Jó 4.22). Ou, talvez, os nomes dos apóstolos apareçam na fundação para nos lembrar que a igreja foi edificada sobre esses homens de Deus (Ef 2.20).

Desde o século I, a frase "rio da água da vida" tem intrigado os intérpretes da Bíblia.Talvez uma das melhores explicações seja que o puro rio da água da vida, embora possa se tratar de um rio real e material, no entanto, é um simbolismo sobre a abundância de vida espiritual que caracteriza aqueles que vivem na cidade eterna.A correnteza parece simbolizar o fluxo contínuo de bênçãos espirituais para todos os redimidos de todos os tempos que agora se deliciam no pleno calor da vida eterna. Que bem-aventurança espiritual usufruiremos nesse estado eterno.

A Bênção do Céu

Ao mesmo tempo em que exploramos o que a Bíblia diz a respeito das bênçãos do céu para os crentes, mantenhamos sempre diante de nós o que essa informação significa. O céu não é apenas uma doutrina, mas quando fizermos dele nosso objetivo, isso nos ajudará a viver como cristãos no presente e colocar o problema do mal, durante nossa curta permanência na terra, no seu devido lugar.

A Ausência da Morte

O Antigo Testamento promete que o Senhor Todo-poderoso acabará para sempre com a morte (Is 25.8). Paulo estabelece essa mesma realidade em relação à futura ressurreição: "E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória" (2 Co 15.54). Em Apocalipse 21.4, Deus nos garante que "limpará de [nossos] olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas" (grifo do autor).

Que impressionante bênção é essa: não haverá mais morte — acidentes fatais, doenças incuráveis, serviços funerários nem despedidas finais. A morte não mais existirá, não mais fará parte de nossa realidade, e nunca mais afligirá aqueles que habitam no céu. A vida na cidade eterna será indolor, sem lágrimas e sem morte.

Confraternização íntima com Deus e Cristo

Pode alguma coisa ser mais sublime e trazer mais completa satisfação para o cristão do que desfrutar o absoluto deleite de uma contínua confraternização com Deus, tendo acesso liberado imediato e completo ao esplendor divino (Jó 14.3, 2 Co 5.6-8; Fp 1.23,1 Ts 4.17)? Poderemos vê-lo "face a face" em todo seu esplendor e glória. Olharemos fixo para o semblante dEle e contemplaremos sua resplandecente beleza para sempre.

Nossa união com o Senhor, após a morte, não será intermitente ou frustrada pelo pecado e pelo malogro. Em vez disso, nós nos deleitaremos em constante confraternização. A morte espiritual não deve nunca mais fazer com que os seres humanos percam a confraternização com Deus, pois os crentes não mais terão problema com o pecado. Quando entrarmos no esplendor do céu não mais teremos conosco essa natureza pecadora. O pecado será banido de nosso ser.

A confraternização com Deus é a essência da vida celestial, a fonte e a origem de todas as bênçãos: "Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há abundância de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente" (Sl 16.11). Podemos ficar confiantes de que a coroação prodigiosa de nossa experiência na cidade eterna será uma perpétua descoberta da indizível beleza, majestade, amorosidade, santidade, poder, alegria e graça do próprio Deus.

O texto de Apocalipse 21.3 assegura-nos: "Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus". Deus, em sua infinita santidade, habitará entre os seres humanos redimidos, pois a maldição de Adão será removida. Satanás e os anjos caídos serão julgados, o pernicioso será punido e separado de Deus, e o universo não terá pecado (exceto no "Lago de Fogo") (Ap 20.15; 21.8; 22.15).

Reunião com os Entes Queridos Cristãos

Um dos aspectos mais gloriosos de nossa vida celeste será nossa reunião com os entes queridos cristãos. Os cristãos tessalonicenses ficavam muito preocupados com seus entes queridos que morreram. Eles expressam sua preocupação ao apóstolo Paulo em 1 Tessalonicenses 4.13-17. Paulo faz uma explanação sobre os "mortos em Cristo" e os assegura haverá uma reunião com estes. E, é verdade, os crentes reconhecerão seus entes queridos em sua condição eterna.

Como reconheceremos os entes queridos? Além do claro ensinamento de 1 Tessalonicenses 4 e também Samuel 12.23, nos diz que Davi sabia que poderia encontrar-se com seu filho. Ele não tinha dúvidas de que o reconheceria. Quando Moisés e Elias (que há muito deixara a vida terrena) apareceram para Jesus, no monte da Transfiguração (Mt 17.1-8), todos os presentes os reconheceram. Além disso, na história que Jesus contou sobre o homem rico e Lázaro, cada um deles reconheceu o outro em seu estado intermediário.

Não apenas isso, mas 1 Coríntios 13.12 afirma que "agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido". O espelho, na antigüidade, era feito de metal polido e eram bem inferiores aos que temos hoje. As imagens eram escuras e indistintas. De modo similar, nosso conhecimento atual é um débil reflexo do conhecimento pleno que teremos na vida por vir. Dessa forma reconheceremos nossos entes queridos cristãos em sua condição eterna.

Satisfação de todas as Necessidades

Ás vezes, em nossa vida presente aqui na terra ficamos famintos e sedentos. Nossas necessidades nem sempre são satisfeitas. No entanto, em nossa condição eterna, Deus, de maneira abundante, satisfará cada uma de nossas necessidades.
Conforme lemos em Apocalipse 7.16,17: "Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles, porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda lágrima".

Plácido Descanso

As Escrituras indicam que o aspecto-chave da vida celeste é o descanso (Ap 14.13). Não mais teremos prazos finais de trabalhos, nem hora extra a fim de acabar com as reuniões. Ninguém mais trabalhará arduamente. Apenas descanso — doce e plácido descanso. E nosso descanso, em especial será doce, pois no final das contas, esse será o verdadeiro descanso na presença de Deus, aquele quem satisfaz todas nossas necessidades.

Compartilhando a Glória de Cristo

Por mais difícil que isto seja de compreender, as Escrituras indicam que os crentes em sua condição eterna compartilharão a glória de Cristo. Em Romanos 8.17 afirma-se: "E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados".
Isso não significa que nos tornaremos deidades. Mas que você e eu, como cristãos, estaremos em nosso estado glorificado, compartilhando a completa glória de Cristo, graças ao que Ele consumou para nós. Teremos nosso glorioso corpo ressurreto e vestiremos as vestes resplandecentes da imortalidade, da integridade e do esplendor.


O Antigo Céu e a Antiga Terra

Quando pensamos de novo na cena do jardim do Éden, onde Adão e Eva pecaram contra Deus (o início do mal entre os seres humanos), lembramos que Deus amaldiçoou a terra (Gn 3.17,18). Antes que o reino eterno pudesse surgir, Deus precisou lidar com esta terra amaldiçoada. Na verdade, a terra — juntamente com o primeiro e o segundo céus (a atmosfera terrestre e o universo estrelar) — deveria ser renovada. O antigo deve dar lugar ao novo.

As Escrituras mencionam a passagem do antigo céu e da antiga terra. Em Salmos 102.25,26, por exemplo, diz o seguinte a respeito da terra e do universo estrelar: "Eles perecerão, mas tu [Ó Deus] permanecerás; todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados" (grifo do autor). Em Isaías 51.6, lemos: "Levantai os olhos para os céus e olhai para a terra de baixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra se envelhecerá como uma veste, [...] mas a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será quebrantada". Isso nos traz à lembrança as palavras de Jesus, em Mateus 24.35: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar".

Talvez, o trecho mais extenso da Bíblia que trata da passagem do antigo céu e da antiga terra seja 2 Pedro 3.7-13:

Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando- vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 14

O Mal Está todo em nossa Mente?

Quando estive no sul da Califórnia, tive oportunidade de visitar The Boddhi Tree, a megalivraria da Nova Era, localizada em Hollywood, a cidade das estrelas do cinema. Pedi ao gerente da loja para que me mostrasse seus livros mais vendidos. Um deles era Empowerment: The Art of Creating Your Life As You Wantlt, escrito por David Gershon e Gail Straub. Ele disse que, mal conseguia ter em estoque cópias suficientes deste livro. Eles "sumiam das prateleiras".

O livro pergunta: "Você gostaria de ter poder para alcançar tudo que sempre desejou em sua vida? Como você poderia realizar seus próprios milagres?"

O livro garante que você pode alcançar isso ao seguir os princípios apresentados no livro. Gershon e Straub dizem que a "capacitação" é a chave por meio da qual, com o poder da mente, você poderia realizar sua própria realidade. O que se "manifestará" em sua vida é o resultado direto dos pensamentos que você aceita e confirma — seja no consciente ou no inconsciente.

Gershon e Straub observam que "não podemos nos furtar a criar nossa realidade; e cada vez que temos um pensamento, estamos fazendo isso. Cada verdade que abraçamos molda o que experimentamos em nossa vida". Em vista disso, "se aceitamos a premissa básica de que nossos pensamentos criam nossa realidade, isso significa que precisamos assumir a responsabilidade de criar toda nossa realidade — as partes que gostamos e as que não gostamos". Por fim, isso significa que as coisas ruins acontecem para nós apenas por que nossa mente criou uma realidade ruim.

Afirmações e Visualizações

Gershon e Straub oferecem-nos um plano de atuação para alcançar a capacitação que alimenta o efetivo uso de afirmações (conversação positiva consigo mesmo) e visualizações (imagem mental do que se crer criar). Esse é o caminho para alcançar a mudança miraculosa em nossa vida. Gershon e Straub, por meio do uso dessas afirmações e visualizações, asseguram que atrairemos os "nutrientes" mundanos necessários para que nossa "semente mental" cresça em "realização".

Essa equipe da Nova Era também fornece uma lista de "crenças limitativas" associada às "reviravoltas". Dizem que ao afirmar as reviravoltas podemos nos desembaraçar das crenças prejudiciais que nos limitam. Eis aqui alguns exemplos:

Crença limitante: Deus é uma figura masculina com muito poder que me pune se eu não fizer a coisa certa.

Reviravolta: Crio Deus como um amigo amoroso, amável, divertido, sábio e poderoso. Atuamos junto na co-criação deste universo.

Crença limitante: Meios espirituais que passam o controle de minha vida para algum poder superior que está fora de mim.

Reviravolta: O desejo de Deus, neste momento, corresponde a minha mais alta percepção.

Crença limitante: Para ser espiritual devo seguir um código de conduta prescrito por uma religião/guru/escritor em um livro espiritual.

Reviravolta: Minha espiritualidade brota do meu conhecimento a acerca de mim mesmo. Creio nisso e fundamento minhas ações nessa verdade.

Crença limitante: O mundo está cheio de pessoas corruptas, más que o guiam para o caminho da destruição.

Reviravolta: Tenho a responsabilidade de tornar o mundo um lugar bonito e sagrado, cheio de seres comprometidos com a evolução pessoal e a do planeta.

Ao usar afirmações positivas como essas — combinadas com a visualização — nossos pensamentos, supostamente, começam a mudar a realidade a nossa volta. Ao usar nossa mente, temos o "verdadeiro poder".

Ao usar nossa mente, podemos realizar as "mudanças miraculosas" em nossa vida.


Seminários da Nova Era

Esses seminários, de forma bem característica, ensinam os participantes que: (1) você é seu deus; (2) você pode criar sua realidade; e (3) você tem potencial ilimitado. Esses seminários são muito influenciados pelo misticismo oriental e prometem dar esclarecimentos em relação ao verdadeiro potencial de cada um.

Acho que esses seminários, de maneira característica, tentam fragmentar a visão de mundo que a pessoa tinha anteriormente e substituí-la por uma visão de mundo oriental, mística. Esses seminários, algumas vezes, tentam induzir os participantes a uma alteração no estado de consciência — não o estado de consciência normal, mas um estado que varie de em um sentido moderado de transcendência até o transe profundo, que são induzidos por meio de exercícios espirituais, como a meditação ou o controle imaginário. Essa experiência mística leva o participante a questionar sua antiga compreensão da realidade. Com freqüência, essa experiência leva o participante a procurar uma nova compreensão da realidade — tal como a visão de mundo da Nova Era — que possa explicar a experiência.

A Suposta Onipotência do Homem

Shirley MacLaine, celebridade da Nova Era, certa vez, afirmou: "Você é Ilimitado. Só que você não percebe isso".O inglês George Trevelyan, da Nova Era, disse que cada ser humano é "uma gotícula eterna do oceano divino e que isso, potencialmente, pode significar que a criatura possa ser co-criador com Deus".

O livro escrito por Levi Dowling O Evangelho Aquariano de Jesus, o Cristo, afirma que o próprio Jesus ensinava que o ser humano tinha potencial ilimitado e podia realizar seus próprios milagres. Na verdade, o Jesus desse evangelho nos diz: "Por que eu tenho o poder para fazer essas coisas, nada é estranho. Todos os homens podem conquistar esse poder de fazer essas coisas... Portanto, o homem é Deus na terra, e todo aquele que honra a Deus, deve honrar o homem".Dowling também cita que esse Jesus falou: "Eu vim para mostrar as possibilidades do homem; o que eu fiz todos os homens podem fazer, e o que eu sou todos os homens podem ser".E de novo: "O que eu faço todos os homens podem fazer. Deus anuncia o evangelho da onipotência do homem".Enfim, isso significa que o homem tem o poder de criar a vida perfeita que deseja.

O Poder da Mente sobre a Doença

Hoje, muitos adeptos da Nova Era acreditam que a chave para superar a doença e manter a saúde é o uso apropriado da mente.

Consideraremos, brevemente, os ensinamentos de Deepak Chopra. Chopra também acredita que nosso corpo é uma projeção de nossa consciência. Em vista disso, uma consciência "não-saudável" e "ignorante" necessariamente causa doença no corpo. Além disso, no sistema de pensamento de Chopra, a consciência, que supostamente regula esse processo invisível, é o verdadeiro curandeiro.Ele vê a meditação como a mais importante ferramenta nesse processo.

De acordo com Chopra, o corpo humano "é um produto da consciência"."O mundo em que você vive, incluindo as experiências de seu corpo, é totalmente determinado pela maneira como você aprendeu a entendê-lo. Se você mudar sua percepção, muda o conhecimento de seu corpo e de todo o mundo".Ele afirma: "A cada segundo, impulsos de inteligência criam seu corpo de uma nova forma. Você é a somatória desses impulsos, e ao mudar seus padrões, você mudará".Em suma, ao aprender a usar sua mente de maneira correta, mediante a meditação, você pode alcançar a perfeita saúde para seu corpo.


E a Respeito do Problema do Mal?

É provável que você perceba onde quero chegar com tudo isso. Hoje, em nosso mundo, há muitas pessoas que acham que o mal é exclusivamente culpa dos seres humanos que criaram suas próprias realidades. Os ensinamentos da Nova Era torna o ser humano responsável por tudo que se "manifesta" em sua vida — tanto as coisas boas quanto as más. Todo o mal que existe no mundo, de uma maneira ou de outra, está enraizado no processo de pensamento errôneo do ser humano.

Acabando com a Mentira da Nova Era

A idéia de que criamos nossa respectiva realidade pelo poder de nossa mente apresenta problemas importantes. Farei uma breve crítica a essa idéia, ao mostrar sua fragilidade tanto como visão de mundo quanto como explicação para o problema do mal.

Responsabilidade Final Antiética

Um problema crítico em relação à visão de criar sua própria realidade é que, conforme argumenta a Nova Era, se o homem (como um deus) cria sua realidade, a conseqüência lógica disso é que ninguém pode culpar o indivíduo que infligi mal aos outros. Por exemplo, concluímos que os milhões de judeus que foram executados pelos assassinos nazistas de Hitler criaram essa realidade para si mesmos. As ações de Hitler não foram, sob o aspecto ético, erradas, pois ele apenas fazia parte na realidade que os próprios judeus criaram. Ninguém, da mesma forma, pode condenar os terroristas que explodiram os passageiros dos aviões a jato, pois as pessoas que morreram e sofreram com esse incidente criaram essa realidade para si mesmas. Ninguém pode condenar os terroristas que jogaram os aviões nas Torres Gêmeas, na cidade de Nova York, pois as pessoas que estavam naqueles prédios simplesmente criaram sua própria realidade.

Sob esse ponto de vista, portanto, não devemos, na realidade, preocupar-nos quando virmos coisas ruins acontecer para pessoas boas, pois elas mesmas criaram essa realidade. Além disso, quando vemos pessoas ruins fazerem coisas ruins para as pessoas, não devemos nos sentir moralmente ultrajados por essas pessoas más, pois elas apenas são parte da realidade criada pelas, assim denominadas, suas vítimas.

Acho que você concordará que essa visão de mundo não oferece uma explicação satisfatória para o problema do mal no mundo. Quando li sobre um menino que, por acidente, foi atropelado por seu pai que saía da garagem com seu carro, tenho muita dificuldade em acreditar que essa realidade foi criada pela mente deles.

O Homem não É um Deus Onipotente

Os seres humanos não são deuses onipotentes que podem criar a própria realidade. Essa é uma afirmação ridícula, além de cômica. Se os seres humanos fossem deuses onipotentes, seria de esperar que exibissem qualidades similares às de Deus. No entanto, quando comparamos os atributos da humanidade com os de Deus, encontramos um amplo testemunho da verdade afirmada por Paulo em Romanos 3.23, a saber, de que os seres humanos "destituídos estão da glória de Deus". Não se esqueça que Deus é:

• Onisciente (Is 40.13,14), mas o homem é limitado em seu conhecimento (Jó 38.4).

• Todo-poderoso (Ap 19.6), mas o homem é fraco (Hb 4.15).

• Onipresente (S1139.7-12), mas o homem está confinado a um único espaço a cada momento (Jó 1.50).

• Santo (1 Jó 1.5), mas mesmo as justiças do homem não passam de trapos de imundícia para Deus (Is 64.6).

• Eterno (Sl 90.2), mas o homem foi criado em um momento do tempo (Gn 1.1,26, 27).

• Verdadeiro (Jó 14.6), mas o coração do homem é, acima de tudo, enganoso (Jr 17.9).

Justo (At 17.31), mas o homem é iníquo (1 Jó 3.4, veja também Rm 3.23).

• Amoroso (Ef 2.4,5), mas o homem está contaminado por
numerosos vícios, como os ciúmes e a rivalidade (1 Co 3.3).

Se o homem é deus, ninguém fundamentado em seus atributos poderia dizer isso!
A ignorância do homem a respeito de sua suposta divindade também prova que ele não é Deus. Se os ser humano, em essência, é Deus, e se Deus é um ser infinito e imutável, então como é possível para o homem (se ele for uma manifestação divina) passar por um processo em que há mudança em seu entendimento e pelo qual descobre sua divindade? "O fato de que o homem 'venha a perceber' que é Deus prova que ele não o é. Se ele fosse Deus, certamente nunca precisaria passar de um estado de desconhecimento para o estado de conhecimento para saber quem ele é".Deixe-me expor isso de outra maneira: "Deus não pode germinar. Não pode florescer. Deus sempre esteve em completa florescência. Quer dizer, Deus é e sempre foi Deus".

A Incoerência da Visão de Mundo da Nova Era

Se na realidade, conforme argumenta a Nova Era, somos parte da divindade, por que compramos livros da Nova Era a fim de descobrir isso? Se fôssemos Deus, conforme observado acima, será que já não saberíamos isso? E se, conforme argumentam os defensores dessa visão, tudo no universo é verdadeiramente "um", em primeiro lugar, como a doença e a saúde poderiam coexistir? Como o bem e o mal poderiam coexistir? Se tudo é verdadeiramente um, não deveria ser tudo bom (como também tudo deveria ser Deus)? Além disso, se somos parte da divindade, por que ficamos doentes? Alguma parte de Deus pode ficar doente? A visão de mundo que a Nova Era quer nos vender parece conter inúmeras inconsistências lógicas. Apenas esses fatos já nos deixam com muitas suspeitas sobre a explicação da Nova Era em relação à presença do mal no mundo.

A Conexão com o Oculto

Aqueles que pensam que podem acabar com as circunstâncias más por meio do poder da mente devem reconsiderar sua posição, uma vez que a participação em tais exercícios mentais pode conduzi-los diretamente para o mundo do ocultismo e, dessa maneira, expô-los a uma carga ainda maior de maldade (espíritos demoníacos). Existe uma inegável e forte conexão entre o ocultismo e a idéia da Nova Era, a saber, de que a mente pode controlar a energia universal a fim de trazer saúde para o corpo.

Isso é puro ocultismo! Ainda mais, quando expresso nessa linguagem, aparentemente inócua e benéfica.

Andrew Weil também fala de maneira bastante positiva sobre as práticas do ocultismo. Weil, durante sua viagem à América do Sul, Ásia e índia, admitiu abertamente que trabalhou com feiticeiros e curandeiros espirituais.31 Em seu livro, Natural Health, Natural Medicine, ele refere-se, com franqueza, à meditação zen e ao uso de mantras para a meditação profunda.Essas são práticas claramente não-cristãs que podem levá-lo direto ao ocultismo.

A quantidade de pessoas bem-intencionadas que embarcaram no programa de visualização a fim de alcançar a saúde física, entendimento psicológico ou progresso espiritual e acabaram por se envolver com o ocultismo é muito grande. Muitos livros sobre visualização trazem muitas anedotas sobre como, até mesmo, pessoas bem-intencionadas e aparentemente não-adeptas do ocultismo, que usaram a visualização, foram impulsionadas para o movimento Nova Era, cujo foco é o desenvolvimento psíquico e/ou contato espiritual.


A Escritura adverte-nos sobre a persuasiva influência de Satanás neste sistema mundano atual. Na verdade, "todo o mundo está no maligno" (1 Jó 5.19). Não deve nos surpreender o fato de que milhões de americanos participam das práticas ocultistas da Nova Era. Os cristãos devem estar atentos!


Curando nosso Coração

Encerraremos este capítulo substituindo a meditação oriental pela bíblica, pois a meditação bíblica é a verdadeira chave para curar nosso coração. As formas de meditação oriental, em geral, envolvem "focar" ou "centrar" em vários objetos tirados do hinduísmo ou do budismo. Esse último exige que a pessoa abandone sua personalidade e individualidade ao se fundir com o "Um". A meditação bíblica, ao contrário, envolve meditar sobre a Palavra de Deus e sua fidelidade (Js 1.8; S1119.148). Esvaziar a mente de alguém para meditar sobre nada é algo bem distinto que enchê-la com a Palavra de Deus para meditar sobre o Deus vivo (veja Sl 48.9; 77.12; 143.5).

Você e eu devemos nos engajar nesse tipo de meditação bíblica. Posso dizer, por experiência própria, que essa pode ser uma grande fonte de força e bênção. Como as Escrituras declaram: "Bem-aventurado o varão que [...] tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (S11.1,2). Observe a referência ao "de dia e de noite". A verdadeira bênção é recebida quando, em base contínua, meditamos perpetuamente sobre a Palavra de Deus.

Recomendo que você inicie por meditar sobre os Salmos. Em Salmos, vemos os seres humanos que batalham honestamente com a vida e se comunicam de forma sincera com Deus, sem deixar nada para trás. Devido ao fato de batalharmos com o mesmo tipo de problemas e emoções que os homens de Deus da antigüidade, o livro de Salmos é um dos mais relevantes e queridos do cristianismo moderno em toda a Bíblia. Portanto, mergulhe em Salmos e prepare-se para as bênçãos!

A Reencarnação e o Problema do Mal

A palavra reencarnação, em seu sentido literal, significa "voltar de novo em carne". Ela representa a crença de que a alma, depois da morte, passa para outro corpo.Você nasce de novo, e de novo, e de novo, vida após vida após vida.

Muitos cristãos, que afirmam acreditar na Bíblia, estranhamente, também dizem acreditar na reencarnação.

Por que hoje tantas pessoas optam por acreditar na reencarnação? Uma das razões para isso é o grande crescimento de um segmento da população que está preocupado com a perspectiva da morte.

Esse prospecto de morte fez com que muitas pessoas se sentissem atraídas pela crença da reencarnação.

Da mesma maneira, muitas pessoas acham a reencarnação muito mais simpática do que a crença cristã de que os incrédulos sofrerão para sempre no inferno.

Muitos americanos concluíram que o Oriente "tem a resposta para nossa ânsia por propósito e significado".

Os ensinamentos sobre a reencarnação e o carma certamente afetam os nervos dos americanos. Entre em uma livraria atual, como a Barnes e a Noble ou Borders, e encontrará muitos livros sobre esses assuntos. Por quê? Porque hoje o mercado para esse tipo de livros é enorme!

Nascer de Novo, e de Novo, e de Novo...


O processo da reencarnação (renascimento contínuo), supostamente, continua até que a alma alcance um estado de perfeição e desaparece de novo com esta fonte (Deus ou a Alma Universal). O carma se refere à "dívida" que a alma acumula devido às boas ou más ações que cometeu durante a vida da pessoa (ou vidas passadas).

Se uma pessoa acumula um bom carma, supõe-se que ela reencarnará em uma situação mais desejável na próxima vida. Se a pessoa acumula um mau carma, supõe-se que reencarnará em uma situação pior na próxima vida. Por fim, após muitas reencarnações, conforme se supõe, o carma pode livrar a pessoa de todos os desejos egoístas.

No pro- cesso da reencarnação, é preciso muito tempo para que o ouro se separe do refugo!

A idéia é que os pensamentos, as palavras e as ações têm conseqüências definitivas e determinantes no destino da pessoa para a próxima vida. A posição na presente vida depende totalmente do carma acumulado na vida anterior.

Entretanto, de acordo com os hindus, a salvação finalmente virá. Cada pessoa é um elo de vida, e a salvação envolve soltar esse elo de vida por meio da encarnação. O objetivo é quebrar o ciclo de carma e samsara e ficar livre do peso da vida. Essa salvação vem quando a pessoa consegue que sua alma individual (o atmã) seja idêntica à Alma Universal (o Brama ou Brâman). Por meio desse aparente ciclo sem-fim de mortes e renascimentos, a pessoa consegue finalmente que seu atmã seja como o Brama.

A Reencarnação e o Problema do Mal

Os seguidores da reencarnação particularmente acreditam que sua visão é plausível, pois pensam que ela lida com o problema do mal efetivamente. Aparentemente, a reencarnação apresenta uma resposta mais racional e satisfatória para o problema do mal do que a visão cristã, em que todos nós temos apenas uma vida, seguida pelo céu ou pelo inferno. Contam-nos que a lei do carma garante que, no fim — após o tempo necessário (que pode levar bilhões de anos) —, todas as injustiças serão retificadas e todos obterão o que está reservado a eles. Para os seguidores da reencarnação, "a lei do carma absolve por completo Deus da responsabilidade pelo sofrimento humano, e o homem assume total responsabilidade por sua vida".

Portanto, por exemplo, uma criança que sofre e depois morre de leucemia, aparentemente está sofrendo as conseqüências do mau carma que acumulou em uma vida anterior e, portanto, o sofrimento da criança é justo, merecido e contribuirá em um futuro distante (daqui muitas vidas) para o bem dessa criança.Portanto, o que parece ser um sofrimento horrível, na verdade, é um benefício para a pessoa, pois traz cura de muitas maneiras para essa alma sofredora.

A Reencarnação é Descrita na Bíblia?

De maneira típica, o hinduísmo e a Nova Era argumentam que a igreja cristã primitiva — e mesmo a Bíblia cristã — ensinam a reencarnação e a lei do carma. Por exemplo, em João 3.3, Jesus disse: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (a Nova Era interpreta que "nascer de novo" quer dizer "nascer em outro corpo"). Em Mateus 11.14, afirma-se que João Batista é "o Elias que havia de vir" (isto é, João deve ser a reencarnação de Elias). E Jeremias 1.5 parece ensinar que a alma pré-existe ao nascimento e, portanto, advoga a reencarnação. Os seguidores da reencarnação acreditam que a solução que encontraram para o problema do mal é bíblica.

O Problema com a Reencarnação

A Reencarnação não É Justa

A pessoa pode perguntar: por que alguém é punido, via carma, por alguma coisa que não se lembra de ter feito em uma vida anterior? E como uma pessoa, ao ser punida por um pecado do qual não lembra, pode se tornar melhor? Para ser mais preciso, se uma criancinha desenvolve um câncer e morre, que cura possível pode advir para a alma dela? A criança não tem lembrança dos pecados cometidos na vida anterior e, mesmo que tivesse algum tipo de lembrança, ela não teria o discernimento para ter consciência do sofrimento antes de morrer. Onde está a justiça divina nisso?

A Reencarnação não Funciona

Se o propósito do carma é libertar a humanidade dos desejos egoístas, por que, mesmo assim, não vemos uma notável melhoria na natureza humana depois de todos esses milênios de reencarnação? Além disso, conforme a concepção dos hindus, se a reencarnação e a lei do carma são tão benéficas no aspecto prático, de que forma então eles explicam a intensificação e eterna piora dos problemas sociais e econômicos — inclusive a propagação da pobreza, inanição, doença e horríveis sofrimentos — na índia, onde a reencarnação tem sido sistematicamente ensinada ao longo da história?

Na verdade, acredito que a reencarnação serve como uma poderosa motivação para que as pessoas não sejam um "bom vizinho" nem forneçam auxílio umas às outras. Afinal de contas, a pessoa sofre exatamente por que ainda não pagou a penalidade cármica prescrita para os pecados cometidos em uma vida passada. Se alguém ajudar essa pessoa em meio a seu sofrimento, isso apenas garantirá que a pessoa nascerá em pior situação na próxima vida, a fim de pagar a penalidade cármica que deveria ter pago na vida presente. Antes, o "bom vizinho" também poderia acumular mais dívida de carma ruim por interferir com a lei do carma na vida do sofredor. Esse é um cenário que certamente acabará em desapontamento e derrota.

A Reencarnação É moralmente Repulsiva

Quando os soldados do Ceilão atiraram em uma mãe em fase de amamentação, e depois atiraram nos dedos de seu bebê para praticar tiro ao alvo, será que Zukav poderia nos convencer que isso, de alguma maneira, traria "cura" para a alma dessa mulher ou de seu bebê? Ou quando, na União Soviética, os xiitas bêbados abriram o útero de uma armênia grávida e arrancaram os membros do feto (evento real, relatado no jornal), será que Zukav, realmente, espera que ponhamos nossa fé na "justiça sem juízo", em vez de nos sentir moralmente ultrajados? Onde está o divino e o sagrado nessas ocorrências?

A Reencarnação É Fatalista

A lei do carma garante que o quer que semeemos na vida presente, colheremos, invariavelmente, na próxima vida. Se plantarmos boas sementes na vida presente, teremos a melhor colheita (uma situação melhor) na próxima vida — isso é garantido! No entanto, se plantarmos sementes ruins na presente vida, teremos a pior colheita (uma situação pior) na próxima vida — isso é garantido! Nada podemos fazer para alterar a cadeia de eventos. Isso acontece infalível e inexoravelmente. Ninguém pode evitar o destino traçado pelas ações da vida presente. Isso também significa que Independentemente do sofrimento que se enfrenta na vida presente, o que realmente importa é o que se fez na vida passada. Tal filosofia fatalista pode levar ao desespero.

A Reencarnação É Inconsistente com a Visão de Mundo ' do Hinduísmo/Nova Era

Afinal de contas, se tudo no universo é "um", então como podem haver almas individuais que passam pelo processo de reencarnação em que cada alma distinta entra em um diferente corpo? Os ensinamentos da unidade e de "almas individuais" não podem ser ambos verdadeiros ao mesmo tempo. É um ou outro. Falta coerência na visão de mundo do hinduísmo e da Nova Era.

A Reencarnação Tem muito pouco a Oferecer


Não é possível deixar de observar que ser absorvido pelo Brama (a Alma Universal) e perder sua identidade pessoal tem pouca atração em comparação com a possibilidade da vida eterna ao lado do Deus vivo e pessoal do universo (Ap 22.1-5). Em vez da absorção pela Alma Universal, as Escrituras afirmam que o cristão receberá um corpo ressurreto que nunca ficará doente nem velho, nunca sofrerá nem morrerá (1 Co 15.35-38). Não é uma perspectiva infinitamente melhor e mais atrativa?

O Cristianismo nunca Aderiu à Reencarnação

O cristianismo, ao contrário da afirmação do hinduísmo e da Nova Era (e de Oprah Winfrey), nunca aderiu à crença da reencarnação. Nem mesmo os versículos bíblicos específicos, que eles alegam dar suporte à reencarnação, apoiam essa concepção.

O texto de João 3.3, não se refere à reencarnação. Nesse versículo, Jesus disse a Nicodemos: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus". Ao mesmo tempo em que a Nova Era tenta argumentar que Jesus estava se referindo ao "renascimento cíclico" (reencarnação) nesse versículo, o contexto mostra claramente que Jesus se referia ao renascimento espiritual ou à regeneração. Na verdade, a frase "nascer de novo" traz a idéia de "nascer do alto" e, até mesmo, pode ser traduzida dessa maneira. Nicodemos não poderia entender a afirmação de Jesus de outra maneira. Além disso, Jesus deixou claro o que pretendia dizer ao afirmar que "o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (v. 6).

Tampouco Mateus 11.14, fala a respeito da reencarnação. Nesse versículo, Jesus afirma: "E, se quereis dar crédito, é este [João Batista] o Elias que havia de vir" (grifo do autor). Enquanto alguns afirmam que João Batista era a reencarnação de Elias, em Lucas 1.17, esclarece qualquer possível confusão que tenha havido na adequada interpretação desse versículo ao destacar que o ministério de João Batista é efetuado "no espírito e virtude de Elias". Em lugar algum a Bíblia diz que João Batista é a reencarnação de Elias. O hinduísmo e a Nova Era, convenientemente esquecem que João Batista, quando perguntado se era Elias, responde claramente que não (Jó 1.21). Além disso, Elias não se ajusta à reencarnação, pois ele não morreu. Ele arrebatado ao céu, como Enoque que não conheceu a morte (2 Rs 2.11; veja também Hb 11.5). De acordo com a reencarnação tradicional, a pessoa deve morrer antes de poder reencarnar em outro corpo.

Mais ainda, Jeremias 1.5 não ensina sobre a reencarnação. Nesse versículo, Deus diz para Jeremias: "Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta". Esse versículo apenas fala de Deus chamando e separando Jeremias para o ministério muito antes de ele ter nascido. A expressão "eu te conheci", não se refere à pré-existência da alma, mas à pessoa antes de seu nascimento. Deus já conhecia Jeremias enquanto ele ainda estava no útero (Jr 1.5; compare com Sl 51.6; 139.13-16). Isso é fundamentado por palavras como santifiquei (separado) e ordenado as quais revelam que Deus tinha uma indicação especial para Jeremias, mesmo antes de ele nascer. A palavra conhecer, nesse contexto, Indica que Deus age para tornar Jeremias o objeto especial de sua escolha soberana.


A Reencarnação definitivamente não É Bíblica

As Escrituras indicam que cada ser humano vive uma vez sobre a terra, como ser mortal, e depois enfrenta o julgamento (veja Hb 9.27). Ele não tem uma segunda chance por meio da reencarnação em outro corpo. As Escrituras indicam que, com a morte, os crentes no Senhor Jesus vão para o céu (2 Co 5.8), e os incrédulos vão para um lugar de punição (Lc 16.19-31). Além disso, Jesus ensinou que a pessoa decide seu destino eterno em uma única vida (Mt 25.46). É precisamente por isso que o apóstolo Paulo enfatizava que "eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).

Além disso, os seguidores da reencarnação subestimam a seriedade do problema do pecado. Jesus ensinou que o ser humano tem um grave problema, o pecado, cuja solução está totalmente além de seus meios. Ele ensinou que os seres humanos são, por natureza, maus (Mt 12.34; Lc 11.13) e que o homem é capaz de grande perversidade (Mc 7.20-23; Lc 11.42-52). Além disso, Jesus disse que o homem está totalmente perdido (Lc 19.10), que é um pecador (Lc 15.10) e que precisa se arrepender diante do Deus santo (Mc 1.15; Lc 15.10).

Jesus freqüentemente falava sobre o pecado do homem por meio de metáforas que ilustram a devastação que o mesmo pode causar à vida de uma pessoa. Ele descreveu o pecado humano como uma cegueira (Mt 15.14; 23.16-26), uma doença (Mt 9.12), uma escravidão (Jó 8.34) e uma vida na escuridão (Jó 3.19-21; 8.12; 12.35-46). Além disso, Jesus ensinou que essa é uma condição universal e que as pessoas são culpadas diante de Deus(Lc 7.37-48). Jesus também ensinou que não apenas os atos externos tornam uma pessoa culpada de pecado, mas também os pensamentos íntimos (Mt 5.28). Ele ensinou que, no âmago, do coração humano, emanam os pensamentos maus, a imoralidade sexual, os roubos, os assassinatos, o adultério, a cobiça, a malícia, as fraudes, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Jesus disse: "Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem" (Mc 7.21-23). Além disso, Jesus afirmou que Deus está plenamente ciente do pecado de cada pessoa — atos externos e pensamentos íntimos; sua atenção não deixa escapar nada (Mt 10.26; 22.18; Lc 6.8; Jó 4.17-19).

A crença dos seguidores da reencarnação — a saber, de que o homem pode resolver seu problema do pecado com uma pequena ajuda do carma (ao longo de muitas vidas) — é, em si mesma, uma manifestação da cegueira, que faz parte e representa uma parcela do pecado humano. Nosso problema é tão grave que precisamos de ajuda externa — a ajuda de um Salvador divino. Não precisamos de uma mera retificação cármica; precisamos de um mecanismo novinho em folha (a nova vida por meio de Jesus — Jó 3.1-5).

A explicação cristã para o mal faz muito mais sentido. O plano de Deus para a humanidade, quando Ele concedeu aos seres humanos a livre escolha, tinha um potencial para o mal. No entanto, a atual origem do mal decorre do fato de o homem pôr seu desejo distante Deus para seguir seus desejos egoístas."Considerando que Deus criou o fato da liberdade, os seres humanos executam os atos de liberdade. Deus tornou o mal possível; as criaturas o tornam real'.Desde que Adão e Eva, no jardim do Éden, tornaram o mal real naquela primeira ocasião, a natureza pecaminosa passou para todos os seres humanos (Rm 5.12; 1 Co 15.22); e é devido a essa natureza pecaminosa que hoje continuamos a usar nosso livre arbítrio para tornar o mal real (Mc 7.20-23).

Curando nosso Coração

A alternativa cristã para a reencarnação, de modo claro e simples, é a ressurreição. O dia futuro de nossa ressurreição é um dia pelo qual podemos aguardar ansiosamente! Meditar habitualmente a respeito da verdade de nossa futura ressurreição é só o que precisamos quando somos confrontados por doenças severas ou pela perspectiva da morte.

As Escrituras indicam que em nossa mortalidade — isto é, em nossos corpos humanos terrestres — simplesmente não podemos viver na presença desvelada de Deus, que está no céu. O Senhor vive em luz inacessível (1 Tm 6.16), e nosso corpo atual não pode existir em sua presença. O apóstolo Paulo nos afirma: "E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção" (1 Co 15.50).

No entanto, tudo isso mudará um dia. Quando recebermos nosso glorioso corpo ressurreto, estaremos prontos para habitar na presença desvelada de Deus. Exatamente como a lagarta precisa de se transformar em uma linda borboleta a fim de herdar o ar, também nós temos de mudar para herdar o céu.

Uma vez que estejamos mudados, estaremos aptos a confraternizar, face a face, com Deus. Que dia glorioso será esse!

Penso que você concordará comigo, quando afirmo que a semente da doença e da morte está sempre sobre nosso corpo atual. Repelir infecções perigosas é uma batalha constante. Ficamos, com freqüência, doentes. E, por fim, todos nós morremos — é só uma questão de tempo. Nosso novo corpo ressurreto, entretanto, se levantará imortal (1 Co 15.42,43). Todas as desvantagens da doença e da morte se irão para sempre. Nunca mais nos preocuparemos a respeito das infecções ou da morte.

Nosso corpo atual é caracterizado pela fragilidade. Desde o momento em que nascemos, "o nosso homem exterior" está se corrompendo (2 Co 4.16). A vitalidade descresse, a doença vem, e depois a idade avançada, com suas rugas e decrepitude, chega. Por fim, já velhos, nos tornamos totalmente incapacitados, incapazes de andar em qualquer direção e de fazer a mais simples tarefa.

Em contraste, nosso corpo ressurreto terá grande poder. Nunca mais nos sentiremos cansados, fracos ou incapacitados. As palavras são inadequadas para descrever a incrível diferença entre nosso corpo atual e nosso futuro corpo ressurreto. No entanto, o apóstolo Paulo, pelo menos, nos dá uma dica dessa diferença ao comparar nosso atual corpo terreno e nosso futuro corpo ressurreto com "uma casa não feita por mãos" (2 Co 5.1-9).
Encerro com uma exortação. Comprometa-se a memorizar 1 Co 15.50-54 — todos os cinco versículos. Precisamos ter as preciosas verdades dessa passagem sempre diante de nossa mente. Em tempos de crise, essas palavras serão uma poderosa fonte de força — isso sim é garantido!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 14

O Mal É uma Ilusão?

O Hinduísmo e nosso Mundo Ilusório

Gostaria de observar que o hinduísmo não tem um fundador definido, nem uma data específica que estabeleça seu surgimento.O hinduísmo é uma religião monista ("tudo é um") e panteísta ("tudo é Deus"), os hinduístas, portanto, acreditam, em última análise, que a distinção entre as coisas é irreal. Elas não são nada mais do que uma ilusão mental (maya). Assim, você e eu, ao contrário do que parece ser o caso da vida diária, não somos indivíduos distintos do deus impessoal, chamado de Brama, pelos hinduístas, que está por trás de toda realidade. Em outras palavras, "tudo é Deus".

De forma equivocada, eles ligaram-se aos desejos de seus "eus" (ou egos) individuais. Por essa razão, as pessoas tornaram-se objeto da lei do carma, que é basicamente uma lei cósmica de causa e efeito. Na próxima vida, você colhe (por meio da reencarnação) o que semeou nesta vida. Em outras palavras, se você faz boas coisas nesta vida, nascerá em uma situação melhor na próxima vida (por meio da reencarnação). Da mesma forma, se fizer coisas más nesta vida, nascerá em pior posição na próxima vida.

A libertação desse ciclo contínuo de renascimentos (samsara) é chamada de mocsa. Essa liberação vem por meio do entendimento esclarecedor de que a própria idéia do "eu" individual é maya (uma ilusão) e de que apenas a indistinguível unidade com Brama é real. Quando alcançamos o verdadeiro conhecimento sobre a ilusão da vida, estamos livres do cativeiro da vida (e do ciclo contínuo de renascimento) e conquistamos a completa unidade com Brama.

Os hinduístas escolhem o esclarecimento por meio de três caminhos. São eles: (1) carma marga (o caminho da ação e do ritual — determina as cerimônias, obrigações e ritos religiosos); (2) jnana marga (o caminho do conhecimento e da meditação — dissipa a ignorância e traz o conhecimento experimental de que Brama é a única realidade); e (3) bhatki marga (o caminho da devoção — atos públicos e privados de adoração). Qualquer que seja o caminho pelo qual se alcance o esclarecimento, o objetivo é que 0 "eu", ou ego, perca sua identidade individual para tornar-se um com Brama, ou a Alma Universal.

A principal coisa que quero enfatizar é que aquilo que percebemos por meio de nossos sentidos físicos é considerado uma ilusão ou um sonho. Além disso, devido ao fato de que "tudo é um" e de que "tudo é Deus", não há uma diferenciação real entre o bem e o mal. E se não há distinção entre o bem e o mal, então nem mesmo devemos nos preocupar com a existência do mal.

A Ciência Cristã e a Ilusão do Pecado, da Morte e do Mal

A Igreja da Ciência Cristã foi fundada por Mary Baker Eddy.Depois de adulta, ela desenvolveu poderes clarividentes e envolveu-se com o espíritualismo. Algumas vezes, ela entrava em transe e as pessoas buscavam conselhos com ela enquanto estava em tal estado. Às vezes, ela ouvia batidas misteriosas à noite e afirmava "que tinha visto 'espíritos' de mortos, em pé, ao seu lado e que recebera mensagens escritas dos mortos".Mais tarde, Eddy interessou-se por teologia metafísica. (A metafísica é a ramificação da filosofia que indaga sobre a natureza última da realidade.) Ela tirou a maior parte de sua teologia de Phineas P. Quimby, escritor metafísico cujas visões, finalmente, deram origem ao movimento do Novo Pensamento. Eddy ficou interessada em Quimby devido a sua crescente fama como curandeiro. Quimby acreditava que o pecado e a doença existem apenas na mente. Ele acreditava que ao seguir as técnicas do Novo Pensamento, as pessoas podiam corrigir seu pensamento errôneo e erradicar essas coisas de sua vida. Quimby referia-se a seu sistema de Crença metafísico de várias maneiras, inclusive como Ciência da Saúde e, até mesmo, Ciência Cristã.6 Eddy não era uma pensadora original, mas emprestou os conceitos de Quimby, desenvolveu-os e popularizou-os em um novo movimento que chamou de Ciência Cristã.

Em 1875, cerca de nove anos mais tarde, Quimby morreu, e Eddy publicou seu livro Science and Health With Key to the Scríptures onde apenas menciona Quimby de passagem. Nesse livro, Eddy revela os princípios metafísicos que aprendeu com ele, mas não dá crédito a Quimby. Ela apresenta suas idéias como se fossem uma nova revelação, apesar de elas serem originadas das dele.

Em seu livro, Science and Health With Key to the Scríptures, um dos principais ensinamentos de Eddy é que o pecado, o mal, a doença e a morte são meras ilusões que podem ser subjugadas ao ser negadas. Ela afirma que o mal, a doença e a morte são "circunstâncias de crenças falsas".

A única realidade que existe de verdade é Deus, ou a "Mente Divina". Na verdade, nada não-espiritual existe, a não ser na mente ou nos pensamentos da pessoa. A matéria não existe de verdade, portanto nem a doença, a dor, a morte e o mal podem existir. "A causa de tudo que chamamos de doença é de origem mental, um temor fatal, uma crença errônea ou convicção da necessidade e do poder da relação enfermidade-saúde".Ao seguir as técnicas da Ciência Cristã, Eddy diz que esses erros mentais (e as doenças e a morte) podem ser subjugadas.

Supostamente, esse é o motivo por que Jesus veio ao mundo. Na verdade, ele diz que Jesus veio para resgatar os seres humanos "da ilusão que chamam de pecado real e de que o pecador precisa de um Salvador; da ilusão que chamam de doença real e de que o homem é inválido e precisa de um médico; da ilusão de que a morte é tão real quanto à vida. Cristo Jesus veio para salvar o homem desses pensamentos — das invenções mortais, de todas elas".

Pondo Fim ao Mito da Ilusão

Ao contrário do que o hinduísmo e a Ciência Cristã pregam, o mal é real. Sugerir que o pecado e o mal não são reais, é em si mesmo um mal, pois isso ilude as pessoas.

De onde Vem a Ilusão?

De onde vem a ilusão do pecado, da enfermidade, da morte e do mal? Se tudo é Deus, e a substância não é real, então, quando e de onde emerge essa tão difundida ilusão? Qual é a fonte desse "erro mental"?Se, conforme a Ciência Cristã afirma, tudo é Deus, então é lógico que esse erro deva fazer parte do próprio Deus. Contudo, como pode ser isso? E se isso não é de Deus, então, é claro, que toda realidade não é de Deus. Essas graves inconsistências minam a teoria da ilusão.

A Enfermidade e a Morte São Reais

Apesar de Mary Baker Eddy ter dito que o mal da enfermidade física e a morte são ilusões, em seus últimos anos ela esteve sob cuidados médicos, recebeu injeções de morfina para amenizar suas dores, usava óculos, extraiu dentes e por fim morreu, demonstrando assim que tudo em que ela disse acreditar e que ensinou, eram inverdades.E se Mary Baker Eddy morreu, que esperança há para todos os cientistas cristãos de menor importância? Afinal de Contas, se fosse para alguém ter domínio desse aprendizado, a saber, de que o pecado, a morte e o mal eram ilusões, esse alguém seria ela. No entanto, seu coração parou de bater, seus pulmões pararam de respirar e seu corpo continua morto até hoje. A enfermidade e a morte são reais!

Apesar de a Ciência Cristã ensinar que o pecado, a morte e a doença são causados por erros mentais ou falsas crenças, a realidade é que a própria Ciência Cristã é uma falsa crença que pode causar exatamente esse sofrimento que os cientistas cristãos se empenham em negar.

O Mito da Ilusão É Insuportável

Quando alguém enfrenta a dor genuína na vida — quer física (com o Câncer corroendo o corpo), quer emocional (tal como a dor que se sente quando a esposa morre), quer mental (pensamentos negativos) —, o simples fato de afirmar-se, conforme postula a Ciência Cristã, que tudo está enraizado em erros fatais da mente, não traz nenhum conforto à pessoa. A Ciência Cristã, como filosofia de vida, não possui o anel da verdade.

Antes, quando as pessoas afirmam que o mal é uma ilusão, devemos perguntar se, à noite, trancam a porta da frente de sua casa. (Se sim, por que o fazem?) Eles deixam a chave do carro na ignição quando estacionam no centro ou em uma avenida central? Eles afivelam o cinto de segurança do carro? Eles vão ao dentista? Eles vestem colete salva-vidas em seus filhos quando elas nadam no mar? Eles advertem suas crianças para não chegar muito perto do fogo da churrasqueira? Eles apoiam as leis contra a pedofilia? Se o mal é uma ilusão, então essas coisas são totalmente desnecessárias e não deveriam preocupar ninguém.

O Panteísmo e Monismo não Explicam de Maneira Adequada o Problema do Mal

Tive oportunidade de conversar com o ex-guru hindu, Rabi Maharaj. Ele falou longamente sobre o desagrado ético que, como hindu, sentiu em relação à visão de mundo do monismo ("tudo é um") e do panteísmo ("tudo é Deus"), em especial, no que se refere ao problema do mal:

O crescimento de minha conscientização, a saber, de que Deus, o Criador, é separado e distinto do universo que criou, contradizia o conceito hindu de que Deus era tudo, de que o Criador e a criação eram um e o mesmo. Se havia apenas Uma realidade, então [Deus] era tanto o mal quanto o bem, tanto a morte quanto à vida, tanto o ódio quanto o amor. Isso tornava tudo sem sentido, a vida passava a ser um total absurdo. Não é fácil manter a sanidade e sustentar a visão de que o bem e o mal, o amor e o ódio, a vida e a morte são Uma Mesma Realidade.O Rabi fez a única escolha lógica, tornou-se cristão!

O Mito da Ilusão Contradiz a Experiência Humana

A explicação de que o mal é uma "ilusão" vai pelos ares em face da experiência e da razão do ser humano. O simples negar a existência do mal não anula a realidade. A explicação de que o mal é uma "ilusão", em si mesma, é uma ilusão em sua pior versão. Jesus certamente acreditava na realidade do mal. Na Oração do Pai Nosso, Ele não nos ensina a orar: "Livra-nos da ilusão do mal", mas antes: "Livra-nos do mal" (Mt 6.13).

Para aceitar a visão da Ciência Cristã, a saber, de que o mal é uma ilusão, teríamos de negar nossos sentidos e nossa experiência pessoal. Isso fica ainda pior quando observamos que as Escrituras freqüentemente nos exorta a prestar atenção às evidências empíricas por meio de nossos cinco sentidos. Jesus disse ao incrédulo Tome para pôr o dedo em suas feridas, as da crucificação, como uma maneira de provar a ele que, na verdade, ressuscitara dos mortos (Jó 20.27). Em Lucas 24.39, Jesus, ressurreto, disse a seus seguidores: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho". Lemos em 1 João 1.1: "O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida". O mesmo sentido, que tão convincentemente testifica o Cristo ressurreto, testifica a realidade do mal em nosso mundo — não apenas para algumas pessoas, mas de forma universal e ao longo de todos os tempos.

Deparei-me com a surpreendente história, abaixo, que ilustra como o mito de que "o mal é uma ilusão" contradiz a experiência humana:

Havia, certa vez, um garotinho que era cientista cristão [...] Esse garotinho chegou ao pregador da Ciência Cristã e pediu-lhe que orasse por seu pai que estava muito doente. O pastor replicou: "Menino, você não entende. Seu pai apenas pensa que está doente. Vá e conte isso a ele. Diga-lhe para ter fé". O garotinho obedeceu e, no dia seguinte, encontrou-se com o pastor. Este lhe perguntou: "Como está seu pai, garoto?"; "Ah, ele pensa que está morto".

Curando nosso Coração

Por favor, faça minha vontade por um momento. Apenas como ilustração, digamos que você vá a um médico devido a uma séria dor de cabeça, perda de audição, cegueira parcial e vertigens que você vem sentindo. O médico sorri, dá uma batidinha em suas costas e diz: "Tenho certeza de que é só sua imaginação. Vá para casa. Pense positivo. Preencha sua mente com pensamentos alegres. Você ficará bem". Você conclui que esse cara é um louco, certo?

Apresentei essa cena boba, apenas para marcar a posição de que uma cura acurada exige um acurado diagnóstico. Se você recebe um diagnóstico inexato de seu problema, a cura sugerida estará errada e não será de pouca ajuda. No entanto, se o diagnóstico for preciso, acurado, então você pode rapidamente encontrar a cura correta.

Meu amigo, a única maneira para você experimentar algo semelhante à "cura do coração" é se tiver um diagnóstico correto do sofrimento humano. O diagnóstico correto, apenas pode ser feito nas páginas da Bíblia, escritas pelo próprio Grande Médico (Deus). E é a partir da Bíblia que, neste livro, tenho procurado fornecer um diagnóstico acurado. De acordo com a Bíblia, vimos que o mal surgiu pela primeira vez entre os seres humanos depois que Adão e Eva fizeram mau uso do livre arbítrio. Desde aquele momento, cada um de nós — infectados com uma natureza pecaminosa que nos foi passada por Adão — continua a sofrer por fazer escolhas erradas. Como também sofremos, com freqüência, pelas escolhas erradas feitas pelos outros a nossa volta. (Lembra-se das ondulações?) Sofremos até pelas escolhas que os espíritos maus fazem quando procuram nos enganar de qualquer maneira. Ainda mais, vimos que as falsas crenças podem contribuir para o sofrimento. Todos esses fatores (e mais alguns outros) fazem parte do diagnóstico bíblico em relação às razões pela qual nossa vida sofre danos.

A cura derradeira e final nos aguarda no céu. Lá teremos corpos perfeitos (corpos ressurretos que não estarão sujeitos à dor e à morte), um ambiente perfeito (sem pecado nem Satanás) e confraternização perfeita (isto é, confraternização com o Deus santo e com seus filhos redimidos e plenos de santidade). Nesse meio tempo, com certeza, podemos minimizar os sintomas dolorosos de nossa atual enfermidade ao seguir a sabedoria da Bíblia.

Uma coisa, em especial, me ajudou muito em épocas de sofrimento. Já falei muitas vezes sobre isso neste livro, mas isso merece ser repetido: o que me ajudou foi reconhecer que Jesus Cristo está ao nosso lado em cada provação por que passamos. Nunca estamos sozinhos em nossas provações. Jesus sempre está conosco, exatamente como um bom pastor sempre está junto de suas ovelhas.

O texto de Salmos 23.2,3, uma de minhas passagens favoritas da Bíblia, fala sobre o bom pastor: "Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome".
Exatamente, como o pastor guia suas ovelhas até verdes pastos e águas tranqüilas, aqueles que seguem o Senhor Jesus não sentem falta de nenhum alimento e refrigério espirituais. Por isso, o contentamento é a marca daquele que pôs suas questões nas mãos do Senhor.


Um bom pastor, do Oriente, não medirá esforços para suprir seu rebanho com o pasto mais perfeito e a água mais limpa. Ele faz tudo que está a seu alcance para assegurar a mais alta qualidade de vida possível para elas. Da mesma maneira, nosso Pastor Jesus considera a certeza de que seus seguidores tenham alimento e refrigério espirituais como sua responsabilidade pessoal.

O objetivo de Jesus, nosso Pastor, é que estejamos nutridos espiritualmente e tenhamos uma vida mais abundante. No entanto, existe um porém. Cristo não insiste em se impor a nós, forçando-nos a seguir sua liderança. Ele não anula nossos desejos. Ele não irrompe em nossas experiências diárias, impondo seu estilo em nossa vida. Para nos tornarmos semelhantes a Ele — e ao mesmo tempo sermos agentes autônomos capazes de escolher o que querem — depende, em última instância, de nossa escolha, a saber, seguir ou não sua liderança. Todos nós nos confrontamos com essa decisão.

Se escolhermos seguir a liderança de Cristo, nossa alma se refrescará e será guiada pelas veredas da retidão por causa de seu nome (Sl 23.3). Cristo, nosso Pastor, nunca nos desencaminhará nem nos conduzirá pelas veredas errôneas. Seus caminhos conduzem ao alimento e ao refrigério espiritual.

Se nos encontrarmos em solo espiritualmente estéril, não é por que Ele nos levou para lá, mas sim por que escolhemos abandonar sua liderança. Sem um esforço consciente de permanecer perto de nosso divino Pastor terminaremos dilacerados e sangrando, em algum lugar no deserto da vida — como os infortunados israelitas em sua experiência no deserto.

Talvez você sinta que sua vida espiritual está estagnada e não passe de uma terra seca e estéril. Se assim for, entregue seu coração para que nosso Pastor consiga sua total restauração. Suas mãos estão abertas, esperando para cingi-lo com o amor incondicional. Seu amor é incomensurável como o oceano. Vire-se para Ele sem demora e, como Davi, você poderá exultar: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará" (Sl 23.1).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 13

Parte do Problema: Crenças Mal-Orientadas

Estudo de Caso 1: Darwinismo

A evolução é uma teoria naturalista que propõe que as formas de vida simples evoluíram em formas de vida complexas por meio da variação aleatória e acidental onde as espécies deram origem a novas espécies ao longo de bilhões de anos.

No final das contas, isso significa que todas as coisas vivas — inclusive o ser humano e os símios — estão relacionados entre si por meio de um ancestral comum.

Na teoria evolucionista, a seleção natural, as mutações e os longos períodos de tempo têm papel significante.

Deixe-me simplificar isso para você. Os evolucionistas acreditam que cada espécie produz uma descendência muito maior do que é possível que tenha condição de sobreviver. Essa descendência, devido à limitação de recursos, deve competir entre si pela sobrevivência. Nessa competição, haverá vencedores e perdedores. Os vencedores são aqueles que estão melhores preparados para sobreviver em seu meio ambiente; os perdedores são os menos preparados. Os sobreviventes transmitem seus traços superiores de sobrevivência a sua descendência, portanto, ela também pode sobreviver. Enquanto esse processo continua por muitas gerações, os perdedores são continuamente eliminados, e os traços superiores dos vencedores são transmitidos para sua descendência por meio de mutações positivas, e, assim, a evolução ocorre.

O que tudo isso tem que ver com o mal e o sofrimento? A resposta pode surpreendê-lo. Você sabia que há uma conexão entre a teoria evolucionista e a filosofia de Adolf Hitler? O próprio Hitler era um adepto do evolucionismo darwinista, e ele pretendia implantar filosofia da "sobrevivência do mais forte" na Alemanha.É irônico que tenha sido aparentemente provado que, na batalha pela sobrevivência dos mais fortes, Hitler e seus assassinos nazistas fossem os mais fracos.

Os evolucionistas são rápidos em contestar que não podemos criticar a teoria de Darwin sobre a seleção natural apenas por que algumas pessoas a desvirtuaram. Isso pode ser verdade, mas permanece o fato de que a teoria da evolução propicia fundamento filosófico para tais abusos.

A teoria evolucionista também favoreceu o racismo nos Estados Unidos. Certa vez, o Congresso dos Estados Unidos passou um projeto de lei que autorizava o Departamento de Censo a contar cada escravo como três quintos de uma pessoa. Esse documento do Congresso resultou no que, na década de 1890, um escritor afro-americano chamou "de Teoria da Raça Inferior', a colocação do negro em algum lugar entre o curral de animais e os seres humanos".

Essa afronta racista aconteceu apenas duas décadas depois de Darwin publicar A Origem das Espécies.

Mesmo Charles Darwin, em algum momento, acreditou que em um futuro não muito distante as raças mais inferiores de homens seriam eliminadas pela raça civilizada superior.

A visão evolucionista de Darwin também é sexista. Ele argumenta que os homens têm um poder mental substancialmente superior ao das mulheres; os homens, portanto, atingem grande superioridade em qualquer empreendimento em que se aventurem.

É óbvio, que o nazismo, o racismo e o sexismo causaram incalculáveis sofrimentos entre milhões de pessoas no mundo. O darwinismo não é o único responsável pelo surgimento dessas atitudes deformadas, mas inquestionavelmente teve um papel eminente nisso. Além disso, podemos dizer legitimamente que o próprio darwinismo foi uma fonte de sofrimento para as pessoas.

Estudo de Caso 2: A Seita de Georgetown

Quem pode esquecer as centenas de pessoas que morreram na tragédia de Georgetown? Essa seita, liderada por Jim Jones, que obrigou todos seus adeptos a concordar com as crenças que ele abraçou. Um casal de pais, que tentou tirar seu filho de cinco anos, John Victor, de Georgetown, pode nos contar, em primeira mão, o quanto essas crenças errôneas — como o são aquelas associadas a seitas destrutivas — pode ser danosas. Em uma carta para a revista Newsweek, o pai lamenta:


Quando tentei tirá-lo de Georgetown, Jones recusou. Grace e eu gastamos meses recorrendo à justiça e viajando para as Guianas para libertar nosso menino. Em novembro de 1978, acompanhamos o Rep. Leo Ryan, em sua missão na Guiana, para investigar possíveis abusos aos direitos humanos. Quando Jones soube que estávamos com Ryan, ele impediu especificamente nosso acesso ao complexo. Por isso, estou vivo hoje. Enquanto esperávamos em nosso hotel, ouvimos que Ryan e seus quatro acompanhantes foram mortos no campo de pouso de Georgetown. Imediatamente, percebemos que poderia se tratar de um suicídio coletivo. Sabíamos que nosso filho, junto com as outras 918 pessoas no complexo, morreria. Não podíamos fazer nada. Aquela foi a noite mais horrível de minha vida.


Esses indivíduos que estavam em Georgetown pagaram o preço mais alto (suas vidas).Devo salientar, no entanto, que várias outras pessoas filiadas a diversos outros grupos de seitas sofrem prejuízo espiritual, emocional e psicológico.

As crenças falsas podem causar grande sofrimento.

Estudo de Caso 3: O Arrebatamento Coreano

Em 1990, um anúncio de página inteira do USA Today proclamava que o Arrebatamento aconteceria logo, aquele evento em que todo verdadeiro cristão seria arrebatado da terra por Jesus Cristo.Esse anúncio foi veiculado pelo movimento Hyoo-go ("Arrebatamento") ou Jong Mal Ron ("teoria da hora final") — uma "conexão indefinida das seitas coreanas misturada com fanatismo, misticismo e fervor apocalíptico".

Um relatório especial sobre esse movimento, publicado no Christian Research Journal, observou que "conforme o vaticinado dia do juízo universal se aproximava, os seguidores do Hyoo-go provocaram sublevações sociais na Coréia". O relatório documenta que,pelo menos, quatro suicídios e muitos abortos estão relacionados com o movimento — estes últimos ocorreram, pois as mulheres tinham medo de estar 'pesadas demais' e, portanto, não pudessem ser alçadas ao céu. Numerosos estudantes da escola fundamental e de ensino médio abandonaram as aulas. Os pais e as famílias dos seguidores do movimento temiam que se não houvesse o Arrebatamento como predito, poderia haver suicídio coletivo.

Por fim, chegou o dia esperado. Os crentes leais se reuniram na igreja, em Seul, Coréia, para esperar pelo Arrebatamento. Mais de mil policiais foram colocados dentro e fora da igreja para o caso de os adeptos da seita se tornassem violentos ou tentassem cometer suicídio. Quando passou a hora estabelecida, sem que nada acontecesse, muitos seguidores da seita simplesmente choraram. Um seguidor, devastado, comentou: "Deus mentiu para nós".

Depois de ler esse relato, será que alguém pode duvidar do fato de que as falsas crenças trazem grande sofrimento? Nesse caso, o fervor apocalíptico — separado da apropriada compreensão das Sagradas Escrituras — causou incalculável sofrimento.

Estudo de Caso 4: As Testemunhas de Jeová

As Testemunhas de Jeová sofreram de várias maneiras o resultado das falsas crenças doutrinárias adotadas pela seita. Por exemplo, em 15 de novembro de 1967, a edição de A Sentinela, revista das Testemunhas de Jeová, disse que o transplante de órgãos equivalia a canibalismo e não era apropriado para os cristãos.

O transplante de órgãos, por treze anos, foi proibido pela Sociedade da Torre de Vigia — durante esse período de tempo, muitas Testemunhas de Jeová morreram ou sofreram muito em conseqüência dessa proibição. É óbvio que, nesse caso, as falsas crenças causam não apenas sofrimento, como também a morte.

É surpreendente o fato de que a Sociedade da Torre de Vigia mudou sua posição quando foram comprovados os benefícios médicos decorrentes do transplante de órgãos.

A edição de 15 de março de 1980, da revista A Sentinela, publicou que o transplante de órgãos não era necessariamente um tipo de canibalismo e, a partir daí, começaram a permiti-lo.

O mesmo aconteceu em relação à vacinação. Uma publicação da seita Testemunhas de Jeová, disse que "a vacinação é uma violação direta da aliança perpétua que Deus fez com Noé após o dilúvio".Por vinte anos a vacinação foi proibida pela Sociedade da Torre de Vigia. No entanto, a Sociedade da Torre de Vigia, na década de 1950, derrubou essa proibição e desde essa época as crianças da seita têm sido vacinadas.

Pode-se imaginar como os pais das crianças que morreram em conseqüência dessas proibições devem ter se sentido, quando a Sociedade da Torre de Vigia, de repente, reverteu sua posição.

A Sociedade da Torre de Vigia continua a ensinar que as Testemunhas de Jeová devem recusar a transfusão de sangue em qualquer circunstância — até mesmo quando os médicos dizem que a morte é inevitável se a transfusão não for feita.

A Sociedade da Torre de Vigia também exige que os pais não permitam que seus filhos recebam transfusão de sangue. A seita Testemunhas de Jeová, erroneamente, acredita que a referência bíblica à prática paga de comer sangue é uma proibição à transfusão de sangue (Lv 7.26,27; 17.11,12).Por essa razão, muitas Testemunhas de Jeová levam consigo um cartão com a indicação de que, caso haja algum evento em que estejam inconscientes, eles não devem receber transfusão de sangue.

Muitas Testemunhas de Jeová, e, também, seus filhos, morreram em conseqüência de depositar sua convicção nessa horrorosa e errônea interpretação que a Sociedade da Torre de Vigia faz da passagem sobre "sangue" na Bíblia.

A proibição da Sociedade da Torre de Vigia à transfusão de sangue para o bebê, a história mencionada acima, lembra-nos a inclinação cruel e insensível dos fariseus que condenaram e se enfureceram com Jesus, pois Ele curou alguém no sábado (Lc 6.6-11).

Infelizmente, a Sociedade ainda não havia aprendido nada com os erros de suas profecias passadas e, depois, lançou uma especulação profética sobre o ano de 1975. A Sociedade disse a seus seguidores que os 6 mil anos de história da humanidade (a partir do tempo de Adão e Eva) acabaria no fim do ano de 1975.33 O Armagedom ocorreria naquele ano, e Cristo estabeleceria o paraíso terrestre. Essa profecia levou muitas Testemunhas de Jeová a vender suas casas e a abandonar seus empregos a fim de devotar toda sua energia para testemunhar para outras pessoas. Muitas Testemunhas de Jeová, como já acontecera com as outras falsas profecias anteriores da Sociedade da Torre de Vigia, decepcionaram-se quando o ano de 1975 veio e se foi, sem que nada acontecesse. De 1976 a 1978, cerca 390 mil Testemunhas de Jeová abandonaram a Sociedade da Torre de Vigia.Essas 390 mil pessoas podem afirmar como estas falsas crenças causam sofrimento.

Estudo de Caso 5: O Evangelho da Saúde e da Prosperidade

A frase "Determine e afirme isso" tornou-se familiar em muitas casas através dos Estados Unidos. Os pregadores do Movimento da Fé ensinam essa doutrina em rede nacional de televisão. Quase todas as noites, pode-se sintonizar e aprender como ganhar saúde e riqueza ao seguir as fórmulas de prosperidade dos pregadores do Movimento da Fé. Essas fórmulas, entretanto, são não-bíblicas e sempre têm conexão com seitas metafísicas.

Na realidade, os ensinamentos da Palavra de Fé anunciam um evangelho de ganância e avareza. O "milagre" principal desse evangelho é o da carteira recheada. Esse não é o evangelho da Bíblia (veja 1 Co 15.1-4). O evangelho deles é comumente conhecido como o "evangelho da prosperidade", o qual ensina que o desejo de Deus é que todos os cristãos sejam prósperos. Estes são alguns dos elementos-chave dessa teologia desviada:

Deus deseja que seus filhos sejam prósperos. Dizem que não apenas Deus quer livrar os crentes da pobreza, como também quer que seus filhos tenham os melhores alimentos, as melhores vestimentas, dirijam os melhores carros e tenham o melhor de tudo.

Ser pobre é pecado. Os pregadores do Movimento da Fé geralmente ensinam que ser pobre é pecado.Tenho curiosidade em saber se eles leram recentemente a Bíblia! Jesus não disse: "Bem-aventurados vós, os pobres" (Lc 6.20)?

Jesus é nosso exemplo, e Ele não é pobre. O tema favorito entre os pregadores do Movimento da Fé é a suposta prosperidade de Jesus. Eles dizem que Jesus usava vestimentas desenhadas e tinha uma casa bastante grande. É óbvio que as Escrituras não ensinam nada disso.

Deus anuncia leis de prosperidade na Bíblia. Os pregadores do Movimento da Fé dizem que há certas leis na Palavra de Deus que determinam a prosperidade. A fé motiva o funcionamento dessas leis. As fórmulas de sucesso que se encontram na Palavra de Deus, quando usadas conforme indicado, produzem, supostamente, resultados financeiros milagrosos.

A confissão positiva é a chave para alcançar a prosperidade. Se quisermos prosperidade, tudo que temos de fazer é determinar verbalmente para que as coisas aconteçam. Essa é a chave para o milagre financeiro. Eles dizem que a confissão traz a posse.

Dar dinheiro para a obra de Deus pode centuplicar seu rendimento. Fundamentados em uma completa distorção de Marcos 10.30, eles dizem que receberemos um milagroso retorno centuplicado quando dermos dinheiro para os ministérios.Asseguram que se investirmos pesado em Deus, o retorno financeiro será inacreditável.

O restabelecimento está garantido na salvação. Os pregadores do Movimento da Fé anunciam que o restabelecimento físico foi-nos garantido na salvação e que se você permanecer doente é por que não tem fé suficiente para ser curado, ou, talvez, haja algum pecado em sua vida, ou, talvez, você tenha feito uma "confissão negativa".

Infelizmente, milhões de cristãos têm sido atraídos por esse falso evangelho da saúde e prosperidade. É impossível, agora mesmo, calcular quantas vidas foram destruídas como resultado dessa teologia cruel e desviada que promete o "milagre financeiro".

Deus nunca prometeu tal milagre financeiro. Em Marcos 10.30, que fala do retorno centuplicado, não diz respeito ao dinheiro ou às riquezas materiais. Essa passagem fala, de maneira específica, daqueles que renunciam a sua casa e família por causa de Jesus e do evangelho. Esses indivíduos recebem um retorno centuplicado no sentido de que se tornam parte de uma comunidade maior, a dos crentes. Nessa nova comunidade, eles têm uma multiplicação de seus relacionamentos através do qual são espiritualmente mais íntimos e mais significativos do que os relacionamentos de parentesco (Mc 3.31 -35; At 2.41-47; 1 Tm 5.1,2).

Essa idéia dos ensinamentos do Movimento da Fé, a saber, de que a saúde está garantida na salvação, é lamentável e desvirtuada.

Alguns anos atrás Larry Parker escreveu um livro intitulado We Let Our Son Die. Nesse livro Parker documenta como ele e sua esposa foram influenciados por uma fé curadora e decidiram não dar insulina para Wesley, seu filho diabético de onze anos. Nos três dias seguintes a saúde de Wesley deteriorou-se muito rapidamente. Ele entrou em coma diabética e ninguém chamou um médico. Conforme determinado pela fé curadora, eles continuaram a fazer confissões positivas. Chamar um médico equivaleria a fazer uma confissão negativa. Wesley morreu. Após sua morte, as confissões positivas continuaram - essas confissões objetivavam ressuscitar Wesley dos mortos. Os Parkers foram levados a juízo e condenados por homicídio culposo. Eles aprenderam de uma maneira trágica que as falsas crenças podem levar a um grande sofrimento.

A verdade sobre a questão é que Deus nunca garantiu que haveria saúde na salvação. Embora a cura física final seja garantida na salvação (uma saúde que usufruiremos em nosso ressurreto futuro corpo), a saúde de nosso corpo mortal (antes de nossa morte e ressurreição) não está garantida na salvação.

É importante que entendamos que a palavra hebraica para "cura, restabelecimento" (napha) pode se referir não apenas a cura física, como também à cura espiritual. O contexto em Isaías 53 indica que se refere à cura espiritual. No versículo 5 afirma-se de maneira explícita: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; [...] pelas suas pisaduras, fomos sarados" (grifo do autor). As palavras "transgressões" e "iniqüidades" determinam o contexto que se refere à cura espiritual da miséria do pecado do homem.

Além disso, inúmeros versículos das Escrituras evidenciam que a cura física na vida mortal não é garantida pela salvação e que não é sempre que Deus efetuará curas.

Por fim, numerosos versículos da Bíblia revelam que nosso corpo físico está em contínua deterioração e sofre várias indisposições. É uma tragédia que a interpretação distorcida das Escrituras, feita pelos pregadores do Movimento da Fé, tenha causado tanto sofrimento para tantas pessoas.

Enquanto isso, os pregadores do Movimento da Fé deliciam-se com o dinheiro enviado para seus ministérios.

Curando nosso Coração

Se pudermos tirar uma aplicação positiva deste capítulo, é que todos devemos nos empenhar em conhecer tanto a Bíblia quanto à teologia. A doutrina bíblica nos possibilita desenvolver uma visão de mundo realista, sem a qual estamos destinados a uma vida inútil (veja, por exemplo, Mt 22.23-33; Rm 12.3; 2 Tm 4.3,4). Além disso, a doutrina bíblica pode nos proteger contra falsas doutrinas que podem conduzir a comportamentos destrutivos (veja, por exemplo, 1 Tm 4.1-6; 2 Tm 2.18; Tt 1.11). Aprenda com sua Bíblia e poupe-se de algumas aflições!

Qual o melhor caminho para aprender a verdade da Bíblia? Não tenho certeza se existe um caminho melhor, mas um ótimo meio para isso é usar uma Bíblia de estudo indutivo. Essa Bíblia não tem notas explicativas no fim de cada página. Além disso, essa Bíblia o ensina como interpretá-la corretamente por você mesmo, fornecendo-lhe as palavras-chave e os conceitos-chave aos quais você deve dedicar especial atenção enquanto você estuda cada livro bíblico. Esse ensinamento bíblico o ensina como assinalar sua Bíblia com marcadores coloridos e oferece margens maiores para que você possa fazer muitas anotações. Se você não estiver familiarizado com o estudo bíblico indutivo, a introdução dessa Bíblia explica tudo que você precisa saber. Por que não tentar? Essa Bíblia o ajudará a ser letrado na Bíblia.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 12

Quando Deus Diz: "Não!"

Depois de Deus proibir Moisés de atravessar o Jordão em direção à Terra Prometida, como resultado de sua desobediência em Meribá (Nm 20.12), Ele pleiteou junto ao Senhor para Ele mudasse de idéia. Mas Deus respondeu: "Basta; não me fales mais neste negócio. [...] porque não pássaras este Jordão" (Dt 3.26,27). Moisés, um dos maiores gigantes da história da raça humana, recebeu o maior: "Não!", de Deus.

Muitos cristãos recebem um "não" de Deus com mais freqüência do que gostariam de admitir. Deus é como os pais humanos que agem em benefício de seus filhos quando dizem: "Não!" Quando Deus diz: "Não!", Ele sempre tem em mente o melhor para seus filhos. Além disso, Ele sempre lhes dá a graça de aceitar isso.

Deus pode permitir que você e eu passemos por circunstâncias dolorosas com o único propósito de nos tornar dependentes de seu poder. Deus pode permitir que soframos para que sejamos humildes e, assim, seu poder se manifesta por meio de nossa fragilidade.

Salvo no Sofrimento, não do Sofrimento

Deus não nos salva de uma circunstância dolorosa, mas Ele nos conforta em nossa circunstância dolorosa. Apesar de Deus não nos eximir do sofrimento e não nos explicar o porquê do sofrimento, Ele participa dessa experiência conosco e nos ajuda com elas. Deus não nos salva do problema; Ele nos salva no problema.

Deus muitas vezes não isenta seus filhos do sofrimento, mas Ele os conforta no sofrimento. Os filhos de Deus nunca estão sozinhos em suas provações.

• Deus não impediu que Agar fosse maltratada por Sarai, mas Ele estava com Agar em seu momento de sofrimento (Gn 16).
• Deus não impede que José seja vendido como escravo e seja enviado ao Egito, mas Ele estava com José em suas circunstâncias injustas (Gn 27—50).
• Deus não impediu que Moisés fosse maltratado pelos egípcios, mas Ele estava com Moisés em suas provações (Hb 11.24-27).
• Deus não impediu que Davi fosse severamente perseguido por Saul, mas Ele o sustentou nessa perseguição e preservou sua vida (1 Sm 19.1—26.25).
• Deus não impediu que Daniel fosse lançado na cova dos leões, mas Ele estava com Daniel na naquele local (Dn 6).
• Deus não impediu que o apóstolo Paulo fosse preso, mas Ele estava com Paulo em sua experiência na prisão (Ef 3.1; Fp 1.7; Cl 4.10).

Deus não impediu que o apóstolo João fosse exilado na ilha de Patmos, mas Ele estava com João no momento de seu exílio (Ap 1.9,10).


Fica óbvio que o padrão de Deus é salvar no sofrimento, não do sofrimento. Isso significa que você e eu não estamos isentos de provações, mas devemos ter certeza de que Deus está conosco em meio a todas elas.

Embora Deus não impeça que passemos por circunstâncias negras, Ele está ao nosso lado nessas circunstâncias e não precisamos jamais ter medo.

Ao saber que Cristo está conosco em cada passo de nosso caminho, e que nunca estamos sozinhos, temos força para enfrentar o que quer que seja. Nunca nos encontraremos em situações das quais o Senhor não tenha conhecimento, e Ele nunca nos abandonará nem desamparará (Hb 13.5). O divino Pastor não nos isentará de tais situações, mas Ele sempre estará conosco nessas situações.

Curando nosso Coração: Sou Feliz com Jesus

Horatio Gates Spafford era amigo pessoal do grande evangelista, Dwight Moody. Spafford e sua família, em novembro de 1873, decidiram ir para a Inglaterra para juntar-se a Moody e Ira Sankey, em uma cruzada evangelista, e depois viajar pela Europa. Spafford teve de se dedicar a alguns negócios de última hora antes de viajar, portanto, ele mandou sua família, em um grande navio, para ir na sua frente — um navio a vapor francês chamado Ville de Havre.

De maneira trágica, o navio nunca chegou a seu destino. Ele colidiu com outro navio ao largo da costa da ilha da Terra Nova, a província mais oriental do Canadá, e rapidamente submergiu. Apenas 47 dos 226 passageiros sobreviveram. Um dos sobreviventes foi Anna, esposa de Spafford. Suas quatro jovens filhas — Maggie, Tanetta, Annie e Bessie — se afogaram e pereceram naquelas águas cruéis e geladas. Tenho dificuldade em imaginar o que Spafford sentiu ao receber um telegrama de sua desolada esposa informando: "Salva sozinha".

Spafford, de imediato, largou todos os negócios e tomou o navio seguinte para ir ao encontro de sua esposa. Após se reunirem, eles se encontraram com Moody. Spafford lhe disse: "Tudo bem. O desejo de Deus foi feito".

Não sabemos com exatidão quando, mas em algum momento após essa esmagadora tragédia pessoal, Spafford redigiu o poema lírico de um dos mais amados hinos da história cristã, "Sou feliz". Suas palavras agitam a alma:

Se paz a mais doce me deres gozar,
Se dor a mais forte sofrer,
Ò Seja o que for,
Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou!
Sou feliz, sou feliz, com Jesus, com Jesus
Sou feliz com Jesus, meu Senhor!
Embora me assalte o cruel satanás
E ataque com vis tentações;
Ó certo eu estou,
Apesar de aflições
Que feliz eu serei com Jesus!
Sou feliz, sou feliz, com Jesus, com Jesus Sou feliz com Jesus, meu Senhor! Meu triste pecado, por meu Salvador Foi pago em modo cabal; Valeu-me o Senhor, Ó mercê sem igual!

Sou feliz graças dou a Jesus
Sou feliz, sou feliz, com Jesus, com Jesus
Sou feliz com Jesus, meu Senhor!

A vinda anseio do meu Salvador
Em breve virá me levar;
Ao céu onde vou
Para sempre morar
Com remidos na luz do Senhor

Horatio Gates Spafford experimentou a realidade de que Deus, apesar de não nos isentar do sofrimento, sempre está conosco em nossos momentos de sofrimento e os atravessa conosco. Spafford experimentou a paz e o conforto sobrenaturais que apenas Deus pode dar.

Pode ser que você esteja enfrentando águas profundas e amargas provações em sua vida. Querido amigo saiba que Deus caminha com você, lado a lado. Independentemente do que esteja enfrentando, a tranqüilidade e a paz sobrenaturais estão disponíveis para você. Cabe a você apenas apossar-se delas. Modele-se em Deus e em sua promessa; confie de maneira verdadeira nEle, e essa paz será sua.

Não esqueça que o próprio Jesus era "homem de dores, experimentado nos trabalhos" (Is 53.3). Jesus sabe o tipo de dor que você está sentindo. Ele é nosso solidário sumo sacerdote (Hb 4.15). E, Ele sempre estará lá, bem ao seu lado, em meio a toda provação que enfrentar. Confie, e Ele o ajudará.