terça-feira, 11 de agosto de 2009

O caminho bíblico para a bênção - Benny Hinn

Entregue-se ao Amor do Pai

Meu amigo, estou mais convencido do que nunca de que Deus Pai quer abençoar seus filhos obedientes muito mais do que conseguimos administrar, muito mais do que conseguimos sequer compreender.

Deus preparou muita coisa para os que o amam.

Vivenciar a incrível vida de bênçãos que Deus tem para você realmente não é mais complicado do que amar o Todo-Poderoso e deixá-lo fazer por você tudo aquilo que ele tenciona. Não é pegar ou largar — é amar a Deus Pai. E como em qualquer relacionamento entre um bom pai e um filho obediente, o pai despeja o melhor na vida daquela criança — e a criança se movimenta no amor do pai e com confiança nele.

Por isso, antes de explorarmos as maravilhas do caminho bíblico para a bênção, precisamos começar do começo. E o começo é a entrega. Entregar é dar tudo a Deus, sem reservas. É dar todas as partes de todas as áreas de nossas vidas totalmente a Deus, sem reservas. Muitos crentes nunca experimentam a plena medida da generosidade e bênção que o Senhor tem para eles porque nunca se entregaram completamente a Deus.

O Senhor não quer a entrega pela entrega. Ele não quer que nos entreguemos a fim de sermos abençoados — muito menos para obtermos riqueza. Ele também não quer que nos entreguemos por medo das conseqüências. Não! Ele quer que nos entreguemos porque o amamos muito, queremos, acima de tudo, dar-lhe prazer. Como qualquer pai sabe, o que traz a maior alegria ao coração é quando um filho obedece simplesmente para levar alegria ao coração do pai.

Francamente, esta é a outra área onde muitíssimos crentes perdem a plena alegria da vida cristã. Em vez de amar ao Pai e ter como objetivo agradar Àquele que amam, eles obedecem simplesmente porque querem receber uma recompensa — como se algum pai se contentasse com isso. Não existe amor nisso e é amor que agrada ao Pai — o tipo de amor que dá aquilo que vem primeiro e que é melhor.

Entrega, não as Sobras

Eu não gosto de sobras — e nem o Senhor, pois ele está sempre pedindo o nosso melhor, não nossas sobras.

Assim, antes de podermos de fato apreciar os princípios da Bíblia sobre como Deus quer que administremos os recursos com os quais ele nos abençoou, precisamos primeiro fazer algo importante: entregar tudo para ele.

Agora, entregar não é apenas falar. Não é apenas uma declaração curta e rápida do tipo: "Tudo bem, Senhor, entrego-te minha vida, mas não o meu dinheiro"; ou: "Eu te dou meu amor, mas não minha casa e minha família". Isto não é entrega, porque não é 100% de comprometimento. Entrega é dizer em oração: "Senhor, tu possuis o meu corpo, tu possuis o trabalho das minhas mãos, tu possuis a minha família, tu possuis os meus bens. Tudo o que eu tenho é teu. Tu és o Senhor de fato. E eu quero que tu possuas o meu coração também". Isto é entrega.

Somente quando tivermos dado tudo para Deus, para seu uso — não apenas as sobras requentadas — ele abençoará e multiplicará até transbordar aquilo que colocamos nas mãos dele.

A entrega nunca é fácil, porque é exigido sacrifício. Mas acredite nisto: a alternativa é muito mais difícil.

Quando amamos a Deus em resposta ao seu amor por nós, tudo muda. Em Marcos 12.30 lemos: "Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças".


•Amar a Deus de todo o nosso coração significa amá-lo com cada átomo do nosso ser.

•Amar a Deus de toda a nossa alma significa amá-lo com todas as nossas emoções e vontade.

•Amar a Deus de todo o nosso entendimento significa amá-lo com o nosso intelecto, com tudo o que entendemos a respeito dele.

•Amar a Deus de todas as nossas forças significa amá-lo com tudo o que nos concerne fisicamente, bem como no nosso culto a ele.

Diante de tamanho amor, não podemos deixar de sermos tocados e esmagados. Verdadeiramente, o amor de Cristo nos constrange a darmos a ele o nosso melhor. Nosso Pai nunca se contenta com sobras, porque ao longo das Escrituras, encontramos o Pai pedindo as primícias e o melhor, a entrega.

Entrega: Dando as Primícias e o Melhor

Abraão desfrutou das bênçãos do Deus Todo-Poderoso de diversas formas: comunhão com Deus, uma bela esposa, grande riqueza material, impressionante sucesso militar, sabedoria diplomática e vida longa. E mesmo assim, no meio de toda a sua prosperidade, uma bênção lhe faltava — ele e Sara não tinham filhos. Estando na casa dos setenta anos, Abrão e Sara tinham, sem dúvida, assimilado muito tempo antes a idéia de que nunca conheceriam a alegria de serem pais.

E, então, veio a surpreendente palavra de Deus de que eles não só seriam pais, mas também seriam fundadores de uma grande nação através da qual o mundo inteiro seria abençoado. E não era exatamente como se Abrão e Sara continuassem com os corpos de vinte e cinco anos de idade:

Pela fé, também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido. Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar (Hb 11.11,12, itálico acrescentado).

Não, a única forma de eles receberem a promessa de Deus foi através do poder dele para operar milagres.

Abraão suportou outros vinte e cinco anos de espera dolorosa antes de a promessa se concretizar. Mas no dia do nascimento do seu precioso Isaque, aqueles anos de espera devem ter, repentinamente, parecido nada, perdidos na maravilha e no calor do amor de um recém-nascido. Poderia existir criança mais amada? Poderiam existir pais mais apaixonados? As vidas de todos os pais novos se revolvem ao redor de seus bebês, mas como isso deve ter sido mais verdadeiro ainda para Abraão e Sara, iniciando o segundo século de suas vidas como pais principiantes?

Por causa disso, é impossível colocar em palavras o horror que Abraão deve ter sentido quando o Senhor Deus enviou esta breve ordem:
Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este lhe respondeu: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes, que te hei de mostrar (Gn 22.1, 2, V.R.).

E, mesmo assim, apesar do peso esmagador que Abraão deve ter sentido por dentro, sua obediência foi rápida e completa. Ele não hesitou momento algum, independentemente de como se sentia, porque as Escrituras declaram: "Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços, e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera" (Gn 22.3, V.R.).

Na verdade, se Deus não o tivesse detido, Abraão teria seguido sua ordem e sacrificado Isaque.

Como um pai, com um amor por seu filho como Abraão tinha por Isaque, poderia seguir a ordem de Deus de sacrificá-lo sem hesitação? A resposta é tão simples quanto profunda. Abraão tinha tamanha fé no amor de Deus!

Abraão estava tão convencido da misericórdia e do poder de Deus que deu-lhe sua completa confiança, crendo que Deus encontraria uma forma onde parecia não haver saída.

Ele aprendeu a se entregar — a deixar Deus ser Deus. Abraão não tentou conciliar as palavras que Deus havia lhe dado, nem encontrar uma saída à sua maneira. Não, desta vez, ele se entregaria e confiaria que Deus encontraria uma maneira — e ele assim o fez.

Nosso Deus deu a Abraão o melhor, mas ele também esperou o melhor dele, sem hesitação. Esta passagem nos ensina muito sobre o dízimo. Veja, a ordem do Pai para que Abraão sacrificasse Isaque foi em essência uma ordem para que Abraão desse Isaque ao Pai como um dízimo, pois Isaque representava a primícia e o melhor.

Deus tinha de saber — mais que isso, Abraão e Isaque tinham de saber — que Deus estava em primeiro lugar e não havia outro. Por isso o Senhor exigiu que Abraão desse Isaque totalmente para ele.Eu creio que Deus tenha instituído o dízimo para levantar filhos — não dinheiro — ao dar a seus filhos uma oportunidade de de¬monstrar obediência, o tipo de obediência que dá aquilo que é melhor e o tipo de obediência que dá a primícia. E quando Abraão demonstrou sua disposição de entregar sua primícia e seu melhor, o Senhor pronunciou estas palavras extraordinárias: "porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único" (Gn 22.12).

Suas atitudes declaram aos anjos e ao mundo invisível nosso comprometimento com Deus. Deus conhece o seu coração, mas suas atitudes declaram em voz alta, não apenas para Deus, mas para as hostes do mundo invisível que o observam.

E quando pegamos Deus na sua palavra, obedecendo-lhe em amor, ele nos recompensa com abundância. Nós não obedecemos a fim de recebermos suas bênçãos; obedecemos porque o amamos muito. Quando damos tudo de nós, o Pai nos devolve tudo e um pouco mais!

Entrega: A Essência da Questão

Nada está mais na essência da questão do que o chamado para entrega. E não existe área onde seja mais difícil fingir a entrega do que na área das nossas finanças.

É muito difícil para nós realmente avaliarmos a nós mesmos, e é por isso que Davi clamou: "Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos" (Sl 19.12). E assim, com imenso amor, o Salvador lançou um desafio que abriu caminho, atravessando a fé e a atitude, indo direto ao coração: "Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me".

Naquele momento, e através do desafio da entrega na área das finanças, o Mestre ajudou o jovem a ver a ganância do seu coração e a sua necessidade de um Salvador. Este é um motivo pelo qual a obediência na área das finanças é tão importante, e por que a entrega manifesta-se na área das finanças ao darmos nossas primícias e o nosso melhor. Quando damos a Deus o nosso melhor, mostramos-lhe que nos entregamos a ele. Quando lhe dou as primícias e o melhor, na realidade estou dizendo: "Tudo o mais é teu também".

Dar é realmente uma expressão do nosso compromisso com Deus. Dar é o feito e o ato contínuos que expressam nosso comprometimento com o Senhor. Estamos dizendo: "O que é meu agora é teu". Quando damos as primícias a Deus, estamos fazendo uma declaração da nossa sujeição a ele.

Entrega: Pouco é Muito Quando Deus Está Envolvido

O milagre de alimentar cinco mil geralmente vem à mente quando consideramos as poderosas manifestações do Senhor Jesus. Notando que já ia ficando tarde, os discípulos foram até Jesus e sugeriram que ele mandasse as pessoas até os vilarejos próximos para comprar pão, pois muitos deles não tinham comido nada durante todo o dia.Jesus respondeu, dizendo: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Mas o preço para se comprar comida excedia em muito os recursos de que os apóstolos dispunham.

Além disso, uma verificação rápida naquela grande multidão de pessoas, compreendida de cinco mil homens bem como os milhares de mulheres e crianças que não foram mencionadas, revelou que o total de alimento disponível consistia de cinco pães e dois peixes — o almoço de um único jovenzinho.

O que fazer? Desesperar? Ou entregar?

Quando o jovenzinho entregou tudo o que tinha para Deus e quando os apóstolos entregaram todas suas dúvidas e racionalizações e obedeceram às palavras do Salvador, um grande milagre começou a se revelar:

E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em ranchos, sobre a erva verde. E assentaram-se repartidos de cem em cem e de cinqüenta em cinqüenta. E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou, e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos; e todos comeram e ficaram fartos; e levantaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens (Mc 6.39-44).

Que milagre! Quando entregamos aquilo que temos para o Mestre, quando entregamos nossas dúvidas e incredulidade ao Senhor, então, e somente então, veremos o milagre em nossas vidas.

Entrega: O Segredo

O "segredo macedônio" de entrega tinha dois lados: "a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor" (8.5a). Os macedônios entregaram-se completamente ao Senhor, mas, mais que isso, eles entregaram-se aos seus líderes espirituais, porque a Bíblia declara: "A si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus" (2 Co 8.5, itálico acrescentado).

A incrível alegria experimentada pelas igrejas da Macedônia veio da entrega ao Senhor e à liderança sagrada. Não houve questionamento quanto à liderança de culto, porque a entrega dos macedônios aos seus líderes foi "pela vontade de Deus".

As palavras em grego traduzidas por "profunda pobreza" indicam que os macedônios não tinham o suficiente para sobreviver. E, mesmo assim, eles puderam experimentar uma surpreendente "abundância de alegria" por terem condições de coletar uma oferta substancial para a igreja de Jerusalém. Pense nisso, isto seria como pegar uma oferta hoje entre pessoas que estão morrendo de fome na Etiópia e que deram não só muito mais do que parecia que podiam, mas que na realidade mendigaram para poder participar do privilégio de dar.

Muito freqüentemente em nossas congregações hoje, homens e mulheres retêm seus dízimos porque discordam da liderança. Não existe nada de espiritual em tal prática — longe disso. Se você não consegue concordar com seus líderes e submeter-se às suas decisões, então encontre algum lugar onde consiga.

Então veja, entrega não tem relação com as circunstâncias ao nosso redor. Ela tem relação com as circunstâncias dentro de nós. Quando entregamos ao Senhor e à nossa liderança ordenada por Deus, podemos começar a experimentar a alegria dos macedônios.

Entrega: A Perspectiva Correta

Ter a perspectiva apropriada de quem somos como filhos de Deus e o motivo para as bênçãos de Deus sobre nossas vidas é vital. Quando nos lembramos de que devemos ser despenseiros daquilo que Deus deu — para servir como canais de bênção para os outros — é muito fácil dar para a obra do Senhor. Porque, então, aquilo que damos não é realmente nosso em primeiro lugar, mas apenas algo que o Senhor nos emprestou.

Você está preparado para experimentar as bênçãos dos céus num grau tal que não conseguirá sequer contê-las? As bênçãos do nosso Pai celestial são ilimitadas e sem medidas. Ele está esperando para dá-las a seus filhos. Mas primeiro, na santidade deste momento, você deve entregar-se.

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