sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vida em abundância! - Milton Azevedo Andrade - part. 8

A unção na libertação

Jesus afirmou que havia recebido uma unção para libertação dos cativos e para pôr em liberdade os oprimidos, unção dada pelo Espírito Santo.

Uma coisa é termos recebido do Senhor a exousia, a autoridade e poder para expulsar os demônios; outra coisa é receber uma unção específica para isso. Da mesma forma ocorre com a autoridade que temos para curar que é paralela à autoridade de expulsão de demônios, e que sabemos que todo crente tem.

O Espírito Santo pode dar a alguns, "dons de curar". Neste caso,trata-se de unção especial para operar curas. Quanto mais unção, maior é a facilidade com que o poder de Deus se manifesta.

Em Jesus havia unção "máxima". Ele era cheio do Espírito, a tal ponto que realmente os demônios o respeitavam e submetiam-se a ele completamente. O espírito maligno teve que obedecer em decorrência da imposição de um poder maior, o poder do nível espiritual de Jesus. Embora ele tivesse direito de lá estar, quem estava ordenando tinha maior poder do que ele! Mas não apenas maior poder, tinha autoridade sobre ele.

Quando alguém tem status de um soldado raso e defronta-se com um inimigo que tem um status maior do que ele, este inimigo não lhe respeita em nada, a não ser que tenha direito.

Se o inimigo não tem direito legal sobre a vida da pessoa a quem ele está afligindo, mesmo sendo um soldado raso quem o está expulsando, o que acontece é que todas as hostes de Deus vêm em socorro e forçam o inimigo a obedecer.Mas se o inimigo tem direito,as hostes celestiais não podem agir!

É por isso que normalmente quebramos o direito legal do inimigo, o que podemos fazer independentemente do nível da nossa unção (isto é, não importando se somos um soldado raso ou um general). E assim temos plena certeza de que o espírito maligno não poderá permanecer na pessoa, porque o seu direito foi quebrado.

O que determina se, espiritualmente, um crente é "soldado raso", ou "sargento" ou "coronel", ou até mesmo "general" (palavras em sentido espiritual) é o grau de unção que possui para a luta espiritual.

Jesus Cristo tinha o nível de "marechal" (ou o que você queira para definir o grau máximo), uma vez que espiritualmente Cristo tinha (e tem) o status de cabeça sobre todo principado e potestade.

A autoridade de Jesus era total. A unção de Jesus tinha sido total.

Quanto maior for a unção, o que a experiência tem demonstrado é que mais rapidamente os demônios saem! Dependendo do grau da unção, alguns demônios do nível soldado raso saem sem que a pessoa tenha feito as renúncias. O direito legal é quebrado pelo nível de autoridade do ministrador, ou seja, pelo nível de unção que possui.

Em conclusão, os demônios poderão submeter-se a nós, quer por um ato de guerra (dependendo do nosso nível espiritual, dependendo da nossa unção), quer por não ter direito legal (independentemente do nosso nível ou status espiritual).

O problema da volta

Mesmo que um demônio seja expulso através de um ato de guerra o que ocorre é que o demônio pode voltar depois, porque ele continua tendo esse direito. Para que o demônio não possa voltar, a sua "casa" na vida da pessoa precisa ter sido destruída também. Sabemos que essa "casa" sempre é destruída quando há confissão e renúncia dos pecados praticados que deram direito legal àquele demônio.

Isso significa que o ato de guerra precisa também tomar todo o direito que o demônio tinha. O problema está em sabermos se temos, de fato, nível de unção para libertar através de atos de guerra (se somos um "mais valente", nas palavras de Jesus).

A forma mais segura de se quebrar o direito legal dos demônios é mediante a renúncia, pela própria pessoa, com o pedido de perdão a Deus, em relação aos pecados cometidos.

Amarrando o inimigo

"Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa." (Mateus 12:29)

Amarrar o valente, ou seja, o demônio que tem direito legal sobre a vida de alguém, é necessário antes de "entrar na casa" dele. É necessário purificar a vida da pessoa, limpando tudo com o sangue do Cordeiro!

Quando amarramos um demônio estamos proibindo o seu movimento. Mediante um simples comando: "Em nome de Jesus Cristo eu os amarro, demônios de nome tal e tal".

Não seja um livre atirador

Não posso, portanto, ir sozinho a uma fortaleza espiritual do inimigo (por exemplo, a uma loja maçônica) e "amarrar" os demônios que lá estejam atuando! Uma ação bélica assim teria de ser feita reunindo força sufuciente, que seria alcançada, por exemplo, com a ação de um conjunto de crentes (de uma ou mais igrejas).

Por isso é que é tão importante a união de pastores de uma cidade, por isso é que é tão importante haver unidade entre os crentes!

Atos de guerra, em nível estratégico, não devem ser realizados a não ser em nível bélico compatível, e por orientação e direção do Espírito Santo de Deus. Toda estratégia quem tem de nos dar é o Senhor!

Isolando o Campo da Luta

Normalmente selamos o lugar em que vamos ministrar, isolando-o espiritualmente dos principados e potestades. Ordenamos, em nome de Jesus, que haja barreiras espirituais de forma que os principados e potestades "não possam enviar reforços" para ajudar seus "companheiros" na luta que se travará naquela sala.

Quando a pessoa está impossibilitada de renunciar

Normalmente ministramos apenas as pessoas que, sendo crentes, têm plena consciência do que pretendem; já conhecem a Palavra o suficiente para poderem resistir depois aos contra-ataques do inimigo (quando ele volta querendo entrar de novo na vida da pessoa), sabendo que ela têm autoridade para impedir que isso aconteça, conhecendo a autoridade que têm sobre os demônios.

Expulsar demônios de não-crentes é uma prática que tem se revelado muito perigosa, pois o demônios podem voltar sete vezes piores depois.

Há situações em que o Espírito lhe mostrará que você terá que desalojar diretamente um demônio, para que depois a pessoa possa ter condições de ser ministrada. E algumas vezes o Espírito lhe guiará a ungir, antes de mais nada, as mãos e a mente da pessoa. Contudo, o caminho mais seguro é sempre o de fazer com que os direitos legais dos demônios sejam quebrados antes, comandando-se depois a expulsão.

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