O Princípio do Dízimo Antes de Moisés
Como pai, sinto muito prazer em dar prazer aos meus filhos — simplesmente não existe nada igual a isso. Oh! quanta alegria nós pais temos em nosso contínuo e cada vez mais profundo relacionamento com nossos filhos!
Nosso Pai Celestial
Sou bastante grato pelo fato de nosso relacionamento com Deus ser contínuo, por ele nos levar, literalmente, "de glória em glória". E como é excelente estar em um relacionamento de amor cada vez mais profundo com nosso maravilhoso Pai celestial! A cada dia, à medida que passo mais tempo com o bendito Mestre, na Palavra de Deus e em oração, vou me tornando muito mais familiarizado com seus caminhos, muito mais familiarizado com o que é importante para ele e muito mais motivado a agradá-lo de todas as formas.
E ao me tornar mais e mais familiarizado com a sua Palavra, sua vontade e seus caminhos, convenço-me ainda mais da importância do dízimo em nossas vidas. No entanto, algumas vezes converso com pessoas — irmãos e irmãs no Senhor, sinceros e convictos — que dizem: "O dízimo é parte da lei do Antigo Testamento e não uma exigência para os crentes de hoje". Francamente, estremeço quando ouço isto. É prazeroso dar para aqueles que deram para nós primeiro — e vivenciamos este prazer quando damos o dízimo.
A palavra dízimo refere-se a um décimo ou a uma décima parte de alguma coisa. Por isso, quando falo de dar o dízimo, falo do privilégio e da prática de dar 10% de nossa renda para a obra do Senhor.
Adão e o Dízimo (Gn 2)
Ao separar a árvore do conhecimento do bem e do mal, creio que Deus estabeleceu o princípio do dízimo. Pense nisso por um momento: Adão nunca havia sido proibido de comer da árvore da vida, nem de qualquer outra coisa no jardim. Assim, por que um Deus que tinha coberto Adão de tamanho luxo iria proibi-lo de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal? Estou convencido de que o Pai fez isto a fim de que Adão tivesse uma oportunidade de demonstrar seu amor a Deus através da obediência. O que estou para te ensinar agora é muito importante.
Eu e você não podemos receber aquilo que é nosso em Cristo sem obediência, e, ao estabelecer esta lei, o Pai deu a Adão uma oportunidade de obedecer. Com muito amor, é como se nosso Pai celestial estivesse dizendo a Adão: "Eu amo você e este jardim magnífico é para você desfrutar. Mas quero o seu amor, e a forma que você pode me demonstrar que me ama é através da obediência; por isso, não toque naquela árvore".
Dentro deste senso, a árvore do conhecimento do bem e do mal foi separada por Deus — ela demonstra o princípio do dízimo para Deus. De uma forma semelhante, hoje, expresso meu amor a Deus quando dou a ele aquilo que é dele (o dízimo) e não toco nele retendo-o comigo. Que privilégio é dar alegria ao coração do nosso maravilhoso Pai celestial!
Caim e Abel e o Dízimo (Gn 4)
E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão. E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura. E atentou o Senhor para Abel e para sua oferta, mas para Caim e para sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante (Gn 4.1-5).
O Dr. Rogers conta a história de um homem que fez seus filhos trabalharem no milharal enquanto outros garotos nadavam, brincavam nos campos e faziam outras coisas. Alguém censurou o homem e disse: "Por que você faz esses meninos trabalharem tanto em seus milharais? Você não precisa de todo esse milho". O homem respondeu: "Senhor, não estou cultivando milho, estou criando filhos".
Deus não usa o dízimo para levantar dinheiro, como se ele precisasse de algum; ele usa-o para criar filhos.
Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim. Por que foi assim? Embora seja verdadeiro que "sem fé é impossível agradar [a Deus]" (Hb 11.6), também é verdadeiro que a fé sem amor é vazia: "e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para o sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria" (1 Co 13.2-3,V.R.). Creio que o Pai tenha esquadrinhado o coração de Caim e detectou somente o negror da inveja e da obrigação. Desde o princípio dos tempos, Deus quis que lhe déssemos nossos corações primeiro, depois nossos dízimos.
Viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; e viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos esta pobre viúva, porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha (Lc 21.1-4).
Enquanto os fariseus e os ricos faziam uma grande ostentação de sua religiosidade e oferta, foi o coração desta pobre viúva que tocou o Senhor. Nossas ofertas para Deus são em vão, a menos que tenham nascido do calor do amor do Espírito.
Abraão e Melquisedeque e o Dízimo (Gn 14)
Abraão (anteriormente conhecido como Abrão), o pai da nação de Israel e o homem através do qual o mundo inteiro foi abençoado, apresentou dízimos ao misterioso Melquisedeque.
Este ato de gratidão ocorreu mais de quatrocentos anos antes de Deus escrever os Dez Mandamentos nas tábuas no monte Sinai — antes da Lei de Moisés ou antiga aliança. O dízimo começou como um ato de adoração, quando Abraão reconheceu Deus como o Deus Altíssimo, Possuidor dos céus e da terra e Libertador de todos os seus inimigos.
Oh! como Deus estava satisfeito em ver a dependência que Abraão tinha dele, optando por ficar onde Deus o havia colocado.
"E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo" (Gn 14.18).
Tão extraordinário foi Melquisedeque que Jesus é comparado a ele, pois as Escrituras declaram:
Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre (Hb 6.20-7.3).
Melquisedeque alimentou Abraão espiritualmente com uma amostra de Cristo, e também abençoou-o:
E abençoou-o [Melquisedeque] e disse:
Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo,
o Possuidor dos céus e da terra;
e bendito seja o Deus Altíssimo,
que entregou os teus inimigos nas tuas mãos (Gn 14.19-20).
A resposta de Abraão foi imediata: "E deu-lhe o dízimo de tudo" (Gn 14.20). O ato de dar o dízimo deveria sempre ocorrer se você está alimentado espiritualmente.
Melquisedeque oferecia bênção e a verdadeira prosperidade — o rei de Sodoma oferecia coisas e coisas que não eram dele para ele dar, pois Abraão tinha o poder, não o rei de Sodoma.
É sempre assim que Satanás atua. Ele coloca diante de nós algo que pode parecer bom, mas Satanás nunca entrega aquilo que promete. E Satanás não tem a autoridade: Nós temos a autoridade! Mais uma vez, Abraão não teria nada dos ardis enganadores de Satanás. Mas Abraão disse ao rei de Sodoma: "Levantei minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, e juro que, desde um fio até à correia dum sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão" (Gn 14.22-23).
Ele recusou a oferta do rei, dizendo que não pegaria uma correia de sandália, porque aí ninguém poderia ter o crédito de ter feito Abraão rico, exceto o Senhor Deus. A fé e confiança de Abraão estavam em Deus, e ele esperava receber suas riquezas somente de Deus.
Oh! meu amigo, é tão importante que aprendamos com Abraão! Para experimentar a verdadeira prosperidade bíblica que o Pai deseja tão ardentemente para nós não podemos jamais nos esquecer de quatro princípios vitais:
Primeiro, Deus é a nossa vitória. Ele nos faz prosperar e nos dá poder para prosperar.
Segundo, Satanás irá tentar roubar a nossa vitória. E ele não tentará apenas uma vez; ele tentará repetidas vezes.
Terceiro, aquilo que Satanás nos oferece pode parecer melhor do que aquilo que Deus nos oferece, mas Satanás sempre mente — ele nunca vence, exceto quando rouba, mata e destrói.
Quarto, dar o dízimo é nossa reação automática e apropriada todas as vezes que somos alimentados espiritualmente — sempre.
Então, dar o dízimo não tem a ver com lei ou com graça, com o Antigo ou com o Novo Testamento — tem a ver com amor, com obediência, com a intenção do Pai de criar filhos obedientes. E assim, dar, de maneira geral, e dar o dízimo, em particular, são ensinados, claramente, do princípio da Palavra de Deus até o final.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
O caminho bíblico para a bênção - Benny Hinn
Postado por
DAVI E AMY
às
06:15
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