sábado, 25 de abril de 2009

Contaminados com a Babilônia - Steve Gallagher

MUNDANISMO: A QUEDA DE ISRAEL

Depois de aproximadamente uma década da morte de Ninrode, Abraão nasceu em Ur, uma das cidades que Ninrode construíra na Mesopotâmia. Podemos pressumir que o conhecimento de Deus ainda era muito amplo sobre a Terra. É muito provável que não houvesse ateus naqueles dias, apenas rebeldes atraídos aos ritos de fertilidade, recém-criados, de Babel. Embora homens justos como Jó continuassem a buscar o Senhor, a maioria dos habitantes da Mesopotâmia descia às profundezas da imoralidade, carnalidade e rebelião contra a autoridade de Deus.

Por mais difícil que tenha sido para o Senhor encontrar, em Ur, um amante da verdade, Deus contemplou Abraão e revelou-Se poderosamente a ele. O Senhor apareceu-lhe, dizendo: "Saia da sua terra e do meio dos seus parentes e vá para a terra que eu lhe mostrarei" (Atos 7: 2-3). "Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo" (Hebreus 11:8).

E assim, Abraão foi chamado para fora do "mundo" de Ur. Sua vida mostrar-se-ia um exemplo de compromisso com Deus para as gerações futuras. O sobrinho de Abraão, Ló, também expressava sua fé em Deus e juntou-se ao tio em sua jornada em direção a uma terra desconhecida. À medida que os dois líderes multiplicavam seus rebanhos e gados, os servos de Ló punham-se a discutir com os de Abraão, até chegar o momento em que a tensão tornou-se insuportável. Por fim, Abraão disse a Ló: "Não haja desavença entre mim e você, ou entre os seus pastores e os meus; afinal somos irmãos! Aí está a terra inteira diante de você. Vamos separar-nos. Se você for para esquerda, irei para a direita; se for para a direita, irei para a esquerda" (Gênesis 13:8-9).

O fato de Sodoma e Gomorra serem extremamente abomináveis, não parecia ter muita importância para Ló. Da mesma forma, aqueles que se declaram hoje como seguidores de Cristo, consideram as vantagens de sua união com o mundo boas demais para serem descartadas - sua religião tem de encontrar um jeito para manter seu amor por este mundo. Ló levou sua família para perto de Sodoma.

Não muito depois de Abraão e Ló tomarem caminhos distintos, cinco reis rivais saquearam Sodoma e Gomorra, levando cativos Ló e sua família. Abraão imediatamente saiu em perseguição aos comandantes militares, seguindo-os até Dã, onde ele e seus homens os derrotaram.

Esse foi o segundo alerta que o Senhor concedeu graciosamente a Ló e a sua esposa. Viver fora do governp e da vontade de Deus é perigoso! Todavia, mesmo com o episódio dos reis e a tragédia que sofrera, Ló não aprendeu a lição. Regressou, pois, a Sodoma com sua família, onde permaneceram por mais 10 anos, até o dia em que os anjos do Senhor trouxeram juízo àquela cidade pervertida.

Foi Abraão, mais uma vez, quem salvou seus parentes carnais da iminente destruição, "colocando-se diante do Senhor" para interceder por eles.

Quando os mensageiros angelicais apressaram Ló, dizendo que saísse imediatamente, ele "hesistou" (Gênesis 19:16). Sua esposa não queria abandonar a amada Sodoma de maneira nenhuma, e parece que Ló estava indo embora com bastante relutância. Não fosse a "compaixão do Senhor", ordenando aos anjos que lhes agarrassem as maõs e arrastassem-nos para fora da cidade, ambos teriam sido destruídos!

Em vez de fugir e salvar sua família, Ló propôs um acordo: "Seu servo foi favorecido por sua benevolência, pois o senhor foi bondoso comigo, poupando-me a vida. Não posso fugir para as montanhas, senão esta calamidade cairá sobre mim, e morrerei. Aqui perto há uma cidade pequena. Está tão próxima que dá para correr até lá. Deixe-me ir lá! Mesmo sendo tão pequena, lá estarei a salvo" (Gênesis 19: 19-20). A cidade de Zoar, localizada nos arredores, era provavelmente tão pervertida quanto Sodoma e Gomorra. No entanto, o anjo concordou, dizendo: "Também lhe atenderei esse pedido; não destruirei a cidade da qual você fala. Fuja depressa, porque nada poderei fazer enquanto você não chegar lá" (Gênesis 19:21-22).

A esposa de Ló, mais afastada de Deus do que ele, hesitou e olhou para trás com saudades, pelo que a chuva de enxofre transformou-a num memorial eterno do amor por este mundo. Ela foi um exemplo do que não fazer na vida. Em vez de salvar-se da destruição, seu amor foi a causa da própria morte.

Ló continuou vivendo com as duas filhas - tudo o que lhe tinha restado após os anos de ganância em Sodoma. Suas filhas, espiritualmente contaminadas por uma vida exposta ao ambiente libertino de Sodoma, elaboraram um plano totalmente típico de uma mentalidade carnal. Decidiram conceber filhos do próprio pai, que sem saber, engravidou-as quando embriagado por elas. Duas crianças, Moabe e Amom, foram o resultado desse relacionamento impuro. E quão grande sofrimento os moabitas e amonitas (seus descendentes) trariam ao povo de Deus nos séculos por vir!

APRENDENDO COM A HISTÓRIA DE SODOMA

Você consegue perceber como os personagens dessa história tipificam os diferentes grupos de pessoas nas igrejas de hoje?

Em primeiro lugar, temos Abraão. Homem de grande fé e consagração.

Em segundo lugar, temos Ló, cujo amor pelas riquezas do mundo levou-o para longe da Terra Prometida e da cobertura espiritual de Abraão. Preferiu a vida na cidade do entretenimento e sensualidade. Em vez de conduzir sua família a uma vida na dependência de Deus, levou-a diretamente para o ambiente infernal de Sodoma e Gomorra. Sua vida tipifica o cristão moderno, que até tem alguma fé em Deus, mas nunca se sujeita à vontade do Senhor, nem renuncia à paixão que tem pelo mundo. Representa o crente que segue o Senhor da maneira como acha que deve. Ao invés de seguir o bom exemplo de Abraão, Ló cometeu o terrível erro de considerar-se mais santo do que os incrédulos à sua volta.

Os cristãos enfrentam a mesma tentação hoje. Nossa nação é um reflexo da impureza e perversão ostentada por Sodoma e Gomorra. Não é de admirar que seja tão fácil para os crentes mornos considerarem-se santos.

Nosso terceiro exemplo é a mulher de Ló, de quem Jesus solenemente manda-nos lembrar. Ela representa a pessoa que permanece apenas sentada na igreja, ouvindo o ensino e a pregação, mas que nunca teve uma conversão genuína.

Os olhos do seu entendimento jamais foram abertos; sua consciência jamais despertada e vivificada; sua vontade nunca se sujeitou à obediência a Deus; seus prazeres nunca se alinharam às coisas do Alto. Sua religião era preservada em função das tradições, não por amor. Funcionava como uma capa para agradar os outros, mas não tinha qualquer valor para si. Seu coração era mau perante os olhos de Deus. O mundo jazia em seu coração, e seu coração no mundo.

Jesus nos ordena: "Lembrem-se da mulher de Ló". Como fazemos isso? Lembrando-nos frequentemente de sua vida e comparando-a com a nossa. A lição que podemos tirar de sua vida pode ser resumida nas palavras ditas por Jesus em outra ocasião: "Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração...Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mamom)" (Matheus 6:21,24).

UMA NOVA NAÇÃO

Na época em que a descendência de Abraão, Jacó e seus filhos, juntaram-se a José no Egito, a idolatria que começara na Mesopotâmia, séculos atrás, alastrava-se rapidamente. A antiga família de Israel caiu num esgoto espiritual de trevas.

Parece que a única razão de os israelitas clamarem ao "deus" de seus antepassados encontrava-se no fato de não haver mais ninguém a quem recorrer. Eles mesmos foram saturados pela idolatria politeísta, que corria desenfreada por todo mundo: a crença de que existiam diversos deuses, cada um possuindo características e poderes específicos.

Deus tinha um plano em mente, é claro, e colocou um menino hebreu no palácio de faraó para aprender toda a sabedoria dos egípcios. Os caminhos de Deus não iguais aos do homem. Deus libertou Seu povo, não pela sabedoria humana ou por ligações políticas, mas por meio da fé. O homem escolhido pelo Senhor para liderá-los nessa grande libertação, não cobiçava uma posição elevada no palácio de faraó. Pelo contrário, escolheu afastar-se dela, identificando-se com os hebreus oprimidos - preferiu sair do meio dos opressores e entrar no jugo dos oprimidos.

Levou 40 anos no deserto para que Deus limpasse sua mentalidade egípsia e ensinasse a humildade que caracteriza uma vontade submissa. Por fim, tendo-o moldado para ser um verdadeiro instrumento, o Senhor envia Moisés novamente ao Egito, para libertar seus irmãos.

Faraó, soberbo e ganancioso, tomado pelo diabo, endureceu seu coração e recusou-se a libertar Israel.

O Grande Jeová puniu os egípcios com sucessíveis pragas, até faraó ceder. Numa incrível demonstração do supremo poder do Todo-Poderoso, o espírito anti-Deus que governava o Egito foi esmagado.

Infelizmente, foi apenas uma questão de dias para os hebreus rebelarem-se contra Deus, acusando-O de tê-los conduzido ao deserto para morrerem.

E não é de admirar que tenham reagido assim. Por centenas de anos, haviam-se rendido inteiramente aos ritos de fertilidade do Egito, acostumando-se a servir demônios que os seduziam com orgias sexuais e promessas de poderes ocultos, somente para serem escravizados e culminarem na prática hedionda do sacrifício de crianças. E agora se encontravam no deserto do Sinai, com escassez de pão e água, sem a promessa de qualquer gratificação carnal.

Ao invés de contemplarem um Deus de amor, que sozinho libertara-os dos brutais e exaustivos campos de trabalho do Egito, tinham somente a imagem de um Ser poderoso, que não estava disposto a atender seus desejos carnais. Por isso, repetidas vezes, o povo levantou-se em rebelião contra o Senhor.

O Senhor advertiu-lhes inúmeras vezes, conclamando-os ao arrependimento das práticas de idolatria, a obedecer à Lei entregue no Monte Sinai e a amá-Lo de todo coração.

Infelizmente, os milhares de anos que se seguiram, tratam-se de uma longa história de rebelião contra a autoridade de Deus, e profanação constante com as nações vizinhas. Decerto houve pessoas íntegras, como Davi, Josias e Ezequias, mas a maioria do povo escolhido de Deus rejeitou-O, trocando-O por aquilo que o kosmos, através dos muitos ritos de fertilidade, poder-lhes-ia oferecer.

Deus requer de Seu povo uma vida de separação e santificação. Se falharem em fazê-lo, certamente serão atraídos á mesma idolatria que governa a vida dos ímpios. Se isso acontecer, Deus permitirá que Seu povo seja oprimido pelas pessoas com que se misturaram e comprometeram seu testemunho. Aparte-se e renuncie ao estilo de vida dos que têm parte com o reino das trevas.

MEDITAÇÃO DAS ESCRITURAS E ORAÇÃO

Se você se levantar, por amor a Mim, contra tudo aquilo que o mundo pensa, eu Me levantarei em seu favor diante de Meu Pai, que está no céu.

(Matheus 10:32)

SENHOR, ARREPENDO-ME POR OBVIAMENTE AMAR ESTE MUNDO. EU NÃO QUERO OS BRINQUEDINHOS DO DIABO! PELO CONTRÁRIO, QUERO DEDICAR-ME INTEIRAMENTE A TI E A TEU REINO. CAVA UM ENORME ABISMO ENTRE MEU CORAÇÃO E ESTE MUNDO. POR FAVOR, LIBERTA-ME DAS PAIXÕES MALIGNAS DA PRESENTE ERA. EM NOME DE JESUS. AMÉM.

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