sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Vida em abundância! - Milton Azevedo Andrade - part. 12

Entendendo a necessidade de libertação

Conforme visto em capítulos anteriores, quando o pecador se converte, ele passa a ter direito sobre todas as bênçãos espirituais em Cristo, conforme promessa registrada em Efésios 1:3.

Todas essas promessas gloriosas dependem:

- De estar ouvindo (obedecendo) a voz do Senhor e cumprindo os seus mandamentos. (Deuteronômio 28: 1-2); e

- De exercer fé para recebê-las. Temos que nos apropriar delas. Nenhuma das bênçãos é automática. Todas elas somente são recebidas mediante a nossa palavra, em oração, pela fé.

O recém-convertido, no momento seguinte ao seu testemunho de que recebeu Cristo em sua vida, a única coisa de que se apropriou foi a sua salvação. Todas as demais bênçãos em Cristo na sua vida ainda terão de ser apropriadas, e as brechas que ele tinha aberto precisam ser fechadas. Há então dois tipos de apropriação: 1)reivindicar promessas de bênçãos;e
2)quebrar as maldições sobre a sua vida.

Temos que apropriar-nos da quebra das maldições. E a quebra de maldições não é algo a ser pedido a Deus. É algo a ser apropriado pela fé! Por que não preciso pedir? Porque já me foi dado espiritualmente!

O que significa "Que as coisas velhas já passaram"

O crente após a sua conversão, continua tendo em si um corpo totalmente contaminado pelo pecado, e inclusive com sequelas e feridas decorrentes dessa contaminação.

Uma pessoa que sofre de uma enfermidade qualquer, digamos que sofre que hepatite ao se converter, essa enfermidade desaparece automaticamente? Claro que não. Espiritualmente a cura pode ser apropriada pela fé. Essa é a promessa que temos. Mas não é algo automático.

O crente recém-convertido traz consigo ainda "feridas da alma", que precisam ser curadas: medo, tristeza, preocupações, agressividade, palavras torpes, vícios, pensamentos impuros, vergonha, rebeldia, ira, amargura, e tantas coisas mais.

Todas essas coisas diz Paulo, precisam ser despojadas da nossa vida. O despojar-se em batalha espiritual, chama-se "libertação e quebra de maldições" e "cura física". O termo "libertação" e, então, empregado quando há espíritos malignos ainda atuando na vida da pessoa, que precisam ser expulsos. O termo cura interior refere-se à cura das feridas da alma.

A grande maioria das pessoas, ao se converterem, precisam passar por libertação espiritual, e também por cura interior.

A experiência e necessidade de libertação

Em determinadas situações, um crente pode estar contaminado em seus espírito por demônios que o estão aflingindo. E que eles precisam ser expulsos.

Se você não aceitar que existe a possibilidade de um crente ter demônios, é como se você dissesse que, por ser uma nova criatura, o crente "não pode ficar enfermo!". E que, "se alguém fica doente, então esse alguém não é crente"! Pois essas duas situações são paralelas em todas as citações bíblicas que nos mostram aquilo que espiritualmente já é, mas que na realidade da nossa vida neste corpo atual nem sempre ainda é!

Entendendo a tricotomia Espírito/Alma/Corpo

Não podemos raciocinar com pensamentos do mundo físico sobre assuntos espirituais! Temos que procurar a revelação da Palavra em todos esses pontos.

Se o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, ou mais precisamente, se em nosso espírito habita o Espírito Santo, pode haver algum espírito maligno habitando ainda em nosso espírito?

No nosso espírito pode habitar tanto o Espírito Santo como um espírito maligno.

Um fato é inquestionável: todo crente tem o Espírito Santo em si. O que aconteceu na hora da conversão? O homem espiritual foi gerado. Este é o ser que surgiu com o novo nascimento. Um homem espiritual foi gerado por Deus em nosso espírito. E é no homem espiritual que o Espírito Santo habita.

Alguns erroneamente têm entendido que o maligno não toca no crente. Jesus disse que há duas naturezas no crente: "O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito". Em outras palavras, somos tanto o homem natural - que possui corpo, alma e espírito - como somos um homem espiritual. que foi gerado por Deus, e que está em nosso espírito, por ser de natureza espiritual. O maligno não toca é no homem espiritual, aquele que é nascido de Deus. Mas ele seguramente pode tocar no homem natural, que possui um corpo , uma alma e um espírito. Aliás foi o que vimos: o crente pode ficar doente, pode sofrer feridas de alma, pode ter manifestações de demônios, e essas coisas podem ser, ou são, decorrentes de ação demoníaca.

Há duas vontades dentro de nós. E a vontade da carne luta contra a vontade do homem espiritual (que quer o bem, e que não quer o mal). Ou seja, o homem carnal luta contra o homem espiritual. O homem natural pode ainda pecar (por isso o crente ainda pode pecar), mas o homem espiritual, esse não peca.

O Espírito Santo, em nosso homem espiritual, pode expandir-se (quando nos enchemos do Espírito Santo)ou pode retrair-se (quando for sendo extinto, quando o "entristecemos" através do pecado).

"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus." (2 Coríntios 7:1)

Aqui está ainda mais claro. Paulo diz que temos que nos purificar de toda impureza, tanto da carne (do corpo) como do nosso espírito!

Impurezas do espírito? São espíritos malignos! Temos que expulsar de nossa vida qualquer demônio que nela tenha entrado, para que nos purifiquemos, e assim o nosso homem espiritual, que tem o Espírito Santo, possa expandir-se, ou seja, e assim nos enchermos completamente do Espírito!

Como atuam os demônios

Uma pessoa, então, que tem demônios atuando em sua vida, isso significa que esses demônios estão exercendo, o direito de "posse" de uma certa área da vida da pessoa, o que é bem diferente se disséssemos que eles têm a posse sobre a pessoa.

Há, vários graus, ou níveis, em que os demônios podem atuar, e que são evidenciados pelos seguintes sintomas:

- opressão: quando o demônio atua no corpo (enfermidades), na mente (pensamentos pecaminosos) e na alma (abatimento, angústia, etc.).

- depressão: caso de opressão em nível elevado, quando traz a loucura e o desejo de morte.

- encantamento: quando contamina a vontade da pessoa, que passa a agir, em determinada área, segundo a vontade do espírito maligno.

- manifestação: sintoma que pode ocorrer em qualquer dos estágios acima, quando o espírito maligno assume o controle do corpo (ou parte do corpo) da pessoa.

- controle: quando o demônio atua sobre a mente da pessoa, estando à distância, podendo atingir a sua vontade. Para tanto a pessoa recebe como que "antenas" espirituais através das quais os demônios a manobram como se fosse um robô comandado.

Um demônio que gosta de manifestar-se (quando não foi deviadamente amarrado) é a pomba-gira (que atua na área do sexo pervertido). Sua forma de manifestação começa com um sorriso sarcástico e vai até fazer "um escândalo", gritando, subindo na mesa, etc. Às vezes os demônios se manifestam trazendo um cheiro (horrível) ao ambiente: de enxofre, de cigarro, de perfume barato, etc.

Os demônios manifestam-se, assim, de diversas maneiras: falam, choram, riem, bocejam, vomitam, tossem, assumem o controle sobre partes do corpo da pessoa, transmitem-lhe força fisica (sobrenatural), alteram a sua vontade, fazem-na "desmaiar", e assim por diante.

As pessoas que se convertem a Cristo, depois de um certo tempo de sua conversão, devem ser ministradas em libertação e cura interior. Isso tem que ser depois de algum tempo porque, para terem condições de manter a libertação, elas precisam primeiro aprender a autoridade que têm em Jesus, bem como a necessidade de não dar brechas de novo, sabendo como se proteger dos inevitáveis contra-ataques que ocorrem na luta espiritual.

O ideal seria todos passarem por uma ministração de libertação, depois de algum tempo após a conversão. Isto porque, mesmo que não haja demônio algum atuando na vida da pessoa, mal nenhum lhe faria passar pela ministração. Acontece que muitas vezes as pessoas não tem consciência de que estão com uma opressão em sua vida, e facilmente dizem: "Eu não preciso". Aliás, quando há algum encantamento na vida de alguém, o demônio que tem acesso à vontade dessa pessoa não tem dificuldade alguma de fazê-la falar isso, e creia: ela pensa que é ela que está dizendo isso, mas na realidade é o demônio. Se o critério fosse ministrar aqueles que acham que precisam ser ministrados, muitos dos que verdadeiramente precisariam não seriam ministrados.

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