JOSÉ E MARIA - Um casal especial
Muito se fala sobre Maria e José como pais, mas quase nada tem sido dito a respeito deles como esposos. Entretanto, sua história de amor é uma das mais belas de que se tem notícia. Nem Romeu e Julieta, nem Tristão e Isolda, formaram um par tão belo quanto José e Maria. Afinal, quais são as marcas que definem um casal realmente especial?
Um casal especial enfrenta os desafios da vida
As árvores mais fortes são as mais açoitadas pelos ventos. De igual forma, parece que os pares mais felizes são aqueles que enfrentam os mais severos desafios ao longo dos anos.
Já no começo do seu relacionamento, José e Maria se viram diante de situações difíceis. De acordo com o costume da época, os dois devem ter se casado muito novos. (Maria, com aproximadamente treze anos; José, um pouco mais velho.) Apesar da pouca idade e da falta de experiência, logo precisaram tomar importantes decisões.
Um anjo apareceu a Maria e anunciou-lhe que seria a mãe do Salvador (Lc 1.31)- José, porém, ao saber que a mulher que desposara estava grávida, planejou deixá-la secretamente. Ele sabia que não era o pai da criança, e decidiu não tomar parte no que acreditava ser uma situação irregular.
A Lei de Moisés estabelecia que os adúlteros deveriam ser apedrejados. José amava Maria, e não queria que nada parecido acontecesse com ela. Ele calculou que se abandonasse a cidade às pressas, as pessoas o culpariam pela gravidez e poupariam sua jovem esposa. José estava procurando agir da maneira que considerava mais certa. Ainda assim, estava errado.
A vida impõe muitos dilemas a um homem e uma mulher que desejam caminhar juntos. Para Maria e José, um desses dilemas foi colocado pelo próprio Deus: o nascimento, em sua casa, do Salvador do mundo. Mas eles também tiveram de lidar com suas dificuldades pessoais - como, por exemplo, a insegurança de José.
Todos enfrentamos desafios em nossos relacionamentos. Pode ser o nascimento de um filho com necessidades especiais, a mudança para uma nova cidade ou a emergência de uma crise financeira. Às vezes, o teste maior reside na superação das falhas dos próprios cônjuges. De uma coisa, porém, estejamos certos: Deus quer que marido e mulher enfrentem essas provas juntos. A separação não faz parte dos seus planos.
Um casal especial conta com o auxílio de Deus
O casamento de Maria e José estava por um fio. Ia acabar antes mesmo de começar. Eles se amavam, mas não estavam encontrando, em si mesmos, recursos suficientes para solucionar seus problemas.
Foi então que Deus interveio. Através de um sonho e do comunicado de um anjo, o Senhor mudou o rumo dos acontecimentos. José foi convencido da verdade e recebeu Maria em sua casa. Juntos eles esperaram pelo nascimento do bebê que haveria de trazer salvação à humanidade.
O casamento daqueles jovens de Nazaré foi salvo porque Deus falou. Ele fala ainda hoje. Está pronto a socorrer relacionamentos em crise e amparar casais angustiados. Contudo, será que esses casais estão prontos a ouvir a voz do Senhor? Eles o estão buscando? Estão contando realmente com o auxílio que vem dos céus?
O mais comum é que um dos cônjuges (quando não os dois) busque apenas a própria vontade e desconsidere os planos divinos. Ao contrário do que ocorreu no lar de José e Maria, nesses casamentos não há sonho. Não há anjo. Não há dependência de Deus.
Um casal que deixa o Senhor de fora das suas considerações está voltando as costas para o seu maior aliado. Perceba: José estava absolutamente decidido a seguir determinada direção. Sua alma estava cheia de ciúme e de tristeza. Entretanto, ele permitiu que seus planos fossem mudados, e suas emoções, transformadas, por uma intervenção do Senhor.
Dispondo-se a contar com o auxilio de Deus, José fez com que a vitória se tornasse possível. Lembre-se disso sempre que enfrentar crises em seu relacionamento.
Um casal especial alcança vitória nas lutas
Maria "deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria" (Lc 2.7). Daquele berço tão humilde, o lar de José e Maria foi abençoado, juntamente com toda a humanidade.
Além de terem o privilégio de ver o Filho de Deus crescendo em sua casa, José e Maria foram contemplados com uma numerosa família. Os moradores de Nazaré sabiam disso, pois quando Cristo, anos mais tarde, pregou na cidade, eles disseram: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs?" (Mc 6.3.)
Maria e José constituíram uma família grande e feliz. Isso não quer dizer que os dois não tenham se deparado com outros problemas ao longo dos anos. Entretanto, a crise maior foi superada, e eles saíram dela com sua relação aperfeiçoada.
Quando um de nossos ossos se quebra, o organismo, quase instantaneamente, se põe a restaurá-lo. E depois que o osso fraturado se solda, ele se torna mais resistente do que todos os outros ossos do corpo. De igual modo, o casal que passa por problemas e, com a ajuda do Senhor, consegue superá-los, vê o seu relacionamento solidificar-se.
Acredite: existe uma vitória reservada para todos os casais que ousam confiar no Senhor! Os que esperam em Deus e vão à luta com o seu auxílio não deixam a batalha na condição de meros sobreviventes. Eles saem do combate como vencedores. Sua união não emerge desfigurada da crise, e sim fortalecida.
O Senhor está profundamente interessado em nossos relacionamentos, assim como estava atento ao que se passava com aquele casal de Nazaré.
Com o auxílio do Senhor, muitos têm superado as maiores dificuldades. Portanto, busque-o e confie no seu poder. Ele jamais virará as costas para você.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
Postado por
DAVI E AMY
às
05:00
0
comentários
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
ESTER - Nascida para reinar
Fazer parte da família de Deus é pertencer à mais nobre linhagem, é nascer para reinar. E se há uma história que nos lembra dessa verdade, é aquela registrada no Livro de Ester. Ali somos apresentados a uma jovem que veio a assentar-se no trono da Pérsia. Ester era uma pessoa nascida para reinar - assim como você. Tal qual ela, você também poderá encontrar seu lugar de honra e influência neste mundo.
Mesmo que nossa casa não se pareça com um castelo e nossas roupas não sejam feitas de seda reluzente, nossa vida pode (na verdade, deve) passar longe da mediocridade.
Como podemos viver de acordo com a natureza de alguém que nasceu para reinar?
Alcançando favor
O segredo do encanto daquela filha de Deus residia no seu caráter. A Bíblia diz que" Ester alcançou favor de todos quantos a viam" (Et 2.15). Ela conquistou o coração das pessoas. Não fez isso com a sua aparência, mas com a sua personalidade.
Demonstrou ser uma pessoa bondosa e leal, alcançando graça aos olhos dos que a cercavam. Em outras palavras, Ester entendeu que admiração e respeito eram coisas que precisavam ser conquistadas, e não impostas.
Quer seja você uma imperatriz ou uma dona-de-casa, um banqueiro ou um motorista, precisa alcançar o favor daqueles que o cercam. Deus não trouxe você ao Reino para se deleitar com os benefícios do poder, mas para exercer autoridade em prol de seus semelhantes. Lembre-se: não será o seu cargo, título, graduação acadêmica ou situação financeira que conquistará o respeito das pessoas. Será o seu comportamento.
Dependendo de Deus
Aqueles que têm um coração real batendo dentro do peito nunca se esquecem do Rei dos reis. Homens e mulheres nascidos para reinar devotam a vida a Deus. Eles o buscam em todas as horas e procuram honrá-lo de todas as formas. Sua nobreza reside na profundidade da sua fé e na firmeza do seu compromisso. Eles procuram fazer a vontade do Senhor com humildade e confiança, e contam com o seu auxílio em cada momento.
Veja o exemplo de Ester: Ela era uma mulher de jejum e oração. Estava decidida a obedecer a Deus mesmo que isso resultasse na sua morte.
Mostrando amabilidade e sinceridade
As Escrituras dizem que, depois que o perigo havia passado, Ester e Mordecai "expediram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras amigáveis e sinceras" (Et 9-30). Palavras amigáveis e sinceras — eis aí uma combinação difícil! Muitas vezes abrimos mão de uma coisa em benefício da outra. Mas pessoas que nasceram para reinar não podem cometer tal erro.
É fácil ceder à tentação neste ponto e buscar alcançar um estado de paz a qualquer preço. Porém, não é isso o que o Senhor espera de nós. Ele diz: "Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12.18). Nosso horror ao conflito não pode ser maior que nosso amor à verdade. A sinceridade não pode ser sacrificada no altar da amabilidade.
Conheço alguns cristãos que dizem: "Eu sou franco!", quando de fato deveriam dizer: "Eu sou mal-educado!" A verdade despida de amor fere ao invés de curar. Por isso a Bíblia diz: "Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo" (Pv 16.24).
Sendo assim, preste atenção: você não deve ser omisso nem briguento, nem hipócrita nem grosseiro. Pese cuidadosamente suas palavras antes de pronunciá-las. Use-as para abençoar vidas, e não para desabafar sua irritação ou colocar panos quentes. Aqueles que foram chamados a dar sua contribuição para o reino de Deus precisam aliar sinceridade à amabilidade. Peça ao Senhor que o ajude nesse sentido. Afinal, se você fracassar aqui, não alcançará sucesso em nada.
Quando somos convocados ao Reino, mas não falamos como reis, perdemos a oportunidade de influenciar positivamente os que estão ao nosso redor.
Com Ester aprendemos uma importante lição: que a realeza não reside na árvore genealógica ou no prestígio social de uma pessoa, mas sim no seu coração. E quanto a nós? Bem, talvez nunca coloquemos os pés num palácio, nem venhamos a tomar decisões sobre negócios de Estado. Todavia, também nascemos para reinar. Alcançando o favor dos que nos cercam, buscando a dependência de Deus e equilibrando amabilidade com sinceridade, faremos a diferença.
Lembre-se: independentemente do seu sobrenome ou da sua condição social, você nasceu para reinar. Portanto, leve uma vida digna. Busque a excelência em tudo aquilo a que se dedicar. Não se esqueça de que o Rei dos reis acompanha seus passos, e que um dia ele o recompensará por todo o bem que fizer. Procure viver de tal modo que abençoe os que estão ao seu lado e alegre o coração do Criador. Você verá que essa é uma vida que vale a pena. É uma vida cheia de beleza, propósito e valor.
Postado por
DAVI E AMY
às
05:46
0
comentários
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
DANIEL - Resistindo às pressões
"Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. "(Dn 1.8.)
Às vezes penso que nós, seres humanos, somos muito semelhantes a massa de modelar: dependendo da pressão à qual somos submetidos, podemos assumir qualquer formato. Isso representa um problema, pois existem forças que tentam nos transformar em algo diferente daquilo que Deus quer que sejamos. Como podemos resistir a elas?
Daniel e seus amigos nos ensinam uma preciosa lição nesse sentido. Eles foram levados para a corte babilônica e pressionados, de todas as formas, a adotar os costumes e deuses dos pagãos. Entretanto, permaneceram firmes e alcançaram grandes vitórias.
Daniel sofreu pressões
Daniel e seus amigos foram retirados de seu ambiente familiar. Arrancados de Jerusalém como prisioneiros de guerra, eles se viram, de repente, numa cidade muito maior e diferente. Assim como um jovem que adentra uma faculdade ou uma grande empresa, eles devem ter experimentado certa insegurança. Além disso, já não podiam contar com a ajuda dos parentes, amigos e irmãos de fé para manter as suas convicções.
Daniel e seus amigos foram expostos a ensinamentos estranhos. O rei ordenou que se lhes ensinasse "a cultura e a língua dos caldeus" (Dn 1.4), os quais tinham profundo conhecimento de astronomia e arquitetura, mas também eram terríveis feiticeiros. Não deve ter sido fácil para os quatro rapazes conviver com aquela mistura de erudição e esoterismo.
Daniel e seus amigos tiveram os seus nomes substituídos. Eles ganharam apelidos! Os funcionários do palácio tentaram ridicularizá-los, trocando seus nomes - que tinham significados nobres - por outros de sentido idolatra ou pejorativo. Assim, Daniel, cujo nome significava "Deus é juiz", passou a ser chamado de Beltessazar, ou "Bel proteja o rei". Hananias, "Deus é misericordioso", recebeu o nome de Sadraque, "Tenho muito medo". Misael, "Quem é como Deus?", foi chamado de Mesaque, "Tenho pouca importância". E Azarias, cujo nome significava "Deus é meu socorro", tornou-se conhecido como Abede-Nego, que quer dizer "Servo de Nabu"7. A intenção dos babilônios era intimidar os quatro amigos, além de tentar convertê-los ao seu próprio estilo de vida.
Daniel e seus amigos receberam propostas tentadoras. "Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia." (Dn 1.5.) À primeira vista, aquilo poderia parecer algo bom. Entretanto, os manjares reais eram consagrados aos deuses pagãos. Ingeri-los significaria tomar parte num culto idolatra. Você já reparou que ainda hoje, quando a intimidação falha, aqueles que procuram nos modelar lançam mão de ofertas atraentes como um último recurso? E que nem sempre é fácil resistir à sedução das mesas fartas, dos prazeres mundanos ou do dinheiro fácil?
Diante de tantas influências, o que Daniel e seus amigos poderiam fazer? Ceder parecia fácil (ou mesmo inevitável), e é certo que outros judeus o fizeram. Mas aqueles jovens decidiram tomar um caminho diferente. Eles fizeram a opção de não se contaminar.
A decisão de Daniel
Apesar de todas as pressões, a Bíblia diz que "resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se". E essa resolução foi mais forte do que tudo. Graças a ela Daniel e seus companheiros prosperaram em Babilônia, venceram o fogo da fornalha, fecharam a boca dos leões, frustraram as intrigas adversárias, testemunharam a decadência dos reis e a queda do império. Não houve força no mundo capaz de dobrar sua determinação.
Talvez você esteja se perguntando: "Como eu posso ter uma firmeza semelhante à de Daniel? Reconheço que freqüentemente a coação do grupo, do ambiente e do mundo é poderosa demais para mim. Gostaria de ser sólido como uma rocha, mas me percebo, na maioria das vezes, maleável como a argila. O que preciso fazer para resistir às pressões?"
Como escreveu o apóstolo Paulo, "o amor de Cristo nos constrange" (2 Co 5.14). Esse amor a Deus se revela uma força mais poderosa do que as influências externas. É graças a ele que resistimos.
Algumas pessoas tentam vencer as tentações cercando-se de regras e proibições. Isto conserva-os intactos, mas rouba-lhes a liberdade. Os fariseus, por exemplo, se apegavam à Lei, acreditando que isso os tornaria santos. Mas Jesus lhes disse que deveriam amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos. Em outras palavras, faltava-lhes uma força interior - a força do amor - sem a qual não conseguiriam agradar ao Pai.
Daniel amava ao Senhor, e esse foi o segredo da sua vitória. Eu e você podemos aprender com o seu exemplo. Cultivando nosso relacionamento com Deus, seremos capazes de resistir a todas as pressões. Conservaremos a fé sem abrir mão de nossa liberdade.
Como anda a sua comunhão com Deus? A resposta a essa pergunta irá determinar se você tem a constância de uma rocha ou a flexibilidade de uma massa de modelar. Não deixe de investir na sua intimidade com o Pai! Não deixe de olhar para Jesus! Em tempos conturbados como estes que vivemos, isso determinará o sucesso ou o fracasso.
Daniel resolveu, firmemente, não se contaminar. Estabeleça o mesmo alvo. E não se esqueça: apenas uma força muito grande agindo em seu interior poderá sobrepujar as influências com as quais a sociedade tenta moldá-lo. Lembre-se de quem você é, do valor que o Senhor lhe atribuiu, do propósito para o qual ele o chamou. Só isso evitará que você se transforme em mais um pedaço de massa.
Postado por
DAVI E AMY
às
06:07
0
comentários
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
"Lições de fé" - Marcelo Aguiar
JOSAFÁ - Prevalecendo através do louvor
Louvar a Deus é um privilégio. Alguns cantam hinos por obrigação ou empolgação, mas isso não é louvor. O ato de louvar envolve muito mais do que letras e melodias. É algo que nasce no coração. O louvor é o reconhecimento das obras de Deus, assim como a adoração é o reconhecimento dos seus atributos. Louvamos a Deus por aquilo que ele faz. Adoramos a Deus por aquilo que ele é.
O rei Josafá recebeu a notícia de que um grande exército, formado por amonitas, moabitas e edomitas, se dirigia para Jerusalém. A primeira coisa que ele fez foi temer. A segunda foi buscar ao Senhor(capítulo 20 de 2 Crônicas v. 3).
O rei convocou todos os seus súditos e orou, dizendo: "Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti" (v. 12).
A essa oração tão sincera, o Senhor respondeu com a promessa de que os inimigos seriam vencidos sem que o povo precisasse lutar. "Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém também se prostraram perante o Senhor, e o adoraram." (V. 18.) A partir daí, coisas espantosas começaram a acontecer.
Josafá e seus servos prevaleceram através do louvor. E quanto a nós? Será que também temos experimentado o incrível poder que está presente na adoração? Temos identificado o momento certo de parar de pedir e começar a agradecer? O que é que alcançamos quando nos propomos a exaltar e louvar ao Senhor?
Vitória
O inimigo que vinha contra os judeus era numeroso, mas a partir do instante em que receberam a promessa de livramento, eles se puseram a louvar. Que marcha diferente foi aquela, na qual os soldados, no lugar de espadas e lanças, levaram instrumentos musicais! E perante tal demonstração de fé, algo extraordinário aconteceu: Deus fez com que a coalizão inimiga se desentendesse e começasse a lutar entre si.
Os israelitas venceram a batalha sem precisar disparar uma única flecha, armados, apenas, com o poder do louvor. Quando louvamos, coisas maravilhosas acontecem! As vezes pensamos que as pessoas mais agradecidas são as que receberam mais bênçãos, mas a verdade é que elas são mais abençoadas porque agradecem mais. Na guerra espiritual, o louvor é a arma definitiva, contra a qual o inimigo não possui defesa.
Identifique a hora de parar de suplicar e começar a agradecer. Não glorifique ao Senhor apenas pelo que ele fez: exalte-o também, pelo que vai fazer. Descarte o pessimismo e a murmuração, e prevaleça pelo louvor. Dizem que o gorjeio mais bonito é o do rouxinol, porque esse pássaro só canta de noite. Da mesma forma, não há adoração tão bela quanto a que é prestada nas sombras da provação.
Intimidade
A experiência de louvar em meio às lutas proporcionou aos israelitas uma visão mais nítida de Deus. A Bíblia diz que, após despojarem seus inimigos, "ao quarto dia, se ajuntaram no vale da Bênção, onde louvaram o Senhor" (v. 26). Perceba: eles simplesmente não conseguiam parar de louvar! Estavam encantados com a beleza do Senhor.
Embora sirvamos a um grande Deus, nem sempre nos damos conta disso. Contudo, ao encará-lo pelas lentes de louvor, enxergamos mais claramente a sua majestade, e somos conquistados por seu amor. O salmista disse que Deus está "entronizado entre os louvores de Israel" (Sl 22.3). Quando adoramos ao Senhor, o percebemos perto de nós.
Há muitos anos, realizou-se um concurso de poesias, no qual dois dos candidatos se propuseram a recitar o Salmo 23, o Salmo do Bom Pastor. O primeiro deles era um ator profissional. Ele conquistou a platéia com sua entonação perfeita e gestos graciosos. Ao terminar a apresentação, foi longamente aplaudido.
Então, subiu ao palco um velho pastor. Com sua voz débil e oscilante, ele repetiu as mesmas palavras que haviam sido pronunciadas minutos antes. Quando parou de falar, não se ouviram aplausos, mas a multidão estava profundamente emocionada. Lágrimas escorriam pela face de homens e mulheres. Ninguém falava ou se movia.
Percebendo que o discurso do homem de Deus calara mais fundo no coração dos ouvintes, o artista se voltou para ele e disse:
— Como você foi capaz de me superar, se não conhece os recursos dramáticos que eu domino tão bem?
O ancião lhe respondeu:
— É que você conhece o Salmo do Pastor. Eu, porém, conheço o Pastor do Salmo.
Quanto mais exaltamos a glória do Senhor, mais percebemos o quanto ele é excelso, e mais desejamos exaltá-lo.
Depois da provação, do louvor e da conquista, o povo continuou adorando a Deus, porque havia se tornado mais íntimo dele.
Louvar ao Senhor contribui para o nosso crescimento espiritual. Permite-nos vislumbrar a glória do Criador. Portanto, o que estamos esperando? Exaltemos o nome de Deus com todo o nosso ser! O Pai procura adoradores "que o adorem em espírito e em verdade", porque estes são os que privam de sua intimidade (Jo 4.23).
Testemunho
Além de vitória e intimidade, o louvor dos habitantes de Jerusalém lhes possibilitou o testemunho de sua fé. Um belo final para uma história maravilhosa.
Todas as nações reconheceram o poder do Senhor e o fato de que ele estava com Josafá. O resultado foi que, até o fim de seus dias, o rei não precisou se preocupar com os inimigos, pois ninguém ousou atacá-lo. E quanto a mim e a você? O mundo sabe que temos um grande Deus, e que ele está conosco? Se o louvarmos, certamente que sim!
Cristãos murmuradores e mal-agradecidos não costumam ser grandes divulgadores do evangelho. Por outro lado, quando louvamos ao Senhor pelos seus atos, anunciamos as boas-novas da salvação. Crentes derrotados e pessimistas não brilham. Mas aqueles que adoram a Deus com entusiasmo são a luz do mundo.
Da próxima vez que você cantar um hino, pergunte a si mesmo: "Será que uma pessoa que esteja passando, agora, pela rua, sentirá vontade de conhecer a Deus pela maneira como eu o louvo? Ele será capaz de detectar alegria e gratidão em minha voz?"
Quando adoramos ao Senhor com entusiasmo, mostramos que vale a pena estar em sua presença e desfrutar da sua comunhão. Que pregação seria melhor do que essa? Nosso louvor se constitui num poderoso instrumento de testemunho. Portanto, não podemos deixar de louvar. Não apenas porque assim somos vitoriosos e alegramos o coração de Deus, mas também porque, dessa forma, abençoamos aqueles que nos rodeiam.
Sendo assim, não deixe de louvar. Tudo o que o diabo gostaria é que você parasse de adorar a Deus. Ele deseja vencê-lo através do queixume e do desespero. Quer vê-lo agindo precipitadamente ou deixando-se paralisar pelo medo. Porém, lembre-se de uma coisa: você foi feito para exaltar ao Senhor!
Na verdadeira adoração reside a nossa realização. A Bíblia diz que fomos "feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para o louvor da sua glória" (Ef 1.11,12). Portanto, abramos o coração e soltemos nossa voz. Prevaleçamos através do louvor.
Postado por
DAVI E AMY
às
06:14
0
comentários
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
JABEZ - O caminho da bênção
Jabez foi exaltado acima dos seus contemporâneos. Numa época em que as pessoas acreditavam que a maldição de um nome só poderia ser anulada pela adoção de outro, ele provou que fé e santidade eram tudo o que alguém precisava para ser grandemente abençoado.
Jabez buscou a bênção
Tanto "bênção" quanto "maldição" são palavras que aparecem na Bíblia e fora dela. Entretanto, o significado que as Escrituras conferem a esses termos é completamente diferente daquele que as antigas nações lhes atribuíam.
Os povos pagãos acreditavam que as pragas e maldições possuíam força em si mesmas. Uma vez pronunciadas, elas obrigariam os deuses, os demônios ou os poderes sobrenaturais a prejudicarem determinada pessoa. Por isso, esses povos viviam com medo de imprecações e baixarias. Lançavam mão de toda sorte de amuletos ou contra feitiços, numa tentativa de manter as forças do mal à distância.
O povo de Israel, porém, fora informado por Deus de que bênçãos e maldições nada mais eram do que a conseqüência de suas boas e más escolhas. Na Bíblia, as bênçãos são o resultado da obediência ao Senhor, e as maldições, o fruto da desobediência.
Uma vez que bênção e maldição são reflexos da proximidade ou afastamento de Deus, fica claro que aqueles que buscam ao Senhor não precisam temer maldições. Jabez compreendeu isso, pois o texto diz que ele foi "mais ilustre do que seus irmãos". Quando se propôs a ser um homem ilustre - ou seja, honrado, digno e fiel -Jabez colocou-se debaixo da bênção, e fechou as portas para qualquer possibilidade de maldição.
Em nossos dias, há muitos cristãos que, por ignorarem essa verdade bíblica, andam sobressaltados. Receiam que possa haver alguma maldição hereditária ou obra maligna em suas vidas, apesar de caminharem com Deus. Assim, eles se privam da paz e segurança que Cristo oferece. Para essas pessoas, o exemplo de Jabez se constitui numa importante lição.
Jabez suplicou a bênção
Além de se conduzir de uma maneira abençoada, Jabez pediu a Deus, especificamente, que o abençoasse. Ele fez a seguinte oração: "Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!" Ele se dirigiu ao Senhor com toda a sua fé.
É significativo o fato de Jabez não haver buscado nenhum intermediário. Ele não procurou videntes, profetizas nem sacerdotes. Não empreendeu nenhuma romaria ou peregrinação. Pelo contrário: foi diretamente a Deus, pois acreditava que seria ouvido.
Não existem fórmulas mágicas no caminho da bênção. Não há necessidade de palavras especiais, cerimônias rebuscadas, lugares exclusivos, objetos místicos ou mediadores de espécie alguma. O Senhor está atento à nossa prece e disposto a abençoar-nos. Portanto, busquemo-lo com ousadia. A Bíblia diz: "A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto" (Pv 10.22).
Muitas pessoas estão buscando a bênção no lugar errado, atraindo, assim, desgosto para si próprias. Elas se tornam alvo da exploração de homens inescrupulosos ou chegam, até mesmo, a se envolver com práticas ocultistas. O resultado é decepção e sofrimento. Você precisa saber que, neste exato momento, o Senhor está pronto a abençoá-lo. Obedeça aos mandamentos dele. Fale-lhe das suas necessidades. Tome o caminho certo.
Duas meninas que voltavam da escola viram, em uma vitrine, uma linda boneca. Elas pegaram um panfleto da loja em que havia uma foto do brinquedo, e pensaram: "Como seria bom se o papai comprasse para mim!" Em seguida, decidiram fazer algo a respeito.
A primeira correu para casa e chegou lá quando o pai voltava do trabalho. Ela beijou o seu rosto, tirou os seus sapatos, trouxe seus chinelos prediletos e o fez sentar-se no sofá. Em seguida assentou-se aos seus pés, enquanto acariciava o folheto que havia trazido da loja e dava longos suspiros. O pai sorriu e passou a mão pela sua cabeça.
Então, a outra menina também chegou da escola. Depois de cumprimentar alegremente o seu pai, ela lhe mostrou o panfleto com a foto da boneca e disse:
— Pai, compra pra mim?
Ele lhe respondeu:
— Está bem, filha. Amanhã eu passo na loja e trago para você. A essa altura, a outra protestou.
— E quanto a mim?, gritou indignada.
— Se você também queria, só precisava pedir, falou o pai.
Às vezes, tentamos manipular nosso Pai celestial ao invés de, simplesmente, dizer-lhe o que queremos. Contudo, se o conhecêssemos melhor, não agiríamos assim. Deus é bom e generoso. Ele está sempre pronto a conceder-nos o que sabe ser o melhor para nós. Por isso, "esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito" (1 Jo 5.14,15).
Jabez recebeu a bênção
Jabez suplicou ao Senhor que o abençoasse, "e Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido". Seus temores foram afastados, e suas inquietações, dissipadas. Nenhuma falsa profecia se cumpriu na sua vida. Todas as palavras negativas que ele ouviu caíram por terra. Por outro lado, cada um dos projetos que Deus tinha para a sua existência se realizou. Será que o Senhor fez isso porque amava mais a Jabez do que a mim ou a você? Certamente que não! Ele tem traçado, igualmente, um caminho de vitórias para nós.
O Senhor deseja abençoar-nos. Ele nos ama e enviou o seu Filho para salvar-nos. Quer conduzir-nos a uma existência de realização e triunfo. Não deixe que nada ou ninguém o convença do contrário. Não permita que o medo lance raízes no seu coração.
O Senhor deseja alargar nossas fronteiras. Isso não diz respeito somente ao aspecto material da nossa vida. Deus também quer ampliar nossos pensamentos e estender nossos relacionamentos. Ele almeja fazer-nos crescer moral e espiritualmente.
O Senhor deseja estender-nos a sua mão. Ele nos garante a sua presença, a sua companhia. Promete-nos que nunca nos virará as costas. Assegura-nos que jamais nos negará auxilio. Na hora da dificuldade, segure na mão de Deus. Comprove o quanto ele é fiel.
O Senhor deseja preservar-nos do mal. Não precisamos temer as maldições. Todo o furor e malícia do inferno não se equiparam ao poder do Salvador. Mantenha-se perto de Deus, e deixe o resto cora ele. Você verá que não há com o que se preocupar.
O Senhor deseja livrar-nos da aflição. Isso não quer dizer que nossa vida será isenta de lutas e tribulações. Significa que seremos vitoriosos nos combates e cresceremos através dos desafios. Após cada temporal o sol brilhará novamente, e maiores alegrias florescerão.
Acredito que o Pai celestial está ainda mais interessado em abençoar-nos do que nós em sermos abençoados. Ele sabe do que nós precisamos, antes mesmo de lhe pedirmos (Mt 6.32). Não derrama suas graças com economia ou medida (Jo 3-34). "Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" (Rm 8.31,32.) É claro que sim.
Jabez tinha um desejo que contrastava com as suas circunstâncias. As experiências de sua infância pareciam empurrá-lo na direção do fracasso, e a opinião popular era de que ele jamais seria feliz. Entretanto, Jabez reverteu esse quadro. Buscou, suplicou e recebeu a bênção. Em sua rápida passagem pelas Escrituras, deixou uma bela impressão.
Você também deseja ser abençoado, e a verdade é que existe um Deus pronto a abençoá-lo. Ele observa sua vida com olhos de amor, e move-se ao seu encontro com poder e bondade. Sendo assim, tudo o que você precisa fazer é tomar a direção certa. Não se deixe impressionar com augúrios. Não se permita intimidar com maldições. Não deposite sua confiança em palavras, cerimônias, pessoas, lugares ou objetos. Tome, isso sim, o caminho da bênção - e siga por ele até a vitória final.
Postado por
DAVI E AMY
às
07:56
0
comentários
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
ABIGAIL - A serviço do Rei
O nome de Abigail significa "motivo de alegria" (o que ela era, sem dúvida). Seu marido, por outro lado, causava tristeza a muita gente. A Bíblia diz que Nabal (em hebraico, "tolo"), apesar de descender de família nobre, "era duro e maligno em todo o seu trato" (1 Sm 25.3). Acostumara-se a lidar com as pessoas com brutal desconsideração.
Com a sua grosseria, Nabal provocou a ira do rei Davi. Desse modo ele colocou em risco a própria vida e a sobrevivência dos seus familiares. Como Abigail lidou com tal situação? E quanto a nós? De que maneira agimos em circunstâncias semelhantes? Como podemos nos colocar a serviço do Rei quando a situação é desfavorável?
Precisamos ter iniciativa
Ela "tomou, a toda pressa, duzentos pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas preparadas, cinco medidas de trigo tostado, cem cachos de passas e duzentas pastas de figos, e os pôs sobre jumentos, e disse aos seus moços: Ide adiante de mim, pois vos seguirei de perto" (1 Sm 25.18,19)- Levou assim provisão para o rei e seus homens.
Alguma coisa precisava ser feita, e Abigail se dispôs a fazê-la rapidamente. Não ficou esperando pelos outros, nem aguardando a conjuntura ideal. Quem deseja servir o Rei dos reis deve mostrar a mesma disposição. Não fique esperando uma circunstância perfeita ou uma convocação por escrito. Se o Senhor deseja algo, apresse-se a fazê-lo.
Muitas vezes o Senhor deseja usar-nos em resposta às nossas próprias orações. Tome a iniciativa. Aproxime-se do Rei. Descubra a sua vontade. Apresse-se a cumpri-la.
Precisamos dar o melhor
Abigail não mostrou apenas presteza, mas também capricho. Ela se apressou em levar provisões para Davi e seu exército, ofertando-lhes o que tinha de melhor em sua casa. Seu presente constituiu-se de pães fresquinhos, vinho de qualidade, ovelhas assadas e figos em pasta. Ela sabia que somente as primícias agradariam ao rei.
Nós, cristãos, também devemos dar o melhor ao Rei Jesus. Uma vez que tenhamos nos decidido a servi-lo, não podemos fazer isso de qualquer maneira. As primícias do nosso tempo, dinheiro, habilidade, gestos, emoções e pensamentos devem pertencer a ele. A letra de um antigo hino diz: "No serviço do meu Rei eu sou feliz, venturoso e decidido; quanto tenho no serviço gastarei, no serviço do meu Rei". Disponha-se a dar, para Deus, o melhor daquilo que você é e possui. Não o adore com sobras. Não o sirva com restos. Ele deu a própria vida para salvá-lo. O que lhe dará você?
Precisamos ser sábios
Abigail mostrou inteligência na maneira como tratou Davi, e, também, na forma como lidou com seu marido. A Bíblia diz: "Voltou Abigail a Nabal. Eis que ele fazia em casa um banquete, como banquete de rei; o seu coração estava alegre, e ele, já mui embriagado, pelo que não lhe referiu ela coisa alguma, nem pouco nem muito, ate' ao amanhecer" (1 Sm 25.36).
Que sujeito tolo! Enquanto todos corriam perigo, ele bebia despreocupadamente! O texto diz que o seu banquete era como o de um rei; entretanto, não havia sinal de realeza em seu comportamento. Nabal podia ate' querer ser um príncipe, mas estava mais para sapo...
Prudentemente, sua esposa não lhe relatou nada do que acontecera. Ela sabia que dialogar com um bêbado seria impossível. Assim como identificara o momento certo de falar, percebeu que aquela era a hora de guardar silêncio. Agiu como uma mulher sábia.
"Pela manhã, estando Nabal já livre do vinho, sua mulher lhe deu a entender aquelas coisas; e se amorteceu nele o coração, e ficou ele como pedra. Passados uns dez dias, feriu o Senhor a Nabal, e este morreu." (1 Sm 25.37,38-) O que terá provocado em Nabal tamanho abalo? O susto por sua vida ter corrido perigo? A raiva por sua esposa ter agido sem sua autorização? A tristeza por ter sido privado de parte de seus bens? Seja como for, o choque foi tão grande que ele sofreu uma espécie de derrame, e pouco tempo depois faleceu. A sabedoria e a tolice nunca deixam de produzir seus fartos.
Como Abigail, eu e você também devemos ser sensatos. Precisamos identificar a hora certa de falar e o jeito correto de fazê-lo. Exercitar a sensibilidade e a tolerância. Descartar o destempero e a amargura. Nos nossos relacionamentos, haveremos de colher aquilo que plantarmos. Semeemos, pois, com inteligência.
Precisamos ser humildes
Quando Davi soube que Nabal havia morrido, ficou feliz porque a justiça fora feita por Deus, e não por suas próprias mãos. Ele também se lembrou da mulher que, com sua iniciativa, o havia impedido de derramar sangue inocente. Então, "mandou Davi falar a Abigail que desejava tomá-la por mulher" (1 Sm 25.39).
Abigail era agora uma rica viúva, e estava sendo pedida em casamento por aquele que seria o rei de Israel. Qual foi a sua resposta? Ela se inclinou e disse que agiria como seiva, lavando não apenas os pés de seu futuro esposo, como também os dos seus criados (1 Sm 25.41). Evidenciou a grandeza de caráter própria de uma rainha.
Nenhum de nós se revoltaria contra a idéia de lavar os pés de Cristo, mas fazer o mesmo aos seus servos é outra história. Foi por isso que a atitude de Abigail agradou tanto a Deus. Embora fosse convidada para tornar-se rainha, ela disse que seria uma serva. Uma grande lição de fé.
Lembre-se: não há lugar para vaidade no serviço do Rei. Disponha-se a servi-lo servindo ao próximo. Não considere nenhum trabalho simples demais, nem espere reconhecimento dos homens. Nisso residirá sua verdadeira grandeza.
Bonita e inteligente, dinâmica e bondosa, fiel e consagrada: Abigail deixou ótimas impressões na sua passagem pelas Escrituras. Em harmonia com o seu nome, ela trouxe alegria a todos os que estavam à sua volta. Fez isso com uma vida de dedicação e serviço.
O nome e o destino de Abigail não foram obra do acaso. Ela se colocou, de coração, a serviço do rei. Demonstrou prontidão ao tomar a iniciativa. Ofereceu o melhor de tudo aquilo que possuía. Agiu com equilíbrio, sabedoria e prudência. Foi humilde nas suas palavras e gestos.
E quanto a você? Deseja estar, também, a serviço do Rei? Almeja ser feliz e fazer feliz? Então, agora é a hora! Não deixe a oportunidade se perder. Inspire-se no exemplo de Abigail, e coloque-se a serviço do Rei.
Postado por
DAVI E AMY
às
14:50
0
comentários
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
DAVI - Derrubando gigantes
A Bíblia conta a história de um rapazinho que era um verdadeiro exterminador de gigantes. Ele derrotou Golias, um terrível guerreiro de quase três metros de altura, o qual vestia uma armadura de bronze de noventa quilos e empunhava uma lança cuja ponta pesava onze quilos (1 Sm 17.4-7). O nome do rapaz era Davi. Ele veio a ser conhecido como "o homem segundo o coração de Deus".
Assim como Davi, nós também nos deparamos com muitos gigantes em nossa vida. São problemas para os quais não vemos solução, obstáculos que nos parecem intransponíveis e adversários determinados a nos destruir. Como podemos superar tais ameaças? A julgar pelo exemplo de Davi, existem quatro atitudes que devemos tomar se quisermos derrubar gigantes. Você gostaria de saber quais são elas?
Sejamos corajosos
A primeira virtude exibida por Davi foi a coragem. Enquanto os soldados se mostravam paralisados de medo, o jovem pastor de ovelhas se apresentou para o combate.
Há uma definição de coragem que aprecio bastante. Ela diz: "Coragem não é a ausência de medo; é a disposição de seguir em frente apesar do medo". A ousadia tem muito mais a ver com atitude do que com sentimento. Não sabemos ao certo se o pequeno Davi ficou apreensivo diante da visão do brutamontes filisteu. Mas de uma coisa temos certeza: ele se moveu, e isso fez a diferença!
Se você deixar seus gigantes pessoais barrarem o seu progresso, nunca será um vencedor. Se ficar intimidado com suas ameaças, acreditando que eles são maiores do que o Deus a quem você serve, irá se paralisar. Olhará para os lados à procura de uma saída, ou voltará atrás em busca de segurança. Embora sentir medo seja algo normal, você não foi chamado para viver pelos seus sentimentos, e sim pela fé. Portanto, tenha coragem.
Sejamos autênticos
O que é bom para uma pessoa não é, necessariamente, bom para outra. Essa é a segunda lição que aprendemos com o nosso exterminador de gigantes. O rei de Israel era o homem mais alto do povo, ao passo que Davi tinha estatura mediana. Saul era experimentado em batalhas, enquanto Davi só sabia guardar ovelhas. Uma espada nas mãos do rei poderia ser útil, mas Davi se sairia melhor com sua funda de pastor. Tais diferenças tinham de ser levadas em conta na hora de enfrentar o inimigo.
Sempre que nos comparamos a uma pessoa - tentando fazer as coisas exatamente à sua maneira - não nos saímos bem. O resultado é que ficamos decepcionados e passamos a menosprezar a nós próprios. Davi, porém, escolheu não imitar ninguém. Ele resolveu ser ele mesmo, e na hora da luta sua decisão se mostrou correta. Lembre-se: Deus está disposto a usá-lo como você é, aproveitando suas características e habilidades, e até mesmo suas dificuldades.
Sejamos dedicados
Autenticidade é importante, mas não é tudo. Se quisermos derrubar gigantes, teremos de encarar a nossa tarefa com dedicação. Davi não pegou o primeiro pedregulho que encontrou no chão. Saiu a escolher cuidadosamente os seixos que utilizaria, até encontrar os melhores. Preparou-se para a batalha com todo o esmero.
Quando nos vemos diante de um desafio, precisamos dar o melhor de nós. Ainda que nosso sucesso repouse nas mãos divinas, certamente o Senhor não se disporá a fazer aquilo que está ao nosso alcance. Nosso lema deve ser: "Ore como se tudo dependesse de Deus, e trabalhe como se tudo dependesse de você".
Não existe vitória sem empenho. Davi foi ao encontro do gigante bem preparado. Já aprendera a fazer da dedicação um hábito. Ele era um jovem dedicado. Sigamos seu exemplo.
Sejamos consagrados
Finalmente o cenário está pronto, e a luta vai começar. Quem será o vencedor? Neste momento, Davi lança mão da sua "arma secreta". Ele exibe a quarta e última virtude necessária para derrubar gigantes. Ele diz ao adversário: "Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado".
Armado com o nome do Senhor, Davi enfrentou Golias. Ele tinha comunhão com Deus e fé nas suas promessas. Esse foi o maior segredo do seu triunfo. Coragem, autenticidade e dedicação são características de todas as pessoas bem-sucedidas, mas se quisermos conquistar vitórias milagrosas precisaremos de algo mais. Deveremos ter uma vida consagrada e honrar a Deus em todas as coisas. Precisaremos agir em seu nome.
Será que, assim como aqueles homens e mulheres, você tem enfrentado seus desafios em nome do Senhor? Tem depositado nele a sua confiança? Tem feito dele o seu conselheiro? Você tem a opção de agir pela carne e contar apenas com seus próprios recursos, ou pode se mover pelo espírito e avançar na dependência de Deus. A estratégia da fé poderá parecer loucura para muitos. Quem não terá pensado isso da atitude de Davi? No final, porém, ela será recompensada.
Neste exato momento, alguns gigantes pessoais se movem em sua direção. Eles lhe gritam toda sorte de ameaças, buscando fazer com que bata em retirada ou se lance ao combate atabalhoadamente. Tais gigantes não podem ser tolerados. Eles se colocam entre a sua vida e as bênçãos que o Senhor lhe tem reservado. Você não pode simplesmente ignorá-los. Precisa vencê-los.
Após tanta provocação e ansiedade, a luta em si foi surpreendentemente rápida! Encare os seus gigantes, e não se espante se o mesmo acontecer com você.
Querido leitor, erga os olhos acima dos gigantes. Enxergue aquele que é maior do que os que se levantam para derrubá-lo. Com ousadia, autenticidade, dedicação e fé, você alcançará as vitórias que lhe foram prometidas. Que Deus seja exaltado em sua vida!
Postado por
DAVI E AMY
às
04:47
0
comentários
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
SAMUEL - Ouvidos de servo
"Samuel" significa "o nome de Deus". Sua mãe chamou-o assim porque desejava que o nome do Senhor fosse exaltado em sua vida. Embora fosse apenas um menino, Samuel recebeu um chamado para uma obra especial. Por que isso aconteceu? A Bíblia diz que "naqueles dias, a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram freqüentes" (1 Sm 3.1). Se Deus raramente falava a alguém, por que falou a Samuel? Porque aquele jovem sabia ouvir!Samuel não ouvia o Senhor de uma maneira qualquer. Ele o escutava com ouvidos de servo.
O que são ouvidos de servo?
Um músico não ouve uma melodia da mesma forma que as outras pessoas. Ele a escuta com ouvidos de músico: analisa a harmonia, o ritmo, o volume, a afinação dos instrumentos e das vozes, e assim por diante. O mesmo se dá na esfera espiritual: se desenvolvermos ouvidos de servo, entenderemos a palavra de Deus de um jeito especial.
Que tipo de ouvidos são esses? Ouvidos atentos. Num mundo tão agitado - no qual tantos sons concorrem com a voz do Altíssimo - precisamos cultivar o hábito de orar e meditar, aquietando-nos e permanecendo atentos àquilo que Deus tem a nos dizer.
Já aconteceu de você estar conversando com alguém e, a certa altura, perceber que a pessoa não estava prestando atenção às suas palavras? O que você fez? Provavelmente apontou-lhe o fato ou, simplesmente, parou de falar. Afinal, por que continuar se pronunciando se não há ninguém disposto a escutá-lo? Da mesma forma, o Espírito Santo deixará de falar-nos se não dermos importância à sua voz.
Isaías era um homem que tinha o que falar porque dedicava tempo a ouvir. O mesmo pode ser dito a nosso respeito?
Ouvidos obedientes. O Senhor não se disporá a nos falar se não estivermos prontos a segui-lo.
Ter ouvidos de servo significa estar pronto a obedecer. Quando dizemos: "Fala, porque o teu servo ouve", estamos perguntando a Deus: "Quais são as suas ordens?" Um servo não indaga alguma coisa ao seu senhor por simples curiosidade. Ele não diz: "Quero conhecer a sua vontade, mas não estou disposto a cumpri-la". Devemos estar cientes de que Deus só falará conosco se estivermos prontos a seguir as suas orientações.
Ouvidos voluntários. Ter uma boa disposição para fazer aquilo que o seu senhor espera é essencial para que um servo seja considerado fiel. Não basta obedecer: e' preciso fazer isso de boa vontade. Não é suficiente cumprir uma obrigação: é necessário envolver-se com a obra de tal maneira que se dedicar a ela seja considerado um privilégio.
Nos dias do profeta Ezequiel, muitas pessoas se dirigiam aos cultos a fim de ouvir a voz de Deus. Não a escutavam, porém, com um espírito voluntário. O Senhor disse ao profeta: "Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra" (Ez 33-31,32). Ouvir as pregações era, para aquelas pessoas, uma espécie de entretenimento. Parece que esse é um problema muito comum hoje em dia.
Quando uma senhora saiu, ele perguntou:
— O sermão já acabou?
— Não, respondeu a mulher, está começando agora.
— Como assim?, tornou o marido. Quer dizer que o pastor começou a pregar neste momento?
— Nada disso, respondeu ela. Ele já parou de falar. Mas é agora que nós vamos começar a praticar o que ele falou.
Aquela senhora sabia a diferença entre o sermão pregado e o sermão vivido. E quanto a nós?
O que pode nos impedir de ter ouvidos de servo
Há muita gente sofrendo de "surdez espiritual". Essas pessoas não são capazes de ouvir a voz de Cristo, porque não se dispõem a escutá-lo com ouvidos de servo. Às vezes, chegam a reclamar dos pregadores e das igrejas. Mas o fato é que existe um tampão nas suas orelhas. É por isso que não se sentem abençoadas como os que estão ao seu lado.
Você também pode ouvir o Senhor claramente, e ser abençoado pela certeza da sua presença. Para isso, o que tem de fazer é desentupir os canais auditivos da sua alma.
Quais são as coisas que formam a "cera espiritual" dos seres humanos? Pecado. A desobediência e a rebeldia endurecem o nosso coração, danificam a nossa sensibilidade e cauterizam a nossa consciência. Nenhum pecado é inofensivo. Se dermos lugar à iniqüidade em nossa vida, concessões aparentemente insignificantes irão se somar umas às outras até formarem uma crosta impenetrável.
Se você sente que Deus não lhe tem falado poderosamente, deve investigar sua vida e procurar por pecados não confessados. Há uma grande chance de que o problema esteja aí, pois as nossas transgressões nos afastam da Palavra do Senhor.
Orgulho. Quando passamos a confiar demais em nós mesmos, deixamos de procurar a orientação dos céus. É como se disséssemos: "Eu já sei de tudo; para que ouvir o Senhor?" Não alimente um espírito arrogante. Quando o homem está cheio de si, não sobra nenhum lugar para Deus.
Mágoa. Existem ocasiões em que o grito do aborrecimento e o clamor da amargura abafam a voz do Redentor. O ressentimento e a mágoa são poderosos "tampões espirituais". Eles têm a capacidade de interromper nossa comunicação com Deus. Por isso a Bíblia diz: "Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor" (Ec 11.10).
Você já escutou a expressão "cego de raiva"? Pois bem: o ressentimento talvez não afete a nossa visão, mas certamente avaria a nossa audição! Não é possível escutar a voz de Cristo e a do orgulho ferido ao mesmo tempo. Por maiores que sejam as ofensas que tenhamos sofrido, precisamos perdoá-las. Caso contrário, nossa conexão espiritual será rompida, e o diabo levará vantagem sobre nós (2 Co 2.11).
Preguiça. Certa ocasião Jesus falou a um grupo de pessoas que o procuravam apenas porque admiravam os seus milagres. O Salvador confrontou aqueles homens e expôs-lhes o alto preço do discipulado. "Tendo ouvido tais palavras, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?" (Jo 6.60.) Em seguida, aquelas pessoas viraram as costas e deixaram de seguir a Cristo.
Há muitos que não ouvem a voz de Deus simplesmente porque não querem escutá-la. O que o Senhor tem a dizer-lhes não é o que gostariam de ouvir. Se o Todo-Poderoso lhes aponta um caminho difícil, acham mais fácil se fazer de desentendidos, afirmando que não sabem de nada. Precisamos nos livrar da cera da preguiça. Se o pior cego é aquele que não quer ver, então o pior surdo é o que não está disposto a escutar.
Com os seus ouvidos de servo, Samuel se tornou um grande homem. Ele se firmou como um líder querido e um juiz respeitado pelo seu povo. As Escrituras dizem que "o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra" (1 Sm 3.19). Por quê? Porque ele sabia falar? Não! Porque sabia ouvir!
Ser capaz de ouvir a voz do Senhor e' algo muito importante. Peça a Deus que lhe dê ouvidos de servo. Dependa do auxílio divino para ser uma pessoa atenta, obediente e prestativa. Disponha-se a combater incansavelmente o pecado, o orgulho, a mágoa e o comodismo. A sua felicidade - assim como a de muita gente - depende disso.
Quando somos capazes de escutar a voz de Deus, recebemos conforto, orientação, capacitação e discernimento. Nossa existência se reveste de um novo significado. Nossos temores dão lugar à confiança. Nossas lutas são convertidas em vitórias. O que poderia ser mais importante? Estabeleçamos, portanto, o firme propósito de sermos bons ouvintes do nosso Deus. Como Samuel, digamos: "Fala, porque o teu servo ouve".
Postado por
DAVI E AMY
às
07:36
0
comentários
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
ANA - Características da oração eficaz
Ana, a mãe do profeta Samuel, foi uma grande mulher. Tanto isso é verdade que, ate' hoje, muitas meninas recebem o seu nome. Mas o que Ana fez para se tornar tão importante? Ela orou. De fato, pode-se dizer que Ana foi alguém que entrou para a história por causa de uma oração.
A oração de Ana foi eficaz. Isso se constitui numa excelente fonte de informação para nós, porque nem todos os cristãos se sentem satisfeitos com sua vida de oração. Alguns têm, ate' mesmo, a impressão de que as suas preces não passam do teto.
Será que estamos orando o bastante, e que estamos fazendo isso da maneira certa? A Bíblia diz: "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal" (Tg 4.3). Devemos investigar essa possibilidade. Quais são as características de uma oração que alcança os seus objetivos?
Dependência
Tendo de lidar com um grande problema, Ana decidiu fazer de Deus o seu único recurso. Ana não foi a primeira mulher a sofrer com a infertilidade. Outras antes dela haviam passado pela mesma dificuldade. Inédita foi a sua atitude. Enquanto matriarcas como Sara e Raquel tentaram resolver tudo por si mesmas (dando servas a seus maridos para que engravidassem deles), Ana dependeu exclusivamente de Deus.
Muitas vezes procuramos nossas próprias soluções para os problemas, agindo de forma contrária à vontade do Senhor. Com isso, a oração perde espaço e valor em nossa vida. Você não pode ter um "plano B" se quiser prevalecer na oração! Precisa orar e depender da resposta de Deus, crendo que ela virá.
Não tenha medo de pedir ao Senhor a bênção de que precisa. "Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa." (Tg 1.6,7.) É preciso confiar e esperar no Senhor.
Especificidade
Ana expôs ao Todo-Poderoso o anseio do seu coração, e fez isso de maneira especifica. Não apenas lhe pediu um filho, mas fez questão de dizer-lhe que queria um menino. Deus se alegra quando uma pessoa lhe fala exatamente o que deseja. Isso é um sinal de que ela sabe o que quer, e que tem fé suficiente para ser direta.
Muitas pessoas oram de maneira vaga e imprecisa, como se duvidassem do poder de Deus para atendê-las. Isso, certamente, não agrada ao Senhor! O nosso Pai sabe aquilo de que precisamos, antes mesmo de o pedirmos. Ainda assim, ele deseja que pecamos, exercitando a nossa fé e lhe dizendo especificamente o que esperamos dele.
Você precisa ser claro nas suas orações. Assim, quando a resposta de Deus vier, não terá como confundi-la. Deve fazer os seus pedidos com fé, mesmo que a sua fé, como no caso do pai daquele menino, ainda não seja perfeita. Não se esqueça, porém, de acrescentar algo à sua súplica: o desejo de que a vontade de Deus prevaleça.
Ser específico na oração não significa ditar ordens aos céus. Precisamos estar sempre abertos às surpresas de Deus. O Senhor "é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós" (Ef 3-20). É preciso ter fé para acreditar que ele pode nos dar o que pedimos, e mais fé ainda para crer que tudo o que vier a nos dar será, necessariamente, o melhor.
Comprometimento
Por que as pessoas formulam votos a Deus? Será para convencê-lo a fazer aquilo que elas desejam? Tal coisa não faria sentido. O Senhor se alegra em abençoar-nos. Ele derrama suas graças em nossa vida de forma generosa. Não é preciso "comprá-lo" com ofertas.
Não é por causa do Senhor que estabelecemos votos. Nós o fazemos por nossa causa! Um compromisso pode nos ajudar a firmar prioridades, a manter o foco no objetivo, a estabelecer um senso de valor para o que desejamos, e também a aperfeiçoar nossa fé.
A Bíblia diz: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Co 10.31). Suas orações visam a glória do Criador?
Da próxima vez que você pedir alguma coisa em oração, pense: "Estou disposto a entregar isso ao Pai, para a glória do seu nome?"
Quando você abre mão diante de Deus de algo que deseja muito, ao invés de perdê-lo, ganha-o para sempre.
Faça a sua oração com dependência, especificidade e comprometimento. Creia na resposta do Senhor, e descanse no seu poder. Você verá que uma paz incomparável se espalhará pelo seu interior. Antes que algo tenha mudado - ou até mesmo que uma garantia lhe tenha sido dada - você encontrará alívio. Suas preocupações terão sido transferidas para o lugar certo: as mãos do Criador.
Postado por
DAVI E AMY
às
07:37
0
comentários
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
BOAZ - Homem de valor
Boaz é um dos personagens mais ilustres da Bíblia, embora seus feitos não sejam muito divulgados. Os contemporâneos de Boaz consideravam-no um homem valoroso (Rt 4.11). Hoje, homens de valor constituem uma das maiores necessidades das famílias, igrejas e sociedades. Como eles podem ser identificados? Que marcas devem exibir? Encontramos, na vida de Boaz, uma lição capaz de inspirar os homens de Deus em nossa geração.
Um homem de valor confia em Deus
Elimeleque e Boaz eram parentes, tinham aproximadamente a mesma idade, moravam na mesma terra e enfrentaram a mesma dificuldade. Mas, enquanto um resolveu sair, o outro decidiu ficar. Embora o nome de Elimeleque significasse "Deus é Rei", ele não agiu como se confiasse na soberania divina. Quando a escassez se abateu sobre Belém, levou sua família para longe da terra prometida, acreditando que assim a salvaria. Sendo cidadão de Belém, Boaz também enfrentou a seca e a fome. Entretanto, ele acreditava que a terra onde estava era santa. Cria que ela havia sido dada por Deus ao seu povo para que, ali, passasse os dias bons e ruins. Assim, Boaz decidiu permanecer onde estava, aguardando a chuva e a provisão dos céus. Sua escolha se mostrou acertada, porque, no devido tempo, a prosperidade voltou à região (1.6).
Um homem de valor leva Deus e suas promessas a sério. Compromete-se com a fé que professa, e espera confiantemente no Senhor. Será que essa tem sido a sua atitude? Ou está se afastando, nos momentos de adversidade, do lugar e da obra em que Deus o colocou? Infelizmente, Elimeleque deixou de confiar, e abandonou o centro da vontade de Deus. Isso trouxe sofrimento a ele e sua família. Não devemos trilhar o mesmo caminho.
Um homem de valor busca a excelência
Boaz era um homem que acreditava no valor do trabalho. Ele cria que alguém poderia se tornar aquilo que desejasse, desde que se dedicasse realmente. Alguns poderiam pensar que as origens de uma pessoa ditavam seu destino, mas não ele. Com esforço e persistência, construiu um belo patrimônio, pondo-o à disposição dos menos favorecidos.
"Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito", disse Jesus (Lc 16.10). A excelência é um hábito. Isso significa que você deve buscá-la em tudo o que realiza. Faça o máximo que suas forças lhe permitirem. Dê o melhor de si. Isso será notado e valorizado. Responsabilidades e oportunidades cada vez maiores lhe serão confiadas, e todos enxergarão, em você, uma pessoa de valor.
Um homem de valor se importa com os outros
Embora fosse um homem importante e poderoso, tratava seus empregados com consideração (Rt 2.4), permitia que os pobres recolhessem nas suas plantações as espigas que caiam (2.3) e ainda tomava providências para que ninguém os importunasse (2.9). Ele era forte o bastante para não pensar apenas em si.
Infelizmente, muitos homens que se acham fortes na verdade não o são. Usando o poder físico e econômico somente para cuidar deles mesmos ou intimidar os demais, provam o quanto são fracos. Homens de valor, pelo contrário, são solícitos, altruístas e prestativos. Eles se importam com as pessoas e não têm medo de demonstrar amor.
O egoísmo e o individualismo são marcas de nossa época. Temos nos deixado levar por tais tendências? Ou temos sido fortes o bastante para cuidarmos uns dos outros? Um rato abandona sua ninhada à própria sorte, mas um leão, pelo contrário, fica perto dos filhotes e luta por eles. A qual dos dois modelos nos assemelhamos?
Um homem de valor dignifica a sua esposa
A maneira como Boaz tratou Rute foi aquela com que toda mulher sonha ser tratada. Ele conquistou seu coração com as coisas que lhe disse e que fez. Uma mulher que tem um homem como Boaz ao seu lado sente-se orgulhosa do seu companheiro. Tem supridas as suas necessidades físicas e emocionais. Sente-se amada, compreendida, cuidada, valorizada, incentivada e protegida. De que formas Boaz dignificou Rute?
Primeiramente, ele foi gentil. Depois, Boaz foi cuidadoso. Finalmente, Boaz foi corajoso. Agiu com nobreza e ousadia, como um verdadeiro cavalheiro.
A segurança e o carinho demonstrados por Boaz satisfizeram as necessidades emocionais de Rute. Namoradas, noivas e esposas esperam o mesmo dos homens que estão ao seu lado. Assim, elas se sentirão estimuladas a dar o melhor de si. Existem algumas pedras semi preciosas que, depois de serem empunhadas por algum tempo, irradiam uma luz belíssima. Tornam-se brilhantes graças ao calor que absorvem da mão humana. O mesmo acontece com mulheres que se sentem dignificadas por homens de valor. Elas se tornam ainda mais belas, capazes e encantadoras... para grande alegria dos seus amados!
Um homem de valor abençoa os seus filhos
Ao fazer escolhas certas em sua vida, Boaz santificou seus familiares. Seu exemplo e atenção contribuíram para que ele estabelecesse uma descendência piedosa. Tornou-se inclusive bisavô de Davi, o grande rei de Israel.
Ao invés de preocupar-se com influências negativas que pudesse ter recebido de seus pais, Boaz se dedicou a transmitir influências positivas a seus filhos. Demonstrou que bênçãos -e não maldições - ocupavam o seu pensamento.
Quem quiser ser um homem valoroso precisa investir na vida de seus filhos. Deve dedicar-lhes o melhor de si e considerá-los sua prioridade. O sucesso profissional e o reconhecimento social não podem vir antes do cuidado com a família.
Boaz confiou em Deus em todos os momentos. Buscou a excelência em todas as coisas. Importou-se com os outros em todos os níveis. Dignificou sua esposa em todos os aspectos. Abençoou seus filhos em todas as horas. Agindo assim, ele se revelou uma pessoa de valor.
Homens de valor constituem-se numa das grandes necessidades do mundo moderno. Eles são indispensáveis nos palácios, nas cortes e nos templos. Têm o poder de fazer a diferença nas ruas, nas fábricas e nos campos. São, acima de tudo, necessários em seus lares, onde abençoam seus familiares com palavras, gestos e orações. Não há como exagerar a importância de pessoas assim. Não há como acreditar num mundo melhor sem a presença de homens de valor.
Postado por
DAVI E AMY
às
07:01
0
comentários
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
JOSUÉ - A fórmula do sucesso
O nome de Josué ficou eternamente ligado ao sucesso nas campanhas militares. De fato, ele parece ter sido um homem nascido para triunfar. Já nos primeiros dias que se seguiram à saída do Egito, destacou-se como líder numa batalha entre Israel e os amalequitas (Êx 17.9)- Aquela foi a primeira de muitas vitórias. Depois de cumprir eficientemente várias outras missões, Josué' ganhou o respeito e a confiança de toda a nação. Ele se tornou auxiliar imediato de Moisés, sendo posteriormente designado para sucedê-lo, introduzindo os hebreus na terra prometida.
Entretanto, houve um momento na vida de Josué em que ele se viu perante um obstáculo quase intransponível. Jerico - cidade considerada por muitos a mais antiga do mundo - interpunha-se entre ele e a conquista de Canaã. O general israelita já havia travado muitas lutas, mas nunca sitiara uma cidade. E os muros de Jerico representavam um desafio e tanto. Eles compunham uma inexpugnável fortificação estratégica, formada por um conjunto de duas espessas muralhas paralelas, cada qual com dois metros de largura e dez metros de altura2. Josué sabia que tomar Jerico não seria fácil. Entretanto, era uma tarefa necessária: se os israelitas não o fizessem, teriam sempre uma cidade inimiga às suas costas, o que poria em risco a sua sobrevivência.
Assim como Josué, também nos encontramos às vezes diante de problemas que parecem não ter solução. Grossas muralhas interpõem-se entre nós e nossos sonhos. Graves dificuldades ameaçam barrar nosso avanço. Inimigos poderosos nos injuriam e atacam, afirmando que jamais os superaremos. Em ocasiões semelhantes, qual é o nosso procedimento? Desistimos? Batemos em retirada? Ou será que nos lançamos desesperados ao conflito, colecionando frustrações e derrotas? Às vezes, o que fazemos é murmurar contra os céus, queixando-nos das adversidades. Josué, porém, agiu de uma forma que lhe garantiu a vitória.
Humildade
Josué assumiu uma postura humilde. Esse foi o primeiro passo na direção da vitória. Prostrar-se em adoração foi um ato de humildade e reconhecimento. Perguntar pelas ordens de Deus foi um indício de submissão e obediência. Assim, Josué mostrou que sabia qual era o seu lugar. Mais do que isso: ele percebeu que a situação estava lhe proporcionando a oportunidade de uma experiência mais íntima com Deus.
Grandes problemas trazem sempre grandes oportunidades. Eles nos dão a chance de reavaliar nossa capacidade. Permitem-nos exercitar nossa modéstia. Levam-nos a buscar uma maior dependência. Além disso, eles favorecem nosso crescimento espiritual, pois é nas horas das maiores provações que temos os vislumbres mais claros do poder divino. Depois de enfrentar sua "Jerico" pessoal, Jó disse ao Senhor: "Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem" (Jó 42.5).
E Martinho Lutero escreveu: "Eu nunca entendi o significado da Palavra de Deus até que entrei em aflição". Homens e mulheres de fé têm aprendido, ao longo dos séculos, que as provações são seguidas de bênçãos.
Humildade é o reconhecimento dos nossos limites e a confiança no ilimitado poder de Deus. É um ingrediente fundamental para uma receita de sucesso.
Quando somos modestos, podemos contar com os recursos de Deus, e não apenas com os nossos.
Josué, mesmo ocupando a mais alta posição de autoridade em sua nação, não deixou de admitir suas limitações, de buscar a direção do Senhor e de se submeter a ele. Será que, nos momentos de lutas, temos feito o mesmo?
Confiança
Os dicionários definem fé como "confiança em alguém ou em alguma coisa, crença nos dogmas de uma religião, fidelidade em honrar os compromissos". Mas a minha definição pessoal de fé é a seguinte: fé é confiar a ponto de obedecer. Toda vez que fazemos o que o Senhor nos diz, estamos exercitando nossa fé. Mas quando dizemos que cremos em Deus e apesar disso não lhe obedecemos, enganamo-nos a nós mesmos, porque a verdade é que não confiamos nele. É a certeza de que Deus nos ama e deseja o melhor para nós que nos leva a seguir suas orientações, mesmo quando não somos capazes de entendê-las. Os métodos do Senhor podem nos parecer estranhos, mas nunca deixam de ser eficazes.
O Senhor mandou que Naamã mergulhasse sete vezes no rio Jordão, e ele foi curado da sua lepra. O Salvador disse ao cego de nascença que se lavasse no tanque de Siloé, e ele voltou enxergando. A Bíblia nos manda amar nossos inimigos, perdoar aos nossos ofensores, vencer o mal com o bem e voltar a outra face aos nossos agressores. Diz aos que enfrentam problemas financeiros que sejam fiéis na entrega de seus dízimos, e exorta os solitários a não se envolverem em relacionamentos contrários à vontade de Deus. Essas e outras orientações podem nos parecer difíceis. Porém, se as seguirmos com fé, veremos que elas nos conduzirão ao sucesso, porque o Senhor, que as deu, é fiel.
Persistência
O último ingrediente na receita vitoriosa de Josué foi a perseverança. O general israelita seguiu as diretrizes divinas sem que nada acontecesse. Aquilo certamente foi um grande teste para a sua fé. É dessa forma, igualmente, que a nossa confiança costuma ser provada. Seguir em frente quando nossos esforços parecem infrutíferos não é fácil. Por outro lado, nunca ninguém alcançou nada sem empenho e persistência.
Deus está disposto a dar-nos o triunfo, mas permitirá antes que lutemos por ele, a fim de fortalecermos nossos músculos espirituais. Assim, os que desistem diante da primeira demora podem acabar privados da bênção que lhes estava reservada. "Não é digno de saborear o mel quem se afasta da colméia por causa da picada das abelhas", escreveu Shakespeare. A vitória sorri para aquele que, à humildade e à confiança, acrescenta a perseverança.
Não encare suas tentativas como insucessos, e sim como exercícios. Levante-se. Persevere. Tente outra vez. Mostre que sabe o que quer! Você não deve desistir dos seus sonhos, mas precisa provar que está à altura deles. Na hora certa, Deus estenderá suas mãos, e os muros cairão.
A fórmula de Josué provou ser eficiente. Os israelitas venceram sua batalha mais difícil, e prosseguiram na conquista da terra que Deus lhes havia prometido. Da mesma forma, quando enfrentamos nossos desafios com humildade, confiança e persistência, podemos aguardar bons resultados. O Senhor não nos abandonará. Ele não deixará de nos conceder aquilo de que necessitamos e que sabe ser o melhor para nós. Então, sigamos em frente. Vamos colocar de lado o desespero e a afobação, e agir da maneira como Deus nos tem orientado. Afinal, não existe sucesso maior do que estar em harmonia com a vontade do Senhor.
Postado por
DAVI E AMY
às
04:40
0
comentários
domingo, 4 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
JOQUEBEDE - Uma mãe segundo o coração de Deus
"E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo
que era formoso, escondeu-o por três meses. Não podendo,
porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de
junco, calafetou-o com betume e piche e, pondo nele o
menino, largou-o no carriçal à beira do rio."
(Êx 2.2,3.)
Busquemos em Deus a orientação para que não apenas a nossa família, mas muitas outras,sejam abençoadas. O mundo precisa de bons pais. Qual será a nossa contribuição nesse sentido? Orando por nós mesmos ou intercedendo por outros, esforcemo-nos para que os lares sejam agraciados com homens comprometidos com a paternidade. Disso resultará a felicidade das pessoas que nos cercam e a restauração da sociedade em que vivemos.
O poeta P. de Vires escreveu: "A mão que embala o berço é a mão que rege o mundo". De fato, não há como exagerar a importância da maternidade. Todas as mães são notáveis. Mas há algumas que se destacam, tornando-se inspiração para as demais.
A mãe de Moisés foi uma dessas mulheres especiais. Em Êxodo 6.20, somos informados de que o nome dela era Joquebede, que significa, em hebraico, "do Senhor é a glória". Ela foi uma mãe segundo o coração de Deus.
Quais são as marcas de uma mãe assim?
Sua motivação é o amor
Joquebede decidiu enfrentar Faraó e suas ordens. Recusando-se a entregar seu filho para ser morto, pôs em risco a própria vida. Durante três meses isolou-se dentro de casa, tentando manter em segredo a presença do bebê. Por que fez tudo isso? Não por obrigação ou interesse, mas por amor. A Bíblia diz que, "vendo que era formoso, escondeu-o". Mas que mãe não considera formoso o filho a quem ama?
O fato é que, para aquela que ama, nenhum sacrifício ou exigência são grandes demais. Ela os enfrenta por amor, e nisso reside o segredo de sua vitória.
Seu diferencial é a sabedoria
Joquebede amou Moisés. Mas isso, por si só, não seria o bastante. Se quisesse salvá-lo, ela teria de agir com inteligência. E foi o que fez: vendo que não podia mais ocultá-lo, escolheu um cesto, impermeabilizou-o cuidadosamente e colocou-o num remanso do Nilo. Tudo foi planejado e executado com maestria.
Se toda mulher precisa de sabedoria, a mãe precisa ser duplamente sábia! Esta deve ser sua oração todos os dias: "Concede-me, ó Deus, um coração sábio". Os desafios da maternidade são muitos e intrincados. Os perigos que cercam os filhos são numerosos e sutis. Uma mulher não protegerá sua família se não agir com inteligência.
Joquebede revelou sabedoria tanto para reter quanto para liberar seu filho. Manteve o pequenino Moisés junto de si enquanto foi possível. Mas, quando chegou a hora, percebeu que tinha de levá-lo para fora de casa, e entregá-lo aos cuidados de Deus. Na vida de toda mãe, esses dois tempos se fazem presentes.
Algumas mães deixam os filhos sair de debaixo de suas vistas cedo demais. E outras (talvez em maior número) querem conservá-los sob suas asas por mais tempo do que o necessário. Discernir a hora certa é fundamental. É algo que exige sabedoria e coragem. Podemos pedir as duas coisas a Deus.
Seu emblema é a fé
Uma mãe segundo o coração de Deus faz da fé o seu escudo. Joquebede confiou que o Senhor poderia conduzir para um lugar seguro o cestinho em que seu filho dormia. Acreditou que Deus operaria aquilo que ela mesma já não era capaz de fazer. Certamente, seu coração ficou apertado ao afastar-se de Moisés. Mas até a melhor das mães é limitada, e Joquebede sabia disso. Decidiu, portanto, confiar no Senhor.
Deus honrou a fé de Joquebede de uma forma maravilhosa. A filha de Faraó estava se banhando no rio e enxergou o cesto. "Abrindo-o, viu a criança; e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus." (Êx 2.6.) Então, a princesa não apenas adotou o bebê, como ainda contratou sua mãe para cuidar dele (Êx 2.7-10). Que conclusão admirável para uma história de amor, sabedoria e fé!
O menino salvo das águas foi protegido pela filha do homem que buscava matá-lo, e admitido na corte do império que procurava destruir seu povo. Quem poderia imaginar tal desfecho? Assim, aprendemos que o personagem principal dessa história não é Moisés, sua irmã ou a princesa, e nem mesmo Joquebede. É o Senhor, que ouve as nossas orações e conduz os fatos de nossa vida de forma encantadora. Vale a pena confiar num Deus assim.
Uma mãe segundo o coração de Deus é uma mulher de fé. Ela renova diariamente, perante o Senhor, suas preces em favor de seus filhos. Ela não se desespera nem se deixa abater. Seu coração está firmado no Salvador.
Sua recompensa é a vitória
O amor, a sabedoria e a fé daquela mãe não ficaram sem recompensa. Joquebede teve a alegria de ver seu filho salvo. Desfrutou, também, do prazer de vê-lo tornar-se um homem de Deus. Moisés veio a ser um grande legislador e libertador. Mas isso não foi tudo. Seus dois irmãos - Arão e Miriã - também se destacaram. Ele se tornou sumo-sacerdote, e ela, profetiza em Israel. As três pessoas mais importantes daquela geração eram filhas de Joquebede. Que mãe não se sentiria orgulhosa com algo semelhante?
"Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade" (3 Jo 4).
Toda mãe deseja ser reconhecida pelo procedimento dos seus filhos. Portanto, cada filho deve se esforçar para não envergonhar sua mãe. Deve mostrar gratidão e respeito, andando sempre na verdade. Dessa maneira, não apenas alegrará o coração de sua mãe, mas cultivará sua própria felicidade. O único mandamento com promessa diz: "Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá" (Dt 5.16).
Uma mãe segundo o coração de Deus sempre enfrentará lutas. A vitória, entretanto, lhe sorrirá no final. É muito importante ter isso em mente, porque às vezes a situação parece insustentável, e o socorro, demorado. Nessa hora, as mães devem ter fé e confiar no resultado do trabalho que fizeram. Serão mais que vencedoras, pela graça do Senhor.
Joquebede foi uma bênção para seus filhos. Estes, por sua vez, abençoaram a nação de Israel. Dessa nação viria, mais tarde, o Salvador. Isso significa que Joquebede foi, de certa forma, uma bênção para cada um de nós.
Como é grande o alcance da obra de uma mãe dedicada! Às vezes, ela pode se sentir desanimada, pois seus esforços parecem passar desapercebidos. Entretanto, não há empreendimento maior do que a maternidade. Não existe investimento melhor do que aquele feito na vida dos filhos. A mão que embala o berço é a mão que rege o mundo. Vale a pena ser uma mãe segundo o coração de Deus.
Postado por
DAVI E AMY
às
05:22
0
comentários
sábado, 3 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
ABRAÃO - Um pai exaltado
"Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. "(Em 4.18.)
Você é pai? Convive com alguém que seja? Caso tenha respondido "Sim" a uma dessas duas perguntas, conhece de perto os extraordinários desafios que estão relacionados à paternidade. Ser pai é algo nobre e compensador, mas é, também, uma responsabilidade muito grande. E, como afirma o dito popular, "não existe escola para ensinar a ser pai". Por isso, bons exemplos nessa área se tornam especialmente valiosos.
A palavra "pai" está inseparavelmente ligada à figura de Abraão. A começar pelo significado do seu nome de nascimento - "Pai exaltado" - e daquele outro pelo qual o Senhor passou a chamá-lo - "Pai de multidões" (Gn 17.5). Os israelitas sempre se orgulharam de intitular-se "filhos de Abraão" (Jo 8.33), e de se referirem a ele como "Pai Abraão" (Lc 16.24). Além disso, o Novo Testamento o chama de "pai de todos os que crêem" (Rm 4.11). Não há dúvida: Abraão foi o pai que todo filho quer ter e que todo homem deseja ser.
Quais são as marcas de um pai exaltado?
Um pai exaltado é um homem de fé
A trajetória de Abraão foi marcada por seu relacionamento com Deus, e esse relacionamento, por sua vez, distinguiu-se pela fé. Atender ao chamado divino, escolhendo andar pela fé, foi para Abraão uma decisão única e irreversível. Todavia, essa confiança demonstrada inicialmente precisou amadurecer ao longo dos anos... e
das provas.
A Bíblia nos diz que a fé de Abraão lançou raízes desde o princípio, mas frutificou lentamente. Ele cometeu muitos erros, cada um dos quais aconteceu justamente quando a sua fé vacilou. Abraão teve várias experiências negativas, mas amadureceu com elas. Assim, quando precisou enfrentar o teste supremo - a ordem para sacrificar Isaque -sua fé triunfou maravilhosamente (Gn 22.12).
Com Abraão, aprendemos que decidir crer é uma coisa que fazemos de uma vez por todas, mas aprender a crer é algo que leva tempo. "Eu não tenho fé", dizemos, muitas vezes, ao nos depararmos com situações difíceis ou reconhecermos nossas falhas pessoais. Nessas horas, o exemplo de Abraão nos serve de consolo. Se até o "Pai da fé" teve os seus momentos de dúvida, então certamente não somos um caso perdido! A história de Abraão nega, definitivamente, a idéia da "santificação instantânea"'. O crescimento é sempre um processo gradual. Ele não se assemelha a uma curva que fazemos de uma só vez, e sim a uma ponte que atravessamos devagar. Assim cresce, também, a nossa fé.
Ter fé em Deus (a qual se fortalece com o tempo e a experiência) é algo importante para qualquer pai. Primeiro, porque só com a ajuda de Deus ele poderá cumprir sua missão. Segundo, porque existem coisas que seus filhos precisam e que apenas o Senhor pode dar. E, em terceiro lugar, porque sua vida espiritual se constituirá num modelo para os seus descendentes. Um pai terreno que ensina os seus filhos a confiar no Pai celestial presenteia-os com um rico tesouro, que haverá de abençoá-los por toda a vida.
Um pai exaltado é um homem de caráter
Assim como se esforçou por andar corretamente diante do Senhor, Abraão se portou dignamente perante os homens. Ele foi alguém que, com suas palavras e ações, conquistou o respeito de seus contemporâneos e das gerações que o sucederam. Abraão era um homem dedicado ao seu trabalho, fiel aos seus amigos, sóbrio em suas declarações e honrado nos seus atos. Uma pessoa honesta, corajosa e leal.
Abraão procurou ser justo e misericordioso. Assim, tornou-se conhecido como um homem íntegro.
Um pai exaltado é alguém que zela pelo seu nome. Ele faz isso honrando os seus compromissos e cumprindo com a sua palavra. Infelizmente, vivemos numa época em que muitos, embora se dizendo comprometidos com Deus, não evidenciam compromisso com a ética. Eles mentem, traem, distorcem, caluniam, encobrem e sonegam. Seu comportamento não é marcado pela santidade. Sua fala não se caracteriza pela verdade. Assim, por mais que desejem apontar um bom caminho para seus filhos, vêem suas melhores intenções desfazer-se sob o impacto de seu mau exemplo. É como disse um jovem ao pai que tentava corrigi-lo:
"O que você faz grita tão alto que eu não escuto o que você diz."
Um pai exaltado é um homem de família
Isso é algo tão óbvio que, à primeira vista, nem precisaria ser mencionado. Entretanto, a verdade é que um grande número de homens não vive para seus lares. São pais ausentes, que relegam a educação dos filhos às esposas e gastam todo o seu tempo no trabalho. São pais omissos, que não acompanham o desempenho escolar das crianças nem se preocupam em conhecer suas companhias. São pais negligentes, os quais não se empenham em fornecer os valores morais e espirituais dos quais os pequeninos precisam para se tornar pessoas de bem.
Paternidade envolve responsabilidade. Não é um aspecto periférico da vida de um homem: é sua prioridade! Aprendemos isso com o exemplo de Abraão. Ele foi alguém que viveu para os seus. Embora fosse um dos homens mais ricos de sua época, considerava o lar seu verdadeiro tesouro. Outros personagens bíblicos não foram tão sábios. Jacó negligenciou a educação dos filhos na sua ânsia de enriquecer, e Davi deixou de dar à sua família a atenção que ela merecia. Abraão, contudo, priorizou a sua casa. Por isso, até hoje seu nome está associado à palavra "pai".
Nenhum sucesso no mundo compensa o fracasso no lar. Talvez seja a hora de rever suas prioridades. Filhos carecem de coisas que o dinheiro não pode comprar. Querem ver seus pais cuidando bem de suas mães. Desejam ouvir declarações de amor. Esperam receber manifestações de carinho. Precisam de conselhos, limites e disciplina. Necessitam de presença, afagos e elogios. Pais que se dedicam às suas famílias terão muito do que se alegrar mais tarde. Verão que tomaram a melhor de todas as decisões. Suas vidas serão um sucesso, e jamais um fracasso.
Postado por
DAVI E AMY
às
06:08
0
comentários
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
ENOQUE - Aquele que andou com Deus
"Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém.
Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém,
viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. Todos os dias de
Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou
Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.”
(Gn 5.21-24.)
Enoque não é um dos personagens bíblicos mais conhecidos. Na verdade, ele pouco é mencionado nas Escrituras, e a maioria das pessoas nunca ouviu falar do seu nome. Enoque não passou à história como profeta, guerreiro, rei ou sacerdote. Nunca realizou um milagre, nem pregou um sermão nem fez nada memorável. Aparentemente, sua vida não chamou mais atenção na sua época do que o faz hoje. Entretanto, há algo que sabemos a respeito de Enoque: ele andou com Deus.
Extremamente discreto na terra, Enoque tornou-se uma celebridade no céu. Foi um dos poucos homens que não experimentou a morte, pois Deus o levou diretamente para si. Assim como aquele patriarca, existem pessoas que jamais se tornarão famosas neste mundo - que nunca terão os seus nomes publicados nas revistas ou nos jornais — mas cuja história será registrada na eternidade. Será você uma delas? Com Enoque, aprendemos o fato de que é possível caminhar com Deus no mundo, para, um dia, andarmos com ele no céu.
O que significa andar com Deus?
Andar com Deus é conhecê-lo. Fazer a sua vontade. Sentir a sua presença. De fato, esta é a essência da fé cristã. O cristianismo não consiste num credo ou numa filosofia, mas num relacionamento. Há muitos que possuem uma religião, mas não uma relação. Conhecem doutrinas e observam rituais, mas não desfrutam de uma amizade sincera com o Criador.
E por isso que Enoque é um personagem que tem tanto a nos ensinar. Não se fala que ele tenha professado um culto, guardado um código ou se envolvido numa cerimônia. Mas é dito que ele andou com Deus, e que o Senhor o tomou para si.
Você tem uma religião ou uma relação? A intimidade com o Altíssimo é a nossa maior necessidade. O salmista escreveu: "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma" (Sl 42.1). Há um vazio no nosso peito que só o Senhor pode preencher. No fundo da alma de todo ser humano, sobrevive o desejo de andar com Deus. E Deus, por sua vez, deseja andar conosco. Ele se fez carne e habitou entre nós na Pessoa de Cristo. "Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)." (Mt 1.22,23.)
Como podemos andar com Deus?
Enoque provou que andar com Deus é algo possível, e que nunca é cedo para iniciarmos o aprofundamento da nossa vida espiritual. Afinal, ele alcançou uma notável intimidade com o Senhor, tendo "apenas" trezentos e sessenta e cinco anos! Claro que, para nós, isso parece um exagero. Mas, se considerarmos a idade que a Bíblia atribui aos contemporâneos de Enoque (seu pai, Jarede, viveu novecentos e sessenta e dois anos, e seu filho, Metusalém, novecentos e sessenta e nove), ele ainda era um "garoto" quando Deus o levou. Há muitos que pensam que a preocupação com os valores espirituais deve ser deixada para a velhice. Enoque, entretanto, ainda jovem andou com Deus.
Existem muitos recursos que o Senhor coloca à nossa disposição para nos ajudar a conhecê-lo melhor. A leitura da Bíblia, a prática da oração, o louvor, a meditação, o culto e o jejum são alguns deles. Provavelmente, ninguém irá muito longe se desprezar essas disciplinas espirituais. Contudo, nenhuma delas se constitui numa prática mágica. Elas são meios, e não fins em si mesmas. Fundamental é a nossa postura. É o nosso desejo sincero de caminhar com Deus.
Quem quiser andar com Deus deve procurar harmonizar a sua vontade com a dele, pois, como diz a Bíblia; "andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Am 3-3.) Deve buscar uma vida de santidade, pois "eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.1,2). Mas, acima de tudo, precisa decidir andar com Jesus, pois só ele nos leva ao Criador. "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", disse o Mestre (Jo 14.6). Andar com Jesus é andar com Deus.
Qual é o resultado de andar com Deus?
Quando andamos com Deus, desfrutamos suas bênçãos. Colhemos todas as dádivas e dons que ele semeou em nosso caminho. Mais do que isso: quando andamos com Deus, desfrutamos seu caráter. Tornamo-nos, cada dia, mais parecidos com ele. Duas pessoas que passam muito tempo juntas acabam se assemelhando, não é mesmo? Assim também o Espírito Santo vai, na medida em que caminhamos com Deus, forjando em nós a mente de Cristo. Finalmente, quando andamos com Deus, desfrutamos sua companhia. Ao deixarmos a vida na terra, passamos a gozar, eternamente, as venturas do céu. Foi isso o que ocorreu com Enoque. A Bíblia diz que "pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara: Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus" (Hb 11.5).
Tal como aconteceu com Enoque, é certo que, se andarmos com Deus na terra, caminharemos com ele no céu. O tipo de vida que levamos aqui não será muito diferente daquele que teremos na eternidade, pois aqueles que optaram por afastar-se do Senhor serão banidos da sua presença, e os que procuraram aproximar-se dele, o verão face a face. De certo modo, céu e inferno nada mais serão do que a concessão, aos homens, daquilo que eles priorizaram, elevado à sua máxima potência.
Pare por um instante e reflita: que tipo de vida você leva agora? Que tipo de existência terá na eternidade? Não é sábio ignorar tal questão, pois o tempo passa para todos, e estamos, a cada dia, mais perto de encontrarmos o Criador.
Tal opção implica um total desperdício - da vida e da eternidade. Se a nossa escolha, porém, for por uma comunhão íntima, não teremos o que temer. Deus tomou Enoque para si. Ele fará o mesmo com qualquer um que se dispuser a caminhar com ele.
Enoque andou com Deus. E, ainda hoje, anda com ele, no céu. E quanto a você? As poucas linhas que falam sobre o patriarca devem despertar, no seu interior, o desejo de buscar a comunhão com o Senhor. "Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança." (Rm 15.4.) A história de Enoque não ficou registrada na Bíblia por causa dele, e sim por sua causa. Ela deve evocar, em sua alma, uma resposta de devoção.
E você? Neste momento, quando lê sobre a história de Enoque - aquele que andou com Deus - não sente que se movimentam, nas profundezas da sua alma, pensamentos e emoções? Não percebe se agitarem, em seu peito, as notas da mais pura verdade, dizendo-lhe que para isso você foi criado, e que nisso residirá sua paz? Acredite: eu e você fomos feitos para caminhar com o Senhor! Então, não perca tempo. Não desperdice as oportunidades. Faça como Enoque. Disponha-se a andar com Deus.
Postado por
DAVI E AMY
às
05:55
0
comentários
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Lições de fé - Marcelo Aguiar
A Bíblia é o livro que conta uma história de amor - o amor de Deus para com o ser humano. No entanto, a Bíblia também relata histórias de fé - fé do homem em Deus. E todas essas histórias têm um conteúdo prático de extrema relevância.
A história de amor de Deus para com o ser humano mostra que o Todo-Poderoso poderia ter deixado a raça humana morrer à míngua, mas ele interveio o tempo todo e chegou ao clímax de dar o próprio Filho como prova de seu amor.
Nas histórias de fé do ser humano em Deus, é impressionante observar que alguns homens e mulheres decidiram ir às últimas conseqüências para experimentar um pouco do amor de Deus.
É interessante observar que, nesta vida, nunca vamos conhecer toda a profundidade do amor de Deus. No entanto, nossa fé em Deus pode nos levar a limites desconhecidos da maioria.
A história do amor de Deus para conosco já está completa e registrada. No entanto, a história da nossa fé só pode ser concretizada e escrita por mim e por você. Para conhecer em profundidade a história de amor de Deus para conosco, é preciso decidir ir às últimas conseqüências em nossa história de fé e de relacionamento com Deus.
Os personagens bíblicos relatados neste livro viveram o limite da fé e registraram suas histórias e entraram para a galeria dos "heróis da fé". Entretanto, a galeria continua aberta, para que nos, neste tempo, coloquemos nossos nomes nela. Basta aprender as lições que eles viveram e experimentá-las.
INTRODUÇÃO
Sempre considerei bons exemplos algo muito importante. Modelos nos servem de inspiração. Eles nos motivam a dar o melhor de nós e a imitar as virtudes exibidas em suas vidas. Além disso, os exemplos tornam as lições mais fáceis, ajudando-nos na compreensão e prática daquilo que nos é ensinado. Por essa razão, Jesus falava através de parábolas. Pelo mesmo motivo, a Bíblia está cheia de histórias fascinantes.
Um dos trechos mais bonitos do Novo Testamento é o capítulo 11 de Hebreus. Todo ele é dedicado a um único assunto: a excelência da fé. Ali temos a oportunidade de reencontrar alguns personagens sobre os quais versa o Antigo Testamento. Também ficamos sabendo que a vida deles serviu de inspiração para os cristãos primitivos, como tem servido a nós.
"Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem", afirma o autor inspirado (Hb 11.1). Ele também declara que "sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam" (Hb 11.6). Para ilustrar o que está dizendo, o escritor apresenta um grupo de homens e mulheres que, pela fé, se tornaram notáveis. Sua lista inicia-se com Abel e vai até os profetas, passando por Jacó, Raabe e Jefté. Todos foram pessoas de carne e osso, cheias de falhas e limitações: Entretanto, pela força da fé, tornaram-se vencedoras, para a glória de Deus.
Quem é capaz de ler sobre José sem que lágrimas lhe aflorem aos olhos? Quem não se identifica com as oscilações de Pedro, as lutas de Elias, as surpresas de Madalena? E o que dizer, então, do Herói dos heróis, o próprio Senhor Jesus? Felizmente, Deus não nos deixou sem placas de sinalização na estrada da vida. Tais placas são as experiências daqueles através dos quais seu poder operou maravilhas.
Como numa corrida de revezamento, o bastão da fé tem sido passado através dos séculos, e chegou às nossas mãos.
"Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus." (Hb 12.1,2.)
A vontade do Senhor é que conquistemos o aplauso dos céus e nos tornemos, nós mesmos, exemplos. Alcançaremos essa honra?
Postado por
DAVI E AMY
às
05:20
0
comentários
