domingo, 13 de setembro de 2009

O divórcio começa no namoro - Edson Alves de Sousa

Paixão X Amor

Quando você está apaixonado, tudo gira em torno da outra pessoa. A tendência é negligenciar sua família. Você perde o interesse nas coisas que costumavam interessá-lo antes. Os amigos se sentem postos de lado.

Quando você ama é diferente. O amado pode ser a pessoa mais importante do mundo para você. Ao invés de negligenciar outros relacionamentos, você acrescenta uma nova e maravilhosa relação a todas as demais que já possui.

A paixão impede que você veja qualquer defeito na outra pessoa. Ninguém pode dizer nada.

Quando se trata de amor, você admite os defeitos do ente amado, mas ama apesar deles. O amor não é cego, mas a paixão é.

Na paixão, as brigas matam o relacionamento e tendem a tornar-se mais freqüentes e mais graves. No amor acontece o contrário. O amor sobrevive às brigas e estas se tornam menos freqüentes e menos feias.

Na paixão o ciúme é exagerado. No amor o ciúme é de zelo. Na paixão o efeito é destrutivo. No amor o efeito é construtivo.

A paixão pode transformar-se às vezes, em amor verdadeiro. Mas se você convenceu-se de que se trata de paixão sem futuro, desista. Remova a flecha com todo cuidado, logo que esteja certo da decisão, fale imediatamente com ele ou ela. Se ele ou ela ameaçar fazer mal a si mesmo, o que provavelmente não acontecerá, você não poderá ser responsabilizado por sua sinceridade. Um relacionamento mantido sob pressão de ameaça não vale a pena.

O Verdadeiro Amor é Forte Como a Morte


Uma das mais doloridas histórias que já li, também foi uma das piores, pois foi contada pela alma de um ser aprisionado a uma incurável forma de amor. É a história de uma dor maior que a própria dor. Ela amava loucamente um homem.

Dera-se completamente a ele: corpo alma e espírito, além do que a palavra "entrega" pudesse exprimir. Amava-o a tal ponto "o amor caiu doente" - como diz o poeta. O homem também a amava e a desejava loucamente.

Ambos eram casados, mas não tinham filhos de seus casamentos. Os sentimentos de amor proibido e pecado eram indescritíveis. O homem desse amor acabou não suportando as pressões que se levantavam contra seu amor proibido, dentro e fora de seu ser. Então, a deixou. Largou tudo e foi-se rasgado, infeliz e amargurado. Fez de tudo para não morrer. Tentou distrair-se, mas traía-se em cada distração.

Ela rolou e resolveu-se sobre aquele amor maior que o mar e mais profundo que o abismo.

Não suportava a ausência do seu homem. Ela sabia que ele era de fato um homem.
Coisa rara entre os machos! Ele, até onde soube, sofria de agonias e náuseas. Sua alma vivia de batalha para conseguir existir. As guerras nunca cessavam em seu ser. Não havia remédio também para sua dor. Um dia ela ficou sabendo que ele mudara-se para uma terra muito mais distante ainda e que de lá, provavelmente, jamais voltaria. Exilara-se de tanta dor onde ninguém pudesse falar com ele. Ela sofreu por antecipação todos os dias de saudades do passado, do presente e do futuro, sem saber que isso não existe. Basta a cada dia a sua própria saudade. Assim, ela morreu antes da morte chegar.

Sua beleza feminina, todavia, nunca murchava. Tornara-se ainda mais bela. A dor lhe emprestara, estranhamente, ainda mais formosura. Por isso, os homens a assediavam e os amigos e amigas sugeriam-lhe o caminho da porta mais larga: um outro amor!
Surgiu um médico em sua vida: belo, inteligente, agradável. Todos os que viam a beleza da mulher não ser usufruída, alegraram-se com a chegada do doutor. Era como se ele pudesse usufruí-la por eles. Essas coisas acontecem. Por isso é que pouca gente sofre quando a mulher feia fica só.

As belas, no entanto, são assediadas até pelas amigas.

Ela tentou enganar-se quanto ao peso e a força do amor que nela havia.
Imaginava como todo mundo, que uma outra pessoa seria o "resgatador" de sua alma.
Afinal ela olhava-se no espelho e via-se linda! Assim, ela mesma dizia todos os dias aos reflexos de beleza que do espelho a seduziam a seus próprios olhos, que era um desperdício amar tão loucamente que não voltaria nunca mais, pelo menos era essa história que o horizonte do mundo real contava! Depois de um tempo decidiu-se entregar ao doutor. Sofreu aquela dor horrível de despir-se sem jamais tirar a roupa.

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