DANIEL - Resistindo às pressões
"Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. "(Dn 1.8.)
Às vezes penso que nós, seres humanos, somos muito semelhantes a massa de modelar: dependendo da pressão à qual somos submetidos, podemos assumir qualquer formato. Isso representa um problema, pois existem forças que tentam nos transformar em algo diferente daquilo que Deus quer que sejamos. Como podemos resistir a elas?
Daniel e seus amigos nos ensinam uma preciosa lição nesse sentido. Eles foram levados para a corte babilônica e pressionados, de todas as formas, a adotar os costumes e deuses dos pagãos. Entretanto, permaneceram firmes e alcançaram grandes vitórias.
Daniel sofreu pressões
Daniel e seus amigos foram retirados de seu ambiente familiar. Arrancados de Jerusalém como prisioneiros de guerra, eles se viram, de repente, numa cidade muito maior e diferente. Assim como um jovem que adentra uma faculdade ou uma grande empresa, eles devem ter experimentado certa insegurança. Além disso, já não podiam contar com a ajuda dos parentes, amigos e irmãos de fé para manter as suas convicções.
Daniel e seus amigos foram expostos a ensinamentos estranhos. O rei ordenou que se lhes ensinasse "a cultura e a língua dos caldeus" (Dn 1.4), os quais tinham profundo conhecimento de astronomia e arquitetura, mas também eram terríveis feiticeiros. Não deve ter sido fácil para os quatro rapazes conviver com aquela mistura de erudição e esoterismo.
Daniel e seus amigos tiveram os seus nomes substituídos. Eles ganharam apelidos! Os funcionários do palácio tentaram ridicularizá-los, trocando seus nomes - que tinham significados nobres - por outros de sentido idolatra ou pejorativo. Assim, Daniel, cujo nome significava "Deus é juiz", passou a ser chamado de Beltessazar, ou "Bel proteja o rei". Hananias, "Deus é misericordioso", recebeu o nome de Sadraque, "Tenho muito medo". Misael, "Quem é como Deus?", foi chamado de Mesaque, "Tenho pouca importância". E Azarias, cujo nome significava "Deus é meu socorro", tornou-se conhecido como Abede-Nego, que quer dizer "Servo de Nabu"7. A intenção dos babilônios era intimidar os quatro amigos, além de tentar convertê-los ao seu próprio estilo de vida.
Daniel e seus amigos receberam propostas tentadoras. "Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia." (Dn 1.5.) À primeira vista, aquilo poderia parecer algo bom. Entretanto, os manjares reais eram consagrados aos deuses pagãos. Ingeri-los significaria tomar parte num culto idolatra. Você já reparou que ainda hoje, quando a intimidação falha, aqueles que procuram nos modelar lançam mão de ofertas atraentes como um último recurso? E que nem sempre é fácil resistir à sedução das mesas fartas, dos prazeres mundanos ou do dinheiro fácil?
Diante de tantas influências, o que Daniel e seus amigos poderiam fazer? Ceder parecia fácil (ou mesmo inevitável), e é certo que outros judeus o fizeram. Mas aqueles jovens decidiram tomar um caminho diferente. Eles fizeram a opção de não se contaminar.
A decisão de Daniel
Apesar de todas as pressões, a Bíblia diz que "resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se". E essa resolução foi mais forte do que tudo. Graças a ela Daniel e seus companheiros prosperaram em Babilônia, venceram o fogo da fornalha, fecharam a boca dos leões, frustraram as intrigas adversárias, testemunharam a decadência dos reis e a queda do império. Não houve força no mundo capaz de dobrar sua determinação.
Talvez você esteja se perguntando: "Como eu posso ter uma firmeza semelhante à de Daniel? Reconheço que freqüentemente a coação do grupo, do ambiente e do mundo é poderosa demais para mim. Gostaria de ser sólido como uma rocha, mas me percebo, na maioria das vezes, maleável como a argila. O que preciso fazer para resistir às pressões?"
Como escreveu o apóstolo Paulo, "o amor de Cristo nos constrange" (2 Co 5.14). Esse amor a Deus se revela uma força mais poderosa do que as influências externas. É graças a ele que resistimos.
Algumas pessoas tentam vencer as tentações cercando-se de regras e proibições. Isto conserva-os intactos, mas rouba-lhes a liberdade. Os fariseus, por exemplo, se apegavam à Lei, acreditando que isso os tornaria santos. Mas Jesus lhes disse que deveriam amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos. Em outras palavras, faltava-lhes uma força interior - a força do amor - sem a qual não conseguiriam agradar ao Pai.
Daniel amava ao Senhor, e esse foi o segredo da sua vitória. Eu e você podemos aprender com o seu exemplo. Cultivando nosso relacionamento com Deus, seremos capazes de resistir a todas as pressões. Conservaremos a fé sem abrir mão de nossa liberdade.
Como anda a sua comunhão com Deus? A resposta a essa pergunta irá determinar se você tem a constância de uma rocha ou a flexibilidade de uma massa de modelar. Não deixe de investir na sua intimidade com o Pai! Não deixe de olhar para Jesus! Em tempos conturbados como estes que vivemos, isso determinará o sucesso ou o fracasso.
Daniel resolveu, firmemente, não se contaminar. Estabeleça o mesmo alvo. E não se esqueça: apenas uma força muito grande agindo em seu interior poderá sobrepujar as influências com as quais a sociedade tenta moldá-lo. Lembre-se de quem você é, do valor que o Senhor lhe atribuiu, do propósito para o qual ele o chamou. Só isso evitará que você se transforme em mais um pedaço de massa.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
Postado por
DAVI E AMY
às
06:07
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