Dando como Quer o Pai
Para realmente agradar ao Senhor, é preciso dar da maneira que ele requer e usar o método que ele requer.
A Maneira Requerida por Deus
Dê Totalmente, Morrendo Para o Ego
"Quando Jesus nos manda irmos a ele, ele nos manda ir e morrer".
(Dietrich Bonhoeffer)
Pense nisto — um homem que entrega tudo e morre para si mesmo não possui absolutamente nada. Ele está morto!
Pessoas que não conseguem dar ainda não morreram. Eis uma afirmação que quero que você considere com bastante cuidado: somente os mortos dão; os vivos não. Se não entrego totalmente a Deus e continuo agarrado às coisas, na verdade estou dizendo: "Minhas, minhas, minhas, minhas", e não estou nem um pouco morto. Mas quando a cobiça e a avidez estão mortas, a entrega acontece.
Mas o que é esta morte que estive descrevendo? Como morro para poder viver? Como entrego para poder ser abençoado? O que é a verdadeira morte do ego? Jesus nos deu resposta a estas perguntas.
Em João 12 lemos como algumas pessoas foram a Filipe e pediram: "Senhor, queremos ver a Jesus" (v. 21).
Não existe pedido maior do que dizer: "Queremos ver a Jesus". Eis o que o Mestre disse: "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto" (Jó 12:24).
Que resposta! Se ele não morrer, permanecerá só. Mas se estiver disposto a morrer e ser semeado, dará muito fruto.
Uma das grandes verdades do reino de Deus é esta: a morte deve ocorrer antes que uma vida renovada seja possível.
Este princípio da morte precedendo a verdadeira vida está ilustrado repetidas vezes nas vidas de muitos heróis da Bíblia.
Abraão e a Morte do Ego
Quando Deus chamou Abrão (Gn 12) para que ele saísse de seu país para uma terra que ele lhe mostraria, sua morte para o ego começou. Quando Abrão chegou à terra prometida, em vez de ficar lá, foi para o Egito porque enfrentou fome e começou a duvidar. Posteriormente, ele questionou Deus dizendo: "Senhor Jeová, que me hás de dar? Pois ando sem filhos..." (Gn 15.2). Deus já tinha dito a ele que ele seria pai de uma criança, mas Abrão não tinha morrido para sua incredulidade. Então Sara e Abrão trabalharam juntos no fiasco de Hagar — tentando "ajudar a Deus". Estava claro que Abrão continuava bastante vivo. Lembre-se: se você acha que pode ajudar a Deus, definitivamente, você ainda não morreu!
Finalmente, quando Abrão tinha quase cem anos, algo glorioso aconteceu. O Senhor apareceu para ele e disse: "Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito. [...] E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto" (Gn 17.1b, 5).
Abrão tinha noventa e nove anos de idade. Por que Deus demorou tanto tempo para cumprir sua promessa? Por que o nome de Abrão não foi mudado antes disso? Creio que tenha sido porque o Senhor não se revelaria para Abrão como o Deus Todo-Poderoso até que a carne de Abrão estivesse fraca demais para ele confiar nela.
E quando Abrão morreu para a carne, Deus disse: "Você não é mais Abrão. Você é Abraão". A natureza e o sopro do próprio Deus entraram em sua vida. E somente então veio Isaque.
Lembre-se deste princípio vital: a promessa não virá enquanto a carne estiver viva.
Alguns perguntam: "Quantos anos Abrão esperou para que a promessa de Deus se cumprisse?" Mas esta realmente não é a pergunta. A verdadeira pergunta é: Quanto tempo Deus esperou?
Isaque nasceu da força da promessa de Deus. Mas a promessa de Deus não podia ser concretizada enquanto a carne de Abraão estivesse viva.
A morte da carne é uma coisa muito difícil. A carne não pode ser convertida; a carne não pode ser salva. É por isso que o único lugar seguro para você e para mim é a cruz!
A cruz é nosso lugar de segurança. Lá nossa carne é crucificada a fim de que a verdadeira vida, a vida soprada pelo Espírito, possa vir. Assim como com Abraão, no momento em que estamos mortos, então Deus fica livre para nos abençoar.
José e a Morte do Ego
José foi outro herói da fé que primeiro teve de morrer para o ego e para a carne. Embora ele fosse apenas um jovem, Deus falou com ele através de um sonho e disse: "Um dia você governará de um trono e será um grande homem". O sonho se realizaria — mas somente depois que José morresse para o ego.
E meu amigo, a morte nunca é fácil. José teve de passar pelos horrores da traição e da escravidão, pelo ultraje e pela vergonha da falsa acusação e, finalmente, pelo pe¬noso desespero da prisão, até que ele aprendeu a morrer para o ego. O processo de morte, para José, começou a sério enquanto ele estava na prisão. Ele vinha morrendo para o ego o tempo todo, mas ainda havia muito de sua carne arfando por vida, e por isso Deus não estava preparado para usá-lo. Mesmo da sua cela na prisão, José estava atrás de um reconhecimento quando disse para seu companheiro, o mordomo: "Não se esqueça de falar ao Faraó sobre mim, por favor. Não deixe de dizer-lhe que eu existo". Acho que você concordará que qualquer um que esteja procurando reconhecimento e promoção não está morto ainda!
Por causa disso, Deus fez com que o mordomo não mencionasse José ao Faraó depois que foi liberto da prisão. Assim, mais uma vez José encontrou-se esquecido, cada vez mais debilitado na prisão, dia após dia, sentindo a vida passar por ele. Então, um dia, nos esconderijos secretos do seu coração, José chegou ao fim de si mesmo, entregou-se a Deus e, ao morrer para o ego, encontrou a vida que Deus tinha determinado para ele desde o início dos tempos.
José tinha morrido totalmente para o ego, e, fazendo isso, ele tornou-se totalmente vivo para os propósitos de Deus. Agora sei que as pessoas mais ungidas na terra estão mortas. Não mortas fisicamente, mas mortas para as coisas deste mundo. E eu descobri que Deus unge somente "os mortos" porque ao morrermos para o ego, nos tornamos totalmente vivos para a vontade e direção do Mestre.
Moisés e a Morte do Ego
Considere Moisés, que Deus enviou para o deserto. Ele vivenciou a solidão e o exílio, apascentando ovelhas para seu sogro no lado ocidental do deserto. Ali ele aprendeu a morrer para si mesmo e para sua ambição.
Quando Deus apresentou-se a Moisés em Horebe, aquele que havia sido príncipe uma vez, tinha perdido sua posição, sua influência e no natural, os melhores anos de sua vida. Ele deveria estar com oitenta anos, mas ele era "mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra"(Nm 12.3). Em outras palavras, Moisés havia morrido para o ego. Em outras palavras, ele era exatamente o homem que Deus estava procurando.
Deus não está procurando "alguns homens bons" — ele está pro¬curando alguns homens mortos — homens e mulheres que com¬preendam, por experiência própria, o poder e mistério das majestosas palavras do apóstolo Paulo em 2 Coríntios 5.14-17, onde ele declara:
Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
Dê as Primícias e o Melhor
Deus não só merece nossas primícias e aquilo que temos de melhor — ao longo das páginas das Escrituras podemos ver que ele exige isso. O Senhor quer a primícia de tudo. O primogênito dos seus filhos, a primeira das suas ovelhas, a primeira das suas cabras, a primícia da sua fortuna — o primeiro de tudo.
O Rei Davi, o doce cantor de Israel e um homem conforme o coração de Deus, conhecia seu Pai celestial bem o suficiente para resolver: "não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que me não custem nada" (2 Sm 24.24).
Não, para Deus, somente as primícias e o melhor serviriam.
Quando damos para Deus o nosso melhor, mostramos-lhe que nos entregamos a ele. Quando lhe damos as primícias e o melhor, na realidade estamos dizendo: "Tu podes tudo o que quiser. Todo o resto é teu também". Dar é, verdadeiramente, uma expressão exterior do nosso compromisso interior com Deus. Dar a Deus aquilo que vem primeiro e que é melhor é a declaração mais sincera possível de que "o que é meu agora é teu". Dar nossas primícias a Deus não é nada menos que uma declaração plena de nossa completa rendição a ele.
Dê em Reconhecimento à Lei do Semear e Ceifar
A lei do semear e ceifar é tão universal quanto a gravidade, tão implacável quanto a fricção e tão inevitável quanto a morte e os impostos. A cada momento, de cada dia, enquanto vivermos, a lei do semear e ceifar está operando tanto a nosso favor quanto contra — em todas as áreas da vida — dependendo daquilo que semeamos segundo o que foi determinado pelo Deus Todo-Poderoso.
E isto é uma coisa boa, porque nos dá o estímulo de que nosso Pai vai abençoar e recompensar nosso trabalho fiel por ele. Porque na providência de Deus, nós não só ceifamos aquilo que colhemos, mas colhemos mais do que semeamos.
Como é estimulante saber que ao semearmos amor, certamente ceifaremos amor; que ao semearmos misericórdia, certamente ceifaremos misericórdia; que ao semearmos bondade, certamente ceifaremos bondade!
É claro que temos uma opção. Podemos dar escassamente, certos do conhecimento de que aquilo que recebemos da vida será igualmente escasso. E oro para que sua opção seja sempre semear abundantemente.
Deus quer que você dê para sua obra porque você o ama, porque você quer agradá-lo. Mas ele te ama tanto que você sabe que ao dar em amor, ele derramará o seu melhor sobre você. Isto é dar segundo a vontade do Pai; isto é dar com a colheita em mente. Você não dá para receber, mas você dá na expectativa de receber. É onde se envolve a fé em Deus. Não é um negócio comercial. Não é um jogo de risco. Ê crer na promessa de Deus. Ele declarou: "dai, e ser-vos-á dado" (Lc 6.38).
Semear e ceifar andam juntos. Nunca conheci um agricultor que plantasse a semente sem esperar ceifar uma colheita.
Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo (Lc 6.36-38).
1. será dado
2. para vós
3. boa medida
4. recalcada
5. sacudida
6. transbordando
7. vos deitarão no vosso regaço.
Ele também me mostrou que, de acordo com este versículo, quando nós damos, a colheita é tão grande que não pode ser contida nas nossas mãos. É boa medida, recalcada e sacudida para abrir ainda mais espaço até transbordar e generosamente te dar. As bênçãos que nos advêm como resultado do ato de dar são tão abundantes que é necessário que ambos os braços estejam estendidos o máximo que conseguirem para agarrar a colheita e carregá-la para casa.
Toda vez em que eu der, devo:
• escrever a colheita esperada.
• agradecer a Deus a colheita.
• esperar receber.
• continuar dando até que a colheita venha — porque, quando ela vier, eu poderei dar ainda mais.
É isto que Deus quer para você. Lembre-se: ele disse a Abraão: "Eu o abençoarei e farei de você uma bênção". O Senhor quer abençoá-lo a fim de que você seja uma bênção para o mundo, ajudando na difusão do evangelho até os confins da terra.
Dê com Amor no Coração
Quando lemos as palavras do apóstolo Paulo em 2 Coríntios 9.7 que o Senhor ama "ao que dá com alegria", sabemos que a última coisa que ele ia querer seria que déssemos de má vontade ou por necessidade.
Mas algumas pessoas tentam mudar esta verdade em sua mente e questionam se devemos dar se não pudermos fazê-lo com alegria. Mas seu questionamento se perde — e elas perdem a bênção. Pessoas que não conseguem dar com alegria precisam mergulhar na Palavra de Deus, compreender o amor de onde deriva a atitude de dar e arrepender-se (mudar sua mente), para que possam experimentar a bênção de dar com alegria.
O Método que Ele Requer: As Três Áreas do Ato de Dar
A Bíblia dá as linhas gerais de três áreas específicas para dar: dízimos, ofertas e esmolas.
1.O Dízimo (Uma Dívida Que Temos o Privilégio de Dever)
Quando dou ao Senhor o seu dízimo, é uma expressão do meu amor e sujeição a ele. Dízimo basicamente significa “10%" e representa o primeiro e melhor de tudo o que tenho, indicando que tudo o mais também pertence a ele. O dízimo é dado no lugar onde você é espiritualmente alimentado.
2. A Oferta
(Uma Semente Que Temos o Privilégio de Semear)
Quando dou uma oferta na obra do Senhor, ela está além do primeiro décimo (do dízimo) e representa um sacrifício e culto a ele. Uma oferta normalmente é dada segundo a própria vontade da pessoa e pode ser doada a qualquer empreendimento especial dedicado à difusão das boas novas do evangelho.
3. A Esmola
(Uma Dádiva Que Temos o Privilégio de Soltar)
Quando menciona as esmolas, a Palavra de Deus refere-se a emprestar aos pobres. As esmolas são muito freqüentemente voltadas para o auxílio aos pobres e desamparados. Quando dou esmolas, eu o faço além de dar meus dízimos e minhas ofertas. Talvez você tenha respondido a um apelo em especial para ajudar pessoas necessitadas e menos favorecidas através da sua igreja local. Quando você deu aquela oferta especial, estava dando esmolas.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
O caminho bíblico para a bênção - Benny Hinn
Postado por
DAVI E AMY
às
06:42
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