O Mal Prova que Deus não Existe?
Aparentemente, muitas pessoas vêem maldades, sem sentido e desnecessárias, ocorrendo no mundo e concluem que Deus não existe. Ou talvez, quem sabe em alguma outra época, existiu um Deus, mas é provável que agora Ele esteja morto.Outros crêem que se existe um Deus, Ele, com certeza, não tem razões morais o suficiente, para permitir que essas maldades horríveis ocorram.
Assim, o problema do mal representa o conflito entre três realidades: o poder de Deus, a benevolência de Deus e a presença do mal no mundo. O bom senso nos diz que as três não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. A solução do problema do mal envolve modificar uma ou mais dessas três opções: limitar o poder de Deus, limitar a benevolência de Deus ou modificar a existência do mal (como, por exemplo, chamá-lo de ilusão).
Caso Deus não afirmasse sua própria bondade, com certeza, seria mais fácil explicar a existência do mal. No entanto, Deus afirma ser bom. Se Deus tivesse poder limitado e fosse incapaz de opor-se ao mal, então seria mais fácil explicar a existência do mal. Entretanto, Deus afirma ser Todo-poderoso. Se o mal fosse apenas uma ilusão logo o problema, de fato, não existiria. Contudo, o mal não é uma ilusão, é dolorosamente real.
Hoje, enfrentamos a realidade do mal moral (que é cometido por agentes morais independentes, incluindo coisas como a guerra, o crime, a crueldade, o conflito de classes, a discriminação, a escravidão, a limpeza étnica, homens-bomba e outras injustiças) e do mal natural (que inclui terremoto, enchentes, furacões e outros equivalentes). Deus é bom e Todo-Poderoso e, apesar disso, o mal existe. Em razão de o mal existir e de não poder ser conciliado com um Deus bom e Todo-Poderoso, muitas pessoas escolhem simplesmente a total rejeição da crença em Deus.
Se existe um Deus — Ele tem de ser totalmente bom e Todo-Poderoso —, assim há questionamentos quanto às atrocidades, como as que Hitler cometeu, o assassinato de seis milhões de judeus, que nunca deveriam ter acontecido.
Os cristãos, com certeza, concordam o que Hitler fez com os judeus foi um horrendo e inescrupuloso crime. Mas a categorização das ações de Hitler como mal faz surgir um importante ponto filosófico. Conforme muitos pensadores observam, se alguém afirma que o mal existe no mundo, primeiro, deve perguntar-se qual o critério adotado para julgar que alguma coisa é má. Como é possível julgar que determinadas coisas são boas ou más? Por qual padrão moral de devem avaliar pessoas e eventos?
Robert Morey, apologista cristão, explica desta maneira:
Como você reconhece o mal quando o vê? Por meio de que processo você reconhece o mal? [...] Minha visão — como Sócrates, muito tempo atrás, já demonstrou — é a seguinte: para fazer a distinção entre indivíduos bons e maus deve-se ter um [padrão] universal ou absoluto. Uma vez que se admita isso, então, o resultado final diz que, sem um ponto de referência infinito para o 'bem', a pessoa não pode identificar o bem nem o mal. Apenas Deus pode esgotar o significado ilimitado de bem. Portanto, sem a existência de Deus, não há 'mal' nem 'bem' em um sentido absoluto, pois tudo é relativo. O problema do mal não nega a existência de Deus. Na verdade, ele a exige.
O ponto, portanto, é que é impossível distinguir o mal do bem, a menos que se tenha um ponto de referência ilimitado do que é absolutamente bom.Caso contrário, seria como alguém que estivesse em um bote no mar, em uma noite encoberta e sem bússola — quer dizer, não haveria como distinguir entre o norte e o sul. Deus é nosso ponto de referência para distinguir entre o mal e o bem.
Considere Todas as Evidências
Embora os cristãos reconheçam que o problema do mal é visto por alguns como um argumento racional contra a existência de Deus, eles sugerem que os argumentos a favor da existência de Deus têm muito mais peso e valor do que os contra.
Os cristãos, portanto, argumentam que não se pode focar a atenção sobre um único e restrito aspecto da evidência (como a existência do mal), mas deve-se considerar todo o conjunto de evidências — inclusive os vários argumentos que, ao longo dos séculos, foram sugeridos a favor da existência de Deus.
1. O argumento cosmológico. Esse argumento diz que cada efeito tem uma causa adequada. O universo é um "efeito". A razão determina que o que quer que tenha causado o universo deve ser maior que o universo. Essa causa é Deus (e Ele mesmo é a Primeira Causa não-causada). Como Hebreus 3.4 afirma: "Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus".
2. O argumento teológico. Esse argumento destaca a óbvia intencionalidade e complexidade do planejamento do mundo. Se encontrássemos um relógio na areia, poderíamos assumir que alguém criou o relógio, pois, obviamente, as partes não poderiam se unir sozinhas. O perfeito planejamento do universo, de maneira similar, indica um Planejador, e Ele é Deus.
3. O argumento ontológico. Esse argumento diz que a maioria dos seres humanos tem a idéia inata do mais perfeito ser. De onde vem essa idéia? Não do homem, pois ele é um ser imperfeito. Algum ser perfeito (Deus) deve ter plantado essa idéia no homem. Não é possível conceber a não-existência de Deus, pois, desse modo, ninguém poderia conceber a existência de um ser ainda maior. Portanto, de fato, Deus deve existir.
4. O argumento moral. Esse argumento diz que todo ser humano tem um senso inato de "dever" ou obrigação moral. De onde vem isso? Deve vir de Deus. A existência de uma lei moral em nosso coração exige a existência de um Legislador (veja Rm 1.19-32).
5. O argumento antropológico. Esse argumento diz que o homem tem personalidade (razão, emoção e desejo). Uma vez que isso é pessoal, não pode se derivar do impessoal, deve haver uma causa pessoal — e essa causa pessoal é Deus (veja Gn 1.26,27).
Algumas pessoas, obviamente, mesmo quando a par de alguns desses argumentos, ainda rejeitam a crença em Deus. Talvez, João Calvino, o reformador, estivesse certo quando disse que as pessoas não-regeneradas vêem, de forma nebulosa, essas evidências de Deus no universo. Apenas “quando a pessoa põe os "óculos" da fé e da crença na Bíblia é que as evidências da existência de Deus entram no foco claro e tornam-se convincentes.
Estou convencido de que se acrescentarmos aos argumentos filosóficos acima o incrível suporte histórico e arqueológico para a confiabilidade da Bíblia, o embasamento histórico de Jesus Cristo (inclusive a ressurreição), e destacarmos a exatidão das profecias bíblicas e o testemunho de inúmeros cristãos ao longo dos séculos, teremos um argumento bastante forte para provar a existência de Deus a qualquer pessoa sensata.
O Cupim e o Arquiteto
O inverso planejado por Jesus é como uma casa projetada por um arquiteto. Assim como só a presença do cupim não refuta a existência do arquiteto, também a presença do pecado e do mal no universo não refuta a existência do arquiteto divino.
O que é o mal? De uma perspectiva filosófica, o mal não auto-existente; mas na verdade, ele é a perversão de algo que já existe. O mal é a ausência ou privação de alguma coisa boa.
O mal existe como perversão de alguma coisa boa; ele é a privação e não tem essência em si mesmo.
O mal envolve a ausência de algo bom que deveria estar lá. Quando o bem que deveria estar em alguma coisa não está ali, isso é o mal.Por exemplo, a saúde deve estar no corpo humano, mas algumas vezes, as pessoas têm câncer. Isso é o mal.
Observe, em contraste, que a árvore em meu gramado da frente não pode ver, no entanto, isso não é o mal, porque nunca se esperou que minha árvore enxergasse. Do mesmo modo, se meu nariz não tem uma verruga, isso não é o mal, porque, para começar, nunca se supôs que meu nariz deveria ter uma verruga. Portanto, o mal envolve a ausência de alguma coisa boa que deveria estar ali, como a visão nos olhos, o escutar no ouvido ou a saúde no corpo.
Quando um homem sucumbe à pornografia e volta seus olhos para ela, isso é o mal, porque algo bom que deveria ser verdade (sua pureza pessoal), não estava ali.
Em larga escala, quando os aviões dos terroristas voaram para dentro das Torres Gêmeas, isso é o mal porque algo bom que deveria estar lá (a vida nos seres humanos e a integridade estrutural dos edifícios), não estava ali. O mal é a perversão ou privação de alguma coisa boa que deveria estar presente.
Quando Deus, como o Arquiteto divino, originariamente, criou o universo, ele era, de todas as maneiras possíveis, perfeitamente bom. Nada estava errado. Não havia mal. Não havia no universo a situação em que se pudesse dizer que algo bom deveria estar lá, mas não estava ali. Tudo era bom.
Hoje, no entanto nem tudo é bom. Na verdade, existe agora uma grande quantidade de mal no universo que, um dia, foi inteiramente bom. Isso só pode significar uma coisa. Aconteceu algo terrível entre aquele momento e agora, para causar tamanha mudança. Ocorreu uma colossal perversão do bem. Assim como uma casa pode sofrer uma invasão maciça de cupins, o universo sofreu uma invasão maciça de pecado.
Jimmy H. Davis e Harry L. Põe, em seu livro Designer Universe: Intelligent Design and the Existence of God, sugere que a existência do mal no universo não desmente a existência de Deus, como também a existência de cupim na casa não desmente a existência do arquiteto: O fato de que a feiúra, o tormento, a morte, a dor, o sofrimento e o caos estejam presentes no mundo não são argumentos que desmintam o Planejador. Uma infestação de cupim não prova que a casa não teve um arquiteto. O vandalismo não prova que a casa não teve um arquiteto. O incêndio culposo não prova que a casa não teve um arquiteto. Proprietários descuidados que não pintam nem retiram o lixo não provam que a casa não teve arquiteto. Esses assuntos apenas levantam questões sobre a situação da casa desde que foi construída.
Teologicamente, a Bíblia é clara quanto ao fato de que Deus existe e de que Ele criou o universo de modo totalmente bom. A Bíblia também é clara em relação ao fato de que as coisas mudaram de maneira radical desde que Deus criou o mundo.
Devido ao pecado, as coisas agora não são mais como foram criadas para ser. O projeto original de Deus foi corrompido por um intruso -- o pecado. O universo bom de Deus, já não é mais bom.
Deus não Está Morto
Desde a queda do homem, Deus tem atuado neste mundo. Embora possamos ser tentados a pensar que Deus não está no controle ou que Ele não está envolvido com nossa vida, a realidade é que Ele sempre está conosco, operando nos bastidores para realizar seus propósitos soberanos, permanecendo o tempo todo perfeitamente bom, justo, reto e santo. Ao final da história da humanidade, quando estivermos com Deus no céu, sem dúvida, todos nos deleitaremos na magnificência Dele ao realizar Seus propósitos em um planeta caído sem fazer concessão alguma nem comprometer qualquer um de Seus perfeitos atributos. Mesmo que, no presente, algumas de Suas ações nos sejam incompreensíveis (o que não é muito diferente da criança que não compreende como seus pais permitem coisas tão terríveis quanto uma visita ao dentista). Da mesma maneira que os pais humanos agem de acordo com uma sabedoria maior do que as crianças o fazem, Deus atua conforme uma sabedoria infinitamente maior do que nós o fazemos.
Deus Está entre Nós
Ao contrário da idéia de que Deus está morto ou inativo entre seu povo, a Bíblia, com freqüência, refere-se a Deus como o "Deus vivente" (Dt 5.26;1 Sm 17.26,36; Sl 84.2).
R.T. France em seu breve, mas maravilhoso, livro The Living God (O Deus Vivo), explica como os antigos viam Deus:
Eles viam a mão deste Deus vivo intervir, em reposta à oração de seu povo, operando milagres, convertendo milhares de pessoas, abrindo portas de prisões, ressuscitando os mortos, guiando seus mensageiros até pessoas e lugares que eles nunca haviam imaginado, supervisionando toda a operação e cada parte nela para que, ao final, fosse realizado seu propósito. Assim será que era de admirar que orassem constantemente não por alguma vaga generalidade, mas com pedidos específicos e ousados? Para eles, Deus era real e estava vivo.
Mas quem é este Deus vivo entre nós? Em virtude da existência do mal no mundo, o qual compele os incrédulos a levantar falsas acusações contra Deus, é melhor lembrarmos como Deus realmente é.
Deus É Amor
O amor não é apenas uma característica de Deus. Ele é a personificação do amor (1 Jo 4.8), O amor permeia seu Ser. E o amor de Deus não depende da amabilidade dos objetos (seres humanos). Deus nos ama apesar de termos caído em pecado (Jo 3.16). Deus ama o pecador, apesar de Ele odiar o pecado.Ele nos ama mesmo quando não merecemos ser amados.
Deus É Onipresente
A Escritura conta-nos que Deus está presente em todos os lugares (Sl 139.7,8; veja também 1 Rs 8.27; 2 Cr 2.6; Jr 23.23,24; At 17.27,28). É reconfortante sabermos que não importa para onde vamos, nunca escaparemos da presença de nosso amado Deus. Ele, como Bom Pastor de suas ovelhas, jamais deixará seus filhos sozinhos (Sl 23). Sempre conheceremos a bênção de andar com Ele em todas as provações e circunstâncias da vida.
Deus É Santo, Reto e Justo
A santidade de Deus não apenas significa que Ele está totalmente separado de todo mal, mas também que Ele é absolutamente reto (Lv 19.2). Ele é total e plenamente puro. Deus está separado de tudo que é moralmente imperfeito. As Escrituras põem grande ênfase sobre os atributos de Deus:
• Quem é como tu [...] glorificado em santidade (Êx 15.11).
• Não há santo como é o Senhor (1 Sm 2.2).
• O Senhor, nosso Deus, é santo (Sl 99.9).
• Santo e tremendo é o seu nome (Sl 111.9).
• Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos (Is 6.3).
• Porque só tu ás santo (Ap 15.4).
Caminhar em companheirismo diário com Ele, obrigatoriamente, envolve viver da maneira como Deus se agrada. Deus não pode ser companheiro daqueles que se envolvem com o pecado.
Deus é excepcionalmente reto. Lemos: "Ah! Senhor, Deus de Israel, justo és" (Ed 9.15); "Justo serias, ó Senhor" (Jr 12.1); "Porque o Senhor é justo e ama a justiça" (Sl 11.7); "Ele ama a justiça e o juízo" (Sl 33.5); "Justiça e juízo são a base do teu trono" (Sl 89.14).
Dizer que Deus é justo, significa que Ele aplica seus padrões de retidão com justiça e equidade. Não há parcialidade ou deslealdade no modo como Deus lida com as pessoas (Sl 3.5, Rm 3.26). O Antigo e Novo Testamento proclamam, de maneira enfática, a imparcialidade de Deus (veja, por exemplo, Gn 18.25; Jo 17.25; Hb 6.10). O fato de Deus ser justo é um conforto e também uma advertência. É confortante para aqueles que sofreram abusos. Eles podem descansar seguros de que, no final, Deus consertará todos os erros. No entanto, é uma advertência para aqueles que pensam que não serão punidos pelo mal que praticam. No final, a justiça prevalecerá!
Deus É Compassivo
Deus demonstra compaixão carinhosa por seu povo. Em Salmos 103.13, pode-se ler: "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem". Em Isaías 49.15, Deus proclama: "Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti".
Quando Deus precisa disciplinar seus filhos desobedientes, Ele sempre é compassivo depois que a disciplina é exercida. Deus afirma: "E será que, depois de os haver arrancado, tornarei, e me compadecerei deles, e os farei tornar cada um à sua herança e cada um à sua terra" (Jr 12.15; veja também Is 54.7,8).
Observe que, em si mesma, a disciplina de Deus é um sinal do amor e da compaixão dEle, pois por amar tanto seus filhos, Ele não permite que firam a si mesmos ao permanecer em pecado (Hb 12.6).
Em qualquer momento, em que você for tentado a inquirir sobre a benevolência e compaixão de Deus, reflita sobre o Jesus do Evangelho, pois isso lhe dará um retrato exato do coração de Deus. No Evangelho, ao observar a compaixão de Jesus, vemos a compaixão de Deus em ação.
Quer dizer que, graças à compaixão de Deus, você nunca sofrerá na vida? Não, não quer dizer isso. Isso é óbvio, as páginas da Bíblia estão repletas de exemplos de sofrimento.
Coisas ruins realmente acontecem para pessoas boas. No entanto, durante todo o tempo difícil, Deus está caminhando lado a lado conosco enquanto prosseguimos com dificuldade em nosso caminho em direção ao céu. Deus não nos isenta do sofrimento, mas Ele sempre está conosco em nosso sofrimento, como estava na fornalha ardente (Dn 3) e na cova dos leões (Dn 6).
Deus É Soberano
Soberania divina significa que Deus é o absoluto Regente do universo. Ele pode utilizar vários meios para alcançar seus fins, e Ele sempre está no controle.Não pode acontecer nada neste universo que esteja fora de seu desígnio. Todas as formas de existência estão no âmbito de seu absoluto domínio.
Jó afirmou para Deus: "Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido" (Jo 42.2).
Deus afirmou: "O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" (Is 46.10).
Deus nos assegura: "Como pensei, assim sucederá; e, como determinei, assim se efetuará" (Is 14.24).
Deus é "o bem-aventurado e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores" (1 Tm 6.15). Em Provérbios 16.9 relata-nos: "O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos". Em Provérbios 19.21 declara: "Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá". Em Provérbios 21.30, lemos: "Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor". Em Eclesiastes 7.13 instrui-nos: "Atenta para a obra de Deus; porque quem poderá endireitar o que ele fez torto?”. Em Lamentações 3.37 afirma-se: "Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?"
James Montgomery Boice, em seu excelente livro The Sovereign God (O Deus Soberano), fala sobre as várias maneiras por meio das quais Deus, nos tempos bíblicos, mostrou seu controle soberano:
Deus mostrou sua soberania sobre a natureza ao dividir as águas do mar Vermelho para que os filhos de Israel pudessem atravessar do Egito para o deserto e, depois, ao fazer retornar as águas a fim de destruir os soldados egípcios que os perseguiam. Ele mostrou sua soberania ao mandar alimento para dar sustento ao povo enquanto atravessavam o deserto. Em outra ocasião, Ele mandou codornizes ao campo para que tivessem carne. Deus dividiu as águas do rio Jordão para que as pessoas pudessem atravessar em direção a Canaã. Ele fez cair as muralhas de Jerico. Na época de Josué, Ele fez com que o sol permanecesse em Gibeão para que Israel tivesse força para obter uma vitória total sobre seus inimigos em fuga. A soberania de Deus, na época de Jesus, foi vista quando alimentou de quatro a cinco mil pessoas com alguns pequenos pães e peixes, na cura de doentes e ressuscitando de mortos. Por fim, manifestou-se nos eventos ligados à crucificação e ressurreição de Cristo.
O que a soberania de Deus significa para mim e você em relação a nossa luta com as "coisas ruins"? Podemos ter certeza de que todas essas coisas estão sujeitas a Deus e de que nada pode nos atingir, a menos que Deus, em sua sabedoria, assim permita. Quando Ele permite que isso aconteça, podemos ter certeza de que o faz para o nosso bem.
Leia o livro de Ester, na Bíblia. Nesse livro, encontramos a soberania, a providência e inflexibilidade de Deus operando, nos bastidores, em favor de seu povo. Ele faz o mesmo para nós. Muitas vezes, ainda que não percebamos, Deus está operando.
De nossa perspectiva limitada, nossa vida é marcada por uma série de contingências sem-fim. Percebemos, com freqüência, que, em vez de agir como havíamos planejado, estamos reagindo devido a uma reviravolta inesperada dos eventos. Fazemos planos, porém, com freqüência, somos obrigados a mudar esses planos. Entretanto, com Deus não há contingências. Nossa inesperada mudança forçada de planos faz parte do plano dEle. Deus nunca é surpreendido; nunca é pego desprevenido; nunca é frustrado por desfechos inesperados. Deus faz conforme seu deleite, e o que o deleita sempre é para sua glória e nosso bem.
O mais difícil para nós é que Deus não nos senta e explica. Deus, com certeza, não se sentou e explicou para Jó por que este sofria de maneira tão horrível.
Não estamos aptos a investigar o contexto e discernir os misteriosos caminhos pelos quais Deus opera em nossa vida. Por isso, temos de confiar nEle. Usualmente, não estamos cientes da razão pela qual Deus planeja nossas circunstâncias da maneira que faz. Contudo, podemos sempre ter certeza de que em seu coração a busca de nosso maior benefício é uma constante.
Curando nosso Coração
Sei que alguns de meus leitores suportaram sofrimentos significativos e foram tentados a concluir que Deus não existe, ou que, talvez, Ele não se importa.
Por favor, permita-me lhes oferecer uma verdade que sempre me ajudou quando a vida me baqueava: quando você não entender por que algumas coisas aconteceram em sua vida, esse é o momento de se apoiar nas coisas que compreende.
• Os argumentos a favor da existência de Deus são muito mais convincentes e persuasivos do que os contra sua existência. Até mesmo uma casa com cupins tem um arquiteto.
• Deus é um Deus vivo que caminha com você em meio a qualquer circunstância que encontre (veja Dn 6.19-27).
• Deus ama o que não merece seu amor — inclusive você e eu (1 Jo 4.8). Tente, com os olhos da mente, imaginar você descansando nos braços amorosos de Deus.
• Deus está presente em todos os lugares. Ele está com você em todos os momento, quer você tenha consciência da presença dEle quer não (S1139.7,8).
• Deus é justo. Caso alguém o tenha tratado de maneira injusta, confie no fato de que, no final,
• Deus corrigirá todos os erros (Gn 18.25).
• Deus é compassivo e tem sentimentos carinhosos por você. Quando estiver tentado a duvidar da compaixão de Deus, reflita sobre o Jesus do Evangelho, pois isso lhe dará um retrato exato do coração de Deus.
Deus é soberano. Nada pode nos atingir, a menos que Deus, em sua sabedoria o permita. Mesmo quando você não entende por que certas coisas acontecem, pode ter certeza de que Deus está no controle.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 2
Postado por
DAVI E AMY
às
04:27
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