Sejam santos como Eu Sou Santo
" Nosso chamado , antes e acima de qualquer coisa, é este: sermos santos".
Andrew Murray
Houve um tempo - não muito distante - em que os cristãos entendiam o verdadeiro significado de santidade. A maioria dos cristãos, no início do século XIX, examinava cuidadosamente suas atitudes à luz da Palavra de Deus. Possuíam grande reverência e temor de Deus, que os levavam a vigiar e a aprumar seu estilo de vida. Compreendiam e abraçavam a idéia de que o Deus Justo era - de fato - SANTO. Havia em seu coração um sincero desejo por Sua santidade. Estavam realmente dispostos a tornarem-se "povo de propriedade exclusiva de Deus".
Ser Cristão implicava em ter uma vida separada. Separavam-se das atrações do mundo porque enxergavam o espírito do mundo como realmente é: não queriam ter nenhuma parte com ele. Infelizmente, não ouvimos falar muito em santidade nestes dias.
Creio que a razão pela qual desprezam este conceito bíblico, é porque não querem submeter-se a uma vida que agrada a Deus.
Contudo, o mandamento ainda ressoa através das páginas sagradas - esteja ele na moda ou não. Pedro diz: "Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo" (I Pedro 1:14-16)
A Bíblia em sua totalidade, é unânime em assegurar que uma vida de santidade é possível.
Se alcançar a santidade fosse impossível, Cristo não teria sido sincero quando orou para que Deus nos "santificasse" e colocasse em nossos lábios um clamor pela santidade: "Faze a Tua vontade na Terra, assim como ela é feita no Céu".
Todo aquele que tem o Espírito de Cristo habitando dentro de si, será constantemente inclinado a uma vida de santidade. Jesus Cristo não foi crucificado e sangrou até a morte para os Seus discípulos entregarem-se à devassidão sem ficar com peso na consciência. Ele lá morreu para libertar-nos das garras do pecado e conceder-nos pureza e santidade.
Deus é santo, e ordena que Seus filhos também o sejam. Mas o que exatamente é a santidade? Quando a Bíblia fala sobre santidade refere-se principalmente a um nível de consagração e vida com Deus, que cresce através da obediência e submissão a Ele.
O processo de santificação
O cristão pode - e tem de - buscar um nível espiritual no qual sua vida não mais esteja sob o controle do pecado. Um nível em que ame a Deus de todo o coração e seja motivado por uma genuína preocupação e amor pelas pessoas. O principio fundamental da satificação é este: separação ao Senhor. A santificação começa com a separação.
A snatificação pessoal ocorre quando alguém recebe a salvação e torna-se santo, separado. Ele agora é o "tempo de Deus... no qual habita o Espírito de Deus..." (I Coríntios 3:16), separado para uso do Mestre. Foi "comprado por um alto preço" e já não é mais dono de si mesmo (I Coríntios 6:19-20). É chamado por Deus "à comunhão com seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor" (I Coríntios 1:9) que "fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia , que preparou de antemão para a glória" (Romanos 9:23). Isso torna-se uma realidade a todos quantos se convertem em função da soberania de Deus, unicamente; nada tem a ver com o nível de espiritualidade da pessoa. A santificação posicional é a divina designação da posição de alguém como filho do Deus Altíssimo.
A santificação progressiva refere-se ao desenvolvimento do caráter cristão. Significa amadurecer na fé. À medida que o novo cristão, cheio do "eu", com toda a sua bagagem de pecado, orgulho e egoísmo, avança no processo santificador de Deus, ele vai se tornando, gradativamente, semelhante a Jesus.
A santidade é a saúde da alma, a libertação dos efeitos nocivos da impureza. Todos nascemos com uma natureza pecaminosa, mas ela não se esvai no momento em que recebemos a Jesus. Para o cristão tornar-se santo, ele deve mortificar a carne (Romanos 8:13; Gálatas 5:24; Colossenses 3:5). Deve purificar-se (I João 3:3). Ao passo que guerreia contra as inclinações naturais (cobiças) da carne, torna-se cada vez mais parecido com o Senhor. Para haver santificação, pressupõe-se o desejo de separar-se dos inimigos de Deus (Salmo 139:19-22) e tornar-se cheio da Sua justica. (Mateus 5:6)
Purificando o vaso
O anseio por ser semelhante a Jesus é o que motiva o cristão a separar-se do mundo. Alexander McLaren disse sabiamente: "Nossa repulsa pelo mundo determinará nosso amor por Cristo".
Preciso esclarecer, no entanto, que, separar-se do mundo não conduz necessariamente alguém a santidade. A grande maioria de nós já ouviu falar sobre as pessoas cujo relacionamento com Deus gira apenas em torno da capacidade que possuem de manter-se separadas do sistema do mundo. "Apesar de não existir santidade sem separação, existe separação que não conduz à santidade".
Enquanto permanecermos cheios das coisas do mundo, não poderemos ser cheios do Espírito Santo. Mas quando remvermos de nosso coração o amor pelo mundo e tudo o que ele oferece, seremos cheios do Espírito Santo e nosso amor pelo Senhor aumentará.
Seu propósito para nós, à semelhança do antigo Israel, é que sejamos portadores de conhecimento de Deus para um mundo decaído. Ele deseja viver Sua santidade através de nós, e não poderá fazê-lo se preservarmos nossa decisão consciente de pecar e nossas paixões desenfreadas.
Essa consciência de que Deus habita dentro de nós, que nos preserva e faz-nos Sua possessão, operará em nossos corações a verdadeira separação do mundo e de seu espírito; da nossa vontade e do nosso "eu". Somente quando esta separação é aceita, valorizada em nós, a santidade de Deus virá e se apossará de nós. Separar-nos-à para Si e santificar-nos-à como Sua habitação. Virá, pois, pessoalmente, e far-nos-à Sua propriedade exclusiva, porque Cristo habita em nosso coração.
Passos para a santidade
Deus não escolherá aleatoriamente alguns especiais para a perfeição deixando o resto vivendo na imundícia. A porta da snatidade está aberta a todos e a profundidade da nossa consagração tem muito a ver com a nossa fome de justiça e nosso desejo de lutar contra o pecado. A letargia espiritual é o que mais impede a conquista da santidade. A concupiscência e a cobiça são inimigas da sede pela pureza. E esta vida de santidade está disponível a todos quantos se dispuserem a batalhar contra o mundo, a carne e o Diabo.
Aquele que entra nesse caminho estreito aprende, rapidamente, que o seu maior inimigo é a própria carne. Somente através de um profundo e contínuo arrependimento suas práticas pecaminosas serão vencidas.
Vencer a prática do pecado é apenas um aspecto do processo de santificação. A sabedoria de Deus abrange todas as nossas necessidades, tanto para correção quanto para consolação; mesmo quando não temos conhecimento das áreas que precisam das incisõesdo bisturi divino. As raízes do egocentrismo e do orgulho são tão profundas, que chegamos a perguntar-nos se toda a vida será tempo suficiente para Deus completar a Sua obra em nós! Mas quanto mais nos rendemos, mais Deus cumprirá Seu propósito de amoldar-nos à imagem de Cristo.
A necessidade de viver santo
Uma das coisas que mais enganam os cristãos é a crença, ainda que não professada, de que alguém pode viver uma vida egoísta e mundana e, num passe de mágica, ser transformado num santo apaixonado por Jesus. A eternidade não é nada mais que a continuação da vida. O homem interior, o caráter, a alma da pessoa, permanecerão para sempre. A Palavra é bem clara ao afirmar que o bem mais preciso de alguém (seja Deus ou um ídolo) determinará sua morada eterna.
Como nos sentiremos em casa e felizes no Céu, se morrermos impuros? A morte não trará mudança nenhuma. Todos ressuscitarão com o mesmo caráter que tinham quando deram o último suspiro.
Imagine por um momento que o tenham deixado entrar no Céu sem santidade. O que você faria? Que tipo de alegria poderia desfrutar? A qual dos santos você poderia se juntar? O prazer deles não é igual aos seus, nem os seus gostos, nem o seu caráter. Como você poderia ser feliz, não tendo sido santo na Terra? Talvez, hoje, você goste da companhia dos que não querem nada com nada, dos que têm a mentalidade do mundo, dos que cobiçam, dos que vivemm atrás dos prazeres. Não haverá nada disso no Céu.
Talvez, hoje, você ache os santos de Deus sérios e "quadrados" demais. Você prefere evitá-los, certo? Mas não haverá outro tipo de companhia no Céu. O Céu é um lugar completamente santo. Seus habitantes são santos, suas ocupações são santas. Está mais do que claro: devemos ser treinados para o Céu enquanto estamos na Terra.
Agora, se a Bíblia é tão enfática em dizer-nos que precisamos de santidade, por que tal pregação continua tão rara em nossos púlpitos hoje? Se realmente existe algum tipo de conspiração satânica para desviar as pessoas da santidade e do verdadeiro Cristianismo, seu objetivo haveria de ser a elaboração de um corrompido sistema evangélico que trouxesse comodismo e uma falsa sensação de segurança às pessoas. Decerto a condição atual do Corpo de Cristo é um sinal claro de que as coisas não estão como deveriam.
MEDITAÇÃO NAS ESCRITURAS E ORAÇÃO
Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.(Hebreus 12:10)
Contudo, essa salvação só é concedida àqueles que permanecem na fé, no amor e na santidade, adquirindo a maturidade através destas qualidades. Você deve depender disto para viver.
(I Timóteo 2:15)
Como filhos obedientes, permitam-se ser conduzidos a um estilo de vida moldado pela própria vida de Deus, uma vida cuja chama arde constantemente em santidade.
(I Pedro 1:15)
SENHOR, DESTRÓI O PECADO, O "EU" E O ORGULHO QUE OPERAM EM MIM. CUSTE O QUE CUSTAR, CONTINUA TRABALHANDO EM MIM! QUERO QUE TU ME MOLDES, ME PURIFIQUES E ME APERFEIÇÕES. DERRAMA O FOGO DO TEU ESPÍRITO SANTO SOBRE MIM! PURIFICA O MEU CORAÇÃO. ENDIREITA-ME E MANTÉM-ME ÍNTEGRO EM MEIO A ESSA GERAÇÃO CORROMPIDA E DEPRAVADA. EM NOME DE JESUS. AMÉM.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Contaminados com a Babilônia - Steve Gallagher
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DAVI E AMY
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Contaminados com a Babilônia - Steve Gallagher
Saiam!
"Quanto a mim, que eu jamais me glorei, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo".
Apóstolo Paulo (Gálatas 6:14)
"Lembremos de que, enquanto estivermos neste mundo, residimos em terra estranha e estamos distantes de nosso lar. Portanto, não nos apeguemos exacerbadamente a nada daqui".
Philip Doddridge
As coisas não poderiam estar piores para o povo escolhido de Deus. Israel, que fora levado cativo aproximadamente 300 anos antes, tinha absorvido a cultura síria e perdido toda a perspectiva de sua história.
Todavia, em virtude da intercessão de Daniel e do trabalho de homens "separados" como Neemias, Esdras e Ageu, um remanescente voltou à terra de Israel para reconstruir os muros de Jerusalém, restaurar o templo e sua adoração. Mas apesar de seus esforços, muitos dos judeus babilônios não quiseram retornar! Eles haviam prosperado e relutavam em deixar sua riqueza para trás. Eram amantes da vida boa que tinham na cidade mais rica do mundo. Então, por que trocar o conforto do lar que adotaram por um futuro incerto, na terra cruel e devastada de seus antepassados?
A verdade, no entanto, é que se achavam viciados na Babilônia e em seus prazeres.
Deus chamava Seu povo para uma vida se separação, dessa vez para deixar a própria Babilônia. Observe que Deus ordena Seu povo a agir, a fazer algo: "Desapeguem-se! Desliguem-se do rei da Babilônia, povo Meu! Cortem todos os laços com ele! E, quando fizerem essa separação, purifiquem-se da contaminação que veio sobre vocês por causa da associação com ele".
O Reino de Deus passou por uma grande transformação depois do Calvário. Deus começou a congregar Seu povo e a chamá-lo para uma vida separada. A santificação desse povo não mais seria como a dos judeus do Antigo Testamento - viver dentro de uma sociedade fechada, completamente isolada de outras nações do mundo. Não, no Novo Testamento, os servos do Senhor teriam de conviver com seus vizinhos incrédulos, comprar em lojas do mundo, trabalhar em empresas ímpias e, ainda assim, manter-se desligados da "Babilônia" que os cerca; separados do mundo, mas vivendo no mundo - separados para Deus, EM SEU CORAÇÃO. Eles devem viver separados do sistema deste mundo, consagrados como vasos de honra para Deus. Devem ser conhecidos como santos cheios do Espírito Santo.
O conjunto desses "separados" chama-se Igreja. Ekklesia [ek (fora), kaleo (chamar)] refere-se a toda Igreja do Novo Testamento grego. Se você não se apegar a esta definição, será profundamente enganado quanto ao conceito de Igreja e desviado pelo "igrejismo" dos dias atuais, o qual é totalmente distinto e antagônico à ekklesia, que consistia somente de almas chamadas para fora do mundo e separadas ao Senhor.
A palavra "Igreja" ekklesia, significa chamados para fora do mundo; ao passo que hagiadzoo (santificar) significa tirar o mundo de dentro de nós.
Portanto, todos os membros da Igreja do Novo Testamento possuem um duplo motivo para não serem mundanos; primeiro, porque saíram do mundo e o deixaram; segundo, porque o mundo foi removido deles. Sendo assim, existe um divórcio recíproco deles com o mundo.
O nascimento da Igreja de Jesus Cristo foi impressionante! As conversões eram profundas e marcantes. A diferença entre o antes e o depois era fenomenal. Os convertidos entendiam que enfrentariam perseguição e, possivelmente até mortes.
O chamado do povo de Deus
O que acontece quando uma pessoa responde ao chamado de Deus, a tornar-se participante de Seu Reino, mas insiste em manter seus laços com o reino do Diabo? Jesus, Aquele que morreu na cruz para comprar um povo para Si, deixou bem claro que isso não seria possível.
"Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo" (Lucas 14:26) "Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12:30). Dedicar-se a Cristo, pela metade - mais ou menos - é inadmissível, impossível.
Mandamento 1: "Não se ponham em jugo desigual com os descrentes""
Paulo aplica o princípio da lei a um cristão e a um descrente. Um verdadeiro cristão passa por enormes mudanças em seu interior. Deus transforma seus valores, crenças, perspectivas - seu estilo de vida. Tudo isto agora se opõem, em tudo, aos valores e estilo de vida dos incrédulos a sua volta. Não existe a possibilidade de reconciliação entre os dois.
São dois reinos diferentes e eternamente separados. Não há nenhum ponto de contato entre o Céu e o Inferno.
. Uma filha da Luz deve se casar com um filho das trevas?
. Um homem governado pelos princípios do Céu deve submeter-se ao jugo de, no tocante a negócios, estabelecer alianças com alguém estritamente fiel ao sistema do mundo?
. Os cristãos devem ter laços de irmandade com os ímpios?
A respostas a todas estas perguntas é um enfático "NÃO!"
"Não se deixem enganar:'As más companhias corrompem os bons costumes'" (I Coríntios 15:33).
Aquele que verdadeiramente foi salvo reconhece o poder influenciador de uma má companhia . Evita, portanto, consistentemente, os relacionamentos nocivos, vivendo apenas para o Reino do Céu, não se deixando dominar pelos encantos do mundo e seus encantadores. Esta é a vida separada de um verdadeiro cristão. Esta é a força motriz do mandamento: todos os relacionamentos de "jugo desigual" precisam acabar.
Mandamento 2: "Seu estilo de vida precisa mudar!"
Aqueles que não têm perspectiva sobre a eternidade cambaleiam com sua visão míope e temporal. Se não existe vida após a morte, por que não fazemos do prazer, dos bens, das posições, a razão do nosso viver? Aquele que concebe a eternidade jamais pensará assim. Ele é um peregrino em busca da "cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus" (Hebreus 11:10). Ele é separado do mundo e pertence a uma "geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus". (I Pedro 2:9). Seu destino é o Céu, portanto, abominará e será sempre indiferente para com as filosofias e o padrão deste "mundo maligno".
Muitos cristãos estão imersos na cultura dos dias de hoje. Em verdade, podemos dizer que não são tão diferentes dos ímpios que os cercam. Esses cristãos deverão aquietar-se e dar ouvidos ao Pai, que os chama para endireitarem suas veredas e apartarem-se do estilo de vida dos ímpios.
Mandamento 3: "Descontaminem-se!"
Tente imaginar uma pessoa saudável vivendo em uma colônia de leprosos. Os germes estão por toda parte: nos móveis, nas paredes, nas roupas. Existem ali os agentes de uma doença horrível, debilitante e detestável. De repente, alguém tem aquele pensamento: "Não toque em NADA!"
Em termos espirituais, a mensagem para todo cristão seria: "Não se aproxime demais do que pertence à natureza pecaminosa do reino de Satanás. Afaste-se de todo mal, impureza e contaminação!"
O kosmos sempre procurará imprimir sua mentalidade repulsiva e diabólica nos crentes. Qualquer cristão que inclinar seus ouvidos à voz do kosmos será influenciado por ele. Temos de lembrar-nos que o espírito do mundo apela aos desejos mais baixos de nossa natureza, e que a atração exercida pela cobiça nunca deve ser subestimada.
Veja só como ele opera através da mídia. Por exemplo, uma ingênua chega do trabalho e logo decide assistir pouco à televisão. O kosmos fornece-lhe um amplo leque de diversões. Ao mesmo tempo, porém sua mente é bombardeada com uma saraivada de mensagens e imagens impuras. Como resultado, sua mentalidade mundana fortalece-se mais ainda.
Nós, como cristãos, precisamos construir barreiras em todas as "estradas" de nossa mente, às quais o Diabo procura ter acesso. A Palavra de Deus nos purificará de todo pensamento contaminado à medida que, diariamente, banharmo-nos dela. Condenemos, pois, agora, essa tendência que temos de viver um Cristianismo contaminado pela aliança e intimidade com o espírito deste mundo!
Os inimigos de Deus
A eles foram dadas "as chaves do reino dos céus" (Mateus 16:19) e receberam "tudo de que necessitam para a vida e para a piedade" (II Pedro 1:3). Deus deu ordens aos anjos em seu favor (Salmo 91:11) e, como se não fosse o bastante, ainda atendeu aos "desejos do seu coração" (Salmo 37:4). E de graça,por causa da Sua imensurável bondade, são coniventes com os inimigos de Deus. Quanta ingratidão! A fé que declaram ter em Jesus é falsa? "Receberam Jesus" somente para se aproveitar d'Ele?
"Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus" (Tiago 4:4). Infelizmente, muitos se recusam a crer em declarações tão fortes como esta, mesmo que estejam registradas nas Escrituras. O Inimigo tem lhes encoberto a Verdade da Bíblia, cegando-lhes o entedimento (II Coríntios 4:3-4). O "cristão" lê os versículos racionalmente, mas não são transformados; os anos de mundanismo e desobediência endureceram-lhe o coração. Não vêem perigo algum em envolver-se com o mundo. Não sondam o coração porque, bem lá no fundo, têm medo do que podem descobrir. Não estão dispostos a destruir o lugar que o mundo ocupa em seu coração e, por isso, simplesmente ignoram versículos como esses.
Por outro lado, o cristão cujo coração está aberto lê a passagem de Tiago e logo faz uma análise de suas motivações e atitudes: Estou permitindo que a mentalidade do mundo me afete? Possuo desejos impuros pelos quais o Inimigo pode me seduzir? Mostra-me, Senhor,do que preciso me arrepender. Ò Deus, arranca de meu coração o amor pelo mundo! Separa-me para a Tua grande obra. Vem Jesus, e toma o Teu devido lugar em meu coração. Resumindo, quando um crente sincero enxerga evidências de mundanismo em sua vida, ele entra num processo de arrependimento que perdurará até todo o mal ser completamente erradicado.
A morada eterna
O Céu não é um lugar para os inimigos de Deus. O amigo do mundo é inimigo de Deus. Para alguém que ama as coisas do mundo, o Ceú seria o pior lugar possível para se viver. O Inferno está reservado áqueles que não querem o jugo de autoridade de Deus sobre a sua vida.
Não deveria ser algo difícil notarmos que as Escrituras dão extrema importância à necessidade absoluta de os cristãos separarem-se dos principados e potestades que operam neste mundo tenebroso. No entanto, parece que fomos feridos de cegueira e permanecemos incapazes de discernir a rebeldia deliberada que vem dominando os crentes de hoje. Conversões superficiais e um estilo de vida descompromissado são as consequências disso! Assim, os cristãos continuam sendo escravos no palácio dos prazeres do reino de Satanás!
Ele ama a Deus e jamais pensaria em ser amigo de alguém que O odeia. Traí-Lo e estabelecer alianças com os Seus inimigos? Nem pensar! O Senhor salvou-o, protegeu-o, amou-o e abençoou-o. Sua lealdade e compromisso são inabaláveis. Ama a Deus porque Ele o amou primeiro. Não que ele odeie as pessoas. Antes, abomina e despreza o que o mundo ama. Sua inimizade é como a de Davi, quando escreveu:
Quem dera matasses os ímpios, ó Deus! Afastem-se de mim os assassinos! Porque falam de ti com maldade; em vão rebelam-se contra ti. Acaso não odeio os que te odeiam, SENHOR? E não detesto os que se revoltam contra ti? Tenho por eles ódio implacável! Considero-os inimigos meus!
(Salmo 139:19-22)
Esta deve ser a convicção de todo cristão verdadeiro, em relação ao kosmo: o mundo não é o lar para os seguidores de Cristo.
Ser parte da Igreja viva e verdadeira de Jesus Cristo não significa pertencer a algum movimento evangélico ou religioso. Não significa que alguém tenha tido prévias experiências espirituais e agora decidiu viver na periferia da vida cristã. Não implica, da mesma forma, que tenha aderido à ideologia do movimento evangélico.
Significa ser santo, dedicado e separado para o uso do Mestre. Significa ser chamado para fora do kosmo e divorciar-se dele. E ainda que não seja perfeito, sem pecado algum, estará continuamente sendo moldado à santa imagem de Jesus Cristo.
MEDITAÇÃO DAS ESCRITURAS E ORAÇÃO
Portanto, "saiam do meio deles e separem-se", diz o Senhor. " Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei".
(II Coríntios 6:17)
Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se.
(Apocalipse 22:11)
SENHOR, ATENTEI À TUA VOZ E AO TEU CHAMADO. ESTOU RESPONDENDO. POR FAVOR, ARREBATA-ME DAS TREVAS QUE HÁ NO SISTEMA DESTE MUNDO; ARREBATA-ME PARA A TUA MARAVILHOSA LUZ. ENSINA-ME A VIVER NESTE MUNDO SEM ENTREGAR MEU CORAÇÃO A ELE. SEI QUE O DIABO ESTÁ SEMPRE FAZENDO SEU JOGUINHO SUJO. É UMA QUESTÃO DE VIDA OU MORTE! POR FAVOR, DIVORCIA-ME DO ESPÍRITO DO MUNDO. EM NOME DE JESUS. AMÉM.
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DAVI E AMY
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sábado, 25 de abril de 2009
Contaminados com a Babilônia - Steve Gallagher
MUNDANISMO: A QUEDA DE ISRAEL
Depois de aproximadamente uma década da morte de Ninrode, Abraão nasceu em Ur, uma das cidades que Ninrode construíra na Mesopotâmia. Podemos pressumir que o conhecimento de Deus ainda era muito amplo sobre a Terra. É muito provável que não houvesse ateus naqueles dias, apenas rebeldes atraídos aos ritos de fertilidade, recém-criados, de Babel. Embora homens justos como Jó continuassem a buscar o Senhor, a maioria dos habitantes da Mesopotâmia descia às profundezas da imoralidade, carnalidade e rebelião contra a autoridade de Deus.
Por mais difícil que tenha sido para o Senhor encontrar, em Ur, um amante da verdade, Deus contemplou Abraão e revelou-Se poderosamente a ele. O Senhor apareceu-lhe, dizendo: "Saia da sua terra e do meio dos seus parentes e vá para a terra que eu lhe mostrarei" (Atos 7: 2-3). "Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo" (Hebreus 11:8).
E assim, Abraão foi chamado para fora do "mundo" de Ur. Sua vida mostrar-se-ia um exemplo de compromisso com Deus para as gerações futuras. O sobrinho de Abraão, Ló, também expressava sua fé em Deus e juntou-se ao tio em sua jornada em direção a uma terra desconhecida. À medida que os dois líderes multiplicavam seus rebanhos e gados, os servos de Ló punham-se a discutir com os de Abraão, até chegar o momento em que a tensão tornou-se insuportável. Por fim, Abraão disse a Ló: "Não haja desavença entre mim e você, ou entre os seus pastores e os meus; afinal somos irmãos! Aí está a terra inteira diante de você. Vamos separar-nos. Se você for para esquerda, irei para a direita; se for para a direita, irei para a esquerda" (Gênesis 13:8-9).
O fato de Sodoma e Gomorra serem extremamente abomináveis, não parecia ter muita importância para Ló. Da mesma forma, aqueles que se declaram hoje como seguidores de Cristo, consideram as vantagens de sua união com o mundo boas demais para serem descartadas - sua religião tem de encontrar um jeito para manter seu amor por este mundo. Ló levou sua família para perto de Sodoma.
Não muito depois de Abraão e Ló tomarem caminhos distintos, cinco reis rivais saquearam Sodoma e Gomorra, levando cativos Ló e sua família. Abraão imediatamente saiu em perseguição aos comandantes militares, seguindo-os até Dã, onde ele e seus homens os derrotaram.
Esse foi o segundo alerta que o Senhor concedeu graciosamente a Ló e a sua esposa. Viver fora do governp e da vontade de Deus é perigoso! Todavia, mesmo com o episódio dos reis e a tragédia que sofrera, Ló não aprendeu a lição. Regressou, pois, a Sodoma com sua família, onde permaneceram por mais 10 anos, até o dia em que os anjos do Senhor trouxeram juízo àquela cidade pervertida.
Foi Abraão, mais uma vez, quem salvou seus parentes carnais da iminente destruição, "colocando-se diante do Senhor" para interceder por eles.
Quando os mensageiros angelicais apressaram Ló, dizendo que saísse imediatamente, ele "hesistou" (Gênesis 19:16). Sua esposa não queria abandonar a amada Sodoma de maneira nenhuma, e parece que Ló estava indo embora com bastante relutância. Não fosse a "compaixão do Senhor", ordenando aos anjos que lhes agarrassem as maõs e arrastassem-nos para fora da cidade, ambos teriam sido destruídos!
Em vez de fugir e salvar sua família, Ló propôs um acordo: "Seu servo foi favorecido por sua benevolência, pois o senhor foi bondoso comigo, poupando-me a vida. Não posso fugir para as montanhas, senão esta calamidade cairá sobre mim, e morrerei. Aqui perto há uma cidade pequena. Está tão próxima que dá para correr até lá. Deixe-me ir lá! Mesmo sendo tão pequena, lá estarei a salvo" (Gênesis 19: 19-20). A cidade de Zoar, localizada nos arredores, era provavelmente tão pervertida quanto Sodoma e Gomorra. No entanto, o anjo concordou, dizendo: "Também lhe atenderei esse pedido; não destruirei a cidade da qual você fala. Fuja depressa, porque nada poderei fazer enquanto você não chegar lá" (Gênesis 19:21-22).
A esposa de Ló, mais afastada de Deus do que ele, hesitou e olhou para trás com saudades, pelo que a chuva de enxofre transformou-a num memorial eterno do amor por este mundo. Ela foi um exemplo do que não fazer na vida. Em vez de salvar-se da destruição, seu amor foi a causa da própria morte.
Ló continuou vivendo com as duas filhas - tudo o que lhe tinha restado após os anos de ganância em Sodoma. Suas filhas, espiritualmente contaminadas por uma vida exposta ao ambiente libertino de Sodoma, elaboraram um plano totalmente típico de uma mentalidade carnal. Decidiram conceber filhos do próprio pai, que sem saber, engravidou-as quando embriagado por elas. Duas crianças, Moabe e Amom, foram o resultado desse relacionamento impuro. E quão grande sofrimento os moabitas e amonitas (seus descendentes) trariam ao povo de Deus nos séculos por vir!
APRENDENDO COM A HISTÓRIA DE SODOMA
Você consegue perceber como os personagens dessa história tipificam os diferentes grupos de pessoas nas igrejas de hoje?
Em primeiro lugar, temos Abraão. Homem de grande fé e consagração.
Em segundo lugar, temos Ló, cujo amor pelas riquezas do mundo levou-o para longe da Terra Prometida e da cobertura espiritual de Abraão. Preferiu a vida na cidade do entretenimento e sensualidade. Em vez de conduzir sua família a uma vida na dependência de Deus, levou-a diretamente para o ambiente infernal de Sodoma e Gomorra. Sua vida tipifica o cristão moderno, que até tem alguma fé em Deus, mas nunca se sujeita à vontade do Senhor, nem renuncia à paixão que tem pelo mundo. Representa o crente que segue o Senhor da maneira como acha que deve. Ao invés de seguir o bom exemplo de Abraão, Ló cometeu o terrível erro de considerar-se mais santo do que os incrédulos à sua volta.
Os cristãos enfrentam a mesma tentação hoje. Nossa nação é um reflexo da impureza e perversão ostentada por Sodoma e Gomorra. Não é de admirar que seja tão fácil para os crentes mornos considerarem-se santos.
Nosso terceiro exemplo é a mulher de Ló, de quem Jesus solenemente manda-nos lembrar. Ela representa a pessoa que permanece apenas sentada na igreja, ouvindo o ensino e a pregação, mas que nunca teve uma conversão genuína.
Os olhos do seu entendimento jamais foram abertos; sua consciência jamais despertada e vivificada; sua vontade nunca se sujeitou à obediência a Deus; seus prazeres nunca se alinharam às coisas do Alto. Sua religião era preservada em função das tradições, não por amor. Funcionava como uma capa para agradar os outros, mas não tinha qualquer valor para si. Seu coração era mau perante os olhos de Deus. O mundo jazia em seu coração, e seu coração no mundo.
Jesus nos ordena: "Lembrem-se da mulher de Ló". Como fazemos isso? Lembrando-nos frequentemente de sua vida e comparando-a com a nossa. A lição que podemos tirar de sua vida pode ser resumida nas palavras ditas por Jesus em outra ocasião: "Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração...Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mamom)" (Matheus 6:21,24).
UMA NOVA NAÇÃO
Na época em que a descendência de Abraão, Jacó e seus filhos, juntaram-se a José no Egito, a idolatria que começara na Mesopotâmia, séculos atrás, alastrava-se rapidamente. A antiga família de Israel caiu num esgoto espiritual de trevas.
Parece que a única razão de os israelitas clamarem ao "deus" de seus antepassados encontrava-se no fato de não haver mais ninguém a quem recorrer. Eles mesmos foram saturados pela idolatria politeísta, que corria desenfreada por todo mundo: a crença de que existiam diversos deuses, cada um possuindo características e poderes específicos.
Deus tinha um plano em mente, é claro, e colocou um menino hebreu no palácio de faraó para aprender toda a sabedoria dos egípcios. Os caminhos de Deus não iguais aos do homem. Deus libertou Seu povo, não pela sabedoria humana ou por ligações políticas, mas por meio da fé. O homem escolhido pelo Senhor para liderá-los nessa grande libertação, não cobiçava uma posição elevada no palácio de faraó. Pelo contrário, escolheu afastar-se dela, identificando-se com os hebreus oprimidos - preferiu sair do meio dos opressores e entrar no jugo dos oprimidos.
Levou 40 anos no deserto para que Deus limpasse sua mentalidade egípsia e ensinasse a humildade que caracteriza uma vontade submissa. Por fim, tendo-o moldado para ser um verdadeiro instrumento, o Senhor envia Moisés novamente ao Egito, para libertar seus irmãos.
Faraó, soberbo e ganancioso, tomado pelo diabo, endureceu seu coração e recusou-se a libertar Israel.
O Grande Jeová puniu os egípcios com sucessíveis pragas, até faraó ceder. Numa incrível demonstração do supremo poder do Todo-Poderoso, o espírito anti-Deus que governava o Egito foi esmagado.
Infelizmente, foi apenas uma questão de dias para os hebreus rebelarem-se contra Deus, acusando-O de tê-los conduzido ao deserto para morrerem.
E não é de admirar que tenham reagido assim. Por centenas de anos, haviam-se rendido inteiramente aos ritos de fertilidade do Egito, acostumando-se a servir demônios que os seduziam com orgias sexuais e promessas de poderes ocultos, somente para serem escravizados e culminarem na prática hedionda do sacrifício de crianças. E agora se encontravam no deserto do Sinai, com escassez de pão e água, sem a promessa de qualquer gratificação carnal.
Ao invés de contemplarem um Deus de amor, que sozinho libertara-os dos brutais e exaustivos campos de trabalho do Egito, tinham somente a imagem de um Ser poderoso, que não estava disposto a atender seus desejos carnais. Por isso, repetidas vezes, o povo levantou-se em rebelião contra o Senhor.
O Senhor advertiu-lhes inúmeras vezes, conclamando-os ao arrependimento das práticas de idolatria, a obedecer à Lei entregue no Monte Sinai e a amá-Lo de todo coração.
Infelizmente, os milhares de anos que se seguiram, tratam-se de uma longa história de rebelião contra a autoridade de Deus, e profanação constante com as nações vizinhas. Decerto houve pessoas íntegras, como Davi, Josias e Ezequias, mas a maioria do povo escolhido de Deus rejeitou-O, trocando-O por aquilo que o kosmos, através dos muitos ritos de fertilidade, poder-lhes-ia oferecer.
Deus requer de Seu povo uma vida de separação e santificação. Se falharem em fazê-lo, certamente serão atraídos á mesma idolatria que governa a vida dos ímpios. Se isso acontecer, Deus permitirá que Seu povo seja oprimido pelas pessoas com que se misturaram e comprometeram seu testemunho. Aparte-se e renuncie ao estilo de vida dos que têm parte com o reino das trevas.
MEDITAÇÃO DAS ESCRITURAS E ORAÇÃO
Se você se levantar, por amor a Mim, contra tudo aquilo que o mundo pensa, eu Me levantarei em seu favor diante de Meu Pai, que está no céu.
(Matheus 10:32)
SENHOR, ARREPENDO-ME POR OBVIAMENTE AMAR ESTE MUNDO. EU NÃO QUERO OS BRINQUEDINHOS DO DIABO! PELO CONTRÁRIO, QUERO DEDICAR-ME INTEIRAMENTE A TI E A TEU REINO. CAVA UM ENORME ABISMO ENTRE MEU CORAÇÃO E ESTE MUNDO. POR FAVOR, LIBERTA-ME DAS PAIXÕES MALIGNAS DA PRESENTE ERA. EM NOME DE JESUS. AMÉM.
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DAVI E AMY
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Contaminados com a Babilônia - Steve Gallagher
A origem da Babilônia
"Ó força universal, eu bem o sei.
Que tolice sem sentido é rebelar-me,
Pois Tu és Senhor e tens as chaves do Inferno".
C.S.Lewis
O ápice do livro de Apocalipse e da História da humanidade é conhecido como Armagedom, a batalha final entre as forças do bem e do mal. Nesse grande confronto, os seguidores do Anticristo unir-se-ão numa guerra contra Deus, valendo-se dos prodigios enganosos de Satanás, contra do Reino de Jesus, o Humilde. Será a tentativa final do diabo de dar cabo à autoridade que Deus exerce neste mundo.
Como um símbolo das forças do mal, foi mostrada a João uma cidade chamada Babilônia. Ela representa, na verdade, todo o mundo caído. A Babilônia representa a consolidação de todos aqueles que querem tornar-se independentes de ambas a presença e autoridade de Deus.
A fundação da primeira cidade pós-dilúvica
Foi dito aos filhos de Noé: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra" (Gênesis 9:1).
Dentre os descendentes de Cão, foi gerado um bisneto de Noé, chamado Ninrode, que "foi poderoso caçador diante da face do SENHOR... E o princípio do seu reino foi Babel..." (Gênesis 10:9-10 -ECA). Teria todo o sentido dizermos que, se como acreditam alguns estudiosos, "o nome Ninrode origina-se de marad, "ele rebelou-se". As atitudes de Ninrode demonstravam desprezo total em relação à autoridade de Deus, como se um oficial raso se levantasse contra o capitão de um navio.
Se quisermos compreender o significado da Grande Babilônia nestes últimos dias, precisamos esquadrinhar diligentemente a história de Ninrode e de Babel. Aparentemente, Ninrode era um homem extremamente violento, empenhado em dominar e controlar a vida dos outros, como fazendo uma afronta direta à vontade de Deus. Propôs estabelecer algo desconhecido até então: um reino próprio, em que ele mesmo dominaria.
Adulterou a temperança dos costumes antigos, incitado por um novo desejo de conquista. Ele foi o primeiro a declarar guerra a seus vizinhos, e conquistou todas as nações, desde a Assíria até a Líbia, as quais permaneciam ignorantes às artes de guerra.
Até aquela época, os homens estavam satisfeitos por viver como nômades, habitantes de tendas, sendo esta a perfeita vontade de Deus. O Senhor bem sabia o que estava latente no coração do homem. Se ele começasse qa agrupar-se em cidades, certamente o mal se intensificaria. Ninrode decidiu, então, construir a primeira cidade do mundo, em um vale fértil da Mesopotâmia.
A rebelião de Ninrode, contra a ordem de Deus, despertou a curiosidade dos outros que compartilhavam sua inimizade. Ele apressou-se em tomar essa vantagem para alcançar suas ambições egoístas. "Vamos construir uma cidadem, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra" (Gênesis 11:4)
O povo insensato, deixou-se dominar por essa estulta persuasão, de que lhe seria vergonhoso ceder a Deus e começou a trabalhar nessa obra, com ardor incrível. A multidão e a atividade dos operários, fez com que a torre em pouco tempo se elevasse
a altura acima de toda e qualquer expectativa, mas sua debilidade fazia com que parecesse menos alta do que era de fato. Construíram-na de tijolos, cimentando-a com betume, para torná-la mais forte.
A cidade de Babel logo se firmou como um lugar no qual os homens poderiam buscar suas próprias paixões e desejos. Ajudando-se uns aos outros, em aliança impura, foram capazes de alcançar o que sozinhos não conseguiriam. Os seguidores de Ninrode, idolatravam-no como um heroí "nacional". Ele, é claro, jamais rejeitaria tal adoração. Ninrode - não mais Deus - tornou-se o objeto de adoração do povo.
Uma nova religião
A torre funcionaria tanto como um poderoso ímã, que atraísse as pessoas de todo o mundo, como também um templo para os deuses que escolhessem. Seu povo não mais ficaria restrito a adorar somente o Grande Jeová, que causara o dilúvio. O novo templo de Ninrode permitiria que as pessoas adorassem uma pluralidade de "deuses".
Parece que Ninrode apresentou uma vasta diversidade de deuses, por quem seus desejos poderiam ser atendidos e dos quais poderia obter ajuda.
A elaboração de tal cosmovisão jamais procederia de homens, nem mesmo de homens poderosos como Ninrode e seus seguidores. A influência extraordinária que esse sistema vem mantendo sobre as multidões, ao longo do tempo, dá-nos a certeza de que sua origem é sobrenatural.
No tocante à construção daquele primeiro templo pagão, localizado no cume da Torre de Babel, de alguma forma, Satanás e suas potestades das trevas deveriam ter comunicado revelações ocultistas a Ninrode, estabelecendo assim, a primeira grande rebelião contra Deus, no pós-dilúvio.
É provável que as primeiras formas de idolatria tenham envolvido os planetas. A princípio, consistia-se principalmente do sol, da lua e de cinco planetas, os quais eram todos adorados como deuses. Essa veneração rudimentar alastrou-se e originou o que conhecemos hoje como astrologia.
Essa "ciência" é claro, desenvolveu-se ao longo dos séculos, mas aperentemente teve seu início nas religiões ocultistas da antiga Babilônia.
A cidade de Ninrode continuava a crescer. Sua posição como rei da Babilônia permitia-o desfrutar de um harém, do qual surgiu uma jovem concubina, a mais notável entre todas as moças. Chamava-se Semíramis, mulher formosa e lasciva, a quem Ninrode corrou como rainha de seu reino. Logo após a morte dele, Semíramis ascendeu ao poder e passou a controlar todo o império. Seu primeiro decreto oficial, como Rainha da Babilônia, foi transformar o falecido esposo em uma divindade.
Parecia que o comportamento libertino de Semíramis não era segredo na corte da Babilônia. Por fim, deu à luz uma criança, e arquitetou um engenhoso plano para ocultar seu comportamente promíscuo. Ela anunciou que Ninrode ressuscitara dentre os mortos, sendo ele o pai da criança! Seu filho, Tamuz, foi então glorificado como um semideus. Ninrode, Semíramis e Tamuz tornaram-se o padrão de praticamente todos os antigos cultos e mitos de fertilidade. Mitos idênticos são praticados em todas as civilizações antigas. Os ritos de fertilidade, que se desenvolveram a partir desse mito inicial, trouxeram sobre a humanidade consequências ainda maiores que as da astrologia.
Também parece que Semíramis e Tamuz tiveram a sua influência no dogma cristão, uma vez que os mitos envolvendo suas vidas prepararam o caminho para fixar, no Catolicismo, o conceito de Nossa Senhora: Maria, a Mãe de Deus.
Os antigos ritos de fertilidade
Como foi dito, Semíramis era uma mulher muito vulgar e perversa. E sua fora a idéia de introduzir, nos ritos idólatras da Babilônia, a prática depravada da imoralidade sexual.
Os babilônios não foram os únicos a mergulhar nesse vergonhoso pecado. O mundo inteiro, todos os povos, raças e nações, profanavam-se nele. Todo joelho dobrava-se diante da deusa, toda mão implorava-lhe favor; seu nome estava em todos os lábios.
Com o passar do tempo, a natureza pervertida de Semíramis passou a ser personificada em diversas culturas, recebendo o nome de Astarote, Ishtar, Afrodite e Vênus.
Agora, talvez, entendamos melhor por que esta antiga cidade chamava-se "MISTÉRIOS: BABILÔNIA, A GRANDE; A MÃE DAS PROSTITUTAS REPUGNANTES DA TERRA" (Apocalipse 17:5). Todos nós sabemos que o termo "prostituição", na Bíblia, é empregado para referir-se à idolatria. As prostituições da Babilônia também continham um elemento de verdade literal. Com exceção do Islamismo, a religião criada por Ninrode gerou todas as falsas religiões conhecidas atualmente.
Aquilo que nasceu no coração de um único rebelde, cresceu rápido como um câncer, alastrando-se por toda a Terra.
Meditação das escrituras e oração
Quando fala o Mentiroso, ele o faz segundo sua natureza mentirosa, e contamina o mundo com mentiras.
(João 8:44)
Pois há muitos rebeldes por aí, sempre metidos em conversas enganadoras, que geram contendas e confusão. Não há pessoa pior que um hipocrita religioso e cheio de orgulho.
(Tito 1:10)
Senhor, por favor, destrói minha natureza rebelde. Arranca de mim o meu orgulho. Em meio a esta guerra intensa entre o bem e o mal, faze-me andar Contigo, lado a lado. Arrebata-me totalmente do arraial dos rebeldes. Dá-me amor por Teus mansos e humildes caminhos. Em nome de Jesus. Amém.
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DAVI E AMY
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