domingo, 11 de janeiro de 2009

Porque coisas ruins acontecem se Deus é bom? - Ron Rhodes - part. 9

Satanás e o Sofrimento

Todas nossas escolhas e ações causam movimentações na água. As decisões e ações de outras pessoas e seres angelicais (tanto os bons quanto os maus) também causam ondas nesse açude. As marolas chocam-se umas com as outras, afetando umas às outras de várias maneiras, tanto para o bem quanto para o mal.

Satanás e os espíritos demoníacos, que seguem sua liderança pervertida, são implacáveis e enviam uma ondulação após outra sobre nós, cada uma delas engendrada, de maneira estratégica, para trazer para nossa vida tanta destruição quanto seja possível. Não há dúvida de que Satanás e os poderes das trevas, da perspectiva bíblica, são os responsáveis pela maioria dos sofrimentos que acontece no planeta Terra.

Alguns sofrimentos ocorrem como resultado de nosso mau uso do livre arbítrio. Em outros casos, podemos sofrer em conseqüência do mau uso que outros fazem de seu livre arbítrio — quer sejam seres humanos quer sejam seres demoníacos.

O Mau Uso que Satanás Faz do Livre Arbítrio

Embora Satanás tenha as limitações das criaturas, ele, todavia, é descrito, nas Escrituras, como um ser com extremo poder e capacidade de influência sobre o mundo. Ele é o "príncipe deste mundo" (Jó 12.31), "o deus deste século" (2 Co 4.4) e "o príncipe das potestades do ar" (Ef 2.2). Ele ilude a todos (Ap 12.9; 20.3). Ele tem poder no reino governamental (Mt 4.8,9; 2 Co 4.4), no reino físico (Lc 13.11,16; At 10.38), no reino angelical (Jd 9; Ef 6.11,12) e no reino eclesiástico (a igreja) (Ap 2.9, 3.9). É óbvio que os cristãos devem ter muita preocupação em relação a Satanás. Ele pode causar muito sofrimento!

Parece que Lúcifer ficou tão impressionado com sua beleza, inteligência, poder e posição que começou a desejar para si mesmo a honra e a glória que pertencem apenas a Deus. O pecado que corrompeu Lúcifer foi o orgulho, gerado em seu interior. Isso parece ser confirmado por Is 14.12-17, que descreve as cinco afirmações de Lúcifer: "Eu quero", que traduziam seu orgulho, pois que estava cheio de si.

"Eu subirei ao céu" (Is 14.13): aparentemente, Lúcifer queria residir no céu e desejava ser equiparado ao próprio Deus.

"Acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono"(Is 14.13): é possível que o termo "estrelas" faça referência aos anjos de Deus. Parece que Lúcifer queria governar sobre o reino angelical com a mesma autoridade de Deus.

"£, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte" (Is 14.13): em outra parte, a Escritura indica que o "monte da congregação" é uma referência ao centro do governo do reino de Deus (veja Is 2.2; Sl 48.2). A expressão, algumas vezes, é associada com o futuro governo terreno do Messias, em Jerusalém, durante o reino milenal. Portanto, podemos dizer que Satanás desejava tomar o lugar do Messias para governar os seres humanos.

"Subirei acima das mais altas nuvens" (Is 14.14): na Bíblia, com freqüência, as nuvens representam, de maneira metafórica, a glória de Deus (Êx 13.21; 40.28-34; Jó 37.15,16; Mt 26.64; Ap 14.14). Parece que Lúcifer procurava glória igual à do próprio Deus.

"E serei semelhante ao Altíssimo" (Is 14.14): a Escritura descreve Deus como possuidor do céu e da terra (Gn 14.18,19). Aparentemente, Lúcifer almejava a posição suprema do universo para si mesmo. "Satanás queria ser tão poderoso quanto Deus. Queria exercer a autoridade e o controle neste mundo que, por direito, pertence a Deus. Seu pecado foi um desafio direto ao poder e à autoridade de Deus".

O legítimo julgamento de Deus sobre esse poderoso ser angelical foi: "Por terra te lancei" (Ez 28.17). Como resultado desse abominável pecado, Lúcifer foi banido do céu (Is 14.12). Ele tornou-se corrupto e seu nome foi mudado de Lúcifer ("estrela da manhã") para Satanás ("adversário"). Seu poder foi totalmente pervertido (Is 14.12,16,17).

A rebelião de Lúcifer representa o real início do pecado no universo —, precedendo a queda de Adão e Eva. O pecado se originou quando Lúcifer fez a livre escolha de se rebelar contra o Criador — com total conhecimento das questões envolvidas nisso.

Evidentemente que um terço dos anjos fizeram a livre escolha de acompanhar Lúcifer em sua rebelião. Os demônios são muito leais ao seu Príncipe das trevas, Satanás.

Esses espíritos fizeram uma escolha irrevogável ao seguir Satanás, em vez de permanecer leais a seu Criador, tornaram-se irrecuperavelmente confirmados em perversidade e entregues à ilusão. Em conseqüência, eles estão em total concordância com seu príncipe e prestam-lhe prontos serviços em suas diversas categorias e posições de serviço em seu bem organizado reino do mal.

Nas Escrituras, os demônios são retratados como seres maus e perniciosos. São designados como "espíritos imundos" (Mt 10.1, tradução do grego), "espíritos maus" (Lc 7.21) e "hostes espirituais da maldade" (Ef 6.12). Todos esses termos apontam para a natureza imoral dos demônios. Não é de surpreender, portanto, que muitas pessoas envolvidas com o oculto estejam envolvidas com a imoralidade.

Os Nomes de Satanás

Satanás é chamado de acusador de nossos irmãos (Ap 12.10).Acusar o povo de Deus é um trabalho contínuo, sempre em andamento, de Satanás. Ele nunca cessa. Esse versículo indica que Satanás acusa o povo de Deus "de dia e de noite". Algumas das culpas emocionais que os crentes sofrem, estão enraizadas no trabalho de Satanás.

Satanás é chamado de nosso Adversário (1 Pe 5.8). Essa palavra indica que Satanás opõe-se a nós de todas as maneiras possíveis.

Satanás é chamado de Belzebu (Mt 12.24). Literalmente, essa palavra significa "senhor das moscas", trazendo consigo a idéia de "senhor da imundice". O demônio corrompe tudo que toca.Sem dúvida, ele está por trás da depravação manifesta na pornografia que tenta não apenas incrédulos, mas também os crentes. O cativeiro da pornografia é uma forma medonha de sofrimento.

Satanás é chamado de Diabo (Mt 4.1).Essa palavra traz a idéia de "adversário" tanto quanto a de "caluniador". O Diabo era, e é, o adversário de Cristo e de todos que seguem a Cristo. Satanás calunia Deus para o homem (Gn 3.1-7) e o homem para Deus (Jó 1.9; 2.4). O caluniador é uma pessoa que, com malícia, expressa falsos relatos que ofendem e prejudicam a reputação de outra pessoa.

Satanás é chamado nosso Inimigo (Mt 13.39). Essa palavra deriva-se de uma raiz que significa "ódio". Isso caracteriza a atitude de Satanás — ele odeia tanto a Deus quanto a seus filhos.

Satanás é chamado o Maligno (1 Jó 5.19).
Ele é "o opositor de tudo que é bom e o promotor de tudo que é mal". Na verdade, ele é a personificação do mal.

Satanás é chamado de o Pai da mentira (Jó 8.44).
Aqui, a palavra pai é usada metaforicamente para referir-se àquele que deu origem à família ou companhia de pessoas incentivadas por um caráter enganoso. Satanás foi o primeiro e maior mentiroso. Suas mentiras, sem dúvida, circundam o mundo das seitas e das falsas religiões que causaram incomensurável sofrimento entre muitas pessoas.

Satanás é chamado de Homicida (Jó 8.44).
Essa palavra, de maneira literal, significa "homem matador" (compare com 1 Jó 3.12,15). O ódio é o motivo que leva alguém a cometer assassinato. Satanás odeia tanto Deus quanto seus filhos, portanto, ele tem um motivo genuíno para matar. Nesse ponto, você tem a explicação para tudo que tem acontecido do começo ao fim da história da humanidade, todo o curso do relato sobre o homem... Quem o Demônio não consegue ludibriar, ele tenta destruir, e quem ele não consegue destruir, ele tenta ludibriar.

Satanás é chamado de deus deste século (2 Co 4.4).
Obviamente, isso não quer dizer que Satanás é uma deidade. Isso apenas significa que este século é mau e que Satanás é seu "deus", no sentido de que ele é a cabeça. Satanás também está "por trás das falsas seitas e sistemas que abominaram a verdadeira igreja ao longo dos séculos".

Satanás é chamado o Príncipe deste mundo (Jó 12.31; 14.30; 16.11).
A palavra-chave aqui é mundo. Essa palavra não se refere à terra física, mas à "vasta ordem ou sistema que Satanás promoveu de acordo com seus ideais, alvos e métodos".

Satanás é comparado a um Leão que ruge (1 Pe 5.8,9). Essa vivida comparação descreve a força e a destrutibilidade de Satanás. Ele tenta mutilar os cristãos.

Satanás é chamado de Tentador (Mt 4.3).
Henry Thiessen, teólogo, diz que "esse nome indica seu propósito constante e diligente para induzir ao pecado. Ele apresenta as mais plausíveis desculpas e sugere as mais notáveis vantagens para pecar".


Satanás é chamado de Serpente (Gn 3.1; Ap 12.9).
Essa palavra simboliza a origem do pecado no jardim do Éden, tanto quanto o efeito odioso e fatal do pecado. A serpente é caracterizada pela deslealdade, falsidade, veneno e mortalidade.

Desse breve levantamento de nomes, vemos que o propósito de Satanás é frustrar o plano de Deus em todas as áreas e de todas as maneiras possíveis. Satanás, para alcançar esse fim, fomenta um sistema mundial em que ele é a cabeça e que se mantém em oposição a Deus e suas regras para este universo. Nesse processo, ele causa vasto e incomensurável sofrimento para os seres humanos, em especial, os cristãos.

Satanás como "Imitador" de Deus

Satanás é o maior adulterador.Ele imita Deus de muitas maneiras. "A principal tática que Satanás usa é atacar a Deus e, em geral, seu plano é oferecer um reino e um programa falsificado".Isso é sugerido em 2 Coríntios 11.14 que faz referência a Satanás que aparece disfarçado como um "anjo de luz".

• Satanás tem sua própria igreja — a "sinagoga de Satanás" (Ap 2.9);

• Satanás tem seus próprios ministros — ministros das trevas que fazem falsos sermões (2 Co 11.4,5);

• Satanás tem seus próprios sistemas teológicos, chamados "doutrinas de demônios" (1 Tm 4.1; Ap 2.24);

• Seus ministros proclamam seu evangelho — "outro evangelho além do que já vos tenho anunciado" (Gl 1.8);

• Satanás tem seu próprio trono (Ap 13.2) e seus próprios adoradores (13.4);

• Satanás inspira falsos Cristos e messias autoproclamados (Mt 24.4,5);

• Satanás emprega falsos professores para produzir "heresias de perdição" (2 Pe 2.1);

• Satanás envia falsos profetas (Mt 24.11);

• Satanás apadrinha falsos apóstolos que imitam os verdadeiros apóstolos de Cristo (2 Co 11.13).

Satanás ocupa-se com a promoção de doutrinas de demônios e falsos evangelhos por meio de seus falsos professores e profetas e sua obra como um "Imitador de Deus" já causou incalculável sofrimento em meio aos seres humanos.

Anjos Caídos entre os Incrédulos

A passagem de 2 Coríntios 4.4 indica que Satanás cega as mentes dos incrédulos para a verdade do evangelho. Essa passagem indica que Satanás inibe a capacidade de pensar ou de raciocinar apropriadamente dos incrédulos em relação aos assuntos espirituais.Parece que uma das maneiras de Satanás fazer isso é levando as pessoas a pensar que qualquer caminho para o céu é tão aceitável quanto o outro. Em outras palavras, Satanás difunde a idéia de que a pessoa não precisa acreditar em Jesus Cristo como o único caminho para a salvação.

Satanás também tenta arrebatar a Palavra de Deus do coração dos incrédulos quando eles a escutam (Lc 8.12). Os demônios, sob a liderança de Satanás, procuram disseminar falsos profetas (1 Jó 4.1-4) e voltar os homens à adoração de ídolos (veja Lv 17.7; Dt 32.17; Sl 106.36-38). Em suma, os anjos caídos fazem tudo que podem para disseminar o logro espiritual.

A Bíblia também retrata demônios infligindo doenças físicas nas pessoas (tal como mudez, Mt 9.33; cegueira, 12.22; e epilepsia, 17.15-18). Além disso, eles fazem de tudo para afligir as pessoas com desordens mentais (Mc 5.4,5; 9.22; Lc 8.27-29; 9.37-42), fazendo com que as pessoas fiquem autodestrutivas (Mc 5.5; Lc 9.42), como também é responsável pela morte de algumas pessoas (Ap 9.14-19).

Naturalmente, devemos ser cuidadosos ao notar que embora os demônios provoquem doenças físicas, as Escrituras fazem distinção entre doenças naturais e as causadas pelo demônio (Mt 4.24; Mc 1.32; Lc 7.21; 9.1; At 5.16).

Anjos Caídos entre os Crentes

Os anjos caídos também são bastante ativos em causar sofrimento em meio aos crentes de várias maneiras.

• Satanás tenta os crentes para que pequem (Ef 2.1-3,1 Ts 3.5);
• Satanás tenta os crentes para que mintam (At 5.3);
• Satanás tenta os crentes para que cometam atos de imoralidade sexual (1 Co 7.5);
• Satanás acusa e calunia os crentes de todas as maneiras que pode (1Ts 2.18);
• Satanás e os demônios procuram travar guerra contra os crentes e derrotá-los (Ef 6.11,12);
• Satanás dissemina pragas entre os crentes (Mt 13.38,39);
• Satanás incita as perseguições contra os crentes (Ap 2.10);
• Os demônios impedem as respostas às orações dos crentes (Dn 10.12-20);
• Satanás opõe-se aos cristãos com a ferocidade de um leão faminto (1 Pe 5.8);
• Satanás semeia a dúvida na mente dos crentes (Gn 3.1-5);
• Satanás semeia o orgulho espiritual no coração dos crentes (1 Tm 3.6);
• Satanás afasta os crentes "da simplicidade que há em Cristo" (2 Co 11.3);
• Os demônios instigam o ciúme e a facção entre os crentes (Tg 3.13-16);
• Os demônios separariam os crentes de Cristo, se pudessem (Rm 8.38);
• Os demônios trabalham com Satanás contra os crentes (Mt 25.41; Ef 6.12; Ap 12.7-12);

O Domínio de Satanás: O Mundo

O cristão pode gradualmente conformar-se com o sistema mundano até perder a visão — perde, até mesmo, o interesse — em seu verdadeiro chamado e vida como cristão.

A palavra mundo, quando usada nas Escrituras, refere-se, com freqüência, não ao planeta físico (Terra), mas a um sistema contra Deus, o qual é encabeçado por Satanás.

Antes de sermos cristãos, você e eu seguimos os caminhos mundanos sem hesitação (Ef 2.2). No entanto, quando nos tornamos cristãos, ganhamos outro mestre — Jesus Cristo — que nos chama para ser separados do mundo.

A Escritura retrata o mundo como sedutor. Ele sempre tenta distrair nossa atenção e devoção para longe de Deus (Rm 12.2; 1 Jó 2.15-17). Tenta eclipsar nossa visão das coisas celestiais. Tenta nos pegar em sutil armadilha e nos desviar. Por essa razão, o Novo Testamento instrui-nos a não amar o mundo ou qualquer coisa que nele há (1 Jó 2.15,16).

Inúmeras coisas no mundo apelam para nossa natureza pecaminosa. Se cedermos, nossa atenção é afastada de Deus, e podemos ser conduzi- dos ao sofrimento. Adotar o mundo e seus caminhos, inevitavelmente, conduz nossas afeições para longe de Deus. Não há território neutro.

Em meio às coisas do mundo que nos atraem para longe de Deus estão o dinheiro, os bens materiais, a fama, a carreira, o entretenimento, o prazer e muitas outras coisas. Nenhum desses itens é necessariamente errado ou mal em si mesmo. No entanto, quando usados de maneira errônea, têm o potencial para deslocar nossa atenção para longe de Cristo como nossa primeira prioridade. Nenhum desses itens pode efetivamente nos desviar para a teia mundana. Quando um inseto fica preso na teia, a aranha pode mover-se com facilidade para matá-lo. O sistema mundano é como a teia que poderia nos pôr em uma armadilha. A teia permite que Satanás entre em nossa vida e nos fira.

O Aliado de Satanás: O Homem na Carne

Outro sutil inimigo do cristão que pode contribuir para trazer grande sofrimento é a carne. A Bíblia usa o termo carne para descrever esta força dentro de nós que está em total rebelião contra Deus.No início, esta natureza pecaminosa não existia quando Deus criou o homem. Contudo, ele entrou em cena no momento em que Adão e Eva desobedeceram a Deus. Desde então todos os seres humanos nascem com uma natureza carnal ou pecaminosa que se rebela contra Deus.

As manifestações da carne incluem ódio, discórdia, ciúmes, ira, ambição egoísmo, dissensões, parcialidade, inveja, embriaguez e coisas semelhantes (Gl 5.20,21). Esses tipos de coisas atrapalham muito nosso relacionamento com Deus.

Lições Aprendidas com Jó

Talvez, o mais forte exemplo de dor e sofrimento imerecido seja Jó, um verdadeiro homem correto e devoto (Jó 1.1). Primeiro, Jó não tinha idéia de que sua vida era um campo de batalha espiritual entre Deus e Satanás. Ele estava cego para o fato de que seu sofrimento se devia a um ataque insidioso dos poderes das trevas, ataque esse que significativamente foi permitido por Deus. Não devemos nos esquecer de que Jó não tinha diante de si o livro que nos dá um vislumbre do pano de fundo da batalha espiritual que deu origem a suas aflições.

O que aprendemos com isso é que certos sofrimentos que parecem ter uma explicação natural podem ter sido causados por um ataque satânico ou demoníaco. Obviamente, o problema é que temos uma perspectiva limitada e raramente sabemos se um combate espiritual é o pano de fundo para esses eventos ou não. Portanto, nossa melhor política é confiar e depender de Deus em todas as situações. Veja bem, nossas circunstâncias dolorosas podem estar ou não associadas a um ataque demoníaco. Mas Deus sempre sabe por que as coisas acontecem, e Ele sempre tem um bom propósito para permitir qualquer circunstância em nosso caminho. Portanto, mantenha sua confiança em Deus quer você esteja ciente de alguma batalha espiritual quer não.

A segunda revelação é que Satanás não é livre para fazer o que quiser. Satanás está sob controle. Deus traçou limites à sua volta além dos quais ele não tem liberdade para atuar (veja Jó 1.12; 2.6). Se não existissem esses limites, você e eu, com certeza, poderíamos morrer neste momento, pois Satanás odeia Deus e seus filhos, e ele se deleitaria nos matando (veja Jó 8.44).

Em vista desses limites protetores, você não precisa gastar muito tempo se preocupando com ataques demoníacos. Antes, foque sua atenção em Deus, pois Ele é quem sempre estará no controle de todas as coisas no universo.


Curando nosso Coração

Os cristãos devem ser agradecidos pelo fato de Deus tomar providências para nos defender contra Satanás e seus anjos caídos. Isso significa que podemos controlar a quantidade de sofrimento que eles podem trazer para nossa vida.

1. Cada crente deve ser informado e, assim, alertado em relação aos ataques de Satanás (1 Pe 5.8). Para derrotar um inimigo, devemos saber o quanto pudermos a respeito dele — inclusive suas táticas. O apóstolo Paulo afirmou: "Porque não ignoramos os seus ardis" (2 Co 2.11). Encontramos todas as informações que precisamos sobre esse inimigo e suas táticas na Palavra de Deus.

Devemos adotar uma posição decisiva e firme contra Satanás. Em Tiago 4.7 diz: "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós". Isso não significa resistir uma vez. Antes, significa que diariamente devemos nos manter firmes em nossa resistência contra o demônio. E quando fazemos isso, ele desistirá.

2. Esteja consciente de que o poder da carne que opera na vida dos cristãos, de maneira efetiva, foi neutralizado por meio de nossa harmonia com a morte de Cristo para a redenção do pecado. A carne não tem mais o direito de reinar na vida dos crentes e seu poder em nossa vida é quebrado quando, pela fé, consideramos que isso é verdade (Rm 6.1-14).

Muitas vezes, como filhos de Deus, somos infestados pelo pecado que corrói nossa vida apenas por que estamos vivendo em uma esfera espiritual muito baixa. Para derrotar o pecado, devemos mudar de mundo a fim de alcançar a esfera mais elevada, onde as coisas deste mundo não conseguem sobreviver. Em outras palavras, por meio da fé, precisamos confiar em nossa união espiritual com Cristo para quebrar o poder do pecado em nossa vida. Jesus nos dá a vitória. Mantenha seus olhos voltados para Ele! O fato de que precisamos andar no poder do Espírito Santo também está intimamente relacionado a isso (Gl 5.16). Andar no Espírito significa ter a atitude contínua de dependência do Espírito, e não de nossos recursos humanos. Ao andar na dependência do Espírito, o poder da carne se torna inoperante. No entanto, se andarmos de acordo com nosso poder, a carne, de fato, levará a melhor. Não caiamos nunca na insensatez de pensar que, apenas por que nos tornamos cristãos e desfrutamos de algumas "elevações" espirituais com o Senhor, estamos imunes aos pecados da carne. Nada poderia estar mais longe da verdade. O fato é que um verdadeiro cristão pode e comete pecados carnais. Além disso, andar no Espírito é um dever. Ao contrário, andar na carne o torna uma presa fácil para Satanás.

3. Deus providenciou uma poderosa armadura espiritual para nossa defesa (Ef 6.11-18). Cada peça dessa armadura é importante e tem sua própria finalidade. Mas você e eu devemos escolher vestir essa armadura. Deus não nos força a vesti-la.

Sem vestir a armadura espiritual, você e eu não temos chance contra as forças das trevas. Mas com a armadura, a vitória é nossa. Não é complicado vestir essa armadura. Significa que nossa vida será caracterizada por retidão, obediência ao desejo de Deus e o uso efetivo da Palavra de Deus. Essas são as armas pelas quais derrotaremos o Diabo em nossas vidas e que nos deixará imune contra seus germes.

4. O efetivo uso da Palavra de Deus é de especial importância para a
vitória espiritual. Jesus usou a Palavra de Deus para derrotar o demônio
durante sua tentação no deserto (Mt 4). Devemos aprender a fazer o mes
mo.

É óbvio que quanto mais nos expomos às Escrituras, mais o Espírito pode usar essa poderosa armadura em nossa vida. Se você nunca estudou ou leu a Bíblia, então está extremamente exposto ao malogro e ao desespero. Você não tem defesa; nada para erguer contra essas forças que estão em movimento. Portanto, aprenda a ler regularmente a Bíblia.

6. Não devemos dar lugar ao Diabo ao permitir que a nossa ira permaneça em relação a alguém, em nosso coração (Ef 4.26,27). O excesso de raiva em nosso coração dá oportunidade para que o Diabo aja em nossa vida.

7. Devemos orar por nós e pelos outros. Jesus estabeleceu um exemplo para nós na Oração do Pai Nosso, quando nos ensina a orar: "Mas livra-nos do mal" (Mt 6.13). Essa devia ser uma oração diária. Jesus também estabeleceu um exemplo de como orar pelos outros em sua oração a favor de Pedro: "Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça" (Lc 22.31,32).

8. Por fim, o crente não deve nunca se envolver com o ocultismo. Atividades ligadas ao ocultismo (inclusive, coisas como ler horóscopo, buscar respostas nos búzios e nas cartas de taro) dão ao Diabo oportunidade de agir em nossa vida (Dt 18.10,11; veja também Rm 16.19). Não faça isso!
Ao seguir normas como essas, obteremos vitória sobre Satanás e seu bando de demônios que tentam nos derrubar. E quanto mais vitórias obtivermos, menos sofrimentos esses espíritos malévolos nos causarão.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part. 8

O Problema do Livre-Arbítrio

A criação original era muito boa (Gn 1.31). Não existia o pecado, o mal, a dor e a morte. O edênico paraíso era perfeito! No entanto, hoje, o mundo está permeado pelo pecado, pelo mal e pela morte.

O que provocou tamanha mudança?

As Escrituras indicam que o declive para a humanidade surgiu quando Adão e Eva usaram seu livre arbítrio, que lhes fora concedido por Deus, para escolher a desobediência. Lúcifer e mais alguns anjos, antes do homem fazer mau uso do livre arbítrio, já haviam cometido este mesmo erro ao rebelarem-se contra Deus (Is 14.12-15; Ez 28.11-19; Ap 12.4). Depois, Lúcifer tentou Eva no jardim do Éden (Gn 3.1-7). O primeiro casal humano fez uma escolha errada, e os seres humanos, até hoje, sofrem por isso e continuam a fazer mau uso de seu livre arbítrio.

O livre arbítrio do homem pode provocar destruição de muitas maneiras. Por exemplo, a livre escolha de fumar cigarros pode trazer o mal de um câncer de pulmão para a vida de George assim como trazer mal também para outras pessoas. Por exemplo, o hábito de fumar pode prejudicar a saúde de seus filhos e esposa. Da mesma maneira, o fato de George fumar na cama, no meio da noite, pode provocar um incêndio caso ele adormeça. Conseqüentemente, o fogo pode alcançar a casa dos vizinhos matando a todos. A fumaça desse incêndio pode causar em uma pessoa, que mora na mesma rua, uma crise de asma e conseqüentemente uma internação de um tratamento respiratório. Viu o desastre que o livre arbítrio de George provocou? E ele é apenas um homem simples. E, por todo o mundo, o livre arbítrio dos homens multiplica-se e torna-se o maior motivo das coisas ruins que acontecem para as pessoas.

Nossas ações afetam as ações de outras pessoas, como a pessoa asmática levada às pressas ao hospital foi afetada pelo incêndio causado pelo cigarro de George.As ondulações do passado — quer dizer, de nossos pais — afetam, com freqüência, nossas ações no presente.

Assim como os seres angelicais — os bons e os maus (os demônios) — podem causar ondulações. A "ondulação" de Lúcifer, que foi a tentação de Eva, afetou a todos nós, pois agora estamos caídos no pecado.

O problema é que a maioria de nós nunca saberá ao certo a respeito das decisões tomadas e das ações realizadas por várias pessoas (e anjos) que causarão ondulações e afetarão a nossa vida. Devido a nossa grande ignorância, não sabemos por que certas coisas nos acontecem.

As coisas parecem totalmente arbitrárias, mas a verdade é que apenas ignoramos, o tempo todo, o que as causou.

As pessoas geralmente perguntam: Por que essa coisa ruim específica aconteceu com aquela pessoa boa? O mal é o resultado do mau uso que alguém (ou um grupo de pessoas) faz do livre arbítrio!

Mesmos o mal natural — terremotos, tornados, inundações e outras catástrofes similares — está enraizado em um mau uso do livre arbítrio. Não devemos esquecer que vivemos em um mundo caído e, por isso, estamos sujeitos a desastres no mundo natural que não aconteceriam se, no início, o homem não tivesse se rebelado contra Deus (Rm 8.20-22).

Deus reduziu a perfeição da criação (do perfeito jardim do Éden) para equiparar-se ao estado espiritual daqueles que aqui vivem (Rm 8.20-22). Deus, de maneira graciosa, permitiu a existência de pessoas sobre a terra (incentivando-as a se reproduzirem, desenvolverem governos e sistemas para lidar com os efeitos do pecado). Ele, graciosamente, protegeu a criação caída (providenciando o sol e a chuva para prover o alimento que sustenta a vida — Cl 1.17). No entanto, o efeito natural da criação caída é que até mesmo as coisas boas podem ter subprodutos ruins (a água pode afogar alguém; a gravidade pode matar alguém; o raio pode queimar e matar).

As boas novas são que Deus porá um fim nos desastres naturais, na morte e em todo mal quando criar o novo céu e a nova terra (veja Ap 21.4).

Por que Deus Criou o Homem com a Capacidade de Fazer o mal?

Algumas pessoas perguntam-se por que Deus não criou os seres humanos de tal maneira que fossem incapazes de pecar e, assim, ficarem livres de todo mal. No entanto, um cenário em que as pessoas nunca tivessem a possibilidade de pecar, exigiria que essas pessoas não fossem de todo humanas. Elas não teriam a capacidade de fazer escolhas e de amar com sinceridade. Tal cenário exigiria que Deus criasse robôs que agissem apenas da maneira para a qual foram programados — como se fossem uma dessas bonecas falantes com uma corda atrás que dizem: "Eu te amo".

Como essa boneca nunca haveria uma palavra calorosa, nenhum conflito, nada seria dito ou feito que pudesse deixá-lo triste! No entanto, quem gostaria disso? Também não haveria nenhum amor. O amor é voluntário. Deus poderia ter-nos feito robôs, mas deixaríamos de ser homens. Aparentemente, Deus achou que valia a pena correr o risco de nos criar como somos.


O amor não pode ser programado; ele deve ser uma expressão espontânea. A menos que os seres humanos possam livremente escolher não amar, não podem, de maneira voluntária, escolher amar. A possibilidade de um exige a do outro. Portanto, o amor não pode ser programado de maneira coerciva em uma pessoa.

Deus queria que Adão e Eva e toda a humanidade demonstrassem amor por meio da livre escolha da obediência. Por isso, Deus deu aos seres humanos o livre arbítrio.

Contudo, a livre escolha, conforme citado acima, sempre tem a possibilidade de uma escolha errada.

Deus não Pode Fazer Certas Coisas

Considere que Deus simplesmente não pode fazer certas coisas.12 Por exemplo, Deus não pode fazer círculos quadrados. Nem pode fazer quadrados redondos. Para Deus é impossível mentir, pois esse ato violaria sua natureza santa. Como também é impossível para Deus eliminar todo o mal sem acabar com o livre arbítrio. Devido ao fato do livre arbítrio ser necessário para a existência de um universo com moralidade — um universo que inclui a livre expressão do amor — Deus não pode eliminar o mal sem também acabar com esse bom e moral universo.

A única maneira de Deus garantir que suas livres criaturas nunca fizessem escolhas errôneas seria adulterar, de alguma maneira, sua liberdade.

Observei em um capítulo anterior que a cada hora alguém está para cometer um crime, e que Ele, de maneira sobrenatural e no momento exato, poderia desviar essa pessoa do crime e, assim, não adviria nenhum mal. Mas se esse fosse o caso, Deus estaria em tempo integral na função de desviar as pessoas de seu intento, promovendo praticamente bilhões de distrações por hora pelo mundo afora para evitar que qualquer mal aconteça.

Esse cenário não envolve a verdadeira liberdade. Além disso, a ação de Deus de distrair os seres humanos para que não cometam maldades, não cuida do mal que está no coração humano, a qual o impele a praticar ações más. Portanto, na realidade, a distração não preveni o mal; apenas contém a exteriorização da maldade que já está presente no âmago do coração humano.

Isso resulta no seguinte: ou Deus concede o livre arbítrio aos seres humanos ou não. Se Ele lhes concede a autonomia, então eles devem manter a capacidade de, na verdade, usar essa autonomia, da maneira correta ou incorreta.

Deus não é Responsável pelas Escolhas Erradas dos Homens

Duvido muito que alguém afirme que a concessão divina do livre arbítrio ao ser humano seja uma coisa má. Você pode imaginar pessoas fazendo piquetes nas ruas, levando faixas com dizeres: "Abaixo a liberdade, Volta à escravidão"?

O livre arbítrio que Deus concedeu à humanidade é um dom maravilhoso, mas como já disse, é um dom que acarreta riscos. O fato de que Deus nos deu o dom do livre arbítrio não significa que Ele é responsável pelo modo como usamos esse dom.

O plano de Deus, desde o início, trazia em si um potencial para o mal, a partir do momento em que conferiu a liberdade de escolha ao ser humano. No entanto, a verdadeira origem do mal é o resultado de como o homem direcionou seu desejo para longe de Deus e para perto de seu próprio desejo egoísta.Apesar de Deus ter criado a liberdade, são os seres humanos que realizam os atos de liberdade. Deus tornou o mal possível, as criaturas o tornaram real.Desde que Adão e Eva, naquela primeira vez, no jardim do Éden, tornaram o mal um fato real, a natureza pecaminosa foi passada para todos os homens e mulheres (Rm 5.12; 1 Co 15.22) e é em virtude dessa natureza pecaminosa que ainda hoje continuamos a utilizar nosso livre arbítrio para tornar o mal real (Mc 7.20-23). Deus não é responsável pelas maldades cometidas pelo seres humanos.

Henry Ford é a causa final de todos os carros de marca Ford, devido ao fato de que não existiria nenhum deles, se ele não os tivesse inventado com a finalidade de proporcionar transporte para as pessoas. No entanto, ele, que poderia muito bem ter previsto os maus usos para seu invento, aparentemente, após uma espécie de análise de prós e contras, achou mais sábio inventá-los do que não fazê-lo".18 Contudo, quando uma pessoa, que tomou um ou dois drinques a mais, pega seu carro e acaba provocando uma colisão e matando inocentes, Henry Ford não se torna por isso culpado de ter cometido um crime. Por analogia, não podemos responsabilizar Deus por todo mal do mundo, apenas por que Ele deu livre arbítrio ao ser humano, pois foi o mau uso que a criatura fez desse dom que causou tamanho mal.

Embora Deus não nos tenha contado, de maneira específica, por que escolheu criar o ser humano, achamos que em sua infinita sabedoria, levando em consideração todos os dados de seu conhecimento prévio onisciente, em uma espécie de previsão dos prós e contras, concluiu que era melhor criá-lo do que não. Podemos fazer uma analogia com os casais que, embora hesitem em trazer filhos para um mundo caído com todos os riscos e mal existentes, em sua maioria têm filhos.

Aparentemente, eles concluem que o inestimável valor de uma relação amorosa permanente com os filhos (e possivelmente netos) por toda sua vida excede de longe o peso da maldade.

No Fim, Valerá a Pena

Conforme as coisas estão agora, certamente podemos dizer que nosso mundo presente não é o melhor dos mundos possíveis. No entanto, em concordância com os planos soberanos de Deus, esse é o melhor caminho para o melhor mundo possível:

Se Deus preservar a liberdade e derrotar o mal, então esse é o melhor caminho para fazer isso. A liberdade é preservada para que cada pessoa faça sua livre escolha e determine seu destino. O mal é superado, pois aqueles que rejeitam a Deus serão separados dos outros, e, desse modo, a decisão de todos é transformada em algo permanente. Aqueles que escolhem a Deus serão confirmados, e o pecado cessará. Aqueles que rejeitam a Deus ficarão em quarentena eterna e não poderão perturbar o mundo perfeito que se formou. O objetivo final de um mundo perfeito com criaturas livres terá sido conquistado. Contudo, o caminho para chegar lá exige que aqueles que abusaram de sua liberdade sejam banidos.

Um dia, Deus derrotará completamente todo o mal. E, nesse glorioso dia, ninguém duvidará de que a existência do mal em um mundo de criaturas livres é compatível com a existência de um Deus que é totalmente bom e Todo-poderoso. Além disso, aqueles que entrarem na eternidade em conseqüência de terem crido na salvação em Cristo entenderão quão eficazmente Deus tratou o problema do mal.

Curando nosso Coração

Meus amigos, visto que uma quantidade considerável do sofrimento em nosso mundo está enraizado no uso errado do livre arbítrio, a sabedoria diz que devemos nos esforçar para fazer um uso inteligente desse dom. A maneira de fazer isso é alinhar nosso livre arbítrio, tanto quanto possível, com o que Deus revelou na Bíblia.

A Bíblia é como um livro de mão manufaturado que nos instrui como conduzir nossa vida. Nossa vida se "despedaçará" se vivermos violando as instruções do Criador. Contudo, se seguirmos suas instruções, a conduziremos com a eficiência ideal.

A Bíblia também é um tipo de óculos. Não podemos ver de maneira clara sem eles. Podemos ver apenas uma realidade indistinta. Contudo, com esses óculos, enxergamos tudo. Se você quiser ver de forma clara seu caminho ao longo da vida, permita que a Palavra de Deus aponte o foco para você.

A Bíblia é uma lâmpada. Ela derrama luz em nossa vereda e nos ajuda a ver claramente nosso caminho (S1119.105): "Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho". Você quer ter um livre arbítrio esclarecido? Então, todos os dias, exponha-se à Palavra de Deus!

A Bíblia também é uma âncora. Exatamente como uma âncora impede o barco de flutuar para longe, a Bíblia é uma âncora para nossa vida. Ela nos impede de ser arrastados para longe quando uma onda de maré de adversidade surge em nossa vida.

Por fim, a Bíblia é alimento. Ela nos fornece alimento espiritual. Se não nos alimentarmos da Palavra de Deus, ficaremos subnutridos espiritualmente. A maneira de manter a saúde espiritual é beber, de maneira abundante, a Palavra de Deus.

A questão é que viver de acordo com a Bíblia vai de encontro ao que é melhor para nós. Em especial, é importante que dirijamos nosso livre arbítrio de acordo com a sabedoria que encontramos na Palavra de Deus. O livro de Provérbios é um dos que, de maneira especial, pode nos ajudar em relação a isso.

Uma vida sábia conforme a maneira de pensar de Salomão, em essência, era sinônimo de vida devota; assim, alguém que é devoto e justo em seu comportamento diário é sábio aos olhos de Deus. Por contraste, uma pessoa pecaminosa e iníqua é insensata. Na verdade, Salomão equipara a "vereda da sabedoria" com a "vereda da retidão", e o "caminho da insensatez" com o "caminho da perversidade" (Pv 2—4; 6.1-19).

Eis aqui, portanto, minha sugestão. O livro de Provérbios tem 31 capítulos. Se você ler um capítulo por dia, em um mês, terá lido todos. Isso significa que em apenas um mês você pode aprender com Salomão sobre a melhor maneira (o caminho mais sábio) para fazer uso de seu livre arbítrio em seu relacionamento familiar e de amizades, em sua atitude em relação ao dinheiro, em sua pureza sexual e muito mais. Por experiência própria, posso dizer-lhe que fazer com seriedade esse exercício lhe trará ótimos dividendos em sua vida.

Por favor, permita-me aguçar seu apetite. A seguir, algumas das sabedorias de Salomão sobre algumas questões-chave da vida. Reserve alguns momentos para consultar esses versículos e, rapidamente verá quão relevante são para que, no futuro, você faça escolhas sábias.

Seu relacionamento com Deus
Provérbios 2.7,8; 3.5,6; 10.3,22,27; 14.26,31; 16.2,7; 17.3,5; 19.23; 20.27; 22.2; 28.25; 29.25.
Como responder às pessoas que o tratam injustamente
Provérbios 20.22; 24.17,18; 25.21,22.

Sua família
Provérbios 10.5; 13.24; 14.26; 18.22; 19.14,18; 20.7; 22.6,15; 23.13,14; 27.15,16; 28.7; 30.17; 31.10-31.
Seus amigos
Provérbios 3.27,28; 11.13; 12.26; 17.9,14,17; 18.24; 19.11; 20.3; 22.11; 25.17;27.9,10.
Pessoas que devem ser evitadas
Provérbios 15.18; 16.28; 18.1; 20.19; 22.24,25; 23.6-8; 25.19,20' 26.18,19,21.
Sua pureza sexual
Provérbios 5.3,7-14; 6.25,26,30-35; 7.6-27.
A humildade necessária
Provérbios 37; 16.18; 18.12; 22.4; 25.27; 26.12; 27.2.
Seu trabalho
Provérbios 6.6-9; 10.26; 15.19; 20.4; 21.25; 22.13; 24.30-34; 26.16.
Sua fala/linguagem
Provérbios 10.19; 12.25; 16.24; 17.9,27; 18.8,13; 24.26; 25.11; 28 23' 29 5' 31.8,9.
Seu dinheiro
Provérbios 8.18,21; 10.4,22; 11.1,4,24,25; 13.11; 14.23,31; 19.17; 20.13,17; 21.5,17; 22.7,9,26,27; 23.21; 28.19,22,25,27.
Aprenda isso: viva sabiamente e se livrará de muitas aflições!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part.7

Por que Deus não Elimina o Mal imediatamente?

Quando ateístas, agnósticos e céticos falam sobre o problema do mal, eles afirmar que se, de fato, existisse um Deus, Ele deveria estar ocupado com a tarefa de eliminar o mal. Ele deveria livra-se de todo o mal agora — na verdade, Ele já deveria ter feito.

O argumento é que se, de fato, existe um Deus, Ele deveria envolver-se nos negócios da terra. Ele deveria se envolver no agora, assegurando que coisas ruins não aconteçam a pessoas boas. Ao mesmo tempo, Ele deveria se assegurar de que as pessoas más experimentassem dor e sofrimento.O fato de pessoas boas sofrerem e pessoas más prosperarem mina a crença no Deus do cristianismo.

Uma Visão de Curto Alcance


O argumento é típico dos incrédulos, mas não é infundado. Para começar, apenas uma falsa dicotomia divide o ser humano em dois grupos: "pessoas boas" que não deveriam sofrer mal, e "pessoas más" que deveriam receber sua parcela de mal. A realidade bíblica é que todo ser humano é "mal" uma vez que todos pecaram. Com certeza, alguns são mais íntegros e virtuosos que outros, mas todos estão profundamente infectados pelo pecado — tão profundamente que nenhum de nós pode fazer nada para ser aprovado por Deus.

O pecado humano sempre aparece de modo claro diante da santidade de Deus. À luz da santidade dEle, a "sujeira" do pecado aparece como um claro cristal.

Em comparação a outro ser humano, podemos nos sair relativamente bem. Na verdade, a comparação com outro ser humano pode nos induzir a acreditar que nossa integridade é satisfatória e a pensar que merecemos que nos aconteçam coisas boas. No entanto, nosso padrão moral não deve basear-se em nenhum outro ser humano, mas em Deus. E quando nos comparamos a Deus, com sua infinita santidade e retidão, nosso pecado aparece em toda sua feiúra, e começamos a duvidar se, de alguma forma, merecemos algo de bom.

Billy Graham,mostrou como o pecado humano é aumentado à luz da santidade de Deus. Considere suas palavras:O ponto, obviamente, é que não importa quão bem limpemos nossa vida e pensemos que a temos toda em ordem, quando nos vemos à luz da Palavra de Deus, à luz da santidade de Deus, todas as teias de aranhas e toda a poeira aparecem.

A passagem de Romanos 3.23 é bastante clara quando afirma: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus".

Mesmo quando achamos que não estamos pecando, apenas enganamos a nós mesmos. Em Jeremias 17.9 lemos: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" Aos olhos de Deus, até mesmo as ações de "justiça" dos homens estão paramentadas com imundice (Is 64.6). O pecado é uma condição universal.

O pecado era universal mesmo entre os santos bíblicos. Noé embebedou-se (Gn 9.21). Abraão mentiu a respeito de sua esposa (Gn 20.2). Pedro, por três vezes, negou o Senhor (Lc 22.61). E o grande apóstolo Paulo lamentou: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.24) Portanto, obviamente a divisão dos seres humanos em dois grupos — os bons e os maus — não tem fundamento bíblico.

Em vista de que todos somos pecadores (e fomos todos contaminados pelo pecado), seria sábio repensar a idéia de que Deus deve livrar-se imediatamente do pecado. Todos poderíamos morrer.

Paul Little, apologista cristão, expõe:

Se hoje Deus erradicasse todo o mal, poderia fazer o serviço completo. Sua ação poderia incluir nossas mentiras e impurezas pessoais, nossa deficiência em amar e nosso malogro em fazer o bem. Suponha que Deus decrete que hoje, à meia-noite, todo mal será removido do universo — quem de nós ainda restaria aqui depois da meia-noite?


Eu ainda estaria aqui? Sem chance. Minha esposa e meus filhos ainda estariam aqui? Acho que não, mesmo que a submissão deles a Deus possa ser equiparada à de poucas pessoas. Billy Graham ainda estaria aqui? Tenho certeza de que ele diria para você não ficar na expectativa de que Isso poderia acontecer. Chuck Swindoll ainda estaria aqui? Com certeza, ele apenas riria e balançaria a cabeça. Constatação da realidade: nenhum de nós estaria aqui!

Sejamos claros a respeito disso: criar um universo no qual Deus praticasse a justiça iminente e total teria um aspecto adverso, pois, dessa forma, não haveria nenhum ser humano que pudesse habitar o universo. Se não fosse pela cruz,você e eu seríamos casos perdidos e desapareceríamos.Fim do espetáculo! Deus seria o único que restaria!Afinal, cada um de nós cometeu alguma maldade, quer por permissão quer por omissão, seja por palavra, seja por obras, seja por pensamentos.Em interesse da autopreservação, fico feliz em saber que Deus não elimina, de imediato, todo o mal!

Mas o que Aconteceria se...

O que aconteceria se Deus lidasse com o mal de outra forma: não extinguindo, de maneira instantânea, todos os seres humanos, mas apenas impedindo-os de pecar um momento antes que assim fizessem? Tal cenário seria possível?

Isso significaria que Deus, no momento exato, poderia parar o carro do motorista bêbado, evitando, desse modo, que ele batesse no ônibus cheio crianças em idade escolar. Até mesmo antes disso, Deus poderia ter evitado que o homem ficasse bêbado ou tê-lo em seu caminho para a loja de bebida, a fim de que ele nem mesmo fosse tentado a embebedar-se mais tarde.

No momento exato, Deus poderia desviar a bala do futuro assassino para que a mulher, que estava sendo atacada, sobrevivesse incólume, ou quem sabe até de maneira providencial ter operado na mente desse homem para que ele nem sequer cogitasse em comprar uma arma. E mais, alguém pode argumentar que antes de tudo, Deus poderia ter interferido em seu coração a fim de exterminar alguma hostilidade subjacente que o faria querer atirar em alguém.E essas possibilidades são intermináveis.

Você consegue perceber onde quero chegar? Enfim, esse cenário significaria que o ser humano não seria livre para fazer escolhas de longo alcance, e, se Deus impedisse todo mal antes que ele se manifestasse, nossa responsabilidade pessoal desapareceria. Até mesmo o mundo seria mais imprevisível, pois nunca saberíamos quando Deus se manifestaria inesperadamente, sem que pudéssemos prever, a fim de intervir nos negócios humanos. Tal mundo seria um caos.

Deus ainda não Terminou sua Obra

A Escritura deixa bem claro que Deus ainda não terminou sua obra. É um erro comum concluir que Deus não está lidando com o problema do mal, pois, definitivamente, Ele, no momento presente, ainda não tratou de uma vez por todas desse assunto. A conduta definitiva de Deus em relação ao mal ainda está no futuro.

Quando lemos um bom romance, muitas vezes não entendemos tudo o que está acontecendo na história até o fim do livro. Esse é o momento em que nossa perspectiva da história fica completa. É quando dizemos: "Ah, agora eu entendi!" Da mesma maneira, um dia no futuro, chegaremos ao último capítulo da história da humanidade e tudo ficará claro para nós.

Tudo isso, é claro, fala da necessidade de haver fé agora. Visto que o crente sente-se confortável no corpo e afastado do Senhor (2 Co 5.8), ele deve viver neste mundo caído, pecaminoso e temporal pela fé, não pela vista (5.7). Focar apenas no que é visível leva a uma compreensão distorcida da dor e do sofrimento do ser humano.

Apenas ao focar nas realidades não-visíveis do reino espiritual e da glória futura estaremos aptos para colocarmos a dor e o sofrimento na perspectiva apropriada.

Neste meio Tempo, Deus Impõe Limites ao Mal

Ele toma desde já, medidas para assegurar que o mal não fique totalmente desenfreado. Considere:
• Deus nos deu autoridades humanas para que possamos resistir à ilegalidade (Rm 13.1-7);
• Deus fundou a igreja para que seja uma luz em meio à escuridão, para fortalecer o povo de
• Deus e para, por meio do poder do Espírito Santo, ajudar a impedir o crescimento da perversidade no mundo (1 Tm 3.15; At 16.5);
• Deus nos deu a unidade familiar para estabilizar a sociedade (Pv 22.15; 23.13); Deus, por meio de sua Palavra, deu-nos um padrão moral para nos guiar e nos manter no caminho da retidão (Sl119);
• Deus prometeu um dia futuro de prestação de contas em que toda a humanidade enfrentará o Juiz divino (Hb 9.27). Para os cristãos, esse dia futuro funciona como um impedimento à prática de atos maus.


Curando nosso Coração


Esse pode ser um bom momento para que todos nós, por alguns minutos, meditemos sobre a maravilhosa paciência de Deus. Afinal, se não fosse por sua grande paciência, nenhum de nós estaria aqui. Todos já teríamos sido julgados e executados. Além de não nos julgar instantaneamente, Deus, de maneira paciente e misericordiosa, nos dá a oportunidade de receber o dom gratuito da salvação para que possamos viver para sempre com Ele no céu.

A paciência de Deus fica óbvia em muitas passagens bíblicas. É útil meditar sobre esses versículos, pelo fato de que eles não apenas nos ajudam a ver por que Deus não faz julgamento imediato de todo mal em nosso mundo, como também nos auxiliam a ser gratos por Deus não julgar sem demora nossas maldades. Eis aqui alguns de meus versículos favoritos:
• O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em força (Nm 1.3a);
• Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal (Jl 2.13);

• Mas tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, e sofredor, e grande em benignidade e em verdade (Sl 86.15);
• Passando, pois, o Senhor perante a sua face, clamou: Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade (Êx 34.6);

• O Senhor é longânimo e grande em beneficência, que perdoa a iniqüidade e a transgressão (Nm 14.18a);
• Por amor do meu nome, retardarei a minha ira e, por amor do meu louvor, me conterei para contigo, para que te não venha a cortar (Is 48.9);
• O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3.9).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ser Cristão é muito louco!

Ser Cristão é andar na contra mão do mundo.

Porém o mundo vicia.

Cristo liberta.

O mundo contamina.

Cristo cura.

O mundo é guerra.

Jesus é a paz.

O mundo é corrupto.

Cristo purifica.

O mundo acusa.

Jesus perdoa.

O mundo é ódio.

Deus é amor.

O mundo é depressão.

Deus é alegria.

O mundo é frágil.

Deus é poder.

O caminho do mundo é largo e leva pro abismo.

O caminho de Deus é estreito, mas leva à vida eterna.

Se ser Cristão é ser louco quero ser o mais aloprado de todos!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Por que coisas acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part.6

9. Por que Deus é soberano, suas promessas são dignas de confiança. Se a visão do teísmo aberto é verdadeira — se Deus limita seu controle soberano e não tem ciência de nossas decisões futuras —, então não podemos nos fiar muito nas muitas promessas, que encontramos na Bíblia, feitas por Deus. Exatamente, por que Deus, ao contrário dessa visão, tem soberania absoluta e conhecimento total do futuro é que podemos confiar em suas promessas. Números 23.19 afirma: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?"

10. O processo teológico não oferece garantia de um mundo melhor. Deus, no processo teológico, não tem soberania nem conhecimento totais, portanto, não temos garantia de que Deus será bem sucedido em atrair a humanidade em direção da bondade. No teísmo aberto, Deus não sabe ao certo o que acontecerá no futuro e raramente intervém contra as escolhas dos agentes autônomos, portanto, não temos garantia da vitória final sobre o mal. Se eu acreditar no processo teológico ou no teísmo aberto, tenho de começar a ficar muito preocupado neste instante, pois ao que tudo indica, o nosso mundo submerge mais e mais fundo no pecado e na rebeldia contra Deus.

Curando nosso Coração

Como alguém conceberia voltar-se para o Deus do processo teológico ou do teísmo aberto quando as coisas em sua vida dão errado? Encaremos isso. Esse Deus é indigno de nossa adoração e confiança. Ele é impotente diante da catástrofe. Não podemos esperar ajuda real dEle nos momentos em que enfrentamos problemas. Um Deus que não tem soberania total sobre os negócios dos homens dificilmente pode fazer com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28).

A boa nova é que o Deus bíblico não é nada parecido com o Deus do processo teológico ou do teísmo aberto. O Deus bíblico é Todo-poderoso, onisciente e soberano sobre todos os negócios da humanidade. O Deus da Bíblia, definitivamente, pode fazer com que todas as coisas do mundo cooperem para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28).

Nosso Deus soberano e onipotente dará um fim ao mal e estabelecerá seu perfeito Reino eterno. Você pode contar com isso. Não permita que nenhuma dúvida se instale em sua mente. No final, Deus fará com que todas as coisas cooperem para o bem de todos aqueles que o esperam, e estes, sem qualquer interrupção pela dor ou sofrimento, se deleitarão com Ele por toda a eternidade.

Portanto, nenhuma circunstância pode atingi-lo a não ser que a soberania de Deus permita que isso ocorra, a fim de trazer algum bem maior.

Por que Deus é soberano, você pode confiar em suas promessas (Nm 23.19; Js 23.14).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom - Ron Rhodes - part 5

3. Deus é transcendente e também imanente. Há abundância de versículos no Antigo e Novo Testamento que falam sobre a transcendência de Deus. Por exemplo, em 1 Reis 8.27, Salomão diz: "Mas na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus te não poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado". Em Salmos 113.5,6, o salmista pergunta: "Quem é como o Senhor, nosso Deus, que habita nas alturas; que se curva para ver o que está nos céus e na terra".Da mesma maneira, muitos versículos da Escritura falam sobre a imanência de Deus. Em Êxodo 29.45,46, Deus afirma: "E habitarei no meio dos filhos de Israel e lhes serei por Deus, e saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, que os tenho tirado da terra do Egito, para habitar no meio deles". Em Deuteronômio 47 diz: "Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o chamamos?"Alguns versículos da Bíblia ensinam a respeito da transcendência e da imanência de Deus. Por exemplo, Deuteronômio 4.39, diz: "Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há". Fica claro, que Deus está acima e além da criação, contudo, Ele está ativo no meio da criação. Deus, ao contrário do que diz o processo teológico e o teísmo aberto, é transcendente e imanente.

4. Deus é onisciente (tudo sabe). Deus sabe todas as coisas, reais e possíveis (Mt 11.21 -23). Ele sabe todas as coisas passadas (Is 41.22), presentes (Hb 4.13) e futuras (Is 46.10). E, devido ao fato de que Ele sabe todas as coisas, seu conhecimento não pode crescer ou decrescer.Salmos 147.5 afirma que o entendimento de Deus "é infinito".Além disso, ao contrário do que o processo teológico e o teísmo aberto argumentam, a saber, de que Deus não conhece eventos futuros incertos até que estes ocorram, a Escritura é clara ao afirmar que Deus, de forma simultânea, conhece todas as coisas — passadas, presentes e futuras.Numerosos exemplos bíblicos mostram que Deus sabe o que as decisões do livre arbítrio do ser humano ocasionarão. Um exemplo está em João 13.38, em que Jesus anuncia a Pedro que, antes que o galo cante, ele o negará três vezes.Observe a especificidade da predição de Jesus. Ele não disse que Pedro negaria Jesus "poucas vezes" ou "muitas vezes", nem mesmo disse duas ou quatro vezes, mas exatamente três vezes. É espantoso que Jesus possa ser tão específico, se Deus (e, portanto, Jesus) ignora quais serão as ações resultantes do livre arbítrio do ser humano. É claro, os fatos se desenrolaram da maneira exata como Jesus previu.Além disso, embora Deus tenha ciência total de quais serão os atos do livre arbítrio do ser humano (inclusive os atos maus), sua presciência não está acidentalmente relacionada a esses eventos. Deus, no entanto, não é responsável pelos atos maus cometidos pelos agentes que têm livre arbítrio.

5. Por que Deus conhece completamente o futuro suas profecias de futuro são acuradas e corretas. Se Deus, conforme o teísmo aberto argumenta, não tem conhecimento das decisões futuras que serão tomadas pelos agentes por meio do livre arbítrio, então na melhor das hipóteses, as profecias são duvidosas. Além disso, muitas profecias anunciadas nas Escrituras envolvem ou relatam futuras decisões que serão tomadas por agentes que fazem uso do livre arbítrio.Há muitos exemplos dessas ocorrências. Por exemplo, em Zacarias 11.12 profetiza-se que Jesus será traído por trinta moedas de prata, e essa profecia foi cumprida na pessoa de Judas (Mt 26.15). No entanto, o que aconteceria se Judas resolvesse não trair Jesus? E se ele mudasse seu coração no último minuto? A profecia não seria cumprida.A Escritura, ao contrário do teísmo aberto, é clara ao dizer que Deus tem conhecimento completo do futuro, e, portanto, suas profecias de futuro são acuradas e precisas.

6. Deus é eterno, não-temporal. Ao contrário do processo teológico e do teísmo aberto que argumentam que Deus é um ser temporal, a Bíblia ensina que Deus transcende todo o tempo. Ele está acima do tempo-espaço do universo. Ele sempre existiu como ser eterno, Deus é o Rei eterno (1 Tm 1.17), o único imortal (6.16). Deus é o "Alfa e o Ômega" (Ap 1.8), "o primeiro e [...] o último" (veja Is 44.6; 48.12) e "de eternidade a eternidade" (Sl 90.2). Ele vive para sempre desde a antigüidade (Sl 41.13; 102.12,27; Is 57.15). Devido ao fato de Deus transcender o tempo — porque Ele está acima do tempo —, Ele pode ver o passado, o presente e o futuro em um único ato intuitivo. A total extensão panorâmica da história completa do ser humano — passado, presente e futuro — repousa diante do onisciente olhar de Deus.Entretanto, o simples fato de que Deus está além do tempo não significa que Ele não pode agir no tempo.Deus, conforme a perspectiva bíblica, age no reino do tempo, porém a partir do reino da eternidade. Deus é eterno, mas Ele faz coisas temporais. Os atos de Deus acontecem no tempo, mas seus atributos permanecem além do tempo.

7. Deus não se torna temporal na encarnação. A encarnação é o evento em que Jesus — a segunda pessoa da Trindade — tomou a forma humana carnal. O argumento do teísmo aberto, a saber, de que a encarnação significa que Deus tornou-se temporal é fundamentado em uma total má compreensão do que acontece na encarnação, pois ontologicamente, o divino não se transforma em humano. A natureza divina não se converte em uma natureza humana.Antes da encarnação, Jesus era uma pessoa com uma natureza (a natureza divina).Na encarnação, Jesus era ainda uma pessoa, mas agora Ele tinha duas naturezas — a natureza divina e uma (distinta) natureza humana. Devo enfatizar que Cristo, por meio da encarnação, tinha tanto a natureza divina quanto a humana, mas Ele era uma só pessoa — como é indicado pelo uso consistente que fazia de "eu", "me" e "meu" em relação a si mesmo. Jesus nunca usou os pronomes "nós", "nos" ou "nosso" para se referir a sua pessoa divina-humana. Nem a natureza divina de Cristo jamais conversou com sua natureza humana.Ele era finito e, também infinito, fraco e onipoten-li, crescia em conhecimento e era onisciente, limitado a estar em um lugar por um tempo e onipresente. Na encarnação, a pessoa de Cristo é participante dos atributos de ambas as naturezas, portanto isso pode ser afirmado em relação a qualquer das naturezas — divina ou humana —, como também, da pessoa una.A natureza divina e humana de Jesus não se misturam para formar uma terceira natureza composta. A natureza humana sempre se mantém humana, e a divina, sempre divina.Tudo isso conduz ao meu ponto de vista de que, ao contrário do que argumenta o teísmo aberto, a encarnação não constitui prova de que Deus se torna temporal por meio dela. De toda maneira, a natureza de Deus não muda com a encarnação. Antes, Jesus, como Deus eterno, assume uma natureza adicional (a natureza humana) que sempre permanece distinta de sua natureza divina.

8. Deus tem absoluta soberania sobre sua criação. Deus é soberano no sentido de que Ele governa o universo, controla todas as coisas, é o Senhor de tudo (veja Ef 1). Nada que acontece neste universo está fora do alcance de seu controle. Todas as formas de existência estão no âmbito de seu domínio absoluto (Sl 50.1; Sl 66.7; Sl 93.1; Is 40.15; 1 Tm 6.15).Esse não é nem de longe o Deus do processo teológico que pretende apenas inspirar as pessoas em direção à bondade. O Deus bíblico tem controle soberano sobre o mundo, ao passo que o Deus do processo teológico meramente trabalha em cooperação com o mundo. O Deus bíblico independe do mundo, ao passo que o Deus do processo teológico é interdependente do mundo.39 Há um mundo de distinções entre os dois!