quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Porcos na Sala - Frank e Ida Mae Hammond - part. 7

Autolibertação

Geralmente, a pessoa só precisa saber como agir para efetuar sua própria libertação. Depois que alguém tenha experimentado uma libertação inicial, nas mãos de um ministro experimentado, ele pode começar a prática de autolibertação.

Devemos lembrar que a libertação é um processo. Seria ótimo se pudéssemos ficar livres de todos os demônios habitando em nós e esquecê-los para o resto da vida. Mas quantos de nós podemos ficar libertos por completo? Se nunca pecássemos por pensamentos, palavras ou ações, nunca precisaríamos de libertação. O pecado abre a porta aos demônios.

O maior problema que o autolibertador vai enfrentar é o do discernimento certo dos espíritos.

"Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo." (Tiago 5:16.)

Há casos em que um forte espírito de engano controla a pessoa a ponto de ela não ver nada errado em si mesma.

Não há necessidade de ficar preocupado com demônios. Devemos ficar atentos a Jesus e àquilo que é verdadeiro, honesto, puro e de boa fama. Mas quando as perturbações satânicas vierem, não deveremos hesitar em reconhecê-las e tratá-las com a autoridade que nos deu nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso objetivo em lutar contra Satanás é tirar todo o impedimento à nossa comunhão espiritual e ao nosso ministério.

O sujeito fará, orando, sua própria confissão a Deus: que ele não quer nada do diabo e deseja que o Senhor o liberte.

Os demônios deverão ser confrontados e chamados por nome, um por um. Depois de várias vezes que um certo demônio tenha sido mandado embora em nome de Jesus, a pessoa deve começar a respirar o mais profundamente possível ou provocar uma tosse das profundezas do corpo.

Uma vez que as manifestações variam de pessoa para pessoa, não é possível explicar, de antemão, o que vai acontecer. Algumas pessoas têm mais capacidade que outras para efetuar sua própria libertação.

A Batalha de Oração Intercessória

Muito freqüentemente as pessoas nos perguntam: "O que se pode fazer em favor de quem obviamente está amarrado por Satanás, mas não aceita, de modo algum, o ministério de libertação?"


Em primeiro lugar, respondemos com outras perguntas: "Como é o seu estado espiritual?" "O cativo já nasceu de novo?" "Ele está firme no Senhor?" Precisamos nos lembrar de que a salvação também é libertação. É a libertação do espírito humano. Antes de ser salva, a pessoa está morta em suas transgressões e seus pecados (Efésios 2:1).

Como é que ela está morta?" É claro que não é morte física, porque continua respirando e se mexendo. Sabemos que sua alma (personalidade) não está morta, porque ela ainda pensa, sente e toma decisões, mas seu espírito está morto.Ela não compreende as coisas espirituais nem está interessada nelas. A ressurreição do espírito humano depende do poder vivificado!' do Espírito Santo. Ele tem de nascer de novo (João 3:3). Isso acontece pela graça de Deus, mediante a fé (Efésios 2:8). A fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo (Romanos 10:17). Salvação é libertação.

Desta forma, a salvação do espírito humano é a primeira etapa de sua libertação.

A prioridade, em libertação, é de levar o cativo a um relacionamento pessoal com Jesus Cristo.

Se a pessoa não estiver disposta a aceitar Jesus Cristo como seu Salvador, então, os que se preocupam pela vida espiritual do cativo devem interceder por ele e se colocarem na brecha. Devem orar para que a venda dos olhos espirituais seja removida. O poder satânico cega o homem perdido.

Enquanto o evangelho está sendo apresentado a essa pessoa, ore para que o mesmo Deus que mandou a luz resplandecer das trevas ilumine seu coração, e Jesus lhe seja revelado como Salvador.

"Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo." (2 Coríntios 4:6.)

E dá-se o mesmo com qualquer pessoa que se converte: é salva pela graça soberana de Deus.

Oração Intercessória

A pessoa já convertida precisa de intercessores tanto quanto o incrédulo.

Quem não quer saber de, ou se recusa a receber do Senhor melhoria de sua condição através da libertação, é porque está preso pelo engano. Qualquer desculpa que seja dada para rejeitar a oração de libertação representa uma forma de engano (satânico). Satanás, o enganador, fica levando vantagem, e o cativo continua preso.

Devemos incluir os outros em nosso pedido de libertação do maligno.

A oração intercessória é, ao mesmo tempo, uma arma ofensiva e defensiva contra as estratégias do demônio.

A Luta Espiritual

A vontade da pessoa pode estar tão dominada por forças demoníacas que ela é incapaz de reagir à ajuda que lhe é oferecida. Nada que se diga irá convencê-la a abrir-se à ministração. Sua vontade está sob o controle do inimigo.

É preciso nos lembrarmos de que "a nossa luta não é contra o sangue e a carne e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Efésios 6:12).

Jesus deu à sua Igreja o poder de "amarrar Satanás". Temos de levar a batalha até a porta do inferno e derrotar a estratégia que Satanás tem lançado contra Jesus.

"O que quer que seja que amarremos ou libertemos na terra é o que está no estado de ter sido amarrado ou libertado no céu." Conseqüentemente, para podermos amarrar ou libertar as coisas na terra, é necessário primeiro amarradas (ligadas) e libertadas (desligadas) no reino dos céus.

Porém, cuidado! Temos de estar cientes de que não podemos controlar a vontade de outra pessoa. O objetivo da luta espiritual é libertar a vontade da pessoa para que ela possa responder diretamente ao Senhor Deus e receber o socorro que Deus lhe oferece. Nos casos em que a pessoa escolheu, por sua própria e livre vontade, submeter-se ao poder do pecado e de Satanás, amarrá-lo não adianta coisa alguma.

Porém, cuidado! Muitas coisas tolas e perigosas têm sido feitas em nome da oração intercessória de luta espiritual.

Satanás está mais do que pronto para entrar nesse jogo. Não existe base nenhuma na Palavra de Deus para dizer que devamos receber demônios em nosso próprio corpo, seja qual for a hora ou a razão. Permitir que os demônios entrem é abrir-se ao influxo de espíritos malignos, sem garantia nenhuma, da parte de Satanás, de que os demônios automaticamente sairão de outra pessoa. Assim, o arqui-enganador vence novamente!


A Arma do Amor

Ao ajudar alguém que se recusa a receber ministração direta, não se esqueça do amor. No mais íntimo do seu ser, essa pessoa tem sede de ser amada. Podemos ter a certeza de que, no seu passado, ela foi ferida ou rejeitada.

Tal discernimento de amor nos capacita a amá-la e não a nos retrairmos por causa da fúria da tempestade gerada por sua personalidade instável.

Ainda que o cativo não reconheça nem corresponda ao amor oferecido, podemos estar certos de que o amor incondicional é uma técnica de luta espiritual que põe uma pressão intolerável nos poderes das trevas.

Da mesma forma que monóxido de carbono é fatal à nossa vida, assim é o amor para um espírito maligno. Ele não pode existir ou operar quando envolvido em amor.

É por isso que Jesus nos ensinou a amarmos nossos inimigos. Assim, amontoamos brasas de fogo sobre a cabeça deles, isto é, isso purifica a mente deles.

São justamente os que mais necessitam de libertação que, muitas vezes, são os mais difíceis de se amar. Pode ser que eles se rebelem e nos firam quando lhes oferecemos compaixão e amor. Mas recebemos a ordem de amar, mesmo àqueles que parecem ser menos dignos de amor. (Veja Mateus 5:43-48.)

Aliás, essa é exatamente a maneira como Deus nos libertou. Ele nos amou apesar de nossa vileza. (Veja Romanos 5:8.) Seu amor quebrou as barreiras: o amor tem o poder de remover todo impedimento. É uma poderosa arma nas mãos de um hábil combatente espiritual.


Orar as Escrituras

Temos de ser guiados pelo Espírito Santo em nossa luta de oração intercessória. O Espírito Santo dará ao guerreiro espiritual as passagens específicas das Escrituras de que ele necessita. Use esses trechos vivos como guia em sua oração. Assim, você estará usando "a espada do Espírito, que é a palavra de Deus".

O Líder é o Espírito Santo

O Espírito Santo conhece todos os fatores e circunstâncias em relação ao caso. Ele ajustará a direção certa em que o intercessor deve ir. A luta a favor dos outros é uma luta espiritual, não pode ser vencida na carne. A estratégia dessa luta não pode ser planejada por sabedoria humana. Permita que o Espírito Santo seja o líder.

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