Por que Deus não Elimina o Mal imediatamente?
Quando ateístas, agnósticos e céticos falam sobre o problema do mal, eles afirmar que se, de fato, existisse um Deus, Ele deveria estar ocupado com a tarefa de eliminar o mal. Ele deveria livra-se de todo o mal agora — na verdade, Ele já deveria ter feito.
O argumento é que se, de fato, existe um Deus, Ele deveria envolver-se nos negócios da terra. Ele deveria se envolver no agora, assegurando que coisas ruins não aconteçam a pessoas boas. Ao mesmo tempo, Ele deveria se assegurar de que as pessoas más experimentassem dor e sofrimento.O fato de pessoas boas sofrerem e pessoas más prosperarem mina a crença no Deus do cristianismo.
Uma Visão de Curto Alcance
O argumento é típico dos incrédulos, mas não é infundado. Para começar, apenas uma falsa dicotomia divide o ser humano em dois grupos: "pessoas boas" que não deveriam sofrer mal, e "pessoas más" que deveriam receber sua parcela de mal. A realidade bíblica é que todo ser humano é "mal" uma vez que todos pecaram. Com certeza, alguns são mais íntegros e virtuosos que outros, mas todos estão profundamente infectados pelo pecado — tão profundamente que nenhum de nós pode fazer nada para ser aprovado por Deus.
O pecado humano sempre aparece de modo claro diante da santidade de Deus. À luz da santidade dEle, a "sujeira" do pecado aparece como um claro cristal.
Em comparação a outro ser humano, podemos nos sair relativamente bem. Na verdade, a comparação com outro ser humano pode nos induzir a acreditar que nossa integridade é satisfatória e a pensar que merecemos que nos aconteçam coisas boas. No entanto, nosso padrão moral não deve basear-se em nenhum outro ser humano, mas em Deus. E quando nos comparamos a Deus, com sua infinita santidade e retidão, nosso pecado aparece em toda sua feiúra, e começamos a duvidar se, de alguma forma, merecemos algo de bom.
Billy Graham,mostrou como o pecado humano é aumentado à luz da santidade de Deus. Considere suas palavras:O ponto, obviamente, é que não importa quão bem limpemos nossa vida e pensemos que a temos toda em ordem, quando nos vemos à luz da Palavra de Deus, à luz da santidade de Deus, todas as teias de aranhas e toda a poeira aparecem.
A passagem de Romanos 3.23 é bastante clara quando afirma: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus".
Mesmo quando achamos que não estamos pecando, apenas enganamos a nós mesmos. Em Jeremias 17.9 lemos: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" Aos olhos de Deus, até mesmo as ações de "justiça" dos homens estão paramentadas com imundice (Is 64.6). O pecado é uma condição universal.
O pecado era universal mesmo entre os santos bíblicos. Noé embebedou-se (Gn 9.21). Abraão mentiu a respeito de sua esposa (Gn 20.2). Pedro, por três vezes, negou o Senhor (Lc 22.61). E o grande apóstolo Paulo lamentou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.24) Portanto, obviamente a divisão dos seres humanos em dois grupos — os bons e os maus — não tem fundamento bíblico.
Em vista de que todos somos pecadores (e fomos todos contaminados pelo pecado), seria sábio repensar a idéia de que Deus deve livrar-se imediatamente do pecado. Todos poderíamos morrer.
Paul Little, apologista cristão, expõe:
Se hoje Deus erradicasse todo o mal, poderia fazer o serviço completo. Sua ação poderia incluir nossas mentiras e impurezas pessoais, nossa deficiência em amar e nosso malogro em fazer o bem. Suponha que Deus decrete que hoje, à meia-noite, todo mal será removido do universo — quem de nós ainda restaria aqui depois da meia-noite?
Eu ainda estaria aqui? Sem chance. Minha esposa e meus filhos ainda estariam aqui? Acho que não, mesmo que a submissão deles a Deus possa ser equiparada à de poucas pessoas. Billy Graham ainda estaria aqui? Tenho certeza de que ele diria para você não ficar na expectativa de que Isso poderia acontecer. Chuck Swindoll ainda estaria aqui? Com certeza, ele apenas riria e balançaria a cabeça. Constatação da realidade: nenhum de nós estaria aqui!
Sejamos claros a respeito disso: criar um universo no qual Deus praticasse a justiça iminente e total teria um aspecto adverso, pois, dessa forma, não haveria nenhum ser humano que pudesse habitar o universo. Se não fosse pela cruz,você e eu seríamos casos perdidos e desapareceríamos.Fim do espetáculo! Deus seria o único que restaria!Afinal, cada um de nós cometeu alguma maldade, quer por permissão quer por omissão, seja por palavra, seja por obras, seja por pensamentos.Em interesse da autopreservação, fico feliz em saber que Deus não elimina, de imediato, todo o mal!
Mas o que Aconteceria se...
O que aconteceria se Deus lidasse com o mal de outra forma: não extinguindo, de maneira instantânea, todos os seres humanos, mas apenas impedindo-os de pecar um momento antes que assim fizessem? Tal cenário seria possível?
Isso significaria que Deus, no momento exato, poderia parar o carro do motorista bêbado, evitando, desse modo, que ele batesse no ônibus cheio crianças em idade escolar. Até mesmo antes disso, Deus poderia ter evitado que o homem ficasse bêbado ou tê-lo em seu caminho para a loja de bebida, a fim de que ele nem mesmo fosse tentado a embebedar-se mais tarde.
No momento exato, Deus poderia desviar a bala do futuro assassino para que a mulher, que estava sendo atacada, sobrevivesse incólume, ou quem sabe até de maneira providencial ter operado na mente desse homem para que ele nem sequer cogitasse em comprar uma arma. E mais, alguém pode argumentar que antes de tudo, Deus poderia ter interferido em seu coração a fim de exterminar alguma hostilidade subjacente que o faria querer atirar em alguém.E essas possibilidades são intermináveis.
Você consegue perceber onde quero chegar? Enfim, esse cenário significaria que o ser humano não seria livre para fazer escolhas de longo alcance, e, se Deus impedisse todo mal antes que ele se manifestasse, nossa responsabilidade pessoal desapareceria. Até mesmo o mundo seria mais imprevisível, pois nunca saberíamos quando Deus se manifestaria inesperadamente, sem que pudéssemos prever, a fim de intervir nos negócios humanos. Tal mundo seria um caos.
Deus ainda não Terminou sua Obra
A Escritura deixa bem claro que Deus ainda não terminou sua obra. É um erro comum concluir que Deus não está lidando com o problema do mal, pois, definitivamente, Ele, no momento presente, ainda não tratou de uma vez por todas desse assunto. A conduta definitiva de Deus em relação ao mal ainda está no futuro.
Quando lemos um bom romance, muitas vezes não entendemos tudo o que está acontecendo na história até o fim do livro. Esse é o momento em que nossa perspectiva da história fica completa. É quando dizemos: "Ah, agora eu entendi!" Da mesma maneira, um dia no futuro, chegaremos ao último capítulo da história da humanidade e tudo ficará claro para nós.
Tudo isso, é claro, fala da necessidade de haver fé agora. Visto que o crente sente-se confortável no corpo e afastado do Senhor (2 Co 5.8), ele deve viver neste mundo caído, pecaminoso e temporal pela fé, não pela vista (5.7). Focar apenas no que é visível leva a uma compreensão distorcida da dor e do sofrimento do ser humano.
Apenas ao focar nas realidades não-visíveis do reino espiritual e da glória futura estaremos aptos para colocarmos a dor e o sofrimento na perspectiva apropriada.
Neste meio Tempo, Deus Impõe Limites ao Mal
Ele toma desde já, medidas para assegurar que o mal não fique totalmente desenfreado. Considere:
• Deus nos deu autoridades humanas para que possamos resistir à ilegalidade (Rm 13.1-7);
• Deus fundou a igreja para que seja uma luz em meio à escuridão, para fortalecer o povo de
• Deus e para, por meio do poder do Espírito Santo, ajudar a impedir o crescimento da perversidade no mundo (1 Tm 3.15; At 16.5);
• Deus nos deu a unidade familiar para estabilizar a sociedade (Pv 22.15; 23.13); Deus, por meio de sua Palavra, deu-nos um padrão moral para nos guiar e nos manter no caminho da retidão (Sl119);
• Deus prometeu um dia futuro de prestação de contas em que toda a humanidade enfrentará o Juiz divino (Hb 9.27). Para os cristãos, esse dia futuro funciona como um impedimento à prática de atos maus.
Curando nosso Coração
Esse pode ser um bom momento para que todos nós, por alguns minutos, meditemos sobre a maravilhosa paciência de Deus. Afinal, se não fosse por sua grande paciência, nenhum de nós estaria aqui. Todos já teríamos sido julgados e executados. Além de não nos julgar instantaneamente, Deus, de maneira paciente e misericordiosa, nos dá a oportunidade de receber o dom gratuito da salvação para que possamos viver para sempre com Ele no céu.
A paciência de Deus fica óbvia em muitas passagens bíblicas. É útil meditar sobre esses versículos, pelo fato de que eles não apenas nos ajudam a ver por que Deus não faz julgamento imediato de todo mal em nosso mundo, como também nos auxiliam a ser gratos por Deus não julgar sem demora nossas maldades. Eis aqui alguns de meus versículos favoritos:
• O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em força (Nm 1.3a);
• Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal (Jl 2.13);
• Mas tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, e sofredor, e grande em benignidade e em verdade (Sl 86.15);
• Passando, pois, o Senhor perante a sua face, clamou: Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade (Êx 34.6);
• O Senhor é longânimo e grande em beneficência, que perdoa a iniqüidade e a transgressão (Nm 14.18a);
• Por amor do meu nome, retardarei a minha ira e, por amor do meu louvor, me conterei para contigo, para que te não venha a cortar (Is 48.9);
• O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3.9).
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part.7
Postado por
DAVI E AMY
às
06:00
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