sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O caminho bíblico para a bênção - Benny Hinn

CAPITULO 2

O Generoso Pai de Amor

Sentado em uma confortável cadeira com meu filho Joshua no colo, relaxei durante alguns momentos, meditando sobre as atividades do dia. No final do corredor, podia ouvir os sons familiares de Jessica e Natasha preparando-se para dormir. Eleasha, nossa filha mais nova, já estava dormindo.

Quando a casa ficou em silêncio, Joshua aconchegou-se mais perto de mim. Quando finalmente concluí minhas reflexões, dei uma olhada em Joshua e percebi que ele estava dormindo profundamente em meus braços. Ele parecia tão cheio de paz deitado ali — quase angelical.Acariciei suavemente o cabelo de Joshua enquanto ele dormia. Como aprecio momentos como estes com meus filhos, pensei enquanto tocava seu cabelo com amor. Que presente maravilhoso do Senhor!

Meu filho, meu Joshua, pensei enquanto tirava seu cabelo que caía em seu rosto. Meu único filho... como eu o amo. Não existe nada no mundo que eu não daria a este menino... nada que eu não faria por ele ou por qualquer um de meus filhos... nada que ele possa fazer que faça com que eu deixe de amá-lo, ou que faça com que eu me sinta de outra forma em relação a ele. Mesmo quando tenho de discipliná-lo, meu amor nunca muda. Senti um irresistível derramar de um amor inabalável pelo meu filho.

Enquanto eu continuava a acariciar sua cabeça suavemente, comprazendo-me com a beleza do inestimável momento, o Senhor sussurrou: "Quais são seus sentimentos em relação a seu filho neste momento?"

Embora eu tivesse reconhecido sua voz baixa, calma, me assustei com a pergunta. Novamente, a voz suave do Mestre disse com delicadeza: "Você consegue descrever o que está sentindo neste exato momento?"

Lutei para encontrar as palavras certas e finalmente respondi: "Não, Mestre, não consigo começar a colocar em palavras. A profundidade e dimensão do meu amor por meu filho são indescritíveis".

"Benny", o Senhor disse, "o que você está sentindo não pode sequer ser comparado com o amor que tenho por você. É apenas uma minúscula gota no oceano por comparação. É um exemplo fraco e mundano daquilo que sinto em relação a você. Meu amor por você é pleno de bondade — minha bondade é plena de amor. Meu amor é estável, generoso, imutável e infinito. Meu amor por você nunca, jamais falha".

Naquele momento de ternura, enquanto eu segurava meu filho que dormia em meus braços, o amor que senti como pai era muito rico. Mas quando o Senhor falou ao meu coração, comparando o amor que eu sentia por Joshua com a grandeza do seu terno amor por mim, compreendi como era fraco e frágil meu amor por meu filho quando comparado ao infinito amor do Deus Pai por nós, seus filhos.

Como pai, não existe nada que eu não faria por Jessica, Natasha, Joshua ou Eleasha. Nada poderia fazer com que eu deixasse de amá-los, ou abandonasse meu compromisso com eles como pai. Mas meu amor por eles, juntamente com minha capacidade e disposição de suprir e cuidar de meus filhos com amor, não pode sequer começar a ser comparado com o amor maravilhoso e fiel que nosso Pai celestial tem por você e por mim — um amor que nunca esteve mais em evidência do que no Calvário.

A Suprema Dádiva do Amor


A própria natureza e caráter de Deus são revelados através do seu ato máximo de generosidade, quando ele entregou seu Filho, Jesus Cristo, como o sacrifício supremo pela humanidade. Como pai, não consigo sequer começar a compreender a dor que nosso maravilhoso Pai celestial, suportou, permitindo que seu Filho morresse a terrível morte do Calvário.

Oh! como o coração do Pai deve ter doído enquanto ele assistia seu precioso e perfeito Filho ser rejeitado pelas pessoas que ele veio salvar, espancado, açoitado, cortado com uma coroa de espinhos e crucificado no meio de criminosos e patifes!

Oh! meu amigo, nunca duvide por um momento sequer do precioso amor de nosso maravilhoso Pai celestial por você e por mim! Verdadeiramente, não existe nenhuma outra coisa maior que o Pai pudesse ter feito para demonstrar seu amor por nós do que enviar seu Filho para morrer em nosso lugar e por nossos pecados.Nenhuma dádiva maior jamais foi dada, nem tamanho amor jamais foi igualado em toda a história.

No entanto, se o Pai sacrificou tanto para tornar possível para nós fazermos parte da vida eterna com ele, faz sentido que um Deus com tamanho amor pare de querer abençoar seus filhos?

"Deus é um Deus bom!" O que poderia ser mais verdadeiro? Pois eu sei que, como eu, você já vivenciou a bondade de Deus de diversas formas e muitas vezes. "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação" (itálico acrescentado).

Mais do que se preocupar com você, nosso Pai quer abençoá-lo em todas as áreas da sua vida. A Palavra de Deus tem muito a dizer sobre seu desejo de abençoá-lo. E embora a salvação e a vida eterna representem as maiores bênçãos que ele poderia dar, ele também está preocupado com todas as outras áreas da sua vida.

Bênçãos Vindas do Pai

Davi proclamou:
Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios,
o Deus que é a nossa salvação (SI 68.19, itálico acrescentado).

Deus quer abençoar seus filhos. Se um simples ser humano como eu consegue encontrar alegria dando presentes aos filhos, imagine só quanta alegria nosso Pai celestial recebe quando derrama boas dádivas sobre nós. Realmente, nosso Pai celestial de amor anseia por abençoar seus filhos — se não por outro motivo, pela simples alegria de saber o prazer que nós recebemos quando ele nos supre.

Como é fácil perder este simples princípio: Deus te ama e quer o melhor para você. Ele realmente quer.


Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem? (Mt 7.7-11).

Nesta maravilhosa passagem o Salvador declara que nosso Pai celestial sempre dá a seus filhos boas dádivas.. E sou grato porque, geralmente sem nos darmos conta disso, podemos pedir por dádivas que parecem ser boas, mas que na realidade não são nada disso.

Sorvete, por Favor!

"Quero sorvete, pai!"
"Coma seu jantar primeiro, Joshua, e depois você poderá tomar sorvete." Este foi o começo de uma conversa com meu filho, Joshua, uma noite enquanto eu e ele jantávamos juntos.
"Quero sorvete, pai!"
"Coma seu jantar primeiro, Joshua", repeti, "e depois você poderá tomar sorvete. Você não vai tomar sorvete até terminar o jantar".

Depois de um tempo, e de uma luta com a sua vontade, ele pegou o garfo e começou a comer a comida diante dele. Enquanto mastigava o alimento lentamente, dava uma olhada para mim de vez em quando; parecia estar tentando determinar quão sério eu estava falando sobre ele comer o jantar. Ele comia sua comida sem entusiasmo, um minúsculo pedacinho por vez. Para estimulá-lo, lembrei-lhe do delicioso sorvete esperando por ele no freezer.

Quando ele finalmente terminou, me mostrou triunfante seu prato vazio e, com olhos ofuscantes e um sorriso que atravessava todo o seu rosto, disse: "Sorvete, pai! Quero sorvete!"

Deu-me tanta alegria dar-lhe uma tigela generosa do sorvete que eu havia prometido. Fiquei emocionado por ele ter-me obedecido, e agora eu podia abençoá-lo com a sobremesa.

Não é surpreendente a forma como Deus planejou o relacionamento entre pais e filhos para nos dar uma idéia do seu amor e preocupação conosco? Desde o primeiro momento em que Joshua me olhou com seus lindos olhos escuros e me pediu sorvete, com certeza eu quis lhe dar, porque sabia o quanto ele o queria. Porém, como seu pai, tinha uma responsabilidade com seu bem-estar. Eu sabia como era importante para ele ter a nutrição adequada de uma refeição balanceada, que o prato principal raramente é tão tentador quanto a sobremesa, mas que quase sempre é mais benéfico.

Mas quando Joshua finalmente comeu o último bocado, levantou seu prato vazio e disse: "Sorvete, pai! Quero sorvete!" Fiquei felicíssimo por cumprir minha promessa e lhe dar uma tigela grande do seu sabor preferido.

É assim que o nosso Pai no céu opera. Ele satisfará nossos desejos quando lhe obedecermos. É exatamente assim que nosso Pai celestial de amor se relaciona conosco. Lemos na Escritura:

Deleita-te também no Senhor,
e ele te concederá o que deseja o teu coração.
(Sl 37.4)

Quando nos deleitamos nele, ele nos dá os desejos que são submetidos ao seu senhorio. E uma vez que nosso Pai celestial governa sobre tudo sem limites, ele se agrada de enviar maravilhosas bênçãos aos seus filhos, quando estes lhe obedecem.

O Amor de um Pai

Como dá para perceber, eu poderia continuar enchendo páginas e mais páginas com histórias sobre as coisas especiais que cativam cada um dos meus filhos ao meu coração porque os amo muito. Mas tenho consciência de que, como pai deles, não importa quanto eu ame cada um deles, meu amor por eles não é nada se comparado ao amor que Deus Pai tem por você e por mim.

Por exemplo, que pai que você conhece contaria cada fio de cabelo da cabeça de seu filho? No entanto, o amor do nosso Pai celestial por nós é tão abrangente, tão completo, que as Escrituras revelam que "até mesmo os cabelos da [nossa] cabeça estão todos contados" (Mt 10.30).

Se um pai natural vai longe assim e é tão motivado por seu filho, pense só no quanto mais Deus Pai está preocupado com seus filhos, pois ele nos ama profundamente!

Bênçãos Prometidas

Ao longo das Escrituras, encontramos muitas referências da disposição e do desejo sincero de Deus de abençoar seus filhos. E porque você crê, muitas dessas bênçãos são prometidas para você e para seus filhos:

Porque derramarei água sobre o sedento
e torrentes, sobre a terra seca,
derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade
e a minha bênção, sobre os teus descendentes (Is 44.3).

Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre (Sl 133.3).

A nação de Israel tinha uma aliança especial com Deus. As bênçãos estendidas a Israel demonstram não só a vontade do Pai de abençoar, mas também as muitas áreas nas quais ele deseja abençoar.

E o Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus que hoje te ordeno, para os guardar e fazer (Dt 28.2-13).

Todavia, estou de contínuo contigo;
tu me seguraste pela mão direita (Sl 73.23).

A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores (Pv 10.22).

Todas estas promessas, e muitas mais, pertencem a todo aquele que crê. Quando andamos nos caminhos do Senhor, quando vivemos segundo os princípios de Deus e preenchemos as condições traçadas ao longo da Palavra de Deus, Deus promete derramar bênçãos num grau tal que não conseguimos contê-las.

Bênçãos de Deus para os Filhos de Israel: Nenhuma Necessidade

Sua fidelidade para com eles, ano após ano, estendia-se por todos os aspectos de suas vidas. E as promessas de Deus para com os filhos de Israel, encontradas ao longo da antiga aliança, estendem-se a você e a mim como seus filhos hoje.

Enquanto a nação de Israel caminhava em obediência a Deus, Deus supria cada necessidade deles, e por isso eles nunca conheceram a necessidade. Quando você e eu estivermos caminhando em obediência com nosso Pai celestial de amor, não necessitaremos de nada.

Pois o Senhor, teu Deus, te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto; estes quarenta anos o Senhor, teu Deus, esteve contigo; coisa nenhuma te faltou (Dt 2.7, itálico acrescentado)..

Desse modo os sustentaste quarenta anos no deserto;
falta nenhuma tiveram;
os seus vestidos se envelheceram,
e os seus pés se não incharam (Ne 9.21).


Quando não vivenciamos a falta, Deus está suprindo a nossa necessidade, não a nossa cobiça. Nosso Pai celestial de amor prometeu fazer da nação de Israel um testemunho da sua fidelidade em abençoar geração após geração:

E far-te-ei uma grande nação,
e abençoar-te-ei,
e engrandecerei o teu nome,
e tu serás uma bênção (Gn 12.2).

O Senhor mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o Senhor, teu Deus (Dt 28.8).

Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei (Nm 6.27).

Saúde divina também estava incluída nas bênçãos prometidas por Deus para os filhos de Israel: "E servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades" (Êx 23.25).

Repetidas vezes Deus demonstrou sua misericórdia com eles no deserto suprindo suas necessidades, embora eles resmungassem e reclamassem. Manhã após manhã, quando acordavam, encontravam comida fresca — maná — no chão. Tudo o que tinham a fazer era recolhê-lo. E enquanto comiam o maná fresco, eram lembrados de que Deus os havia tirado do Egito.

Mesmo depois do vergonhoso incidente de idolatria com o bezerro de ouro, nosso misericordioso Pai celestial foi paciente com os filhos de Israel. Moisés admoestou-os a implorarem pelo perdão de Deus enquanto ele voltava ao local onde tinha encontrado Deus. Lá ele suplicou a Deus por misericórdia pelo povo e, depois de quarenta dias, ele retornou visivelmente radiante pela presença de Deus.

Ao longo da jornada de quarenta anos pelo deserto, os filhos de Israel não tiveram necessidade, porque Deus supriu-os. Ele os livrou de seus inimigos, das enfermidades e do perigo. Ele foi fiel a todas as promessas que fez a eles.

A fidelidade de Deus às suas promessas continua hoje. Não existe data de validade para suas promessas eternas de abençoar seus filhos.

Bem na Hora

Muitas vezes podemos ficar perplexos e até mesmo desanimados quando nosso Pai celestial não responde às nossas orações de acordo com o nosso tempo. Oramos para Deus intervir, mas ele parece não intervir. D. L. Moody foi um gigante na história da igreja, um homem que conhecia a Deus e vivenciou seu amor e suas bênçãos continuamente. Um amigo contou uma história que achei fascinante, uma história que eu gostaria de compartilhar com você.

Parece que em 1893, D. L. Moody teve uma necessidade financeira de 3.000 dólares. O Sr. Moody sempre levava suas necessidades para o Senhor em oração, e este dia não foi diferente.

Ele ajoelhou-se ao lado da sua escrivaninha e orou: "Senhor, tu sabes que preciso de 3.000 dólares hoje. Preciso disso, e tu sabes que estou ocupado demais com a tua obra para sair e conseguir esse dinheiro. Por favor, envia-o para mim. Agradeço-te porque tu o enviarás. Amém".

Depois da sua oração, o Sr. Moody levantou-se e continuou seu trabalho no Instituto Bíblico de Chicago.

Mais tarde, naquele mesmo dia, ele deveria ir pregar no auditório. A platéia já estava acomodada e a plataforma estava cheia de gente. Quando a reunião estava para começar, uma jovem foi até um introdutor e disse: "Preciso ver o Sr. Moody". Ele respondeu: "Você não pode ver o Sr. Moody agora. A reunião está para começar".

Ela continuou: "Mas eu tenho de ver o Sr. Moody".
Sem se alterar com a persistência dela, o introdutor recusou seu pedido.

Quando ela foi embora, viu outro corredor e aproximou-se de outro introdutor, fazendo o mesmo pedido de ver o Sr. Moody. Ele também disse que seria impossível, porque a reunião estava para começar.

Determinada, ela deu a volta até a entrada da plataforma e, de alguma forma, deu um jeito de ir até onde o Sr. Moody estava. Ela colocou um envelope na mão do Sr. Moody quando ele tocou nela ao passar no caminho para a plataforma. Enquanto andava para o palco, ele colocou rapidamente o envelope no bolso do colete e continuou com a reunião.

Mais tarde, naquela noite, enquanto jantava, lembrou-se do envelope. Procurou no bolso do seu colete e tirou o envelope. Quando o abriu, descobriu que ele tinha um cheque de 3.000 dólares — uma resposta à sua oração.

Você vê, pais bons sabem das necessidades de seus filhos e cuidam deles, e os filhos que vivenciam o calor deste amor confiam na generosidade implícita de seus pais. Exatamente como D. L. Moody confiou que seu Pai celestial, totalmente suficiente, o supriria com amor, podemos aplicar os mesmos princípios. A disposição de Deus para com seus filhos não mudou nem um pouquinho. Suas promessas são eternas e estendem-se para todos e ele deseja com honestidade nos abençoar e suprir todas as nossas áreas de necessidade. A Palavra de Deus nos diz: "E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, se ouvires a voz do Senhor, teu Deus" (Dt 28.2, V.R.).

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