segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O caminho bíblico para a bênção - Benny Hinn

O Dízimo na Antiga e na Nova Alianças

Embora existam sessenta e seis livros na Bíblia, escritos por muitas pessoas ao longo de centenas de anos, na realidade, eles formam um Livro com um Autor — o Deus Todo-Poderoso. E neste único Livro encontramos a mente e o coração do Senhor revelados para nós.

De capa a capa, vemos o grande desejo do Pai de prosperar seus filhos. De capa a capa, vemos como ele regozija quando seus filhos lhe obedecem. E assim, de ponta a ponta, vemos a importância que o Senhor coloca no seu povo dando o dízimo.

O salmista proclamou: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios" (Sl 103.2). Já vimos a prosperidade que Deus se regozija em derramar sobre aqueles que são obedientes a ele, mas dar o dízimo traz bênçãos tais às nossas vidas, que não posso deixar de voltar a testificá-las, para ter certeza de que você estará preparado para receber este maravilhoso ensinamento vindo da Palavra de Deus.

O Dízimo e o Crescimento Espiritual

É verdade que o Senhor usa nossos dízimos para sustentar sua obra. Mas também é verdade que Deus Pai ordenou o dízimo, pelo menos em parte, por causa das maravilhosas coisas que nos acontecem quando damos o dízimo.

"Tenho certeza de que tornar-se um dizimista proporciona um avanço definitivo para todo cristão. Abre a porta da sua mente, coração e vontade. Libera. Emancipa. Liberta. Tornar-se um dizimista é um marco em uma vida cristã." (R. T. Kendall)

O Dízimo e o Estresse

Todos nós estamos tentando tirar mais da vida. E existem duas formas de se fazer isto. A primeira é tentar esticar e espremer mais nas nossas vidas. Tentamos nos virar dormindo menos, fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo, tendo o último equipamento assim podemos ser mais produtivos, e assim por diante. Agora não me leve a mal. Não existe nada de errado com nenhuma dessas coisas. Mas o efeito líquido disso tudo é produzir grande estresse em nossas vidas, à medida que tentamos ir rápido o suficiente para acompanharmos mais enquanto, ao mesmo tempo, temos menos energia emocional e física disponíveis.

Mas existe outra forma. A Palavra de Deus coloca diante de nós uma forma de vida que diz que menos é mais. Esta outra forma é a da obediência. O Senhor diz: se você me der um dia em sete, sua vida será mais produtiva do que se tentar ir a toda velocidade sete dias por semana. Sua terra será mais produtiva se você descansá-la regularmente e não plantá-la ano após ano sem parar. Sua renda irá mais longe se você me der o dízimo em vez de consumir tudo consigo mesmo. Em outras palavras, os princípios de Deus são a forma de escapar da corrida que o Senhor nunca tencionou para você.

As pessoas que dizem que estão estressadas por causa de suas finanças estão convencidas de que não podem pagar o dízimo. Em contraste, descobri que as pessoas que dão o dízimo de sua renda não relacionam pressões financeiras como suas principais causas de estresse... Em Malaquias, o Senhor diz: "fazei prova de mim [na questão do dízimo], se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança". Esta bênção nem sempre é material; acho que é um senso de contentamento.

Verdadeiramente, o pouco é muito quando Deus está nele!

O Dízimo: A Mente e o Coração de Deus

Normalmente diz-se que, geralmente, o Antigo Testamento revela a mente de Deus enquanto o Novo Testamento revela o coração de Deus. Mas não devemos levar isto longe demais.

A Mente de Deus (O Dízimo na Antiga Aliança)

O Que É o Dízimo?

Quando falamos sobre o dízimo na Lei de Moisés, precisamos reconhecer que existiam, na verdade, três dízimos.

O primeiro dízimo, ou geral, está descrito em Levítico 27.30-33:
Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor; santas são ao Senhor. Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará o seu quinto sobre ela. No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor. Não esquadrinhará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se em alguma maneira o trocar, o tal e o trocado serão santos; não serão resgatados.

O segundo dízimo está descrito em Deuteronômio 14.22-27:
Certamente darás os dízimos de toda a novidade da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E, perante o Senhor, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comereis os dízimos do teu grão, do teu mosto, e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor, teu Deus, todos os dias. E, quando o caminho te for tão comprido, que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o Senhor, teu Deus, para ali pôr o seu nome, quando o Senhor, teu Deus, te tiver abençoado, então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor, teu Deus. E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor, teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa. Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.

O terceiro dízimo está descrito em Deuteronômio 14.28, 29:
Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua novidade no mesmo ano e os recolherás nas tuas portas. Então, virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor, teu Deus, te abençoe em toda a obra das tuas mãos, que fizeres.

O Que o Dízimo Nos Ensina Sobre a Mente de Deus?

1. Deus quer as nossas primícias e o nosso melhor. Ele não aceitará nada menos que isso. Qualquer um que tentou oferecer ao Senhor outra coisa que não as primícias e o melhor ficou debaixo de uma maldição.Ou cooperamos com ele e, assim, experimentamos a bênção, ou fazemos resistência a ele e perdemos a bênção.

Agora, uma implicação do fato de que Deus quer o primeiro e o melhor é que devemos basear nosso dízimo em toda a nossa renda — não apenas naquilo que fica depois que impostos e outras coisas são tiradas.

2.Deus quer mais que 10%. O dízimo, como você sabe, significa "um décimo". Mas com os três dízimos mencionados acima, seu povo acaba dando muito mais que 10%.

3.Deus quer que seus servos sejam sustentados. A intenção de Deus era que o dízimo sustentasse seus ministros e sua obra.

Seus pastores merecem "honra dobrada" — e não deveriam dirigir carros batidos, morar em casas caindo aos pedaços, nem usar roupas surradas. Não estou falando que os ministros devem viver como príncipes ou potentados, mas também não devem viver como pobres.

4.Deus quer que seus ministros dêem o dízimo. Números 18.26 declara: "Também falarás aos levitas e lhes dirás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado em vossa herança, deles ofereceis uma oferta alçada ao Senhor: o dízimo dos dízimos". Eles deveriam dar o dízimo da sua renda para a obra do Senhor.

5.Deus quer que sustentemos os pobres. Quando damos ao Senhor, damos para sustentar a sua obra e seus servos — contudo, integral para ambos deve ser o sustento do pobre.

6.Deus quer que celebremos quando damos.O segundo dízimo foi designado para ser um tempo de alegria — uma festa em comemoração à fidelidade do Pai.

7.Deus quer que peçamos uma bênção quando damos. O Pai quer nos abençoar e, quando somos obedientes, é perfeitamente aceitável pedir-lhe a sua bênção — na realidade, ele nos ordena isso.

Meu amigo, não existe absolutamente nada de inconveniente ou presunçoso em pedir que o Senhor o abençoe — desde que você seja obediente.

O Coração de Deus

(O Dízimo no Novo Testamento)

Jesus e o DízimoJesus e o Dízimo

Alguns dirão que o dízimo não é obrigatório para os crentes da igreja, pois eles dizem que é do Antigo Testamento, é Lei. Mas o fato é que o dízimo começou antes da lei de Moisés. Deus ordenou-o desde o princípio, começando com Adão, como já vimos. Dar o dízimo não é nem novo, nem antigo — é a Palavra de Deus sempre presente. É sempre no agora, já que a Palavra de Deus está no agora. O próprio Senhor Jesus nos mostrou que o dízimo estava intacto no Novo Testamento.

A primeira coisa que quero que você observe é a declaração do Senhor em Mateus 5.17: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir".

A segunda coisa que quero que você observe é o mandamento do Salvador em Mateus 22.21, dizendo: "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". E se existe uma coisa nas Escrituras que está claramente declarada que é de Deus é o dízimo.

A terceira coisa que quero que você observe é que junto à condenação do Salvador aos fariseus está a aprovação da prática deles do dízimo. O Senhor declara em Mateus 23.23-28: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas" (Mt 23.23, itálico acrescentado). Ele não os condenou por darem o dízimo; ele condenou-os por não obedecerem à Lei em outros pontos. Jesus queria que fizessem ambos.

A partir disso, estou convencido de que dar o dízimo é privilégio e responsabilidade de todo cristão do Novo Testamento. Mas um benefício que temos hoje é que temos um novo poder à nossa disposição quando obedecemos ao Senhor na área do dízimo.

Qual é a Graça de Dar?

Uma das verdades mais animadoras e centrais de todo o Novo Testamento é que não estamos mais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

A Lei nos dizia o que fazer, mas não nos dava poder para cumpri-la. Mas, por causa do sacrifício do Senhor Jesus, o Espírito Santo habita naqueles de nós que cremos nele. E agora temos o poder para fazermos aquilo que ele quer que façamos — mais que isso: "em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou" (Rm 8.37).

Agora, por todos estes motivos, pelo menos, deveríamos estar dando mais de um dízimo na nova aliança. Dar o dízimo não é o destino aqui na idade da graça — é o ponto de partida!

O Que Isto Nos Ensina Sobre o Coração de Deus?

1.Deus quer que nos tornemos ofertantes e que sejamos tão
generosos ao dar quanto ele — não somente nos dízimos e nas
ofertas, mas em todas as áreas.

2.Deus quer que demos fielmente.

3.Deus quer que demos secretamente.

4.Deus quer que demos livremente.

5.Deus quer que demos regularmente.

6.Deus quer que demos alegremente.

Muitas pessoas que querem, verdadeiramente, entender a vontade do Senhor na questão de dar se indagam se devem dar alguma coisa uma vez que não conseguem dar com alegria. É igualmente afirmado por alguns que se você está dando o dízimo, você não está dando "com alegria". É claro que é uma referência às palavras de Paulo em 2 Coríntios 9.7... Será que as pessoas que pegam este versículo pensam que Paulo iria querer que você levasse a soma daquilo que você vai dar a um nível baixo o suficiente para que possa dar "com alegria"? A mesma coisa aplica-se à quantidade de tempo passada em oração. E, no entanto, algumas vezes, não me sinto "alegre" quando oro. Será que isso significa que não devo orar? Quando prefiro dormir em vez de orar, será que devo dormir porque posso fazê-lo com alegria? ...

O mesmo princípio aplica-se ao mandamento: "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25). Por que você acha que Paulo disse isso? Porque algumas vezes não "sentimos" amor em relação a nossas mulheres como uma emoção espontânea. Mas as amamos mesmo assim. Amamos demonstrando. Agindo. Não sentindo. Mas agindo.

Dar o dízimo é da vontade de Deus, e sendo assim, é uma opção privilegiada e uma oportunidade incrível. E por causa disso, faríamos bem se levássemos em consideração o conselho levemente bem-humorado, e de total discernimento, de Roger Babson: "Mais pessoas deveriam aprender a dizer para onde seus dólares devem ir, em vez de perguntar para onde eles foram".

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